NASA Anuncia Nave Substituta dos Ônibus Espaciais

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada ontem (04/07) no site do jornal “Folha de São Paulo” destacando que a NASA finalmento anunciou o substituto de sua frota de ônibus espaciais.

Duda Falcão

Ciência

NASA Retoma Design de 1969
em Substituta de Ônibus Espacial

MARIANA PASTORE
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
04/07/2011 - 11h36

A NASA finalmente anunciou o substituto de sua frota de ônibus espaciais, que será "aposentada" no dia 20 de julho, quando o Atlantis retorna à Terra.

O chamado MPCV (do inglês Multi-Purpose Crew Vehicle, ou Veículo Multifuncional Tripulado) é a nave do futuro da agência e a aposta para exploração além da órbita baixa da Terra.

No entanto, seu design é uma releitura da nave Apollo, que levou os primeiros homens à Lua em 1969, remetendo ao passado.

Ao contrário dos ônibus espaciais, que chegavam no máximo até o telescópio Hubble, a 600 km da superfície terrestre, o veículo fará viagens de exploração do espaço profundo, podendo chegar até a Marte, de acordo com Dan Huot, porta-voz da NASA.

"O design externo é muito semelhante ao do Apollo, uma vez que sua cápsula é a melhor forma de reentrar na atmosfera da Terra em alta velocidade."

O porta-voz explica que o interior aproveita os últimos 40 anos de avanços tecnológicos em aviação, computação, segurança e proteção térmica, e que os procedimentos de subida e reentrada serão dez vezes mais seguros do que nos ônibus espaciais.

Com um volume total de aproximadamente 20 metros cúbicos e área disponível para habitação de 9 metros cúbicos, o MPCV deverá ser lançado das bases atuais da agência e poderá pousar no oceano Pacífico, na costa do Estado da Califórnia.

"É muito maior do que o Apollo, com um diâmetro de cerca de 5 m -em comparação aos 3,65 m da nave que levou o homem à Lua", afirmou Huot.

O MPCV carregará até quatro astronautas em viagens com autonomia de até 21 dias.

De acordo com a NASA, os testes com o novo veículo já começaram. "Já está em fase de teste há algum tempo e continuará com vôos em órbita não tripulados até 2013", informou o porta-voz.

Um dos mais significativos ocorreu em maio, quando as funções do sistema de escape da tripulação durante o lançamento foram examinadas durante um vôo real.

Mas os testes com tripulação em órbita não devem acontecer antes de 2016, segundo a agência espacial.

Após essa fase, as missões serão planejadas para 2019 ou 2020, mas ainda não há uma data definida para o MPCV entrar em operação.

A nave vai responder aos anseios do programa espacial dos Estados Unidos, que nesse intervalo de tempo vai depender de "caronas" da nave espacial russa Soyuz para levar e buscar os seus astronautas na ISS (Estação Espacial Internacional).

Mas por pouco tempo, segundo o porta-voz. "No futuro, nosso principal transporte para a ISS e operações em órbita baixa terrestre será feito por meio de parceiros comerciais, que estão desenvolvendo seus próprios sistemas de lançamento e naves espaciais."

Editoria de Arte/Folhapress
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Fonte: Site do Jornal Folha de São Paulo - 04/07/2011

Comentário: Sinceramente leitor não acredito que essa seja a nave americana para a exploração do espaço profundo muito menos para uma viagem a Marte, pelo menos não nessa configuração de propulsão. Talvez a mesma venha ser usada no máximo para viagens até a Lua, porém duvido que seja usada com esse tipo de propulsão para viagens além da órbita lunar. Para esse caso (visualiza-se viagens a Marte a partir de 2025) já em 2014 será realizado o primeiro teste em vôo do motor-foguete a plasma VX-100 da Ad Astra Rocket (veja a nota em espanhol “El motor de plasma de Ad Astra Rocket desarrollado en Costa Rica saldrá al espacio en 2014”) que prevê diminuir o tempo de vôo até Marte dos atuais 7 ou 8 meses com a propulsão convencional, para algo em torno de 1 a 2 meses no máximo com a propulsão a plasma. Os riscos que os seres humanos correm no espaço interplanetário são muito grandes para se arriscar uma viagem de 7 a 8 meses confinados num pequeno espaço a mercê da radiação e de tantos outros perigos. Portanto, acredito que no momento o grande desafio para que os engenheiros transformem essa viagem histórica numa realidade, é encontrar uma solução para realizá-la o mais rápido possível, e quem no momento se encontra mais próximo de fazer isso é a Ad Astra Rocket.

Comentários

  1. E aí Duda tudo bém?

    Qual é o sistema de recuperação deste veículo?
    São pára-quedas mesmo?

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  2. Olá Vando!

    Eu creio que sim amigo, muito parecido com o sistema utilizado pelo Programa Apollo, só que acredito que bem maior e mais seguro.

    Abs

    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

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