sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Delegação Brasileira da AEB e do INPE Cumpre Agenda Oficial na China

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (29/11) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB), destacando que uma delegação Brasileira da AEB e do INPE estiveram cumprindo agenda oficial na China.

Duda Falcão

NOTÍCIAS

Delegação Brasileira da AEB e do INPE
Cumpre Agenda Oficial na China

Coordenação de Comunicação Social – CCS
Publicado em: 29/11/2018 20h4
Última modificação: 30/11/2018 11h40


Representantes da Agência Espacial Brasileira (AEB) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) participaram no período de 19 a 24 de novembro de uma missão oficial na China, onde cumpriram ampla e intensa agenda relacionada com a cooperação bilateral na área espacial.

As primeiras reuniões no país foram realizadas pelo Joint Project Committee (JPC) na Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (CAST), grupo que se reúne de forma alternada no Brasil e na China desde o início da cooperação. A última reunião do JPC ocorreu, no Brasil, em outubro de 2017. Na China, as discussões enfatizaram a programação das atividades que serão desenvolvidas conjuntamente até o lançamento do sexto satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS-4A). O satélite encontra-se no Laboratório do INPE, em São José dos Campos (SP), na fase de integração e testes. Após essa fase,  o CBERS-4A será transportado para a China, em maio do próximo ano, com previsão de lançamento para o segundo semestre de 2019.

A delegação brasileira e os chineses também discutiram, durante a 5ª Reunião do Subcomitê de Cooperação Espacial Brasil-China no âmbito do Comitê de Alto Nível de Coordenação e Cooperação, o andamento da implementação do Plano Decenal Sino-Brasileiro de Cooperação Espacial (2013-2022), lançado em 6 de novembro de 2013 pelos governos dos dois países, o qual atribui à AEB e à Administração Nacional Espacial da China (CNSA), a função de coordenar sua implementação. O plano contempla sete áreas de cooperação: tecnologia espacial, aplicações espaciais, ciências espaciais, serviços de lançamento, suporte em rastreio e controle, equipamentos espaciais e treinamento de pessoal.


O Programa CBERS é um dos itens da área de cooperação em tecnologia espacial. Segundo informações do diretor de Política Espacial e Investimento Estratégico da AEB, Petrônio Noronha, nas reuniões dos dois países, foram discutidos tópicos para a elaboração de um plano de trabalho e desenvolvimento conjunto de uma proposta para as missões CBERS 5 e CBERS 6, como parte do início das tratativas em torno de uma proposta de futuro acordo entre os países. “A continuidade, incluindo o projeto dos satélites CBERS-5 e CBERS-6, deverá ampliar o horizonte de cooperação entre Brasil e China, aumentando os benefícios  para a comunidade usuária de dados de sensoriamento remoto”, explicou Petrônio.

A delegação da AEB também participou da 2ª Reunião do Comitê Consultivo do Centro Regional de Ciência e Tecnologia Espacial e Educação na Ásia e no Pacífico (RCSSTEAP), na Beihang University. O Brasil é membro nato do Centro, fazendo parte de seu Conselho Superior Consultivo desde sua criação em 2014. Além do Brasil, estavam representados os seguintes países: Paquistão,  Indonésia, Bolívia e o Peru. A reunião, coordenada pelo vice-diretor do RCSSTEAP, Weng Jingnong, contou com a participação especial da diretora do Escritório das Nações Unidas para Assuntos do Espaço Exterior (UNOOSA), Simonetta Di Pippo, assim como do ex-diretor Sérgio Camacho.


A AEB mantém parceria com o RCSSTEAP e a Beihang University em diferentes iniciativas, dentre elas os Programas MASTA e DOCSTA, para os quais já enviou dez estudantes brasileiros de mestrado, com bolsa integral custeada pelas instituições chinesas.

O Centro Regional é um organismo afiliado às Nações Unidas com similares em outros países. Segundo Leila de Morais, chefe de gabinete da AEB, esse Centro desenvolve robustas atividades na área de capacitação no setor espacial, com variadas opções de formação que abrangem desde graduação e pós-graduação até cursos de curta duração. “É importante que estejamos próximos dessa iniciativa, para termos acesso e compartilharmos informações relevantes para a implementação de um Centro similar no Brasil, uma vez que o País está se preparando para ser sede do Centro Regional de Educação em Ciência e Tecnologia Espacial para América Latina e Caribe (CRECTEALC) a partir do próximo ano”, explicou Leila.

O aniversário de 30 anos da parceria Brasil-China, completados em julho de 2018, também foi lembrado pelos chineses que organizaram, em conjunto com a AEB, cerimônia para comemorar o sucesso da parceria que continua trazendo vários benefícios aos dois países.

A reunião comemorativa na China, que teve sua primeira parte realizada no Brasil no último mês de agosto, contou com a presença de autoridades dos setores espaciais chinês e brasileiro, de representantes acadêmicos e industriais chineses, além da ilustre participação da diretora da UNOOSA, Simonetta Di Pippo.

Durante a reunião, foi projetado um vídeo alusivo aos 30 anos da cooperação espacial China-Brasil, o qual relembrou momentos marcantes da profunda amizade estabelecida entre os dois países no decorrer da cooperação. Foram distribuídas medalhas em homenagem a todos que contribuíram para o sucesso do Programa e lançado o livro China and Brazilcommon goals make distance disappear 30 anos CBERS 1988-2018. Após a solenidade, o presidente da AEB, José Raimundo Braga Coelho, e o diretor da CNSA, Zhang Kejian, discursaram para os presentes.

“Objeto de mútuo interesse e desenvolvimento conjunto
” são princípios que fortalecem a parceria Brasil-China,
afirmou o presidente da AEB.

Em seu discurso, o presidente da AEB, José Raimundo, ressaltou a importância dos princípios basilares da parceria: “objeto de mútuo interesse e desenvolvimento conjunto”. Ele destacou ainda o desprendimento dos responsáveis de ambas as partes em se comprometerem a assumir riscos e a compartilhar benefícios mútuos.

Estudantes brasileiros da Beihang University participam
de solenidade dos 30 anos Brasil-China.

Ele destacou ainda os primeiros contatos espaciais bilaterais ocorridos durante a 26ª Reunião do Comitê das Nações Unidas para os Usos Pacíficos do Espaço Exterior (COPUOS), em Viena, em junho de 1993, quando as delegações brasileira e chinesa se reuniram para discutir a possibilidade de cooperação na área espacial. “Nos anos 80, o Brasil e a China ainda estavam se descobrindo, e nossa aproximação era algo inédito no mundo em desenvolvimento”, afirmou.

Também prestigiaram a cerimônia os estudantes brasileiros que cursam mestrado na Beihang University, instituição que mantém parceria com a AEB. “Esses estudantes foram selecionados pela Agência e ao concluir o curso pretendem voltar ao Brasil e atuar na área espacial ou correlatas, compartilhando o conhecimento adquirido na área, com instituições públicas ou privadas”, concluiu o presidente ao conversar com os seis jovens estudantes.

A mestranda Ana Paula, ao conversar com a comitiva brasileira disse que fazer pesquisa na área espacial traz muitos benefícios para a humanidade, melhora a comunicação e a qualidade de vida. “Meu desejo é dar continuidade a uma realidade pacífica de oferecer um futuro sustentável para as próximas gerações”, disse a estudante.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, confesso leitor que, após essa pomposa douragem de pílula eu quase cai da cadeira, kkkkkkkkkkkkk. Como dizia minha avozinha, quem não deve, não teme. Sabe leitor quando você tenta se esconder de alguém entre a multidão? Pois é caro amigo, aqui é mais ou menos a mesma situação. Porém o novo governo tá de olho aberto e acredito que em breve quem já tá movido a tranquilizante vai pedir ajuda a pomba-gira, vixe nossa senhora, diria minha avozinha, Saravá meu pai.

Pesquisador do INPE Fala Sobre as Implicações do Aumento dos Detritos Espaciais na Órbita da Terra

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (29/11) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB), destacando que o pesquisador e professor de Engenharia e Tecnologia Espacial, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Marcelo Lopes de Oliveira e Souza, esteve na sede agencia em Brasília, ministrando palestra sobre as implicações do aumento dos detritos espaciais na órbita da Terra.

Duda Falcão

NOTÍCIAS

Pesquisador Fala sobre as Implicações
do Aumento dos Detritos Espaciais
na Órbita da Terra

Coordenação de Comunicação Social – CCS
Publicado em: 29/11/2018 - 19h07
Última modificação: 29/11/2018 - 19h07


“Os detritos espaciais suas implicações e aspectos jurídicos” foi o tema da palestra ministrada na última segunda-feira (26.11), pelo pesquisador e professor de Engenharia e Tecnologia Espacial, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Marcelo Lopes de Oliveira e Souza, para os servidores da Agência Espacial Brasileira (AEB), em Brasília (DF).

“Os detritos espaciais são objetos artificiais que não possuem utilidade e estão na órbita da Terra, como por exemplo, satélites desativados ou desintegrados, fragmentos de foguetes ou até mesmo ferramentas e instrumentos utilizados por astronautas durante missões espaciais”, explicou o professor Marcelo.

Ele apresentou os aspectos técnicos de detritos espaciais e apontou casos de projetos que buscam diminuir a quantidade desses objetos, como por exemplo, as empresas de comunicação que estão investindo em estudos para desenvolver mecanismos de acoplamento e reabastecimento de satélites desativados que possam ser reativados e colocados em operação.

O frequente registro de queda de detritos espaciais em diversas partes da Terra também foi um dos temas apresentados pelo especialista. Segundo ele, apesar de as chances serem mínimas de ocorrer, a possibilidade de um detrito espacial atingir o ser humano existe, como já aconteceu no passado, mas o risco de que um objeto caia em uma pessoa é de 1 em 3.200.

O risco de cair em uma pessoa específica, como você, é de 1 em trilhões. É mais fácil ser atingido por um raio. A única pessoa atingida, mas não ferida, por detrito espacial foi a americana Lottie Williams, no estado de Oklahoma (EUA), em 1997.

Outro aspecto importante apresentado aos servidores foi o perigo e riscos de colisões no espaço. “O risco de colisão com objetos operacionais existe e já aconteceu, devido ao longo período de tempo de permanência dos detritos espaciais em algumas faixas onde já foram lançados e continuam sendo lançados objetos a partir da Terra”, explicou Marcelo

Legislação

Para o pesquisador, é necessário que haja maior preocupação por parte do Estado, o qual detém jurisdição e controle sobre o uso do espaço. “Embora o nosso país não produza tanto detrito espacial é preciso disciplina para que haja controle no número de lançamento de pequenos satélites”, afirmou Marcelo.

Segundo comentário do Tecnologista da AEB, Rodrigo Leonardi, em comparação com países que possuem uma atividade espacial mais intensa, o Brasil não produz tantos detritos espaciais, como por exemplo os Estados Unidos, Rússia, Europa e China, mas mesmo com uma atividade relativamente modesta é importante que o Brasil faça uso responsável do espaço e que tenha um plano de mitigação de detritos espaciais em todas as missões brasileiras.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Pois é, realmente um assunto bastante relevante e que tem que ser analisado e debatido para se encontrar soluções inteligentes e aplicáveis para este problema. Além disso, concordo em gênero, numero e grau com o que foi dito pelo Tecnologista desta Agencia de Brinquedo, o Sr. Rodrigo Leonardi, no paragrafo final desta nota.

Alunos Participam de Jornada Espacial em São José dos Campos

Caro leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (30/11) no site oficial do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que de 02 a 08/12, 98 alunos (acompanhados de 58 professores) terão a oportunidade de conhecer o polo espacial brasileiro em São José dos Campos e de interagir com seus pesquisadores e técnicos durante a realização da 16ª Jornada Espacial.

Duda Falcão

NOTÍCIA

Alunos Participam de Jornada Espacial
em São José dos Campos

Por INPE
Publicado: Nov 30, 2018

São José dos Campos-SP, 30 de novembro de 2018

Mais de 770 mil estudantes participaram da 21ª Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), realizada em maio. Em paralelo ao evento, a 12ª Mostra Brasileira de Foguetes contou com quase 110 mil alunos e 12 mil professores, de escolas situadas em todo o país. Os jovens que tiveram melhor desempenho nas questões sobre Satélites, Aplicações e Foguetes da OBA foram selecionados para a 16ª Jornada Espacial, em São José dos Campos (SP).

De 2 a 8 de dezembro, 98 alunos - acompanhados de 58 professores - terão a oportunidade de conhecer o polo brasileiro de tecnologia aeroespacial e de interagir com seus pesquisadores e técnicos.

A Jornada é composta por palestras, oficinas e visitas às instalações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Memorial Aeroespacial Brasileiro (MAB) e Museu Interativo de Ciências (MIC) de São José dos Campos.
A cerimônia de abertura da 16ª Jornada Espacial será no domingo (2) às 16h30 no Hotel Di Giulio (Av. Dep. Benedito Matarazzo, 12109), onde acontecerá a maior parte das atividades e apresentações.

Na manhã de segunda-feira (3), o grupo estará no INPE para assistir a uma palestra de seu diretor, Ricardo Galvão, e também conhecer o Laboratório de Integração e Testes (LIT), um dos mais completos no setor de pesquisa e desenvolvimento de tecnologia espacial do mundo.

No LIT/INPE estão sendo realizadas as atividades para o lançamento do CBERS-4A, satélite feito em parceria com a China e, também, do Amazonia-1, o primeiro satélite de Observação da Terra completamente projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil. O laboratório também é responsável pela qualificação de equipamentos e produtos de alta complexidade de empresas nacionais.

A OBA é uma realização conjunta da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e da Agência Espacial Brasileira (AEB), com o apoio de diversas instituições públicas e privadas, como a Secretaria de Educação e Cidadania da Prefeitura Municipal de São José dos Campos, o INPE, o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), o ITA, a TV Vanguarda, o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), com recursos do CNPq, CAPES, MEC, UNIP, Visiona e Avibras.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Meritocracia Vai ao Espaço Com Nova Corrida Espacial dos Bilionários

Olá leitor!

Segue abaixo um interessantíssimo artigo publicado hoje (30/11) no site oficial da “TAB” do Uol destacando que a Meritocracia vai ao espaço com nova corrida espacial dos bilionários.

Duda Falcão

Últimas do TAB

Meritocracia Vai ao Espaço Com
Nova Corrida Espacial dos Bilionários

Kaluan Bernardo
Do TAB, em São Paulo
30/11/2018 - 04h00

Imagem: Reprodução/Flickr/SpaceX Photos
Foguete Falcon 9, da SpaceX, decolando.

Quase cinco décadas depois do astronauta americano Neil Armstrong dar um pequeno passo para um homem e um salto gigante para a humanidade, há uma nova corrida espacial em curso. No lugar da disputa geopolítica entre Estados Unidos e União Soviética, entram em cena empresas privadas que buscam não apenas poder, mas o lucro que pode vir do espaço.

Diferentes companhias, de todos os portes, entraram na corrida para explorar comercialmente o cosmos — segundo previsão do banco de investimentos Morgan Stanley, esse mercado poderá movimentar US$ 1,1 trilhão até 2040 — contra os US$ 350 bilhões de hoje.

Muitos fundos de investimento também estão de olho na oportunidade sideral. De acordo com a Space Angels, uma associação de investidores em empresas de exploração espacial, só em 2017 foram investidos mais de US$ 3,9 bilhões em companhias do setor — para efeito de comparação, no mesmo ano os investimentos em startups brasileiras foram de US$ 860 milhões, menos de um quarto do valor.

Algumas regras da brincadeira, claro, são inspiradas em relações financeiras típicas da atmosfera. Leon Vanstone, cientista aeroespacial da Universidade do Texas, lembra que o combustível financeiro dessa nova corrida vem, adivinhem, dos cofres públicos. "A nova corrida espacial só é privada no sentido que é o setor privado que aceita o risco de mortes e fracasso — mas ainda são os governos pagando pelos programas", afirma. Por exemplo: duas das principais empresas norte-americanas de lançamentos de foguetes, a SpaceX, de Elon Musk, e a Blue Origin, de Jeff Bezos, dono da Amazon, possuem diversos contratos com a NASA, a agência espacial dos EUA).

Salvador Nogueira, jornalista especializado em ciência e autor do blog Mensageiro Sideral, da “Folha de S. Paulo”, concorda com Vanstone. "A iniciativa privada é boa para gerir os recursos, mas por outro lado não tem como agir em situações que não compensam de imediato. E aí entra a importância do governo", comenta.

Imagem: Getty Images
Jeff Bezos, Richard Branson e Elon Musk fizeram
fortuna em outros ramos, como a indústria da
música e a internet, e querem ser os primeiros
a mandar turistas ao espaço.

Startups de Outro Mundo

Mas, nem só de corporações bilionárias, grandes fundos de investimentos e verbas públicas vive a exploração espacial. Há uma constelação de startups interessadas nesse universo.

"Quando pensamos em exploração o espaço, não precisa ser sobre foguetes", afirma Lucas Fonseca, único brasileiro a participar da missão Rosetta, da ESA (a agência espacial europeia). Fonseca também é fundador de duas startups — a Celestial Data, que coleta dados de pesquisa na Estação Internacional Espacial, e a Airvantis, que faz pesquisas usando microgravidade no espaço.

As duas empresas de Fonseca fazem parte de um movimento chamado NewSpace. O termo é um guarda-chuva usado para descrever uma série de empreendimentos privados relacionados à exploração espacial. "É mais sobre um modelo de negócios para o espaço no qual as empresas dependam menos do governo. É usar o conceito de startup, do Vale do Silício, para a exploração fora da Terra”, afirma.

Um exemplo desse cenário é a queda do preço para colocar uma carga no espaço. Segundo Fonseca, o custo da operação caiu dez vezes. “Hoje é possível lançar satélites por R$60 mil", comenta. Ele se refere aos Cubesats, pequenos satélites em forma de cubos que pesam pouco mais de um quilo e são usados para diversos fins de pesquisa espacial. O empreendedor é entusiasta do NewSpace e tenta trazer o empreendedorismo espacial para o Brasil. Por isso, criou a Garatea, uma missão para promover iniciativas espaciais no país. Nesse embalo, Fonseca lista os oito principais motivos — ou oportunidades — para explorar o espaço:

1) Satélites: Podem obter imagens da terra, coletar grandes volumes de dados, ampliar conexões para internet das coisas etc. Com satélites cada vez menores e mais baratos, mais empresas poderão vender serviços espaciais personalizados para diversos nichos;

2) Lançamentos aeroespaciais: Para colocar satélites em órbita, são necessários foguetes de lançamentos. Empresas como SpaceX e Blue Origin estão trabalhando para baratear lançamentos ao reaproveitarem as naves para diversas viagens. O Brasil, inclusive, se aventurou no mercado de lançamento de satélite em 1985, com o desenvolvimento do VLS (Veículo Lançador de Satélites). Em 2010, o produto se transformou no VLM (Veículo Lançador de Microssatélites), que ainda não foi lançado;

3) Turismo espacial: Milionários fazendo um passeio pelo espaço já está perto de se tornar realidade. Há filas de turistas espaciais, pagando até US$ 250 mil pela viagem. Há até mesmo alguns executivos apostando em hotéis no espaço. A Virgin Galactic, do bilionário Richard Branson, é um dos principais players do setor;

4) Pesquisas com microgravidade: O espaço permite realizar experimentos científicos únicos, que podem nos ajudar a entender desde o comportamento dos fluídos até saber mais sobre a osteoporose. Isso, porque, com microgravidade, é possível simular melhor vasos sanguíneos e particularidades orgânicas. Em última instância, a microgravidade pode até substituir alguns testes em animais;

5) Bases de lançamento: são uma espécie de "aeroporto" para foguetes, localizadas em pontos específicos para conseguir lançar os veículos com maior sucesso. O Brasil tem duas: a Barreira do Inferno (no Rio Grande do Norte) e Alcântara (no Maranhão) — esta, muito próxima à linha do Equador, é considerada a mais bem posicionada do mundo;

6) Serviços espaciais: é possível desde levar sondas com combustível a aeronaves a dar carona para objetos feitos para experiências científicas;

7) Exploração de recursos minerais: Há diversos asteroides ricos em materiais raros. Um deles, o 16 Psique, é formado por uma série de metais raros e avaliado em US$ 10 mil quadrilhões. Para efeito de comparação, hoje a economia global movimenta aproximadamente US$ 80 trilhões. A Nasa, claro, já está de olho. É possível que, em algum momento, a extração de minerais em asteroides crie uma nova "corrida pelo ouro";

8) Geração de energia no espaço: Fonseca vê um promissor mercado de geração de energia na Lua ou em estações espaciais. Em um futuro próximo pode se tornar viável colocar torres de painéis fotovoltaicos no espaço e transmitir até a Terra.

Imagem: Divulgação
Carro da Tesla lançado ao espaço pela
SpaceX, ambas de Elon Musk.

Espaço é Terra Sem Lei?

Nessa corrida espacial privada, há preocupações sobre quais os limites dessas disputas — inclusive no que se refere a marcos regulatórios. "O que você faria se amanhã uma empresa pousasse no polo norte da Lua e dissesse que todo gelo lá é dela? Atualmente, se a companhia não está em seu país, você não pode fazer muito. Há poucos precedentes para lidar com isso. No momento, os desafios regulatórios para as empresas explorando o espaço são mais difíceis que os desafios técnicos", comenta Vanstone.

Segundo Nogueira, há uma série de questões que preocupam muito desde já e que, se não forem discutidas agora, as consequências poderão ser catastróficas. Em Marte, por exemplo, é possível que existam formas de vida que não conhecemos. Mas explorar o planeta de forma inadequada pode levar essa existência à extinção.

"Ou, ainda, podemos chegar lá e descobrir que a vida que existe é uma que veio de alguma sonda mal esterilizada da Terra. Esse tipo de assunto é discutido no Escritório de Proteção Planetária da NASA", conta. "Temos que minimizar esses riscos. Quando a iniciativa privada viajar em peso para o espaço, será necessário continuar garantindo regras para que os planos mirabolantes respeitem vidas", completa.

Se a exploração espacial promete um mercado trilionário para os próximos anos, convém perguntar como o Brasil está na fita. Na opinião de Fonseca e de Salvador, estamos atrasados.

Ambos destacam a base de Alcântara. "É a melhor base do mundo. Por estar tão próxima da linha do Equador, usa melhor o aproveitamento da rotação terrestre para impulsionar o lançamento", explica Fonseca. Ele destaca ainda que, diferentemente da base de Guiana Francesa, é possível lançar foguetes no Maranhão diretamente em direção ao Polo Norte, economizando manobras e, consequentemente, combustível.

O problema, avalia Nogueira, é que o Brasil perdeu o bonde. "Tentamos entrar na década de 1980 com o VLS, que não fez nenhum voo bem-sucedido. Mas o país ainda está bem posicionado com a base de lançamentos", comenta. "O Brasil tem o quarto grupo mais antigo do mundo de exploração espacial. Tudo começou com o Exército. O programa espacial foi bastante militarizado por aqui", afirma Fonseca.

Ele avalia que não há startups no país explorando o espaço. "Temos sete cursos universitários com estudantes interessados na área, mas sem mercado para isso. O que falta é criar ecossistemas de investidores e empreendedores no entorno", comenta.

O próximo homem a pisar na Lua ou em Marte poderá não ser mais um mero astronauta, mas um empreendedor. No NewSpace, a próxima fronteira é apenas um novo modelo de negócios.


Fonte: Site TAB (FINEP) - https://tab.uol.com.br

Comentário: Pois é caro leitor, como está descrito no artigo acima através das opiniões embasadas do jornalista Salvador Nogueira (agora sim Salvador, dentro de sua área de competência), e pelo Eng. Lucas Fonseca, realmente e infelizmente para nós o Brasil perdeu o Bonde da história. Entretanto erro maior leitor será continuar se recusando a fazer parte dela. Temos agora uma nova chance e dependerá não só do novo governo, bem como de toda comunidade espacial realmente mostrar que tem competência para tanto. O primeiro passo? Deixar de lado o egocentrismo, programa espacial se faz cooperativamente, e o grande e mais exitoso projeto de toda historia da exploração espacial humana (Apollo) foi a grande prova disso. Vamos em frente com esperança. Saravá meu pai.

Comandante da Força Aérea Recebe Visita do Tenente-Coronel Marcos Pontes

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (29/11), no site da Força Aérea Brasileira (FAB), destacando que Comandante da Força Aérea recebeu a visita do Tenente-Coronel Marcos Pontes.

Duda Falcão

ESPAÇO

Comandante da Força Aérea Recebe Visita
do Tenente-Coronel Marcos Pontes

Indicado para Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações
e Comunicações, astronauta acredita em alinhamento de projetos

Por Tenente Jonathan Jayme
Revisão: Capitão Landenberger
Edição: Agência Força Aérea
Publicado: 29/11/2018 - 21:10

Fotos: Soldado Wilhan Campos

Um encontro entre o Comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, e o Tenente-Coronel da Reserva e astronauta Marcos Pontes - indicado para ser o Ministro de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações no próximo governo - foi realizado, nesta quinta-feira (29), para tratar de projetos da área espacial em desenvolvimento no país e outras possibilidades relacionadas à Pasta.

A reunião, ocorrida no Comando da Aeronáutica, em Brasília (DF), teve, ainda, a participação do Comandante-Geral do Pessoal da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez; do Secretário de Economia, Finanças e Administração da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar José Magno Resende de Araujo; do Presidente da Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE), Tenente-Brigadeiro do Ar Luiz Fernando de Aguiar; do Chefe do Gabinete do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno; além de Oficiais-Generais da ativa e da reserva da FAB.


O Tenente-Coronel Marcos Pontes disse que esse primeiro encontro vislumbrou um alinhamento futuro entre projetos da FAB e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, principalmente aqueles que tratam da área espacial. Sobre o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), o futuro Ministro disse que deve haver uma cooperação por parte da Pasta. "Temos componentes militares e civis que podem ser alinhados" completou.

De acordo com o Tenente-Brigadeiro do Ar Luiz Fernando de Aguiar, a reunião tratou da necessidade de transformar o Programa Espacial em uma ação verdadeiramente de Estado. "Marcos Pontes entende perfeitamente o sistema, conhece outras nações que tem programas velozes, importantes e bem colocados", falou. O Presidente da CCISE concluiu que é importante ter o setor de Defesa como uma célula dos programas espaciais.

Reunião aconteceu no Comando da
Aeronáutica , em Brasília.
O Tenente-Coronel e astronauta falou sobre
cooperação entre instituições.
Tenente-Brigadeiro Aguiar: Programa precisa
ser verdadeiramente de Estado.

Assista ao vídeo das entrevistas com o Tenente-Coronel Marcos Pontes e com o Tenente-Brigadeiro Aguiar:



Fonte: Site da Força Aérea Brasileira (FAB) - http://www.fab.mil.br

Comentário: Pois é leitor, está é uma boa notícia, transformar o PEB em Programa de Estado é uma reivindicação da Comunidade Espacial de mais de 25 anos, e em minha opinião deveria ter sido implantada desde que o Programa foi criado no inicio dos anos 60. Isto é visão amigo leitor e comprometimento com o futuro, justamente como houve em outros países que conduzem seus programas espaciais com seriedade, mas que infelizmente para nós, nesta destrambelhada e corrupta Republica das Bananas, raríssimas foram às vezes em que tivemos visão e comprometimento com qualquer coisa que não fosse dos interesses de bandoleiros. Existe hoje leitor o PESE (Programa Estratégico de Sistemas Espaciais) que é muito bem definido pelo Comando da Aeronáutica (eles sabem o que querem e estão lutando para conseguir) e um livreto fantasioso impresso aos milhares todo colorido em uma edição muito bonita chamado PNAE (Programa Nacional de Atividades Espaciais), este sob a coordenação de nossa Agencia Espacial de Brinquedo (AEB). Sabe leitor, o engraçado é que esse livreto (PNAE) não serve nem como livro de histórias (pois as crianças não entendem o que está escrito) e nem como livro de desenho para elas (devido ao tipo do papel usado), e para ser mais explicito, muito menos como papel higiênico, talvez só sirva mesmo como combustível para fogueira de São João. Em resumo, dinheiro do contribuinte jogado no lixo. Voltando a este encontro do Astronauta com o Comandante da FAB, eu diria que até uns 3 ou 4 anos atrás eu ainda acreditava que o PEB poderia ser conduzido conjuntamente com os militares, hoje cheguei a conclusão de que o melhor para o Brasil seria que as atividades espaciais brasileiras civis e militares estivessem sob a coordenação de diferentes órgãos com orçamentos distintos (como ocorre nos EUA), não significando com isso que não possam  trabalhar conjuntamente em projetos de interesse civil e militar (como a NASA faz com Força Aérea Americana nos EUA), mas que cada área tivessem o seu próprio Órgão forte organizado e eficiente, o seu rumo definido (a FAB já tem o seu PESE) e infraestrutura físicas e humanas distintas, ou mesmo complementares neste inicio de mudança. Creio que assim leitor, as nossas atividades espaciais avançariam rapidamente, isto é, desde que a mesma fosse conduzida pelo Governo Executivo com sapiência, visão, comprometimento e como um verdadeiro programa de estado. Vamos torcer leitor para que a dobradinha Bolsonaro/Pontes realmente façam o melhor para o Brasil e para o nosso 'Patinho Feio'. Afinal, devemos isso as próximas gerações e o debito já é enorme. Saravá meu pai.

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Programa de Internacionalização da Pós-Graduação do INPE Promove Palestras Sobre "Internet dos Animais" e "Magnetismo Solar no Clima"

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (28/11) no site oficial do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que o Programa de internacionalização da Pós-Graduação” promoverá nesta quinta-feira (29/11)  palestras sobre "Internet dos Animais" e "Magnetismo Solar no Clima".

Duda Falcão

NOTÍCIA

Programa de Internacionalização da
Pós-Graduação Promove Palestras
Sobre "Internet dos Animais"
e "Magnetismo Solar no Clima"

Por INPE
Publicado: Nov 28, 2018

São José dos Campos-SP, 28 de novembro de 2018

Cientistas do Max Planck, Alemanha, estão no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) no âmbito do programa de internacionalização em Heliofísica da Pós-Graduação em Geofísica Espacial. Sami Solanki, diretor do Instituto Max Planck para Pesquisa do Sistema Solar, e Daniel Piechowski, coordenador científico do Departamento de Comportamento Coletivo do Instituto Max Planck de Ornitologia, ministrarão palestras nesta quinta-feira (29/11) no Auditório Fernando de Mendonça (LIT), na sede do INPE, em São José dos Campos (SP).

Às 10h30, Solanki falará sobre "Solar magnetism and variability: do they influence the Earth's climate?". E às 11h20 será a vez da palestra "The Internet of animals", de Piechowski. Aberto a toda a comunidade do INPE, o evento será no Auditório Fernando de Mendonça (LIT).

O INPE foi selecionado para o Programa Institucional de Internacionalização (PrInt), criado recentemente pela CAPES. O objetivo é facilitar que os cursos de pós-graduação promovam trabalhos fora do país e, também, recebam recursos para o intercâmbio internacional de pesquisadores.

As palestras serão ministradas em inglês. Confira abaixo os resumos das apresentações.

"Solar magnetism and variability: do they influence the Earth's climate?" - Prof. Dr. Sami Solanki

The single quantity that is responsible for the continuing unrest and activity of the Sun is its tangled and dynamic magnetic field. It produces many fascinating phenomena, including changes in the Sun's radiative output, which has been invoked as a source of solar influence on the Earth's climate. In this talk, a brief overview of our knowledge and understanding of solar magnetism and its influence on solar brightness variations will be given. Short descriptions of the Sunrise and Solar Orbiter missions will also be provided.

"The Internet of animals" - Dr. Daniel Piechowski

Since ancient times humans realized that animals can detect natural phenomena that are out of reach for human observations. This has often been termed ´The 6th Sense of Animals´. Until recently, research towards this topic has remained anecdotal because wild animals could not be observed continuously. Modern bio–logging technologies now enable the remote observation of wild animals anywhere on earth, any time and for the entire life of individuals. Miniaturized onboard sensors measure environmental parameters such as temperature, air pressure, humidity or physiological parameters like heart rate and body temperature. In this way, wild animals are perhaps the best intelligent sensor network that ever existed. Furthermore, in recent years there was a breakthrough in our understanding of the sensing capabilities of animal collectives. Interacting groups of animals have emergent sensing abilities that cannot be predicted based on observations of individuals. Via the international collaboration of animal ecologists we can now collect data on life processes on planet Earth. The electronic tags carried by animals allow them to communicate with us where they like to live, but also where they have problems and where they die. We are therefore able to, and have the responsibility, to protect animals as our friends and global watchdogs. Animal based information on zoonotic diseases, global and natural catastrophes will provide large benefit for humanity. We predict that the invaluable information gathered by our wild friends will also change the relationship between animals and humans. At the same time, ICARUS, our new global IoT CDMA data link, established the ´Internet of Animals´ as a satellite-based two-way communication network.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Nanossatélite ITASAT Seria Lançado Nesta Quarta-Feira (28) dos EUA

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (27/11), no site da Força Aérea Brasileira (FAB), informado que o Nanosatélite ITASAT-1 seria lançado no dia de hoje (28/11) dos EUA.

Duda Falcão

ESPAÇO

Nanossatélite ITASAT Será Lançado
Nesta Quarta-Feira (28)

Este é o primeiro satélite brasileiro a levar a bordo o software
de controle de atitude totalmente projetado no Brasil

Por Assessoria de Imprensa
Revisão: Capitão Landenberger
Edição: Agência Força Aérea
Publicado: 27/11/2018 15:50

ITASAT acoplado ao foguete Falcon 9.

O nanossatélite ITASAT, desenvolvido pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), será lançado nesta quarta-feira (28). O foguete Falcon 9, veículo lançador, levará a bordo o cubesatélite brasileiro, partindo da Base de Vandenberg, na Califórnia, Estados Unidos.

No Brasil, autoridades e pesquisadores ligados ao projeto acompanharão, em tempo real, o lançamento, previsto para 16h00, horário de Brasília.

O projeto, fomentado pela Agência Espacial Brasileira, foi configurado em 2012 para o padrão CubeSat, um tipo de satélite em miniatura usado para pesquisas espaciais, e, em 2016, foi totalmente integrado para voo, mas devido a falhas ocorridas nos lançadores teve seu lançamento adiado para 2018.

O ITASAT é o primeiro CubeSat 6U desenvolvido pelo ITA e surgiu com a finalidade primária de formação de recursos humanos para o setor aeroespacial. O projeto foi bem-sucedido em todas as etapas de desenvolvimento, sobretudo por formar profissionais que atualmente trabalham em instituições como Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), ITA e indústrias do setor aeroespacial. 

O satélite tem como cargas úteis um transponder de coleta de dados desenvolvido pelo INPE de Natal (INPE/CRN), um receptor GPS desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) em parceira com o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), uma câmera comercial com resolução de 80m por pixel no espectro visível e um experimento de comunicação com a comunidade de radioamadores. Experimento este que permite o armazenamento e posterior envio de mensagens de radioamadores.

O ITA foi o responsável pelo desenvolvimento da plataforma, bem como pela integração e testes das cargas pagas. O ITASAT é o primeiro satélite brasileiro a levar a bordo o software de controle de atitude totalmente projetado no Brasil. Com o ITASAT, a equipe de desenvolvimento do ITA ganhou maturidade para propor o desenvolvimento de uma plataforma de CubeSat para aplicação em projetos futuros.

Sobre a Missão de Lançamento

O veículo lançador levará 15 microssatélites e 56 cubosats de entidades comerciais e governamentais, dos quais mais de 30 são de organizações internacionais de 18 países, incluindo Estados Unidos, Austrália, Itália, Holanda, Finlândia, Coréia do Sul, Espanha, Suíça, Reino Unido, Alemanha, Jordânia, Cazaquistão, Tailândia, Polônia, Canadá, África do Sul, Brasil e Índia. Entre as cargas a bordo, 23 são de universidades, 19 são satélites de imagens, 23 são demonstrações de tecnologia, duas são exposições de arte e uma é de ensino médio.

TV Brasil - 28/11/2018


Fonte: Site da Força Aérea Brasileira (FAB) - http://www.fab.mil.br

Comentário: Bom leitor, ainda não recebi nenhuma notícia sobre o sucesso deste lançamento. Estou no aguardo com grande expectativa. Vamos torcer para um final feliz para esta saga chamada ITASAT-1. Aproveitamos para agradecer ao nosso leitor Jahy Jesus Brito pelo envio deste vídeo.