Governo Quer Turbinar PEB com Nova Agência

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada hoje (05/07) no site do jornal “Folha de São Paulo” destacando que o governo quer Programa Espacial Brasileiro com Nova Agência.

Duda Falcão

Ciência

Governo Quer Turbinar Programa Espacial
do País com Nova Agência

CLAUDIO ANGELO
DE BRASÍLIA
05/07/2011 - 08h50

O governo conclui até agosto uma reestruturação completa do programa espacial brasileiro. As medidas incluem a criação de um novo órgão de gerenciamento, que pode ser uma fusão da AEB (Agência Espacial Brasileira) com o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

O formato da nova agência espacial ainda está sendo estudado, mas o Ministério da Ciência e Tecnologia, ao qual a AEB é subordinada, não descarta nem mesmo a extinção da agência atual.

"Precisamos enxugar a estrutura, dar mais competência", disse à Folha o ministro Aloizio Mercadante.

O presidente da AEB, Marco Antonio Raupp, afirma que a gestão do programa precisa de uma instituição capaz de acompanhar e fomentar projetos. Segundo ele, a AEB não tem "musculatura técnica" para isso.

Criada em 1994, sem quadro técnico próprio, a agência faz pouco mais do que distribuir o reduzido orçamento do programa "R$ 332 milhões em 2011" entre os órgãos que o gastam, o INPE e o IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço), ligado ao DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), do Ministério da Defesa.

Ainda não se sabe se a fusão será total, parcial (apenas o pedaço do INPE responsável pelo programa de satélites seria incorporado à agência) ou se envolverá também o DCTA, da Defesa.

Também está em estudo à criação de um conselho gestor de alto nível, que envolva vários órgãos de governo, universidades e indústria. Raupp, porém, tem pressa: o novo desenho precisa estar concluído no próximo mês, para que possa ser incorporado ao Plano Plurianual do governo federal.

Mesmo com a nova estrutura da agência, o programa ainda precisa resolver dois problemas para deslanchar: sua crônica falta de recursos e sua carência de pessoal.

A falta de quadros decorre da falta de entusiasmo de engenheiros jovens pelo programa espacial. "Precisamos de sucessos intermediários, senão a população se desinteressa", disse Raupp.

Na revisão do programa espacial, a AEB pedirá a contratação de 400 funcionários para o INPE e 700 para o IAE.

O presidente da agência não diz qual será o pedido de verba adicional, mas um estudo feito no começo do ano por IAE, INPE e Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil dá uma idéia da necessidade: R$ 500 milhões por ano a partir de 2016 só para o programa de satélites do INPE, mais cerca de R$ 200 milhões por ano para o programa de foguetes.

Outra estratégia será aumentar o número de contratos com a indústria nacional, como faz a NASA.

Um produto que já está pronto para ser comercializado é o foguete de sondagem VSB-30, desenvolvido por Brasil e Alemanha, já certificado pela União Européia e com dez vôos suborbitais bem-sucedidos. "Está na hora de o DCTA repassar o motor à Embraer para vender", afirmou Raupp.

Editoria de Arte/Folhapress
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Fonte: Site do Jornal Folha de São Paulo - 05/07/2011

Comentário: Bom leitor as idéias aqui apresentadas são interessantes, mas não acredito que seja necessário dar um fim na AEB. Aliás, em minha opinião seria um tremendo erro, já que a existência da mesma é que passa, ou pelo menos tenta passar, a imagem internacional de que o programa espacial do país tem finalidade civil. O que se precisa fazer é adotar os exemplos bem sucedidos no mundo (NASA, JAXA, ESA, CNES) e não procurar inventar um novo modelo ainda não testado. Porque complicar, se é bem mais fácil descomplicar? Gostaria de agradecer ao leitor Lucas Urbanski de Pato Branco (PR) por ter enviado a dica dessa matéria.

Comentários

  1. OLA
    Eu acredito que uma fusao nao vai complicar o PEB mais sim descomplicar e vale lembrar que a JAXA foi formada pela fusao de tres organizacoes (ISAS , NAL ,e NASDA)

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  2. Olá Rafael!

    Gosto mais do modelo adotado pela NASA com laboratórios, como o JPL, porém, mesmo que mude o modelo de gestão, nada funcionará se o governo não transformar o programa num programa de estado, garantindo assim a continuidade dos recursos e permitindo com que os projetos não sofram cortes que inviabilizem seus cronogramas.

    Abs

    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

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  3. Olá,
    Do meu ponto de vista, criar mais uma agência não levará a nada se não houver incentivo às já existentes. Será mais uma agência a ficar se rastejando por falta de recursos. Sem falar na falta de mão de obra especializada no setor. Sem incentivo e reconhecimento ninguém irá se interessar em trabalhar nessa área mesmo. É preciso criar programas de incentivo para os estudantes em nível nacional, criar competições e investir muito mais em pesquisa e desenvolvimento.

    Humberto

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