domingo, 31 de março de 2019

AVIBRAS - Parceria Tecnológica e Industrial Com as Forças Armadas do Brasil

Olá leitor

Veja abaixo leitor uma matéria  publicada dia (29/03) no site “Defesanet”, destacando os produtos brasileiros que serão apresentados pela empresa brasileira AVIBRAS (em parceria com as Forças Armadas) durante a realização da LAAD 2019 no Rio Centro da capital carioca.

Duda Falcão

COBERTURA ESPECIAL - LAAD 2019 - DEFESA

AVIBRAS - Parceria Tecnológica e Industrial Com as Forças Armadas do Brasil

DEFESANET
29 de Março, 2019 - 12:50 ( Brasília )

Fotos: AVIBRAS
A AVIBRAS Indústria Aeroespacial apresentará
o MANSUP na LAAD 2019.

AVIBRAS Indústria Aeroespacial estará presente em mais uma edição da LAAD Defence & Security, que será realizada de 2 a 5 de abril no Riocentro, no Rio de Janeiro, considerada a mais importante feira de defesa e segurança da América Latina. O estande da empresa será o R-10, localizado no Hall 4. A companhia vai apresentar o seu vigor e a sua capacidade tecnológica e industrial através da sólida parceria com as Forças Armadas do Brasil nos programas estratégicos:

ASTROS 2020

O Sistema de Foguetes de Artilharia para Saturação de Área (ASTROS) é adotado no Brasil pelo Exército e pela Marinha, e pelas Forças Armadas de diversos países desde a década de 1980.

A AVIBRAS, no âmbito do Programa Estratégico ASTROS 2020 do Exército Brasileiro, que tem por objetivo ampliar a capacidade da Força Terrestre Nacional com um sistema tecnologicamente superior, de alta referência de desempenho e confiabilidade operacional, está desenvolvendo o Míssil Tático de Cruzeiro, com tecnologia 100% nacional, desde a sua concepção, projeto de engenharia, protótipos e fabricação. A empresa também está industrializando novos batalhões na versão MK-6, constituídos por viaturas lançadoras, de comando e controle, meteorológicas, de apoio ao solo e remuniciadoras.


MANSUP

No programa do MANSUP (Míssil Antinavio de Superfície), da Marinha do Brasil, a AVIBRAS é responsável pelo Sistema Propulsivo (Motor) e outros componentes e pela Montagem Final dos protótipos do míssil. O MANSUP deverá equipar os futuros navios da esquadra da Marinha do Brasil.


A-DARTER

A AVIBRAS também integra o programa binacional da FAB (Força Aérea Brasileira) entre o Brasil e a África do Sul no desenvolvimento do míssil de combate aéreo de 5ª geração A-Darter, que tem o propósito de equipar os novos caças Gripen da Força Aérea Brasileira.


SKYFIRE

A companhia também vai apresentar na feira o Sistema SKYFIRE (Sistema de Foguetes Ar-Terra de 70 mm e Superfície-Superfície), que faz parte do amplo portfólio de produtos de alto valor agregado desenvolvidos pela empresa.


Programa Espacial Brasileiro

Com sua expertise e pioneirismo no setor aeroespacial no desenvolvimento de soluções tecnológicas nacionais, a AVIBRAS destacará ainda a sua participação no Programa Espacial Brasileiro através dos foguetes de treinamento Básico e Intermediário.

Atualmente a AVIBRAS participa do desenvolvimento e da fabricação dos motores foguetes S50 do VLM-1 (Veículo Lançador de Microssatélites) no âmbito do Programa Nacional de Atividades Espaciais da AEB (Agência Espacial Brasileira).

A empresa tem competências próprias para integrar veículos lançadores para o Programa Espacial Brasileiro.

Inovação Orientada a Resultados

A AVIBRAS está próxima de completar 60 anos de existência com uma trajetória repleta de muitas realizações e superação de desafios.

Além de implantar novos métodos e processos de trabalho, a empresa está focada no esforço de vendas e no desenvolvimento de novos negócios. Desde 2016, a empresa vem implementando um processo de inovação orientado a resultados, criando as bases para o crescimento dos negócios da empresa.

No que tange à sua participação no Programa Espacial Brasileiro, a companhia está investindo na construção da fábrica para produção de PBHT (Polibutadieno Hidroxilado), insumo fundamental na produção de combustível sólido. Essa capacitação é imprescindível para os foguetes do novo Programa Espacial Brasileiro.

Trata-se de uma decisão de investimento estratégica para o Brasil e para a AVIBRAS, fundamental para o resgate da soberania nacional na produção de combustível sólido e essencial para as atividades aeroespaciais.

Com início das operações previsto para o primeiro trimestre de 2020, a fábrica estará capacitada para produzir até 2.200 toneladas de PBHT/ano.

Além das aplicações no mercado de Defesa e Aeroespacial, o PBHT possui várias aplicações como insumo no mercado civil, tais como isolantes, selantes adesivos, impermeabilizantes, encapsulamento, revestimentos, películas, etc.

A AVIBRAS também inovou com a criação do EATI (Espaço AVIBRAS de Tecnologia e Inovação) inaugurado em dezembro de 2018, no Parque Tecnológico São José dos Campos. O EATI foi concebido para atuar como a embaixada da AVIBRAS para pesquisa, desenvolvimento e inovação de produtos e soluções nos polos Defesa, Espaço e Segurança Pública, em ambiente de parceria e de colaboração com universidades, centros de pesquisa e empresas de bases tecnológicas similares.

A finalidade é assegurar a evolução da empresa desenvolvendo tecnologias estratégicas a novos produtos e negócios, com know how próprio, processos e ferramentas adequados que assegurem a sua perpetuidade.

Sobre a AVIBRAS

A AVIBRAS é uma empresa de Tecnologia e Inovação, com capacidade industrial única, 100% brasileira e reconhecida mundialmente pela excelência e pela qualidade de seus produtos e sistemas. Sua essência é ser inovadora e independente em tecnologias críticas nas seguintes áreas: Aeronáutica, Espacial, Eletrônica, Veicular e de Defesa.

Com instalações amplas e modernas localizadas no Vale do Paraíba, no estado de São Paulo, principal polo de tecnologia aeroespacial do Brasil, a AVIBRAS cria diferenciais competitivos de qualidade e inovação, fundamentais para manter-se como grande player no mercado mundial de Defesa.

Com mais de 50 anos de atuação, a empresa consolidou-se como provedora de desenvolvimento ao conduzir negócios de modo a gerar valor a clientes, acionistas e sociedade de forma sustentável. A AVIBRAS está entre as 100 maiores empresas exportadoras do Brasil e tem orgulho de integrar a Base Industrial Estratégica de Defesa Brasileira.


Fonte: Site do defesanet

Comentário:  Pois é leitor, como você mesmo pode notar, a AVIBRÁS é uma das joias que temos no Brasil na área de Defesa, porém no que diz respeito ao PEB, em nosso entendimento as suas atividades espaciais são muito tímidas e ainda muito dependente do governo, faltando-lhe visão, coragem e iniciativa. Afinal a empresa já detém tecnologia suficiente para conjuntamente atuar com as startups espaciais do país no desenvolvimento de um veiculo lançador (ou até mesmo de outros projetos tão significativos quanto), para assim dotar o país em pouco tempo de um veiculo comercial realmente competitivo nessa área de pequenos satélites. As startups brasileiras como a Acrux Aerospace Technologies, Airvantis, CLC Consultoria, entres outras, certamente se interessariam em fornecer a tecnologia que a AVIBRAS precisa desde que fosse criado um consórcio espacial onde todos viessem a ganhar com esta iniciativa. Afinal leitor, qualquer negocio só é bom quando favorece igualitariamente a todos os participantes, se não vira Acordo CANDIRU, e evidentemente ninguém quer isso.

Senador Nelsinho Trad (PSD) Agradece Bolsonaro Após Tratar de Acordo Internacional Com Ministro

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada dia (29/03) no site do “Jornal Midiamax” de Campo Grande (MS) destacando que o senador Nelsinho Trad (PSD), o mesmo que presidiu a reunião recente no Senado em que o nosso Ministro-Astronauta Marcos Pontes apresentou o AST, fez um agradecimento ao Presidente Bolsonaro.

Duda Falcão

Nelsinho Agradece Bolsonaro Após Tratar
de Acordo Internacional Com Ministro

Presidente disse que Brasil perdeu R$ 15 bilhões em 20 anos

Por Ludyney Moura
Em 10h23 - 29/03/2019

(Foto: Divulgação/Geraldo Magela/Agência Senado)
Nelsinho recebeu Pontes em reunião conjunta no Senado.

Quando esteve nos Estados Unidos, no começo deste mês de março, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) assinou um AST (Acordo de Salvaguardas Teconologicas) que prevê uso comercial de uma base militar no Brasil para lançamento de satélites. Ontem, quinta-feira (28), o senador Nelsinho Trad (PSD) presidiu a reunião no Senado que detalhou desdobramentos deste acordo.

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, astronauta que integra o governo Bolsonaro, explicou no Congresso que o acordo não tem viés militar e não interfere na soberania nacional.

“A gente aprende muito com os detalhes, o que a gente observou aqui, ministro. É que o Governo Federal tem um homem que veio do espaço que pode ajudar muito, principalmente em pautas polêmicas. Primeira vez que vejo nesta Casa quatro parlamentares da oposição, elogiando a postura do ministro”, disse Nelsinho.

De acordo com o ministro, o foco do acordo está no compromisso do Brasil de salvaguardar a tecnologia norte-americana utilizada no lançamento de satélites. Neste caso, funcionários norte-americanos teriam acesso a áreas restritas da Base, sob fiscalização de funcionários brasileiros.

“O acordo permite o lançamento de mísseis? Não. Este é um negócio que eu ouvi antes de vir pra cá em alguns meios de comunicação, mas o acordo não permite o lançamento de mísseis. Não tem relação alguma com a parte militar. Exceto se a Força Aérea Brasileira quiser lançar um míssil. O acordo também não ameaça a soberania nacional. Não é a construção de uma base norte-americana, só brasileiros continuarão controlando a Base, o Brasil controla o centro de lançamentos como um todo. Tanto as operações quanto o acesso à qualquer parte do centro. Não cedemos nenhuma parte do território nacional, nem autorizamos os EUA a lançarem o que quiserem”, explicou Pontes.

Reconhecimento

Nesta sexta-feira (29), o presidente da República fez um post com resumo do encontro entre Nelsinho e Pontes, e citou que o país perdeu cerca de R$ 15 bilhões por não ter um acordo, nos últimos 20 anos, que permitisse lançamentos no Centro Espacial de Alcântara, no Maranhão.

O senador sul-mato-grossense replicou a postagem o presidente e o agradeceu. “O reconhecimento é a melhor gratificação provinda do trabalho. Seguimos focados, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional estará sempre a favor do Brasil”, disse o parlamentar.

Ganho

Na reunião no Congresso, o ministro pediu agilidade aos parlamentares para aprovar o AST, que pode resultar em um faturamento anual de US$ 3,5 bilhões, o que representa 1% do mercado mundial de lançamento de satélites. A expectativa é que esse valor chegue a US$ 10 bilhões por ano em 2040.

Marcos Pontes também frisou que o governo norte-americano já tem acordos assinados semelhantes ao proposto ao Brasil com Rússia, China, Ucrânia e Índia, e que o governo brasileiro já iniciou tratativas com o Japão visando um outro acordo de salvaguardas.


Fonte: Site do Jornal Midiamax - https://www.midiamax.com.br

Comentário: Pois é leitor, mas vale dizer que uma ‘andorinha não faz verão’, porem já parece ser um voto a favor do AST. Entretanto a luta para assinatura deste Acordo deverá ser herculana no Congresso e para passar deverá sofrer mudanças que dificilmente serão aceitas pelos americanos, o que colocaria em cheque a assinatura desse outro acordo semelhante com o Japão (como citado na matéria), ou com qualquer outra nação. Isto é, tendo em vista um horizonte de lançamentos comerciais de foguetes de Alcântara. Mas vamos ser positivos e torcer para que o Governo Bolsonaro possa atingir este objetivo, pois sem ele o Brasil ficará fora deste mercado comercial de lançamentos.

Missão Que Levou Primeiro Brasileiro ao Espaço Completou 13 Anos Nesta Sexta-Feira

Olá leitor!

Segue abaixo a nota oficial postada dia (29/03) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) comemorando os 13 anos da Missão Centenário, missão esta que levou o primeiro (e até agora único) brasileiro ao espaço.

Duda Falcão

NOTÍCIAS

Missão Que Levou Primeiro Brasileiro ao
Espaço Completa 13 Anos Nesta Sexta-Feira

Coordenação de Comunicação Social – CCS
Publicado em: 29/03/2019 - 17h31
Última modificação: 29/03/2019 - 17h42


O dia 29 de março de 2006 ficará marcado para sempre na história do Brasil e na memória de seu povo. Faz 13 anos que a Missão Centenário levava à Estação Espacial Internacional (ISS em inglês) a tripulação Soyuz TMA-8, formada pelo comandante russo Pavel Vinogradov, o astronauta americano Jeffrey Williams e o primeiro cosmonauta brasileiro, o tenente-coronel Marcos Pontes, hoje ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

A Missão Centenário recebeu este nome em referência à comemoração do centenário do primeiro voo tripulado de uma aeronave, o 14 Bis, de Santos Dumont, em Paris, em 23 de outubro de 1906. A Missão foi fruto de um acordo firmado entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Agência Espacial da Federação Russa (Roscosmos). Com o acordo firmado entre os dois países, Brasil e Rússia, Marcos Pontes passou por treinamento na Cidade das Estrelas, complexo de formação e preparação de cosmonautas situado a cerca de 50 km de Moscou.

Os três cosmonautas, a bordo da Soyuz, decolaram do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, em 29 de março de 2006, às 23h30 (horário de Brasília), tendo como destino a Estação Espacial, onde acoplou no dia 1º de abril. Lá os três realizaram diversos experimentos científicos. Pontes levou oito experimentos que foram estudados em ambiente de microgravidade, seis deles de instituições brasileiras de pesquisa e dois de escolas de ensino médio, de São José dos Campos (SP).

Pontes ressaltou que o acordo com a AEB, ele teria apenas cinco meses para treinar, sendo que o treino normal de um cosmonauta é de dois anos. “Tive de aprender tudo sobre os sistemas russos para incluí-los nas minhas tarefas técnicas a bordo e, também aprender a língua russa, em paralelo, nos primeiros três meses”, afirmou.

Segundo o astronauta brasileiro, há muito a ser feito para recolocar o Brasil rumo à conquista do espaço, mas estamos muito além do que era o mínimo esperado para um país da categoria e intenções de desenvolvimento que é o Brasil. O astronauta disse se sentir honrado em receber tanto carinho, mas para ele, foi a oportunidade de realizar não apenas um sonho dele, mas de uma nação inteira.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Pois é leitor, sou até hoje um defensor desta missão histórica, apesar de achar que ela poderia ter sido um pouco melhor planejada, mas não há como negar a sua importância e a falta que fez a não continuidade do Brasil no Programa da ISS. A minha esperança é que, com a presença do nosso Ministro-Astronauta Marcos Pontes a frente da C&T brasileira, o orçamento das atividades espaciais brasileiras seja realmente condizente com as suas necessidades, importância estratégica e o tamanho do Brasil, permitindo assim (mediante uma boa gestão e uma politica adequada) não só o Brasil fechar o ciclo completo de acesso ao espaço, bem como criar um ‘Brazonaut Corps’ para atender as futuras e estratégicas necessidades potencializadas pelas recentes oportunidades de cooperação lançadas recentemente tanto pela China, como pela Rússia, e porque não dizer com os EUA. Afinal leitor, as atividades espaciais com o TIO SAM foram recentemente renovadas graças a assinatura do AST. Entretanto amigo leitor, volto a insistir que antes de tudo o Brasil precisa transformar o seu Programa Espacial em Programa de Estado, e de estabelecer uma Agencia Espacial forte politicamente (subordinada diretamente a Presidência da Republica, como uma espécie de ministério) e não como se encontra no momento, pendendo importância e sendo relegada a ser um player coadjuvante. Enfim... o Presidente Bolsonaro só esta no inicio de seu governo, e sendo assim vamos esperar para vê o que vai acontecer. Saravá meu paí.

SpaceIL Pode Ganhar US$ 1 Milhão Se Sua Nave Pousar Com Sucesso na Lua em Abril

Olá leitor!

Segue uma notícia postada dia (29/03) no site “Canaltech” destacando que a “X Prize Foundation”, organizadora da competição do ‘Google Lunar X-Prize’ resolveu premiar com 1 milhão de dólares a startup israelense SpaceIL, isto caso a sua espaçonave “Beresheet” seja exitosa em seu pouso lunar previsto para 11/04 próximo.

Duda Falcão

Home - Ciência – Espaço

SpaceIL Pode Ganhar US$ 1 Milhão Se Sua
Nave Pousar Com Sucesso na Lua em Abril

Por Patrícia Gnipper
Canaltech
29 de Março de 2019 às 09h02

Em fevereiro, a israelense SpaceIL se tornou a primeira empresa privada a enviar uma nave — a Beresheet — para a Lua, levando consigo um disco contendo 30 milhões de páginas que documentam a humanidade em uma espécie de biblioteca lunar. Com previsão de pousar na superfície do nosso satélite natural no dia 11 de abril, se tudo der certo a empresa pode ganhar um prêmio de US$ 1 milhão.

A SpaceIL foi uma das empresas que participou do Lunar X Prize, competição patrocinada pela Google que daria um prêmio generoso de US$ 30 milhões em dinheiro a quem conseguisse pousar uma nave na Lua primeiro. Sem nenhum vencedor, mesmo com prazos postergados por anos, a competição foi encerrada, mas ainda assim a X Prize Foundation, organizadora da competição, decidiu dar o prêmio de US$ 1 milhão caso a israelense seja bem-sucedida.

Com um orçamento de US$ 90 milhões, a israelense lançou a Beresheet a bordo de um foguete Falcon 9, da SpaceX, e lentamente a nave vem estendendo sua órbita ao redor da Terra para alcançar a órbita da Lua. Na primeira semana de abril, a nave deverá estar oficialmente em órbita lunar, preparando-se para o pouso no dia 11 do mesmo mês.


E é justamente pelo fato de a SpaceIL não ter desistido da ideia mesmo com o encerramento do Lunar X Prize, a organização decidiu conceder um prêmio caso ela seja bem-sucedida.

"Quando fomos informados de que isso aconteceria com a SpaceIL, ficamos muito felizes. Voltamos para a mesa e dissemos: 'Ok, o que podemos fazer para celebrar essa conquista incrível?'", conta Chanda Gonzales-Mowrer, vice-presidente de operações da X Prize.

Vale ressaltar que esse milhão que a SpaceIL pode receber não será financiado pela Google. O dinheiro vem das próprias reservas da X Prize, e a empresa israelense somente o receberá caso o pouso da Beresheet seja comprovadamente bem-sucedido. Logo após o pouso, a nave enviará comunicações de rádio para estações da Terra e "quando o sinal for enviado de volta dessas estações terrestres, saberemos que houve um pouso bem-sucedido", ressalta Chanda.

Outras equipes que participaram do Lunar X Prize que ainda não desistiram de seus projetos podem receber bonificações similares da fundação caso consigam comprovar que pousaram naves na Lua. Ou pode ser que a fundação decida usar sua verba para apoiar equipes que participam de outras de suas competições espaciais — a X Prize Foundation organiza grandes competições globais com projetos em áreas como saúde, mudanças climáticas e, claro, o espaço.

Fonte: Site Canaltech - https://canaltech.com.br

Comentário: Independentemente de ser apenas uma jogada de marketing da “X Prize Foundation” para assim voltar aos holofotes da mídia, os israelenses estão de parabéns por essa missão, e com ela já entraram para a história da Astronáutica mundial. Em relação a Israel, vale lembrar que o Presidente Bolsonaro embarcou ontem em viagem oficial para este pais tendo em sua comitiva a presença do nosso Ministro-Astronauta Marcos Pontes. Como sabemos o Ministro Pontes já esteve em Israel recentemente onde fez diversos contatos, não só com o governo israelense, bem como com a agencia Espacial do país e com empresas de alta tecnologia de Israel. Diante disto, e diante da assinatura do AST com os EUA, abre-se aí a oportunidade de se discutir (e assim esperamos) a possibilidade de parcerias espaciais entre os dois países, e talvez até mesmo o de se lançar o foguete SHAVIT de Alcântara, desejo este já manifestado pelos israelenses anos atrás. Tomara leitor, tomara mesmo que possamos fazer ‘parcerias’ (subentendendo que seja bom para ambas as partes) com este pequeno, mais ativo, inovador e eficiente pais judeu. Saravá meu pai.

sábado, 30 de março de 2019

CLC Consultoria Apresentará na LAAD 2019 Tecnologia de Ponta na Área de Sistemas Inerciais

Olá leitor!

De de 02 s 05 de abril próximo será realizada no RIO CENTRO da bela capital carioca, a mais importante feira de Defesa e Segurança da América Latina, ou seja, a LAAD Defense & Security 2019, feira essa direcionada as áreas de Defesa, Espaço e Segurança.

Pois então, será durante essa Feira leitor que a pequena startup espacial brasileira ‘CLC Consultoria’ estará apresentando ao mercado três produtos prontos para uso de suma importância para o país, um deles inclusive de crucial importância na área de foguetes lançadores de satélites.

Tratam-se do PANDA (Aquisitor de Dados Analógico Portátil - Portable Analog Data Acquisitor) do PINA_M (Plataforma de Navegação Inercial Assistida - Aided Inertial Navigation Platform - MEMS Technology + GPS) e a cereja do bolo, ou seja, a PINA_F (Plataforma de Navegação Inercial Assistida - Aided Inertial Navigation Platform - Tactical Grade - Fiber Optic Gyro Technology + GPS ( PINA_F ), esta caro leitor direcionada para veículos lançadores de satélites, ou seja uma plataforma inercial brasileira, desenvolvida pelo maior especialista brasileiro na área, o Dr. Waldemar Castro Leite, pronta para uso e que não pode deixar de ser aproveitada pelo Governo Bolsonaro, pois seria uma estupidez sem precedentes e uma clara demonstração de que nada mudou.

O Blog BRAZILIAN SPACE vai ficar na torcida para que essa plataforma inercial desenvolvida pela CLC venha ser usada pelo governo (não haverá desculpa que se justifique o contrário) para assim acelerar o próprio VLM-1. Complementando para que o leitor possa ter uma ideia do avanço alcançado pela CLC Consultoria com esta Plataforma PINA_F, ela é quase 18 kgs mais leve daquelas que foram importadas da Rússia nos anos 90 para serem usadas no VLS, ou seja realmente fantástico, e melhor, pronta para uso.

Veja abaixo os flayers em inglês com as caraterísticas destes três produtos enviados ao Blog pela CLC Consultoria.

PANDA - Portable Analog Data Acquisitor 

General Description

PANDA is a portable device for the acquisition of analogue data, of high precision, aimed at measurements of inertial class accelerometers. Uses voltage / frequency technology to maximize accuracy of information.

PANDA is perfectly portable, dispensing all the equipment normally required for this type of precision acquisition. It is powered by an ordinary notebook power supply and connects via USB with any computer that has its application installed. Its simplicity of use and portability allows for fieldwork.

Data is displayed on the computer screen in real time (both acceleration data and accelerometer temperature data), as well as stored simultaneously. This allows a temperature compensation of the measurements taken.

Features

• Data transmission frequency 125 Hz (8ms)

• Precision 100microG ( < 10-4)

• Measurement range ± 5G (± 10 V), which can be customized

• Allows accelerometer self-test

• ± 15V for accelerometer power supply

• Dimensions 124 x 106 x 38 mm

• Accelerometer connector and USB output

• Power supply 19-36 V, standard notebook power supply

Aided Inertial Navigation Platform ( PINA_M )
MEMS Technology + GPS

Small Size, low weight and low cost
ITAR free
Supply Voltage 3,5 – 5,5 V
Supply Current < 180 mA
Weight 60 gram
Dimentions 55 x 45 x 25 mm
Interfaces RS422 e CAN
IMU & Navigation Data 200 Hz
3 Euler Angles (sequence yaw, pitch, roll)
3 angular rates (platform frame)
3 accelerations (platform frame)
3 NED (North, East, Down) Velocities
Latitude, Longitude & Height

Sensors Features                      Accelerometers             Gyros

Measurement Range                    ± 8 g                           ± 500 0/s
Bias Stability                               1mg                             60 0/h
Non Linearity                              < .25% SF                    < .2% SF

GPS Features

Positions Data rate up to 5 Hz – NMEA protocol
Hot start
Horizontal Accuracy 6 m
Height Accuracy 10 m
Roll&Pitch Accuracy .3 deg
Heading Accuracy 1 deg

Aided Inertial Navigation Platform ( PINA_F )
Tactical Grade - FOG (Fiber Optic Gyro) Technology + GPS

Supply Voltage 19 – 30 V
Power < 12 W
Weight 1100 gram
Dimentions 128 x 118 x 70 mm
Interfaces RS422 e CAN
IMU & Navigation Data 100 Hz
3 Euler Angles (sequence yaw, pitch, roll)
3 angular rates (platform frame)
3 accelerations (platform frame)
3 NED (North, East, Down) Velocities
Latitude, Longitude & Height

Sensors Features                  Accelerometers              Gyros

Measurement Range                ± 8 g                            ± 300 0/s
Bias Stability                           250 μg                          0.5 0/h
Non Linearity                          < 500 ppm                    < .003% F.E.

GPS Features

Positions Data rate up to 5 Hz – NMEA protocol
Hot start
Horizontal Accuracy 6 m
Height Accuracy 10 m
Pitch & Roll Accuracy 0.1 deg
Heading Accuracy 0.6 deg
Self-Alignment Capability & Transfer Alignment Capability
Full temperature calibration of all sensing elements
CEP 50 m @ 180 seconds - autonomous flight

Pois é leitor, complementando, a ‘CLC Consultoria’ é uma empresa especializada em Simulação de Sistemas Dinâmicos, Sistemas de Orientação, Sensores Inerciais, Sistemas de Controle, Sistemas de Navegação Inercial e Gerenciamento de Projetos, sendo hoje uma tremenda joia entre as startups espaciais brasileiras, esta sim leitor 100% brasileira, e sua tecnologia tem de ser aproveitada pelo governo. Para maiores informações acesse o link da página da empresa www.castroleite.com.

Duda Falcão

sexta-feira, 29 de março de 2019

Weverton e Eliziane Deixam Claro que Governo do MA Não é Contra Atividades em Alcântara

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada ontem (28/03) no “Jornal Pequeno” do estado do Maranhão destacando que os Senadores Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS) não são contra as atividades na Base de Alcântara.

Duda Falcão

Weverton e Eliziane Deixam Claro que Governo
do MA Não é Contra Atividades em Alcântara

Senador Weverton fez referencia à presença do Governo do Estado na audiência, por meio do Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Davi Telles.

Por: Gil Maranhão
JP Online
Data da publicação: 28/03/2019

Audiência com o ministro Marcos Pontes.

Durante audiência pública realizada em conjunto pelas comissões de Relaçoes Internacionais e Ciência e Tecnologia do Senado, na manhã desta quinta-feira, 28, os senadores Weverton e Eliziane Gama deixaram claro que o Governo do Maranhão é favorável às atividades de lançamentos espaciais na Base de Alcântara.

Na sua intervenção, inclusive, o Senador Weverton fez referencia à presença do Governo do Estado na audiência, por meio do Secretário de Ciencia, Tecnologia e Inovação, Davi Telles.

“A posição do Governo é clara. Entendemos que a formalização de um Acordo de Salvaguardas Tecnológicas é absolutamente normal para solucionar a questão de propriedade intelectual envolvida. Preservada a soberania na execução deste acordo – e sendo garantido que famílias não serão deslocadas de suas casas, nos somos favoráveis e parceiros nesse projeto. Prova disso é já termos uma graduação em engenharia aeroespacial na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e um mestrado em rede com a mesma temática contemplando UFMA, UEMA e outras instituições do Nordeste. O governador Flávio Dino já deixou isso claro mais de uma vez”, completou Davi Telles.


Fonte: Jornal Pequeno - 28/03/2019

Comentário: Pois é, em outras palavras o governador comunista Flavio Dino é contrario ao AST, pois não há como conduzir este acordo eficientemente de forma comercial sem que haja novos deslocamentos das Comunidades Quilombolas, isto devido a necessidade de se criar novos espaços para sítios de lançamentos. Na verdade, é apenas uma forma politicamente ‘correta’ de se posicionar contrário ao acordo pelo fato deles hoje estarem fora do governo. Será que ele seria mesmo contrario se o 'poste' tivesse sido eleito? Ou seja velhas praticas politicas que precisam acabar. Entretanto leitor vale dizer que do jeito que se encontra este acordo (apesar de melhorado) não temos esperança que venha passar no Congresso sem que se venha fazer algumas modificações no texto, coisa que caso venha acontecer, infelizmente não creio seja aceita pela outra parte envolvida, ou seja os americanos. Enfim... vamos aguardar os acontecimentos.

Roscosmos Quer Manter a ISS Operacional Mesmo Se os EUA a Abandonarem

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada dia (26/03) no site do “Canaltech” destacando que a ROSCOSMOS (Agência Espacial Russa) quer manter a Estação Espacial Internacional (ISS) operacional mesmo se os EUA a abandonarem.

Duda Falcão

HOME - CIÊNCIA – ESPAÇO

Roscosmos Quer Manter a ISS
Operacional Mesmo Se os EUA a Abandonarem

Por Patrícia Gnipper
Canaltech
Fonte: TASS
26 de Março de 2019 às 14h40

Não é novidade que a Estação Espacial Internacional (ISS) está em risco — ao menos na parte norte-americana da estrutura. No ano passado, o governo dos Estados Unidos anunciou que pretende privatizar a ISS, com o corte no orçamento governamental destinado à estação acontecendo até 2025. Ainda, a ISS é capaz de operar, sem grandes manutenções, até 2028, apenas, quando muitos dos componentes necessários para seu funcionamento atingirão o fim de suas vidas úteis até lá. Contudo, no que depender da parte russa da ISS, a estação (ou uma parcela dela) continuará funcionando.

Dmitry Rogozin, diretor-geral da Roscosmos (a agência espacial russa), disse a um grupo de jornalistas em Moscou que a agência preservará a ISS na órbita e funcionando mesmo que o lado americano se retire do projeto. "Esta é a proposta da Roscosmos. Acreditamos que podemos manter a estação caso os americanos decidam se retirar deste projeto, através de outros países e parceiros. Temos capacidades tecnológicas e técnicas para manter a estação em órbita e fornecer totalmente energia elétrica. energia e água lá ", disse.

Ele também explicou que a seção russa da estação pode adicionar novos módulos, lembrando que o módulo Science-Power Module (SPM) terá sua primeira versão lançada à ISS em 2022. "Podemos duplicar o SPM, o seu design torna possível transformá-lo em casa para outros estados, pode haver o SPM-2, SPM-3, SPM-4, e eles podem crescer ainda mais, estendendo a parte internacional da estação ", disse Rogozin.

(Imagem: Wikipedia)
As partes do Russian Orbital Segment (ROS),
parte russa da ISS, em sua configuração de 2011.

Atualmente, quatorze países participam da ISS: Estados Unidos, Rússia, Canadá, Japão e 10 Estados europeus que fazem parte da ESA (Bélgica, Alemanha, Dinamarca, Espanha, Itália, Holanda, Noruega, França, Suíça e Suécia). A operação da estação, quando ela foi lançada inicialmente em 1998, previa que o encerramento acontecesse entre 2015 e 2016. Contudo, o prazo foi prolongado para 2020 em uma reunião que aconteceu em 2014, sendo que depois disso as nações envolvidas concordaram que seria possível operar a ISS pelo menos até 2024. Por isso mesmo, os EUA avisaram que a ideia é cortar o orçamento estadunidense para a estação até 2025, um ano depois desse último prazo.

Depois disso, ainda é incerto o futuro da ISS. Se os EUA privatizarem suas seções da estação, ela pode continuar "viva" com o financiamento das empresas privadas, que, de repente, poderiam iniciar um programa turístico para lá a fim de viabilizar essa empreitada financeiramente. Caso isso não aconteça, também não está claro como a Rússia conseguiria manter sua fatia da ISS em funcionamento.

É que com o avanço do Commercial Crew Program da NASA, com o qual a agência espacial passará a contar com a Boeing e a SpaceX no envio de astronautas à ISS a partir do ano que vem (ou seja, deixando de pagar as dezenas de milhões de dólares por cada assento na nave russa Soyuz, que vem fazendo esse transporte aos norte-americanos desde 2011), o programa espacial russo verá muito menos dinheiro entrando para manter seus projetos em dia (o que inclui a ISS). O país já vem sentindo as primeiras consequências dos avanços da SpaceX com seus foguetes reutilizáveis — e com um orçamento cada vez menor para as atividades espaciais, fica a questão no ar de como a Rússia vai conseguir assumir a ISS, se os EUA ficarem mesmo de fora, já que operar a estação custa mais do que todo o orçamento anual que a Roscosmos recebe para operar.

Talvez isso aconteça com o turismo espacial, com a Rússia vendendo ingressos caríssimos para pessoas comuns e endinheiradas visitarem a ISS. Resta acompanhar o desenrolar dessa história nos próximos anos para descobrirmos se a ISS realmente está com os dias contados, ou se ainda há uma luz no fim do túnel.


Fonte: Site do Canaltech - https://canaltech.com.br

Comentário: Pois é leitor, essa é uma notícia (caso realmente se concretize) que deveria interessar ao Brasil, pois vem se somar também a oportunidade lançada recentemente pelos chineses de realizar parcerias internacionais relacionadas com a nova estação espacial que eles irão colocar no espaço, e agora surge essa nova oportunidade na ISS criada pelos russos. Vale lembrar leitor que o Brasil já tem acordos espaciais tanto com os Russos, como com o Chineses e Americanos, e bastaria negociar a participação brasileira e de seus futuros Brasonautas nessas estações, abrindo assim grandes janelas para o desenvolvimento da ciência brasileira. Porém isso evidentemente num universo sério e comprometido por parte do governo que continuamos esperando seja definitivamente implantado e conduzido no Governo Bolsonaro com a eficiência e a visão desejada. Aproveitamos para agradecer ao nosso leitor Prof. Alysson Diogenes pelo envio desta notícia.

Ministro Diz Que Acordo de Alcântara Traz Desenvolvimento e Resguarda Soberania

Olá leitor!

Segue a nota oficial postada ontem (28/03) no site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) tendo como destaque a Audiência Pública de ontem em que o Ministro-Astronauta Marcos Pontes explicou o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST) na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado Federal.

Duda Falcão

NOTÍCIAS

Ministro Diz Que Acordo de Alcântara Traz
Desenvolvimento e Resguarda Soberania

Durante audiência pública no Senado, Marcos Pontes também garantiu
que acordo não permite lançamento de mísseis ou artefato bélico

Por ASCOM
Publicado 28/03/2019 - 17h58
Última modificação 28/03/2019 - 20h40

Foto: Geraldo Magela - Agência Senado
Ministro exibe o booklet a senadores da
Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional.

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, afirmou que o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST), assinado recentemente entre Brasil e Estados Unidos, vai viabilizar comercialmente o Centro Espacial de Alcântara, no Maranhão, e deve gerar cerca de US$ 3,5 bilhões por ano ao país. O ministro detalhou o acordo durante audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado, nesta quinta-feira (28).  O AST firmado entre os dois países precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional.

“Esse novo acordo significa a possibilidade de o Brasil utilizar o Centro de Alcântara, o que vai trazer mais riquezas, qualidade de vida e desenvolvimento econômico e social para a região”, disse Marcos Pontes.  O ministro explicou que o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas somente prevê que os Estados Unidos autorizam o Brasil a realizar lançamentos de foguetes e satélites de qualquer nacionalidade contendo componentes americanos. Em troca o Brasil garante que a tecnologia não será copiada. Aproximadamente 80% dos equipamentos espaciais do mundo possuem algum componente americano.

Segundo Marcos Pontes, essa parceria tornará viável o funcionamento da base de Alcântara, será fundamental para o desenvolvimento do programa espacial brasileiro e a inserção do país no mercado global. Atualmente, o setor aeroespacial movimenta cerca de US$ 350 bilhões por ano. A expectativa é que, com o acordo, o Brasil ocupe 1% do volume de negócios na área espacial, o que representa US$ 3,5 bilhões. “Nos últimos 20 anos nós perdemos bilhões de dólares. Em 2040 a expectativa é de que esse mercado movimente U$$ 1 trilhão em todo o mundo, cerca de US$ 10 bilhões somente para o Brasil,” explicou.

No evento, foi distribuída aos parlamentares uma publicação conjunta do MCTIC, Ministério da Defesa e Ministério das Relações Exteriores com a íntegra do acordo e uma série de perguntas e respostas sobre o AST. O arquivo pode ser acessado aqui.

Mísseis

Durante a audiência, o ministro garantiu aos senadores que o acordo não permite o lançamento de mísseis ou artefato bélico e que resguarda a soberania nacional. Desde 1995 o Brasil é signatário do Regime de Controle de Mísseis (MTCR), criado em 1987  e que hoje possui 35 países membros. “O acordo não contempla nenhuma parte bélica. O Brasil é signatário do MTCR, que impede o uso da base para lançamento de míssil”, reforçou.

O artigo III do Acordo de Salvaguardas estabelece que: “Em conformidade com obrigações e compromissos assumidos pelo Brasil no que tange a programas de mísseis balísticos com capacidade de transportar armas de destruição em massa que ameacem a paz e a segurança internacionais, não permitir o lançamento, a partir do Centro Espacial de Alcântara, de espaçonaves estrangeiras ou veículos de lançamento estrangeiros de propriedade ou sob controle de países, os quais, na ocasião do lançamento: 1- estejam sujeitos a sanções estabelecidas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas; ou 2 - tenham governos designados por uma das Partes como havendo repetidamente provido apoio a atos de terrorismo internacional”.

Soberania

Marcos Pontes também afirmou que a soberania nacional está preservada no acordo.  Segundo ele, a jurisdição de toda a área do Centro Espacial de Alcântara pertence ao Brasil e o acesso ao local vai continuar sendo controlado exclusivamente pelo governo brasileiro. Com relação às operações e acesso ao centro, as atividades serão acompanhadas e assistidas pelas autoridades brasileiras. “Não cedemos nenhuma parte do território nacional nem autorizamos os Estados Unidos a lançar qualquer coisa que eles queiram. O controle do centro continua sendo feito pelo Brasil”.

Um dos itens do artigo VII do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas diz: “Os Participantes Norte-americanos deverão submeter-se ao controle de imigração e alfândega na República Federativa do Brasil, de acordo com os procedimentos estabelecidos pelas leis e regulamentos brasileiros., que trata do transporte de veículos de lançamento e espaçonaves dos Estados Unidos para ou a partir do território brasileiro".

Benefícios para Alcântara

As atividades previstas no acordo terão como base o Centro Espacial de Alcântara, um lugar estratégico conhecido como a “Janela Brasileira para o Espaço”, que pode se transformar no principal centro de lançamento do Hemisfério Sul.  O Brasil é um país privilegiado por possuir uma Costa Norte extensa e capaz de abrigar centros de lançamento próximos ao Equador.

Durante a audiência, o ministro destacou os grandes benefícios que o AST deverá levar à região onde está instalado o Centro Espacial de Alcântara, no Maranhão. Segundo ele, a aprovação do acordo vai representar desenvolvimento social e econômico para a região, com a geração de empregos, na criação de novas empresas e na ampliação do empreendedorismo e negócios de base local.

O ministro se emocionou ao lembrar do acidente ocorrido no Centro de Alcântara em 2003, que deixou 21 mortos e adiou projetos do programa espacial brasileiro.  “Esse acordo vai honrar as 21 pessoas que morreram nesse incidente em Alcântara, vai levar benefícios e modificar a região”, reforçou Marcos Pontes.


  
Fonte: Site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC)