sexta-feira, 28 de setembro de 2018

O PESE no 15º Congresso Acadêmico sobre Defesa Nacional”

Olá leitor!

No período de 27 a 31 de agosto deste ano foi realizado nas instalações da Academia da Força Aérea (AFA), localizada em Pirassununga-SP, o “15º Congresso Acadêmico sobre Defesa Nacional”, evento este onde diversas questões do Setor de Defesa foram debatidas e apresentadas e dentre eles questões da área espacial.

Durante este evento, o Major-Brigadeiro do Ar Luiz Fernando Aguiar de Aguiar, da “Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais” da Força Aérea Brasileira (CCISE/FAB), esteve na AFA apresentando aos presentes o “Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE)”.

Assim sendo, trago agora para você leitor a apresentação exibida pelo Major-Brigadeiro durante este evento que é muito esclarecedora em relação quais serão todas ações do PESE, inclusive esclarecendo de uma vez (para mim estava ainda confuso) do que se trata esse tal Programa VL-X.

Como o leitor mesmo poderá notar, diferentemente do que se pensava o tal Programa VL-X não se trata do desenvolvimento de um único veiculo lançador de Satélites, e sim de dois deles que viriam a se juntar ao já alemanizado VLM-1, lançador este que terá capacidade de colocar cargas uteis de até 50 kg em orbitas de até 300 km.

O primeiro dos veículos deste Programa VL-X será denominado de Aquila-1, com capacidade de colocar cargas úteis de até 300 kg em orbitas de até 500 km, e o segundo deles será denominado de Aquila-2, com capacidade de colocar cargas úteis de até 500 kg em orbitas de até 700 km.

Veja na integra abaixo (em arquivo pdf) esta apresentação que é muito interessante e esclarecedora. Aproveitamos para agradecer ao nosso leitor Luiz Henrique Marçal Machado pelo envio deste interessante arquivo.

Major-Brigadeiro do Ar Luiz Fernando Aguiar de Aguiar – CCISE/FAB

Duda Falcão

Para Que Serve a Força Espacial dos EUA?

Olá leitor!

Segue abaixo um interessante artigo da área de Direito Espacial escrito pelo Dr. José Monserrat Filho e postado que foi dia (26/09) no site do “Jornal da Ciência” da SBPC.

Duda Falcão

JC Notícias

Para Que Serve a Força Espacial dos EUA?

‘Facões de dois dólares matam um milhão de pessoas, enquanto sistemas de vigilância
por satélites, de bilhões de dólares, apenas assistem à matança lá de cima.’
Joshua Cooper Ramo (1)

Por José Monserrat Filho*
Jornal da Ciência
Edição: 5995 de 26 de setembro de 2018

A primeira resposta também pode ser uma boa pergunta: Serve para a paz ou para a guerra? O presidente Donald Trump, ao ordenar, neste ano, a criação da Força Espacial, já adiantou que ela será o 6º ramo das Forças Armadas. Assim, a Força Espacial não viria só inaugurar novo setor nas Forças Armadas do país, mas também, e, sobretudo, reforçá-las na área espacial, já considerada, há cerca de 30 anos, a mais moderna e estratégica do ponto de vista militar.

O crescimento dos gastos militares globais de hoje não tem similar na história. Esses gastos nos últimos cinco anos atingiram a cifra de 1,67 trilhões dólares, segundo a revista inglesa especializada Jane. Só o gasto militar americano saltou de 636 bilhões para 696 bilhões de dólares, de 2017 para 2018. São 60 bilhões de dólares a mais, de um ano para o outro. Os EUA acusam a Rússia e a China de pretenderem suplantar a liderança espacial americana. Isso é inadmissível para Washington. Pode um país ambicionar ser proprietário exclusivo da liderança espacial mundial?

Curioso: China e Rússia têm orçamentos militares bem menores do que o dos EUA. Em 2018, a China deve gastar 173,47 bilhões de dólares, com o aumento de 8,25% em relação a 2017. Os gastos militares russos são ainda menores, se comparados com os dos EUA: 66,3 bilhões de dólares. São dados do prestigioso Instituto Internacional de Investigação sobre a Paz (SIPRI), da Suécia.

Sucede que a Força Espacial ainda nem foi criada e já entrou em conflito com a Força Aérea dos EUA. Motivo da briga? Dinheiro, claro. Se aprovada pelo Congresso Nacional, a Força Espacial terá 13 mil funcionários e custará nada menos que US$ 13 bilhões só nos primeiros cinco anos. Dividindo US$ 13 bilhões por 13 mil funcionários, dá um gasto de US$ 1 bilhão por mil funcionários. Cada funcionário, portanto, representará a despesa de US$ 1 milhão. Um dinheirão.

A Secretária da Força Aérea, Heather Wilson, registrou num memorando de 14/09/2018 que a competição estratégica com Rússia e China é a ‘prioridade máxima’ dos militares [e] ‘em nenhum lugar isso é mais evidente do que no espaço.’ O Presidente Trump tem dito e repetido que o Espaço Exterior é teatro de guerra, tanto quanto a Terra, o Mar e o Espaço Aéreo. Nenhum outro líder mundial disse isso antes.

Heather Wilson reconheceu ter pressa ante o que chama de ‘as tentativas dos concorrentes de erodir’ as vantagens militares dos EUA no espaço. De certo, por isso, a inauguração da sede da Força Espacial está prevista já para 2020, e a transferência de todos os programas para a nova instituição, por meio de propostas de lei e financiamento do Congresso, logo para o ano seguinte, em 2021. Ela aproveitou certas ideias do Subsecretário de Defesa Patrick Shanahan para o projeto inicial da Força Espacial, como criar uma Agência de Desenvolvimento Espacial para supervisionar a compra de satélites e elevar o Escritório de Defesa a um nível ainda mais alto. Tudo pela Força.

O que seria erodir as vantagens militares dos EUA no espaço? Uma grande potência precisa necessariamente manter suas vantagens militares no espaço? Para assegurar a vitória da paz ou da guerra? A Secretária da Força Aérea assegura que ‘criar um Secretário Assistente de Defesa para o Espaço ou nova burocracia de defesa, ou ainda levar adiante programas espaciais temporários, não estão entre as intenções do Presidente’. Trump não quer mais que tranquilizar os demais países…

Fala-se que o Departamento de Defesa dos EUA (Pentágono) incluirá a lei que cria a Força Espacial, requerida por Trump, na proposta de orçamento para o ano fiscal de 2020. Se a meta é manter o predomínio americano no espaço, por que não dispor da Força Espacial o quanto antes? O vice-presidente Mike Pence está na batalha pela rápida implementação da nova Força. Acaso há resistências ao projeto?

Esse pode ser o X do problema. No mesmo memorando de 14/09/2018, a Secretária da Força Aérea dos EUA rejeitou várias propostas para a Força Espacial de Trump. Suas declarações foram feitas em resposta a uma diretriz do vice-secretário de Defesa Patrick Shanahan, formulada em 10 de setembro, que convocava o subsecretário de Defesa para Pesquisa e Engenharia, Michael Griffin, a desenvolver uma ideia melhor para criar a Força Espacial.

Heather Wilson, em texto de 16 páginas, criticou duramente o plano de forças, programas e agências espaciais militares para fundar a nova Força Espacial, a ser apresentada ao Congresso. ‘Não há necessidade de estabelecer um Subsecretário de Defesa para o Espaço, nem há nenhum benefício em criar uma agência de aditivos e programas como organização temporária’, argumentou ela antes de apresentar sua própria proposta de criação de um Departamento Espacial dentro de um escritório da Força Aérea já existente.

A Secretária da Força Aérea comentou ainda que sua proposta ‘estabelece uma missão clara, diretamente relacionada ao problema estratégico que estamos tentando resolver. Preserva laços estreitos com o combatente, assegura autoridades fortes e evita atrasos desnecessários e interrupções nos programas em andamento’. Em vez de criar uma agência inteiramente nova, Heather Wilson sugere que o já criado Escritório de Capacitação Rápida Espacial da Força Aérea (AFSRC) seja o único a fazer a transição para a Agência de Desenvolvimento Espacial, empresa de compra de satélites impulsionada por Shanahan. ‘Este escritório já existe e tem pessoal e conhecimento para desenvolver e pôr em ação as capacidades de combate necessárias ao Comando Espacial dos EUA’, sustentou ela. E mais: ‘a Força Espacial não pode ser completamente solitária; deve ser capaz de desenvolver laços profundos com a comunidade de inteligência e levar o chefe do Escritório Nacional de Reconhecimento a ocupar também o primeiro lugar no AFSRC’.

Heather Wilson acrescenta: ‘Essa proposta deve conter todos os elementos necessários para que as atividades espaciais sejam bem sucedidas num único departamento’. ‘Deve manter uma conexão próxima entre a aquisição e o combatente e deve aprofundar a conexão já próxima entre o espaço militar e os elementos espaciais da comunidade de inteligência.’ Mas ela concorda que a nova força exigiria 13 mil novos servidores. Com a proposta de orçamento para o ano fiscal 2020 do Pentágono esperada para incluir planos para a Força Espacial, a Secretária indica no memorando que o projeto da Força Espacial poderia entrar em serviço no ano fiscal de 2021, assim que seja dada a luz verde.

Em vez de criar uma agência totalmente nova, Heather Wilson sugere que o já estabelecido Escritório de Capacitação Rápida Espacial da Força Aérea (AFSRC) seja o único a fazer a transição para a Agência de Desenvolvimento Espacial, empresa de compra de satélites impulsionada por Shanahan. Para ela, ‘este escritório já existe e tem pessoal e conhecimento para desenvolver e pôr em campo as capacidades de combate necessárias ao Comando Espacial dos EUA’. E a Força também não pode ser completamente solitária; deve ser capaz de desenvolver laços mais profundos com a comunidade de inteligência, nota Heather Wilson, pedindo que o chefe do Escritório Nacional de Reconhecimento também ocupe o mesmo posto no AFSRC.

Em nenhum momento, a Secretária fala em paz. Ela se mantém na senda da guerra. Quer apenas que a Força Aérea continue no comando do negócio.

Referência

(1) Ramo, Joshua Cooper, A Era do Inconcebível – Por que a atual desordem no mundo não deixa de nos surpreender e o que podemos fazer, São Paulo: Companhia Das Letras, 2009, p. 103.

*vice-presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial, escreve para o Jornal da Ciência


Fonte: Jornal da Ciência de 26/09/2018

Comentário: Pois é leitor, tá ai a visão do maior especialista brasileiro em Direito Espacial sobre esta questão e gostaríamos de agradecer a nossa leitora Mariana Amorim Fraga por ter nos enviado este artigo.

Programa Globe da NASA no Brasil Capacita Professores Para Desenvolver Pesquisas em Sala de Aula

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (27/09) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB), destacando que o Programa Globe da NASA no Brasil capacita professores para desenvolver pesquisas em sala de aula.

Duda Falcão

NOTÍCIAS

Programa Globe da NASA no Brasil
Capacita Professores Para Desenvolver
Pesquisas em Sala de Aula

Coordenação de Comunicação Social – CCS
Publicado em: 27/09/2018 - 11h44
Última modificação: 27/09/2018 - 14h45

Professores conhecem métodos e técnicas para
desenvolver pesquisas científicas.

Professores das redes pública e particular de ensino do Distrito Federal tiveram uma experiência inovadora, na última segunda-feira (24.09), promovida pela Agência Espacial Brasileira (AEB) no workshop Espaço Atmosfera e Mosquito, do programa Globe da NASA no Brasil. Eles aprenderam as técnicas e métodos de pesquisas científicas que evidenciam a relação das mudanças climáticas e o aumento da proliferação do mosquito Aedes Aegypti, causador da dengue, zica, malária e chikungunya. Todo esse conhecimento será repassado a alunos e professores das escolas participantes.

Durante as atividades, realizadas no Planetário de Brasília, os 30 professores foram capacitados para coletar e analisar dados específicos dos protocolos de Atmosfera e Mosquito do Globe. Eles também receberam informações sobre pesquisas científicas associadas à medição de dados ambientais, além de orientações sobre a inserção do programa nas atividades escolares.

No workshop, os professores conheceram os protocolos Atmosfera e Mosquito, aprenderam a identificar os três gêneros do mosquito, receberam informações dos fatores que interferem no clico de vida do inseto e compreenderam a importância da pesquisa.

Todas as atividades tinham o propósito de ensinar, prever e controlar surtos de doenças e também utilizar o Globe Observer, um aplicativo para cientistas e cidadãos que desejam aprender e trabalhar juntos em observações regulares sobre o ambiente, trocando informações referentes à mudança do clima.Tanto as atividades teóricas como as práticas foram orientadas pelos master trainers do Globe no Brasil, o professor da Escola Técnica de Brasília, Izaías Cabral, e a professora da Escola Municipal Minas Gerais, do Rio de Janeiro, Inês Mauad.

Turma analisa dados dos protocolos de
Atmosfera e Mosquito do Globe.

Experiência e Aprendizado

Segundo o professor Alexandre David Zeitune, do Centro de Ensino Fundamental 08 de Sobradinho, que trabalha com estudantes com altas habilidades e superdotação, a participação no workshop trouxe conhecimento e o ajudou a compreender as diferenças entre as três larvas do mosquito, informação essencial, já que ele desenvolve com seus alunos alguns projetos para combater o mosquito Aedes Aegypti.

“As atividades do Globe ampliaram meus conhecimentos e despertaram ainda mais o interesse pelos protocolos, pois tenho um projeto com os alunos, em Sobradinho 2, em que pretendo levantar informações sobre o mosquito na região, local propício para a proliferação do inseto. Na escola em que trabalho há um aluno que está desenvolvendo um aplicativo que vai ajudar a identificar ou até mesmo combater os focos das larvas. Outro aluno está criando uma armadilha para eletrificar a água e matar as larvas do mosquito”, explicou o professor Alexandre.

A professora de Ciências, do Centro Educacional Leonardo da Vinci, Suzana Souza Guedes já participou do workshop do Globe e quando soube dessa edição em Brasília não hesitou em se envolver novamente, pois para ela o evento é uma fonte de aprendizado que a mantém informada sobre as ações do programa, hoje inseridas nas atividades educacionais da escola.

“No colégio temos vários projetos relacionados ao Programa Globe, um deles é um estudo com a participação da população no controle do mosquito, no qual investigamos se as pessoas do nosso convívio sabem se prevenir contra o Aedes Aegypti. Por meio de entrevistas e investigações, constatamos que as pessoas com alta escolaridade e maior poder aquisitivo são as mais esclarecidas no que se refere a problemas causados pelo mosquito. O estudo mostrou ainda que a propagação do mosquito está relacionada à desigualdade social, ou seja, se queremos combater a proliferação desse inseto precisamos resolver antes de tudo a desigualdade social”, afirmou a professora Suzana.

Participantes do workshop analisam larva do
mosquito no aplicativo Globe Observer.

Globe

O Globe é um programa de Educação e Ciência Ambiental da Agência Espacial Norte Americana (NASA) com apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB) e outras agências espaciais. O programa tem como objetivo envolver cidadãos na investigação e proteção da Terra por meio de análise de dados.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Muito bem Sr. Braga Coelho, e quanto aos três programas próprios de sua agencia de brinquedo, o seja, o UNIESPAÇO, o MICROGRAVIDADE e o AEB Escola, o que houve com eles? Aproveitando também a oportunidade o que houve com a Revista Espaço Brasileiro? Enfim, apesar da relevância do Programa Globe, o engraçado é que um programa conduzido por uma agencia espacial estrangeira ganha espaço no país com total apoio da AEB em detrimento dos seus três cruciais programas. Enfim... triste mas é o reflexo de sua gestão desastrosa.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Monitoramento Integrado da Amazônia Com Radar Orbital é Tema de Seminário em Manaus

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (26/09) no site do Ministério da Defesa (MD) destacando que o monitoramento integrado da Amazônia com Radar Orbital é tema de seminário em Manaus (AM).

Duda Falcão

NOTÍCIAS

Monitoramento Integrado da Amazônia
Com Radar Orbital é Tema de Seminário

Assessoria de Comunicação (Ascom)
Publicado: Terça, 14 de Agosto de 2018, 10h53
Ministério da Defesa
61 3312-4071
Publicado: Quarta, 26 de Setembro de 2018, 18h37

Fotos: Alexandre Manfrim/MD
Evento conta com a participação de pesquisadores,
civis e militares, professores e estudantes.

Manaus (AM), 26/09/2018 – Com o objetivo de divulgar os resultados do Projeto Amazônia SAR, a implantação do SipamSAR e discutir os dados provenientes da estação multissatelital, o Centro Gestor e Operacional de Proteção da Amazônia (CENSIPAM) realiza, em 26 e 27 de setembro, em Manaus, o 3º Seminário de Monitoramento Integrado com radar Orbital 2018. O evento conta com a participação de pesquisadores, civis e militares, de instituições do Brasil e do exterior, e representantes de instituições e empresas nacionais e internacionais que trabalham com dados de satélites de sensoriamento remoto que operam na faixa de micro-ondas (Radar). O seminário é desenvolvido por meio de palestras proferidas por especialistas brasileiros e oriundos de países como Estados Unidos, França, Alemanha, Finlândia, Suíça e Japão.

Cerimônia de abertura contou com as presenças
de autoridades civis e militares.
A expectativa do CENSIPAM é disseminar o uso de imagens de radar orbital no monitoramento florestal e ampliar a rede de pesquisadores, professores e estudantes de graduação e pós-graduação, em especial de palestrantes internacionais, consolidando resultados e experiências com uso da telemetria radar.

Diretor geral do Centro Gestor e Operacional de Proteção
da Amazônia (CENSIPAM), Rogério Guedes Soares.
A cerimônia de abertura contou com as presenças de autoridades civis e militares. Além do diretor-geral do Centro Gestor e Operacional de Proteção da Amazônia (CENSIPAM), Rogério Guedes Soares, estavam presentes o comandante do 9º Distrito Naval, almirante Carlos Alberto Matias, o vice-chefe de Operações Conjuntas do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), general José Eduardo Pereira, o presidente da Comissão de Coordenação de Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE), brigadeiro Luiz Fernando de Aguiar, o diretor da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (ANTAQ), Adalberto Tokarski, o diretor geral do Serviço Florestal de Brasileiro (SFB), Raimundo Filho, o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Ricardo Magnus Ozório Galvão, o diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Alberto Gurgel Veras, o diretor de criação e manejo de Unidades de Conservação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Ricardo Brochado Alves da Silva, o chefe de gabinete do Instituto de pesquisa da Amazônia (INPA), Sérgio Fonseca Guimarães, e convidados.

Na abertura do evento, o diretor-geral do CENSIPAM ressaltou que o seminário recebeu a inscrição de mais de 80 instituições nacionais e internacionais e conta com a presença de mais de 200 profissionais, pesquisadores, gestores e estudantes, militares e civis, interessados na aplicação da tecnologia radar. Enfatizou que o evento tem relevância não somente para o Sistema de Proteção da Amazônia, “mas para todos que aqui comparecem, emprestando seu conhecimento sobre o uso da tecnologia de micro-ondas por satélites – o radar orbital” disse.

Na palestra inaugural, o diretor de produtos do CENSIPAM, Péricles Cardin da Silva, apresentou o Projeto Amazônia SAR, elaborado pelo CENSIPAM em parceria com o INPE e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais e Renováveis (IBAMA). O sistema de detecção de desmatamento na Amazônia com uso de imagens de radar orbital permite observar a terra mesmo com a constante barreira de nuvens e tem foco no combate ao desmatamento ilegal, identificando ilícitos e enviando informações para o IBAMA montar operações de fiscalização, além de enviar informações ao INPE para compor os dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter).

Em seguida, o presidente da CCISE, brigadeiro Luiz Fernando de Aguiar, apresentou o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais do Ministério da Defesa (PESE) e ressaltou que o CENSIPAM, as Forças Armadas e Ministério da Defesa (MD) tem a verdadeira concepção da dualidade do programa e que um seminário como este se reveste de valor pela oportunidade de mostrar esta característica para um público tão qualificado. Acrescentou ainda que a assinatura do PESE pelo ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, e o comandante da Força Aérea Brasileira, brigadeiro Nivaldo Rossato, este ano, alavancou o programa, elevou a visibilidade e aumentou a possibilidade de parcerias.

Conheça o PESE (vídeo

O diretor de criação e manejo de Unidades de Conservação do (ICMBio, Ricardo Brochado Alves da Silva alertou que o instituto fiscaliza mais de 60 milhões de hectares e para isto a relação com o CENSIPAM é muito importante. “A única forma de proteger a Amazônia é em conjunto”, disse o representante do ICMBio.

O chefe de Gabinete do INPA, Sérgio Fonseca Guimarães, destacou que a parceria com o CENSIPAM é antiga e que possuem curso de doutorado em meio ambiente e 65 grupos de pesquisa desenvolvendo trabalho na área.

Ao longo dos dois dias do seminário, serão mais de 26 palestras sobre monitoramento ambiental, envolvendo pesquisadores, gestores e cientistas. A programação completa pode ser conferida neste link.


Fonte: Site Ministério da Defesa - http://www.defesa.gov.br/

Comentário: Bom leitor, curiosamente neste evento especifico um representante de nossa piada espacial, o Dr. Carlos Alberto Gurgel Veras, diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira (AEB) foi convidado para participar, diferentemente do que ocorreu no evento da GIL 2 /2018, este ocorrido bem recentemente no CLA sem representantes da AEB (veja aqui). Entretanto é inegável a perda de prestigio deste órgão também agora junto aos militares leitor, isto devido à desastrosa gestão do Sr. Braga Coelho, onde segundo dizem, um de seus maiores colaboradores e apoiadores é juntamente o Dr. Gurgel. Quanto a este satélite SAR a nossa esperança é de que o mesmo venha a ser desenvolvido no Brasil, se não integralmente, pelo menos uma parte do mesmo, e a parte que não, seja desenvolvida conjuntamente (provavelmente junto com a Telespazio italiana) com uma verdadeira transferência tecnológica, diferentemente de como ocorreu com o trambolho francês SGDC-1. 

Defesa Articula Fundo Para Primeiro Míssil Brasileiro

Olá leitor!

Segue abaixo um artigo postado ontem (26/09) no site do jornal “Valor Econômico” destacando que o Ministério da Defesa articula fundo para finalizar o primeiro Míssil de Cruzeiro Brasileiro, bem como finalizar a o tal Acordo de Salvaguardas tecnológicas com os EUA, que é uma das ações em curso que beneficiarão tanto a Defesa como a Área Espacial brasileira.

Duda Falcão

BRASIL

Defesa Articula Fundo Para
Primeiro Míssil Brasileiro

Por Andrea Jubé
De Brasília
Valor Econômico
26/09/2018 às 05h00

Foto do Míssil Tático de Cruzeiro TCM-AV-300.

O governo espera ainda para este ano a resposta dos Estados Unidos para finalizar o acordo de salvaguarda tecnológica que viabilizará a exploração comercial da base de lançamento de Alcântara, no Maranhão. O empenho é para que o documento seja assinado na gestão do presidente Michel Temer, que deu novo fôlego ao programa aeroespacial. O Ministério da Defesa articula a criação de um fundo para financiar o programa, que contempla a fabricação do primeiro míssil de cruzeiro brasileiro.

"Esse acordo é decisivo para o programa aeroespacial. O Brasil tem que ter capacidade de sentar numa mesa de negociação, de ser ouvido, de ser convidado para tomar decisões de interesse mundial", diz o ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna.

"A capacidade tecnológica gera dissuasão. É um seguro da nação: eu não compro para usar, mas, se precisar, eu tenho. Aspiramos a uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU [Nações Unidas], mas primeiro temos que ter um certificado de competência, como um míssil", completa.

O novo aceno do governo americano surge da última rodada de reuniões nos Estados Unidos com uma comitiva da Força Aérea Brasileira (FAB), na semana passada, quando os oficiais apresentaram as últimas reivindicações do Brasil para o desfecho do acordo. Os oficiais brasileiros foram informados pelo embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Sérgio Amaral, de que o governo americano entende o momento político do Brasil e tem disposição de concluir o assunto até dezembro.

Ficou colocado nessa rodada que é "inaceitável" a manutenção de pontos do acordo celebrado em 2001, rejeitado pelo Congresso Nacional, relata o brigadeiro Luiz Fernando Aguiar, presidente da comissão de implantação de sistemas espaciais. "O novo acordo é bastante benéfico para ambas as partes, será mais equilibrado que o de 2001".

Silva e Luna acrescenta que o dispositivo que impedia o Brasil de investir recursos auferidos com o aluguel dos sítios de lançamento de Alcântara no programa espacial "foi superado". "Não há perda de soberania", afirma.

Sem esse documento, o programa espacial estaciona: o Brasil não pode lançar satélites porque em todos esses artefatos há tecnologia americana embarcada. Isso compromete não só os planos de exploração de Alcântara, bem como outros projetos, como o desenvolvimento de satélites e o veículo lançador.

"O mundo gasta mais de US$ 300 bilhões por ano [nessa área]. Ou o mundo está errado, ou nós estamos: temos 8,5 milhões de quilômetros e mais 10 milhões de [oceano] Atlântico para tomarmos conta", ressalta o comandante da FAB, brigadeiro Nivaldo Rossato.

A força reivindicou R$ 1 bilhão para investir no programa, mas os repasses não ultrapassaram R$ 100 milhões nos últimos 20 anos. Por isso, viabilizar o uso de Alcântara também significa quintuplicar o orçamento. A FAB calcula que será possível fazer de 10 a 15 lançamentos por ano ao custo de R$ 50 milhões cada, auferindo pelo menos R$ 500 milhões a mais. A Argentina, por exemplo, investe US$ 1,2 bilhão anuais no setor.

Em outra frente, Silva e Luna começou a discutir com o ministro do Planejamento, Esteves Colnago, a criação de um fundo permanente de financiamento do programa. Outra proposta é a criação de uma empresa que possa receber recursos externos.

Para o comandante da FAB, outro obstáculo era a falta de governança. Ele cita uma licitação feita pela FAB no ano passado para o fornecimento de imagens óticas, que atenderão diversos órgãos públicos. Antes desse contrato, cada um tinha o seu, como Ibama e Embrapa. Com isso, o mesmo fornecedor entregava a mesma imagem a diferentes órgãos, e recebia de todos eles.

A despeito dos empecilhos, o programa avança. O primeiro míssil brasileiro de cruzeiro, o MTC-300, tem 300 km de alcance e precisão na escala de 50 metros. Desenvolvido pela AVIBRAS - empresa brasileira sediada em São José dos Campos (SP), com 57 anos de atuação na área de defesa -, está na fase final de testes. As primeiras entregas estão previstas para 2021.

A mesma AVIBRAS fabrica os motores foguetes S-50 do Veículo Lançador de Microssatélites (VLM-1), desenvolvido no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), ligado ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). Ele vai lançar cargas úteis especiais ou microssatélites (até 150 kg) em órbitas equatoriais e polares. A meta é lançá-lo de Alcântara em 2021.

No DCTA o desafio é dominar todas as fases de criação de um satélite, para monitoramento de fronteiras, sinal de banda larga e planejamento agrícola. No ano que vem, o governo vai divulgar os requisitos de refinamento do primeiro satélite óptico, que a Defesa desenvolve em parceria com a Embrapa. Assim como o geoestacionário, lançado no ano passado, não será fabricado no Brasil, mas também será controlado no país.


Fonte: Jornal Valor Econômico - 26/09/2018

Comentário: Bom leitor, quanto esta notícia do míssil brasileiro eu não sou um belicista, muito pelo contrario, porém enquanto muitos irão vibrar com esta notícia, de minha parte fico muito triste, pois tenho de reconhecer que devido ao mundo atual em que vivemos, este cheio de ameaças, é um mal necessário, além desta iniciativa valer como moeda numa mesa de negociação, afinal neste planeta só se ouve quem tem este tipo de força. Quanto ao resto, não há como negar que nunca houve tanta mobilização em prol do PEB desde a chegada destes desgovernos populistas de merda, pelo menos para mídia divulgar. No entanto leitor toda esta mobilização será verdadeira? Os caminhos supostamente adotados serão os corretos? O próximo governo terá realmente competência e compromisso em segui-los? Enfim... parte da Comunidade Espacial que realmente se preocupa com o programa e não com o seu próprio umbigo não concordam com alguns pontos do que esta acontecendo. Vamos aguardar os acontecimentos.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Grupo de Interfaces de Lançamento Se Reuniu no CLA Para Atualização de Projetos

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota interessante postada ontem (25/09), no site da Força Aérea Brasileira (FAB), destacando que o Grupo de Interfaces de Lançamento (GIL 2/2018) se reuniu entre os dias 17 a 21/09, no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), para atualizar diversos projetos e ações, e entre elas a tão aguardada “Operação Mutiti”, operação esta que deve ser mesma realizada ainda este ano.

Duda Falcão

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Grupo de Interfaces de Lançamento Se
Reúne Para Atualização de Projetos

Comercialização de operações a partir do Centro, no Maranhão,
esteve entre tratativas dos especialistas

Por Tenente Huxley Bruno
Revisão: Major Alle
Edição: Agência Força Aérea por Tenente Jonathan Jayme
Publicado: 25/09/2018 - 17:30

Fotos: Soldado Rodrigo/CLA

O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) recebeu, de 17 a 21 de setembro, a segunda edição da reunião do Grupo de Interfaces de Lançamento (GIL 2/2018). O GIL reúne especialistas de diferentes organizações que compõem o Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (SINDAE). Nesta segunda edição de 2018, participaram representantes do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) e do próprio CLA.

Ainda durante a semana, foi realizada a Reunião de Acompanhamento de Interfaces (RAI) visando à realização da Operação Mutiti, próxima atividade externa a ser realizada no CLA. Trata-se do lançamento de um foguete VS-30, com experimentos científicos e tecnológicos de centros e institutos de pesquisa nacionais embarcados.

Na GIL 2/2018 foram atualizadas as situações de projetos na área de espaço, tais como a Operação Mutiti; os Veículos Lançadores de Satélites e projetos relacionados (VS-50, VLM-1 e VL-X); o Programa Microgravidade, o novo Sistema de Terminação de Voo a ser instalado no CLA; os Foguetes de Treinamento; e o HEXAFLY (veículo espacial hipersônico).


Também foi traçado um panorama atual do Programa de Lançamentos do DCTA para o ano de 2018; do Programa de Futuros Lançamentos (2019-2020); do mercado de Foguetes Suborbitais; da situação do CLA e do CLBI; das obras no CLA com impacto em lançamentos futuros; e das tratativas sobre a comercialização de lançamentos a partir do CLA.

O Chefe do Subdepartamento Técnico do DCTA, Brigadeiro Engenheiro César Demétrio Santos, destacou a importância do encontro. “Em um momento em que a área espacial ganha cada vez mais evidência no país, é essencial estarmos reunidos para estabelecermos estratégias e metas futuras”, comentou. 

No GIL, ainda foi proposta a atualização da Instrução do Comando da Aeronáutica (ICA) 60-1, que trata sobre tal grupo, foram apresentados os resultados do Grupo de Trabalho (GT) de normas balizadoras de processo de qualificação e certificação, feitos comentários e atualização sobre itens de ação datados e prioritários.

“A partir do GIL podemos trocar informações atualizadas sobre os principais projetos da área espacial em andamento, de forma a fazer um acompanhamento sistemático por parte de todos os envolvidos no setor”, destacou o Presidente do GIL, Coronel Aviador Carlos Afonso Mesquista de Araujo. 

Para o Diretor do CLA, Coronel Engenheiro Luciano Valentim Rechiuti, é fundamental receber o GIL em Alcântara uma vez que a grande maioria do projetos na área espacial em desenvolvimento no Brasil, invariavelmente, passam por lançamentos a serem realizados no local.


O Grupo

O GIL se reúne duas vezes ao ano e é regulado pela ICA 60-1 -“Grupo de Interfaces de Lançamento”, que estabelece diretrizes, participantes e objetivos a partir das reuniões realizadas, geralmente no CLA ou no CLBI, que se localiza no Rio Grande do Norte. A última reunião do grupo ocorreu também no CLA, no mês de maio.


Fonte: Site da Força Aérea Brasileira (FAB) - http://www.fab.mil.br

Comentário: Antes de citar aqui leitor os pontos interessantes desta nota da FAB, primeiramente eu gostaria de chamar sua atenção para o fato (segundo a nota) da não participação de representantes da nossa piada espacial comandada pelo Sr. Braga Coelho nesta reunião. Será que este é mais um indício de que este incompetente e sua trupe terão de procurar em breve emprego em outro lugar? Certamente isso ocorrerá (não tenho a menos dúvida disso) numa eventual eleição daquele que estão chamando de “Mito”, e ficarei aqui na torcida. Bom, quanto aos pontos interessantes desta nota, primeiramente ela dá entender que a tal “Operação Mutiti” será realizada ainda em 2018, o que é uma boa notícia. Tomara mesmo leitor, vamos aguardar. Além disso, a nota deixa entender de que os voos dos veículos suborbitais VS-50 e VS-43 (este voo do programa hipersônico euro-australiano HEXAFLY) devem ocorrer mesmo do CLA no biênio 2019-2020. Complementando a nota confirma novas ações na área do Programa Microgravidade (programa este destruído pela gestão desastrosa do Sr. Braga Coelho) a instalação de um novo “Sistema de Terminação de Voo” no CLA, bem como ações relativas ao desenvolvimento dos veículos lançadores de satélites, o seja, o já conhecido projeto ALEMÃO-Brasileiro VLM-1 e o ainda pouco conhecido Projeto VL-X, projeto este que esperamos não venha seguir o mesmo caminho do seu primo alemanizado.

Empresa Telespazio Realizou Simpósio Sobre tecnologias de Radar Orbital em Brasília

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (24/09) no site da Força Aérea Brasileira (FAB), destacando que a empresa italiana “Telespazio” realizou em Brasília, na ultima na quinta-feira (20/09), um Simpósio Sobre Tecnologias de Radar Orbital.

Duda Falcão

TECNOLOGIA

Empresa Telespazio Realiza Simpósio
Sobre tecnologias de Radar Orbital

Satélite com RADAR SAR capta imagens, em qualquer horário do dia
e da noite, mesmo em áreas cobertas de nuvens, tanto na
superfície terrestre quanto marítima

Por Tenente João Elias
Revisão: Major Alle
Fonte e Edição: Agência Força Aérea
Publicado: 24/09/2018 17:00

Fotos: Soldado Wilhan Campos

A Empresa Telespazio, uma prestadora de serviço do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), e que é uma joint venture entre a Leonardo e a THALES, que implantou o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC),  realizou, na quinta-feira (20), em Brasília (DF), o Simpósio sobre tecnologias de radar orbital para Defesa e Inteligência, em parceira com a Força Aérea Brasileira (FAB),por meio da Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE).

O objetivo foi divulgar os recentes avanços tecnológicos e o emprego de ferramentas de geotecnologias que envolvem sensoriamento radar na solução de problemas brasileiros, bem como promover a troca de experiências entre os integrantes civis e militares presentes. O evento reuniu oficiais-generais da Marinha do Brasil, do Exército Brasileiro e da FAB, além do Embaixador da Itália, de representantes do Ministério da Defesa Italiano, da Agência Espacial Italiana, de empresas brasileiras e de universidades.


"Somente nos últimos três anos, passamos a dar uma maior atenção ao espaço, principalmente, por meio da criação da CCISE e da Reestruturação dos padrões de governança. Nós já sabemos quais são as prioridades, como é o caso do satélite ótico, e, logo depois, o satélite SAR. Esse evento trata de Satélite SAR e a Telespazio é uma das grandes empresas no mundo que trabalha com essa tecnologia e, com certeza, nós vamos conseguir dar um passo à frente nesse tipo de conhecimento", destacou o Comandante da Força Aérea Brasileira, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato.


De acordo com o Ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, o Brasil já possui um satélite para a produção de comunicações e um satélite para produção de imagens vai complementar uma necessidade urgente. "Nós já estamos atrasados nesse tipo de tecnologia espacial e o país gasta muito dinheiro adquirindo imagens internacionais a preço caríssimo quando podemos obter imagens já com a dimensão total do Brasil, voltadas para o que nos interessa em diferentes áreas", ressaltou.


O Embaixador da Itália no Brasil, Antonio Bernardini, enfatizou as diversas parcerias que o Brasil e o Grupo Leonardo já realizaram, como o desenvolvimento do caça AM-X, conhecido na FAB como A-1. "O setor aeroespacial é uma nova trilha de cooperação entre a Itália e o Brasil. Espero que a colaboração entre essas duas nações seja cada vez mais presente", enfatizou.

Já o representante da Agência Espacial Italiana, Roberto Ibba, disse que a cooperação entre os países pode trazer evoluções. "Creio que essa cooperação com a Defesa da Itália, além da troca de imagens, pode transferir a experiência entre os países e ampliar essa versatilidade", especificou.

Satélite SAR


O Satélite com RADAR SAR (do inglês Shyntethic Aperture Radar ou Radar de Abertura Sintética) é um satélite de observação da terra que tem diversas aplicações, como na meteorologia, agricultura, conservação da biodiversidade, cartografia, inteligência e segurança.

Segundo o integrante do Ministério da Defesa da Itália, General Fortunato di Marzio, os satélites são fundamentais não só para questões militares. "A Itália tem uma grande experiência em gestão de informações espaciais para utilidade civil. Elas colaboram na recuperação muito mais rápida em casos de terremoto, por exemplo, ou de desastres ambientais. Nós estamos convencidos de que satélites e tecnologias desse tipo podem ajudar o Brasil, um país grande, com o maior território da América do Sul, em questões como o monitoramento da selva", pontuou.


De acordo com os especialistas, esse radar possui tecnologia que capta imagens, em qualquer horário do dia e da noite, mesmo em áreas cobertas de nuvens, tanto na superfície terrestre quanto marítima. "O Brasil, que possui mais de 8,5 milhões de quilômetros quadrados, precisa de tecnologia para manter o controle do seu território, combater atividades criminais e prevenir desastres naturais, e isso pode ocorrer por meio de imagens desse sistema", afirmou o representante do Grupo Leonardo, Placido de Maio.

Outras empresas privadas brasileiras assistiram ao seminário. De acordo com o presidente da empresa Santiago e Cintra, Eduardo Oliveira, os radares SAR e óticos poderão trabalhar em conjunto. "Nós trabalhamos com dados óticos, temos vários contratos atualmente na área de desmatamento. A integração de dados orbitais e dados óticos só iria contribuir para que seja diminuído drasticamente o desmatamento", disse. 

PESE

Ainda durante o evento, o Vice-Presidente da CCISE, Brigadeiro do Ar José Vagner Vital, apresentou o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), que é gerenciado por sua organização militar. Conforme estabelece a Estratégia Nacional de Defesa, cabe à FAB, por delegação do Ministério da Defesa, a responsabilidade de promover uma série de medidas com o objetivo de garantir a execução desses projetos na área nacional e a consequente autonomia de produção nacional.


"O nosso programa abarca o Centro de Operações Espaciais [COPE], as frotas de satélites e o sistema de acesso ao espaço que compreende os lançadores e os centros de lançamento. Isso tudo prevendo o uso integrado do espaço para atender às necessidades do Estado Brasileiro", declarou.

O Chefe do COPE, Coronel Marcelo Vellozo Magalhães, destacou a importância do simpósio. "Todo satélite tem uma missão e esse simpósio fala sobre a aplicação do satélite SAR, o que vem muito a contribuir, e o COPE está preparado para operar uma tecnologia orbital dessa natureza", finalizou.


Fonte: Site da Força Aérea Brasileira (FAB) - http://www.fab.mil.br

Comentário: Bom leitor eu vou realmente ficar aqui na torcida para que o modelo de parceria adotado (caso aconteça realmente) com esta empresa italiana para este Satélite Radar SAR, seja o mesmo adotado na época no projeto do caça AMX (projeto este que trouxe grandes benefícios tecnológicos a Aeronáutica Brasileira) e não no modelo adotado neste trambolho francês que atende pelo nome de SGDC-1 que, repito, foi extremamente caro, não contribuiu em nada tecnologicamente para o Brasil e ainda existe a forte suspeita de ser inseguro e monitorado pela Organização do Tratado de Atlântico Norte (OTAN).