Segundo Nota da FAB, o Foguete Suborbital VS-30 V16 Foi Lançado Ontem (15/09) com Sucesso, Qualificando Assim em Voo a Plataforma Suborbital de Microgravidade – Reduzida (PSM-R)
Caros entusiastas das atividades espaciais!
Pois então, o portal da FAB noticiou, na noite de ontem (15/09), o lançamento bem-sucedido do Foguete Suborbital VS-30 V16, bem como a qualificação do sistema de recuperação da Plataforma Suborbital de Microgravidade – Reduzida (PSM-R), e não “não recuperável”, como mais uma vez teria sido divulgado para ludibriar a sociedade brasileira.
Compatriotas, como brasileiro e entusiasta das atividades espaciais do meu país, eu deveria estar, neste momento, comemorando entusiasticamente essa notícia, diante de sua importante representatividade para o futuro das pesquisas em microgravidade no Brasil. Entretanto, sou uma pessoa que tem razões de sobra para manter um olho aberto e outro fechado quando se trata da Força Aérea Brasileira (FAB) e de suas artimanhas.
Não seria, compatriotas, a primeira vez que a FAB mente descaradamente. E aqui não estou dizendo que o que está propagado na nota que publicarei a seguir seja mentira. Entretanto, diante do histórico da FAB, inclusive em relação ao voo anterior dessa plataforma, quando anunciou amplamente à mídia que a missão havia sido bem-sucedida — afirmação que, creio eu, quase um ano depois foi contestada pela própria empresa que desenvolveu a plataforma, a Orbital Engenharia, em uma de suas palestras direcionadas ao setor —, é preciso manter a atenção.
A própria necessidade de realizar um segundo voo de qualificação, desta vez com uma versão "Reduzida" — talvez por falta de recursos ou por qualquer outra razão —, além da tentativa de ludibriar a sociedade ao propagar em seu site que o “R” na nomenclatura da plataforma significaria a palavra “Recuperável”, bem como a aparente utilização do incompetente apresentador Edmon Garcia (kkkkkkk), do Programa Brasil com Ciência, em defesa dessa mentira (veja a “ratada” desse profissional no vídeo abaixo, antes que eles me tirem o acesso ou façam alguma modificação), são razões de sobra para ficarmos atentos a qualquer informação propagada por essa instituição militar.
Como esquecer, por exemplo, compatriotas, o que ocorreu durante a Operação Raposa, que tinha como objetivo verificar o desempenho em voo do Estágio Propulsivo Líquido (EPL), também desenvolvido pela Orbital Engenharia para impulsionar o Motor L5 do IAE, e que hoje talvez faça parte do acervo do Memorial Aeroespacial Brasileiro (MAB), em São José dos Campos (SP), como símbolo de nossa incompetência, falta de resiliência e de seriedade na condução do Programa Espacial Brasileiro (PEB) governamental?
Vale lembrar que essa mesma FAB, à época, propagou, por meio da mídia que cobriu aquele importante momento do PEB (veja abaixo), o lançamento bem-sucedido e o sucesso da missão, algo que hoje sabemos não ser verdade.
Jornal NBR Notícias- TV NBR - 02/09/2014.
Jornal Reporter Brasil - TV Brasil - 03/09/2014.
A postura da FAB diante de seus fracassos é algo nojento, não patriótico e preocupante, pois quem não reconhece seus erros não aprende com eles e continua seguindo o mesmo caminho. Um caminho que, aparentemente, também vem infelizmente contaminando a INNOSPACE.
Dito isso, compatriotas, sinceramente espero, como brasileiro e para o bem do Brasil, que o que foi propagado na nota abaixo seja 100% verdadeiro. Pois, se não for, mais cedo ou mais tarde a verdade aparecerá, comprovando, mais uma vez, que os atuais gestores do nosso “Patinho Feio” governamental precisam ser afastados definitivamente de seus cargos, bem como responsabilizados judicialmente por seus desmandos com os recursos públicos, sejam eles cívis ou militares. Segue abaixo a nota da FAB.
FAB Testa Com Sucesso Sistema de Recuperação de Carga Útil Após Voo em Ambiente de Microgravidade
Operação Potiguar Fase 2 qualificou, nesta terça-feira (15/09), o sistema de recuperação da Plataforma Suborbital de Microgravidade (PSM-R)
Fotos: Sargentos Frutuoso / IAE e Baccarin / CECOMSAER
A Força Aérea Brasileira (FAB) escreveu, nesta terça-feira (15/09), mais um capítulo do Programa Espacial Brasileiro (PEB) ao qualificar, em condições reais de voo, o sistema de recuperação da Plataforma Suborbital de Microgravidade (PSM-R). Os dados obtidos durante a Operação Potiguar Fase 2 serão utilizados na avaliação do sistema e no desenvolvimento de futuras atividades de pesquisa em ambiente de microgravidade.
Ao todo, o voo da PSM-R, utilizando o veículo de sondagem VS-30 V16, durou cerca de 12 minutos e 30 segundos, alcançando a altitude de 92 quilômetros. Todos os procedimentos foram conduzidos sob rigorosos requisitos de segurança. No Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), o acompanhamento do veículo envolveu sistemas de rastreamento e telemetria, e cada etapa, do transporte à montagem na plataforma de lançamento, seguiu protocolos estabelecidos, com coordenação integrada entre as equipes envolvidas.
“Embora esses minutos de voo representem apenas uma fração do tempo total dedicado ao planejamento, a complexidade logística e o contingente envolvido são imensos. Contamos com a colaboração de diversos órgãos, incluindo a Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro, a Agência Espacial Brasileira (AEB), empresas especializadas em sistemas de missão, além de todo o suporte do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI)”, pontuou o Diretor do CLBI.
Já o resgate da carga útil em mar aberto mobilizou duas unidades da FAB: o Primeiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (1º/8º GAv) – Esquadrão Falcão, sediado na Base Aérea de Natal (BANT), e o Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (PARA-SAR), sediado em Campo Grande (MS). Enquanto o Esquadrão Falcão garantiu a precisão do voo e o posicionamento da aeronave sobre o ponto de descida, o PARA-SAR executou o resgate em si, lançando-se ao mar para recuperar a plataforma.
“Operações aeroespaciais são, por natureza, esforços conjuntos que demandam uma infraestrutura robusta, envolvendo diversos institutos, organizações militares e unidades aéreas. Nesta missão específica, o apoio da Força Aérea é indispensável, incluindo a participação do Esquadrão Falcão para o resgate da plataforma. Esse suporte é essencial para que possamos recuperar o equipamento e analisar integralmente o ciclo da missão”, explicou o Diretor do IAE.
Com o resgate concluído, encerrou-se, na prática, o ciclo completo da missão: lançamento, voo suborbital, recuperação e qualificação em voo do sistema de recuperação da PSM-R. O êxito das equipes consolida a Operação Potiguar Fase 2 como etapa decisiva do Programa Espacial Brasileiro.
“O sucesso da missão demonstra que o Brasil é capaz de lançar, recuperar e qualificar, em condições reais de voo, uma plataforma nacional de experimentos em microgravidade. Essa conquista garante soberania à comunidade científica e ao país, além de eliminar a dependência anterior de sistemas estrangeiros, o que nos habilita a realizar futuros lançamentos com capacidade comercial”, ressaltou o Diretor-Geral do DCTA.
O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno
Inaugurado em 1965, o CLBI foi o primeiro centro de lançamentos espaciais da América do Sul. A localização próxima ao equador magnético, ao Oceano Atlântico e a importantes estruturas logísticas favorece as atividades de lançamento e contribui para a segurança das operações. O Centro conta com sistemas de rastreamento, telemetria e monitoramento, utilizados no acompanhamento de veículos e na coleta de dados.
Ao longo de sua história, o CLBI participou de mais de 400 lançamentos de foguetes e acompanhou mais de 3 mil veículos. Entre as atividades estão o rastreamento de foguetes Ariane, em cooperação com a Agência Espacial Europeia (ESA), e o apoio ao monitoramento de veículos lançados a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA).
Carga útil
A carga útil embarcou quatro experimentos resultantes de parcerias entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a iniciativa privada, abrangendo pesquisas científicas e testes de tecnologias — como o estudo dos efeitos da microgravidade sobre microrganismos e o teste de um sistema de segurança para lançamentos — além de tecnologias próprias do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), incluindo uma bateria de lítio de alta densidade energética e um transmissor que auxilia na localização da carga após o pouso.
Programa de Microgravidade
A microgravidade permite realizar experimentos em condições diferentes das encontradas na superfície terrestre. Esse ambiente pode ser utilizado para pesquisas em áreas como materiais, fluidos, combustão, biologia e outras aplicações científicas e tecnológicas. Neste sentido, o Programa Microgravidade da AEB seleciona experimentos científicos e tecnológicos para serem realizados em voos suborbitais e orbitais. A PSM está relacionada ao programa e foi desenvolvida para transportar experimentos que necessitam de um ambiente de microgravidade para a realização de pesquisas.
A recuperação da plataforma também permite que equipamentos e experimentos sejam retirados da trajetória de voo e analisados posteriormente, possibilitando a avaliação dos resultados obtidos durante a missão. Segundo o Presidente da AEB, tais missões são vitais tanto do ponto de vista científico quanto para a demonstração de novas tecnologias.
“O sucesso desta missão é um esforço coletivo que envolve diversos atores e instituições pelo país. No Programa Espacial Brasileiro, ninguém atua de forma isolada. Por ser uma iniciativa complexa e de alto investimento, exige a convergência de diversas especialidades — desde a engenharia e a física até a biologia e a administração. Todas as competências, do corpo técnico ao administrativo, são fundamentais para que possamos avançar”, concluiu.
Veja abaixo, algumas fotos e vídeos do lançamento do foguete que foram divulgados nas redes sóciais da vida e nos envianda pelo nosso jovem amigo Raul Carlos, ao qual agradecemos publicamente:
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Corte da edição 238ª da coluna “Espaço Semanal”, exibida em 17 de setembro de 2026.
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