Bizu Space Amplia Testes do Altímetro BIZU em Foguetes Universitários Brasileiros
Caros entusiastas das atividades espaciais!
Um movimento que há anos merece destaque no setor espacial privado brasileiro é a preocupação de alguns empreendedores com a formação de novos profissionais e com o incentivo à educação na área espacial. Iniciativas como o SpaceCamp, da Acrux Aerospace Technologies; o Garatea-E, da Airvantis; e os CanSats educativos da PION Labs, entre outras, são exemplos de ações que vêm aproximando estudantes e universidades do desenvolvimento de tecnologias espaciais.
Mais recentemente, a Bizu Space também vem contribuindo para esse movimento. E nesta terça-feira (08/09), em sua página oficial no LinkedIn, mais uma iniciativa voltada à Educação e ao Foguetemodelismo universitário foi anunciada pela empresa.
Durante a Latin American Space Challenge (LASC), competição que também conta com o apoio da PION Labs, o Altímetro BIZU foi embarcado em foguetes desenvolvidos por cinco equipes brasileiras: ITArocket, Bravo Aerospace, Kosmos Rocketry, UFABC Rocket Design e Projeto Jupiter. A participação representa mais uma etapa importante no processo de desenvolvimento e validação do sistema.
A história do Altímetro BIZU começou em 2021, quando a tecnologia foi desenvolvida para atender às necessidades dos próprios veículos da Bizu Space. As primeiras versões foram utilizadas no Foguete BF-1 e submetidas a dezenas de testes em solo e em voo.
Posteriormente, uma versão otimizada do sistema integrou o Foguete FTL-Perseu, apresentado como o primeiro foguete brasileiro movido exclusivamente por propulsão líquida. A experiência acumulada nesses projetos abriu caminho para uma nova etapa de desenvolvimento.
Por meio de parcerias com outras equipes, a Bizu Space passou então a disponibilizar a tecnologia para utilização em diferentes foguetes, permitindo que o equipamento fosse testado e validado em uma variedade maior de veículos e condições de operação.
O Altímetro BIZU combina dados inerciais e de pressão atmosférica para identificar diferentes momentos do voo e dispõe de quatro saídas destinadas ao acionamento de sistemas de recuperação.
Além do aspecto tecnológico, o desenvolvimento do equipamento busca enfrentar uma das dificuldades encontradas atualmente pelas equipes brasileiras de foguete-modelismo e desenvolvimento experimental: a necessidade de importar boa parte das soluções utilizadas em seus projetos. A dependência de fornecedores estrangeiros implica custos mais elevados, processos de importação e, em muitos casos, menor acesso às tecnologias empregadas.
Segundo a Bizu Space, o objetivo agora é transformar a experiência acumulada ao longo de anos de desenvolvimento, testes e voos em uma solução comercial produzida no Brasil. A proposta é oferecer às equipes nacionais — e futuramente também a grupos de outros países da América Latina — uma alternativa desenvolvida localmente para atender às necessidades de seus projetos.
O Altímetro BIZU já está voando. E, a julgar pelos planos da empresa, deverá estar presente em um número cada vez maior de foguetes desenvolvidos no Brasil e na América Latina.
Brazilian Space
Corte da edição 237ª da coluna “Espaço Semanal”, exibida em 10 de setembro de 2026.
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