sábado, 7 de janeiro de 2017

Maranhão Vai Ganhar Parque Tecnológico Após Parceria Entre Governo e MCTIC

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota publicada dia (03/01) no site da “Maranhão de Todos Nós” (Agencia Oficial de Notícias do Maranhão) destacando que este estado nordestino ira ganhar um Parque Tecnológico tendo entre os seus objetivos o desenvolvimento de nanossatélites.

Duda Falcão

EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO

Maranhão Vai Ganhar Parque Tecnológico
Após Parceria Entre Governo e MCTIC

03/01/2017 – 20h00

O Governo do Estado já tem assegurado recursos no valor de R$ 2 milhões para criação do primeiro Parque Tecnológico do Maranhão. A implantação do parque representa um grande impacto para o desenvolvimento econômico e social do estado a partir da promoção da pesquisa e inovação e cooperação entre instituições de pesquisa, universidades e empresas. A conquista de mais esse investimento para o Maranhão é resultado de negociações realizadas pelo secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Jhonatan Almada, com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) iniciadas em 2015.

“A implantação do Parque Tecnológico do Maranhão prevê investimentos em laboratórios de prototipagem e nanosatélites, investimento de arranjos produtivos e estímulo à criação de empresas de base tecnológica”, destacou o secretário Jhonatan Almada. O Maranhão, segundo observou Almada, é um dos poucos estados da federação que não possuem parque tecnológico. “Nesse sentido, o convênio com o Ministério da Ciência e Tecnologia vai permitir que, a partir desses investimentos e desse conjunto de ações, possamos iniciar o desenvolvimento do primeiro Parque Tecnológico do Maranhão”, enfatizou o titular da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação.

O parque tecnológico, segundo explicou Jhonatan Almada, trabalha o conceito de disseminação em diferentes instituições, podendo ao mesmo tempo funcionar nas universidades estadual e federal e na Base de Alcântara. “É um parque no formato de uma rede, em que você tem diferentes estruturas que convergem para compor o parque”, explicou o secretário.

Próximos Passos

Com os recursos já assegurados, o próximo passo é a abertura de licitações para contratações de estudos, equipamentos de laboratório e para o programa de estímulo à criação de empresas de base tecnológica. “Então o primeiro passo é realizar as licitações. Concluídas, daremos início às contratações dos serviços”, contou Almada.

A implantação de um parque tecnológico significa, segundo Jhonatan Almada, que pela primeira vez o Estado irá internalizar as vantagens comparativas que o Maranhão possui no que diz respeito à localização da Base de Alcântara.

“Significa que você vai poder desenvolver junto a pesquisadores e instituições de pesquisa do Maranhão a área espacial, com foco em nanossatélites. Esse será o veio que vamos explorar a partir dos investimentos no parque tecnológico. O que finalmente representa deixar de ver a Base de Alcântara como um grande potencial para o desenvolvimento do Estado e internalizar, tornar real, esse potencial a partir da criação desses laboratórios, da produção de pesquisas e da produção de empresas”, enfatizou Jhonatan Almada.


Fonte: Site Maranhão de Todos Nós - http://www.ma.gov.br

Comentário: Pois é leitor, tomara que esse parque realmente se torne uma realidade e que nanossatélites venham ser desenvolvidos no Maranhão por empresas locais de controle 100% nacionais. Vale lembrar que, enquanto nanossatélites são desenvolvidos no Brasil nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte, curiosamente até o momento o Maranhão (estado onde se localiza a principal base de lançamento do país) até onde sei não esta envolvido com qualquer projeto nesta área. Vale lembrar também leitor que para a Região NORDESTE o ano de 2017 poderá se tornar um ano marcante em áreas de nanossatélites, Espaçomodelismo e Propulsão Hipersônica, caso esta iniciativa e outras em curso realmente se concretizem. Esclarecendo para o leitor, na área de nanossatélites, além dessa iniciativa no Maranhão, no Rio Grande do Norte a UFRN em parceira com Centro Regional do Nordeste (CRN) do INPE, trabalham no desenvolvimento do primeiro nanosatélite do Programa CONASAT (Constelação de Nanossatélites Ambientais). Já na área de Espaçomodelismo educacional, deverá finalmente ser inaugurando no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) as instalações do tão esperado CVT-Espacial. Além disso (talvez sejam as iniciativas mais significativas) se espera a continuidade das tratativas entre o COMAER e a UFRN para a implantação no Rio Grande do Norte do Polo Aeroespacial do Nordeste (PAN),este direcionado as pesquisas na área de propulsão hipersônica, e também da instalação da Plataforma Hipersônica de Lançamento Orbital (PHiLO) no CLBI, tendo como objetivo o lançamento futuro de Nanos e Microssatélites deste estado nordestino. Parece leitor que o objetivo do COMAER é transformar o estado do RN numa espécie de centro de desenvolvimento de propulsão hipersônica (como na Austrália), pois entre as iniciativas estão à criação de um Instituto Internacional de Física e de um Laboratório de Aerotermodinâmica e Hipersônica na UFRN. Com relação a tal PHiLO, não tenho maiores informações, mas desconfio que tenha algo haver com a plataforma de lançamento dos antigos Sonda IV, atualmente desativada, que deverá ser reaproveitada, se não por completo, parte dela. Entretanto leitor, vale lembrar que estamos falando do Brasil, e não dos EUA ou de outra nação séria e compromissada com as suas atividades espacias.

2 comentários:

  1. Duda, muito bom saber de uma notícia dessa. Acredito que o Governo do Maranhão está se preocupando em buscar alternativas que tornem as atividades espaciais no Estado mais dinâmicas. Em conversas com o Dr. Durão, já tem algum tempo, onde eu propus a criação de um curso ou uma pós-graduação em modalidade a distância pelo INPE em Tecnologias Espaciais aplicadas em pequenos satélites, ele mencionou a mim que a SECTI-MA estava buscando parcerias na área de cubesat. Estive conversando também com o Lucas Fonseca sobre a possibilidade de nascer um projeto de um cubesat entre algumas instituições acadêmicas do Maranhão (IFMA, onde eu trabalho) e do Pará (UFPA, UFRA e IFPA); a ideia seria seguir os passos iniciais que o grupo dele fez: testar software e hardware usando lançamento por balões. O que já seria um grande feito para nós dessa região!

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    1. Olá Brehme!

      Hummmm, boas notícias jovem amigo e espero que você consiga concretiza-las. Se possível me mantenha informado sobre o andamento desta iniciativa. Gostei de sua ideia e ficarei na torcida para que você consiga viabiliza-la.

      Forte abraço

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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