Pesquisa de Cientistas da 'Universidade de Illinois' Atesta Que Origami Simplifica Transmissão de Energia em Satélites Espaciais
Caros entusiastas do BS!
No dia de ontem (25/02),
o portal Inovação Tecnológica noticiou que uma pesquisa conduzida por
uma equipe de cientistas da Universidade de Illinois (EUA) demonstrou que
técnicas de origami podem simplificar a transmissão de energia em satélites
espaciais.
[Imagem: Nikhil
Ashok et al. - 10.1038/s44172-025-00539-7]
Guias de Onda de Origami
De acordo com a
notícias do portal, os satélites
artificiais comumente usam guias de ondas eletromagnéticas para transmitir
energia de um componente para outro. Esses guias são feitos de tubos de metal
pesados e inflexíveis, com flanges ainda mais pesadas em cada extremidade, o
que não é ideal para aplicações espaciais.
Usar o origami
para resolver "problemas espaciais", sobretudo no desenvolvimento
de antenas
mais leves e versáteis, não é nenhuma novidade, então Nikhil Ashok e
colegas da Universidade de Illinois decidiram adotar a abordagem para projetar
melhores guias de ondas.
O resultado são
diversos conceitos de guias de onda flexíveis e leves, que poderão ser lançados
em um estado compacto e dobrado, e depois expandidos para o tamanho total após
serem implantados no espaço.
"Como os
guias de onda eletromagnéticos mais comuns têm formato retangular, nossos
projetos de origami precisaram manter uma seção transversal retangular no
estado operacional para um desempenho comparável," justificou o professor
Xin Ning.
[Imagem: Nikhil
Ashok et al. - 10.1038/s44172-025-00539-7]
Inspiração em sacola de papel
Como inspiração
para uma estrutura dobrável retangular mais simples, a equipe partiu de uma
sacola de papel, como as usadas em padarias. Duas seções semelhantes a sacolas
de compras geraram um tubo dobrável e entradas e saídas retangulares para
conexão, e a parte retangular da base funciona como flange.
Partindo daí, os
pesquisadores desenvolveram guias de onda eletromagnéticos de origami mais
avançados, com formato semelhante a um fole.
"Com o
primeiro formato de fole, sabíamos que tínhamos um design dobrável e
desdobrável que poderia funcionar, mas queríamos explorar mais possibilidades
com os princípios do origami. Precisávamos encontrar outros designs que
pudessem torcer e dobrar à medida que se desdobravam, no ângulo correto e com a
distância correta entre as abas. Esses novos designs eram mais complexos, então
simulamos o modelo para testar diferentes distâncias e ângulos e alcançar uma
torção de 90 graus da entrada à saída," detalhou Ning.
Para fabricar
modelos de demonstração foi usado papel comum, laminado com papel alumínio de
cozinha, e finalmente dobrado. Para uso em espaçonaves, a ideia é que os
projetos sejam impressos em 3D com materiais mais duráveis, o que permitirá
também aplicar revestimentos com materiais comerciais de alta qualidade e
durabilidade, como Kapton e laminados metálicos.
Embora o foco
inicial do projeto seja o uso em satélites e espaçonaves, o conceito pode ser
aplicado a guias de onda usados em sistemas navais, elétricos e de comunicação
para transferência de energia de micro-ondas, garante a equipe.
Saibam mais:
Autores: Nikhil
Ashok, Sangwoo Suk, Sven G. Bilén, Xin Ning
Revista:
Communications Engineering
Vol.: 4, Article
number: 208
DOI:
10.1038/s44172-025-00539-7
Brazilian Space
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