Fotógrafo Brasileiro Registra Coroa Solar e ‘Anel de Diamante’ Durante Eclipse Total na Espanha
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De acordo com uma notícia publicada ontem (13/08) pelo portal CNN Brasil, o fotógrafo brasileiro Kiko Fairbairn viajou até Castrojeriz, na Região de Burgos, na Espanha, para acompanhar o eclipse solar total ocorrido na quarta-feira (12). Durante a totalidade, ele registrou imagens da coroa solar, de proeminências solares e do chamado “anel de diamante”, um dos momentos mais marcantes do fenômeno.
Crédito das imagens: Kiko Fairbairn
Fairbairn registrou o instante em que a Lua encobriu completamente o disco solar, dando início à fase de totalidade do eclipse. Durante quase dois minutos, a luz do dia se transformou e a coroa solar pôde ser observada ao redor do Sol.
“Foram quase dois minutos que pareceram acontecer fora do tempo. A luz mudou, o ambiente inteiro se transformou e, quando a Lua finalmente cobriu o Sol, apareceu aquela coroa solar enorme no céu”, relatou Kiko Fairbairn.
Segundo o fotógrafo, a experiência de observar um eclipse total vai além do fenômeno astronômico.
“Um eclipse total não acontece só no céu. Ele acontece ao seu redor. Você percebe a mudança da luz, da temperatura, das cores no horizonte e a reação das pessoas. E então olha para cima e vê um Sol negro cercado pela coroa. É exuberante, estranho e maravilhoso ao mesmo tempo”, afirmou.
Por que a Lua consegue encobrir o Sol?
Embora o Sol seja aproximadamente 400 vezes maior que a Lua, os dois parecem ter tamanhos semelhantes quando observados da Terra. Isso acontece porque a Lua também está, aproximadamente, 400 vezes mais próxima do nosso planeta do que o Sol.
Essa coincidência de proporções permite que o disco lunar cubra completamente o Sol durante um eclipse total, deixando visível sua atmosfera externa, conhecida como coroa solar.
Além da coroa, Fairbairn conseguiu fotografar proeminências solares, estruturas formadas por plasma — gás ionizado — que se projetam da superfície do Sol em direção à sua atmosfera externa.
Nas imagens também aparece o chamado “anel de diamante”, efeito produzido no início ou no fim da totalidade, quando um dos últimos pontos de luz da superfície solar volta a aparecer por trás da Lua, enquanto a coroa permanece visível.
Planejamento para registrar o eclipse
A escolha de Castrojeriz, segundo Fairbairn, foi resultado de um planejamento que começou muito antes do eclipse.
“Estudei mapas, posição do Sol, clima e possibilidades de enquadramento porque queria registrar o fenômeno, mas também contar através das imagens onde tudo aquilo estava acontecendo. E então chegou a totalidade”, explicou.
Especializado em fotografia de paisagem e astrofotografia, Kiko Fairbairn já teve 15 imagens publicadas pela NASA. O fotógrafo também foi vencedor do Astronomy Photographer of the Year, concurso promovido pelo Royal Observatory Greenwich, em Londres, no Reino Unido.
Eclipse Solar Total
O eclipse solar total ocorreu na quarta-feira (12) e pôde ser observado em diferentes regiões do Hemisfério Norte. O fenômeno acontece quando a Lua passa entre a Terra e o Sol e bloqueia completamente a luz solar em uma faixa específica da superfície terrestre.
A faixa de totalidade atravessou a costa leste da Groenlândia, alcançou o noroeste da Islândia e seguiu em direção à Espanha, onde o fenômeno foi acompanhado por observadores e fotógrafos.
O eclipse não foi visível do Brasil, nem mesmo de forma parcial.
Brazilian Space
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