terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Atividades Operacionais no CLBI Têm Início Com Rastreamento do Veículo Soyuz

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (27/01) no site do “Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI)”, destacando que o centro teve suas atividades operacionais deste ano iniciadas com o rastreamento de um veículo Soyuz.

Duda Falcão

Notícias

Atividades Operacionais no CLBI Têm
Início Com Rastreamento do Veículo Soyuz

CLBI
27/01/2017


Na sexta-feira, 27, a Seção de Telemedidas do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno realizou o rastreamento do Veículo Soyuz VS-16 lançado do Centro Espacial Guianês, localizado em Kourou, Guiana Francesa.

O lançamento ocorreu às 23:00 HBV com a finalidade de colocar em órbita geoestacionária o satélite de telecomunicações Hispasat 36W-1 com previsão de vida útil de quinze anos e que atuará na zona de cobertura da Europa, Ilhas Canárias e América do Sul. Compondo uma cadeia de rastreamento que envolve cinco estações para os veículos lançados à leste, a principal função operacional da Estação Natal ocorreu 6 minutos e 49 segundos após a decolagem, com a aquisição dos sinais transmitidos pelo veículo, tratamento e envio de dados ao Centro Espacial Guianês. Na cadeia de rastreamento, a Estação Natal atua em momento crítico do voo – separação dos três estágios e da coifa -, sendo operacionalmente a única Estação responsável pela coleta das informações transmitidas pelo veículo durante a fase propulsada, ratificando a importância dos serviços prestados.

O calendário operacional do CLBI no ano de 2017 prevê uma alta taxa de ocupação: 8 operações de rastreio em prol da Agência Espacial Europeia (ESA), somadas às operações nacionais (lançamento e rastreio) no CLBI e no Centro de Lançamento da Alcântara (CLA).

Nesta elevada cadência de rastreamento, ressalta-se a elevada capacidade operacional e prontidão da Estação ao ter início da Operação ARIANE VA235 dois dias após a finalização da Operação Soyuz VS16.

Segundo a Coordenadora da Estação de Telemedidas, Engenheira Maria Goretti Dantas, o planejamento e execução das Operações seguem um cronograma rígido para garantir a confiabilidade e a segurança necessárias para o sucesso das missões: “Concluímos a Operação do Soyuz e já estamos pensando nos ensaios e nas cronologias para a próxima Operação ARIANE”. E acrescenta que durante um período as duas Operações recebem atenção da equipe de engenheiros e técnicos da Estação: “Alguns profissionais finalizam a Operação com a confecção dos Relatórios e envios administrativos à ESA, enquanto outros profissionais acompanham os processos da Operação subsequente”.

Na análise do Diretor do Centro considerando a nova Concepção Estratégica da Força Aérea Brasileira para consolidar a eficácia das atividades operacionais e administrativas, a primeira atividade operacional do CLBI focando a atividade-fim, com o apoio do Grupamento de Apoio de Natal (GAP-NT) na execução logística da Operação – foi um sucesso: “Ajustamos os procedimentos internos e recebemos do GAP-NT todo apoio logístico necessário que garantiu a qualidade da Estação, nesse primeiro evento operacional, na nova configuração da Força Aérea que prioriza a atividade-fim de suas Organizações Militares".

Sobre o Lançador Soyuz

A família de lançadores Soyuz, de fabricação russa, assegura os serviços de lançamento confiáveis desde o início da pesquisa espacial. Atualmente, os veículos desta família, que colocaram em órbita o primeiro satélite e o primeiro homem, contabiliza um total de 1865 lançamentos.

O Soyuz é utilizado para voos habitados ou não, em proveito da Estação Espacial Internacional, para os lançamentos do governo da Rússia e também para voos comerciais dentro do programa Arianespace da União Europeia. O primeiro lançamento a partir de Kourou ocorreu em 24 de junho de 2003, transportando o satélite O3B – Outros 3 bilhões de pessoas –, sendo o primeiro de uma rede de quatro satélites para oferecer serviços de internet de alta velocidade para clientes dos mercados emergentes em todo o mundo.



Fonte: Site do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI)

4 comentários:

  1. É uma maneira desses profissionais subutilizados fugirem da ociosidade.

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  2. Falhou,coisa raríssima,na última tentativa de lançar uma Progress à ISS.No entanto,foi com ele que os russos lançaram o primeiro satélite e o primeiro homem à órbita terrestre.Ainda hoje é com ele que realizam todos os lançamentos tripulados.É,provavelmente,o mais confiável de todos e um dos mais de menor custo também.

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  3. Melhor seria se ao invés de rastrearmos foguete dos "outros",lançássemos os nossos próprios.

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