sábado, 30 de junho de 2018

Programa Estratégico de Sistemas Espaciais, KC-390 e Gripen NG São Temas de Painel

Olá leitor!

Segue abaixo uma noticia postado ontem (29/06) no site da Força Aérea Brasileira (FAB), destacando que o “Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE)” foi um dos temas abordados do painel debatido durante a RIDEX-BID 2018, no Rio.

Duda Falcão

RIDEX-BID 2018

Programa Estratégico de Sistemas Espaciais,
KC-390 e Gripen NG São Temas de Painel

Debate aconteceu na manhã desta sexta (29); feira encerrou
com o dobro do número de visitantes esperados

Por Tenente Gabriélli
Edição: Por Tenente Jonathan Jayme
Revisão: Cap. Oliveira
Agência Força Aérea
Publicado: 29/06/2018 - 17:40

Fotos: Sargento Johnson / CECOMSAER

No terceiro e último dia da feira RIDEX-BID 2018, alguns projetos estratégicos da Força Aérea Brasileira (FAB) foram apresentados e debatidos com o público, durante um painel. O Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), o Gripen NG e o KC-390 foram os escolhidos. A feira, considerada um sucesso pelos organizadores, encerrou às 17h desta sexta-feira (29).

Segundo o Presidente da Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE), Major-Brigadeiro do Ar Luiz Fernando de Aguiar, o PESE é um programa de Estado, do povo brasileiro. Ele explicou que o PESE agrega frotas de satélites, lançadores, centro de lançamento e centro de operações, reunindo, assim, todos os elementos necessários à utilização do espaço na área de Defesa. O oficial-general também afirmou que o programa é dual - ou seja, pensado para usos civis e militares. Como exemplo, ele citou o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), lançado em maio de 2017, que funciona com duas bandas - uma civil, de responsabilidade da Telebras, e outra militar.


O Major-Brigadeiro Aguiar falou que, entre os meses de setembro e outubro deste ano, serão inauguradas as instalações definitivas do Centro de Operações Espaciais (COPE), em Brasília (DF), de onde já se faz o controle do SGDC e de onde serão controlados os futuros satélites brasileiros. Também citou que está em desenvolvimento, pela FAB, o Veículo Lançador de Microssatélites (VLM), que deverá passar pelos primeiros testes já em 2019. No que se refere ao Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), existe, segundo ele, um esforço para aprovação do acordo de salvaguarda com os Estados Unidos, para que o centro seja utilizado comercialmente. Há a necessidade, ainda, de criação de uma empresa pública para gerenciar esses futuros usos. "Assim, Alcântara vai poder gerar divisas e trazer tecnologia ao nosso país", disse.


Após a apresentação do PESE, o Presidente da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), Brigadeiro do Ar Marcio Bruno Bonotto, falou sobre outros dois importantes projetos estratégicos da FAB, que estão em vias de se tornarem realidade. Segundo ele, ainda este ano será entregue para a Força a primeira unidade da aeronave multimissão brasileira KC-390 e, em 2019, acontece a entrega do primeiro Gripen NG - unidade que servirá para testes.

O Brigadeiro Bonotto explica que, no caso do caça, desenvolvido pela empresa sueca Saab, questões ligadas à transferência de tecnologia e à cooperação industrial foram preocupação primária da FAB, de forma a capacitar a mão de obra brasileira e fomentar a indústria local. Já no desenvolvimento do KC-390, que hoje se encontra 97% concluído, os esforços foram no sentido de apoiar a tecnologia local, de modo que o produto consiga atingir a fatia de mercado prospectada para ele. "Esses dois vetores representam um grande salto tecnológico e industrial para o país. A participação da Defesa é essencial para a indústria de alta tecnologia brasileira", disse o Oficial-General.

RIDEX-BID 2018 Encerrou Nesta Sexta


Com quase o dobro dos visitantes esperados - em três dias, 14 mil pessoas - o evento reuniu aRio International Defense Exhibition 2018 (RIDEX) e a 5ª Mostra da Base Industrial de Defesa do Brasil (BID Brasil) em uma única feira. "Para esta primeira edição, foi muito além do esperado", disse a Coordenadora da RIDEX, Ingrid Medeiros.

Ela afirma que, para o próximo evento, que deve acontecer em 2020, será necessário dobrar o tamanho da área destinada aos expositores, já que novas empresas têm procurado os organizadores e demonstrado interesse em participar.


Fonte: Site da Força Aérea Brasileira (FAB) - http://www.fab.mil.br

Comentário: Pois é leitor, por esta matéria a impressão que fica é que o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE) começa cada vez mais a ganhar força política, enquanto o mal conduzido e ineficiente Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) está perdendo espaço, e cá pra nós, se assim realmente for, não deixaria nenhuma saudade, já que essa piada jamais funcionou direito ou foi levado a serio, e hoje esta sob o comando de um completo banana unicamente preocupado em manter o seu emprego vendendo fantasias para sociedade e sabe-se lá o que mais.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Cientistas Revelam Que Objeto de Outro Sistema Solar é Um Cometa

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada ontem (28/06) no site do Sputnik News Brasil destacando que segundo cientistas o tal objeto interestelar a passar pelo nosso Sistema Solar, o Oumuamua, pode ser um cometa.

Duda Falcão

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Cientistas Revelam Que Objeto de
Outro Sistema Solar é Um Cometa

Sputnik News Brasil
28/06/2018 - 11:23
Atualizado 28/06/2018 - 11:29

© Foto: ESO/M. Kornmesser

Oumuamua, o primeiro objeto de outro Sistema Solar a passar pelo nosso, despertou o entusiasmo de cientistas de todo o mundo devido às suas origens misteriosas.

O termo Oumuamua tem origem havaiana e significa "um mensageiro de longe a chegar primeiro". Ele foi observado pela primeira vez em 19 de outubro de 2017 pelo telescópio Pan-STARRS, no Havaí.

Esse objeto interestelar causou ondas de excitação em todo o mundo, quando os cientistas alegaram que ele estava vindo de outro Sistema Solar.

No principio, pensava-se que o Oumuamua era um cometa, uma bola cósmica de gelo e poeira que forma um halo quando se aproxima ao Sol.


Depois de um estudo mais aprofundado, foi decidido que o Oumuamua era um asteroide.

"Por consenso foi definido que era um asteroide porque não havia gás nem poeira", disse Karen Meech, astrônoma do Instituto de Astronomia da Universidade do Havaí.

No entanto, em um novo estudo publicado na revista Nature, Meech sugeriu que o Oumuamua é de fato um cometa, apesar de ser um pouco diferente em comparação com os do nosso Sistema Solar.

"Cada vez que estudamos este objeto mais detalhadamente, mais surpresas ele traz para nós", disse.


Fonte: Site Sputniknews Brasil - http://br.sputniknews.com

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Alunos Brasileiros Se Apresentam à NASA e Enviam Experimento ao Espaço

Olá leitor!

Segue abaixo uma interessante matéria publicada hoje (28/06) no site do jornal “Folha de São Paulo” dando destaque à apresentação bem sucedida ocorrida hoje para a NASA do experimento da galerinha brasileira da Missão GARATÉA-ISS, prevista para voar amanhã (29/06) rumo a Estação Espacial Internacional (ISS).

Duda Falcão

CIÊNCIA

Alunos Brasileiros Se Apresentam à NASA
e Enviam Experimento ao Espaço

Um composto de cimento e plástico verde será
testado na Estação Espacial Internacional.

Por Estelita Hass Carazzai
Folha de São Paulo
28 de junho de 2018 às 17h07

WASHINGTON – Em meio a sisudos estudantes americanos vestindo jaleco, camisa xadrez, gravata borboleta e até terno, um grupo de cinco brasileiros se remexia de ansiedade nas cadeiras de um auditório em Washington, nesta quinta-feira (28).

Os alunos, que têm entre 13 e 15 anos, estavam a poucos minutos de serem os primeiros brasileiros a apresentarem um experimento para ser enviado à Estação Espacial Internacional (ISS), numa ação anual do governo americano em parceria com a NASA (agencia espacial dos EUA).

“Acho que foram os cincos passos mais difíceis de minha vida”, contou à Folha o estudante Otto Gerbaka, 13, sobre o percurso que fez até o palco, debaixo de réplicas de foguetes, satélites e uma imagem da Lua

Foto: Estelita Hass Carazzai / Folhapress
Crianças brasileiras bolam experimento de impressão
3D para ser testado na Estação Espacial Internacional.

É a primeira vez que um grupo de alunos do Brasil, dos colégios Dante Alighieri, Projeto Âncora e Escola Municipal Perimetral, em São Paulo, participa do evento. A competição estudantil, chamada de Programa de Experimentos Espaciais para Estudantes, é realizada há 12 anos. Nunca antes um país de fora da América do Norte havia participado da iniciativa.

“É uma honra ter vocês aqui; isso vai servir como modelo para a nação inteira”, afirmou o coordenador do programa Jeff Goldstein, que puxou aplausos à equipe.

Em inglês, os brasileiros se revezaram para contar como funciona o experimento, que irá enviar ao espaço uma ampola de um composto feito de cimento em pó de plástico verde. Caso esse composto resista de maneira satisfatória à microgravidade, ele pode ser uma alternativa para construção de colônias humanas fora da Terra.

O lançamento será nesta sexta-feira (29), às 6h41, no horário de Brasília. É possível acompanhar ao vivo pela internet, neste link.

Nesta quinta, foram pouco menos de dez minutos de apresentação. Mas, ao final, professores, pais e alunos se abraçavam, muitos às lágrimas.

“É como se a gente subisse junto. Em cima do palco, tem mais de um ano de trabalho”, afirmou, com olhos marejados, a professora Mirim Brito Guimarães, coordenadora do colégio Dante Alighieri. “Isso aqui é uma pontinha de uma grande montanha que estamos construindo”.

Guimarães segurava uma bandeira do Brasil, no fundo da plateia. Outros professores sacavam o celular e gravavam o momento histórico. Um dos alunos, Natan Cardoso, 15, colocou até borrachinha verde-e-amarela no aparelho que usa nos dentes.

“Não foi para a Copa, não; foi para mostrar aqui na NASA” disse ele, que estuda na Escola Municipal Perimetral e faz sua primeira viagem internacional.

Foram meses de preparação e estudos. A equipe vencedora saiu de uma disputa realizada no ano passado entre 72 grupos de brasileiros, formados por alunos de 12 a 14 anos. Três projetos foram enviados à NASA, e apenas um foi selecionado.

“Nós estamos num momento em que precisamos escolher se o Brasil vai ser um ator ou um espectador do acesso ao espaço. É esse o meu trabalho: transformar o Brasil num ator”, afirmou a Folha o engenheiro espacial Lucas Fonseca, coordenador da Missão Garatéa, que desenvolveu o projeto em parceria com os colégios.

Depois de escolhido o experimento, em dezembro do ano passado, os alunos passaram a se organizar para a viagem. Alguns reforçaram as aulas de inglês. Outros fizeram vaquinha com os colegas para pagar as passagens.

“Eu vendi muito brigadeiro para conseguir vir”, contou Sofia Palma, 13, aluna do 8° ano do Projeto Âncora, em Cotia. “Sempre gostei muito de ler sobre Ciência, mas nunca pensei que estaria em um projeto desse porte”.

A possibilidade de criar novos engenheiros espaciais é real entre o grupo. “Eu nunca tinha pensado em trabalhar com o espaço. Com esse projeto, eu acho que é uma possibilidade”, disse Laura D’Amaro, 13, aluna do Dante Alighieri. “Eu sempre quis ser engenheiro. Depois desse projeto, mais ainda”, afirmou Guilherme Funck, 13, de quem partiu a ideia de trabalhar com cimento

No dia anterior, eles haviam praticado a apresentação durante três horas a fio - mesmo com jogo do Brasil na Copa do Mundo.

Para os professores, os reflexos da pesquisa já são sentidos em sala de aula. “A perspectiva é outra: eles começam a elaborar perguntas, fazer hipóteses, trabalhar com variáveis. É um alfabetização científica”, diz Tiago Bodê, professor de Ciências do colégio Dante Alighieri.

Em julho, o Garatéa irá abrir um edital nacional para a próxima edição do concurso. Podem participar colégios de todo o país.

OBS: Veja abaixo as fotos divulgadas pelo Eng. Lucas Fonseca sobre a apresentação de hoje (28/06) dos alunos brasileiros no “National Air and Space Museum, Smithsonian Institution” em Washington (EUA).



Fonte: Site do Jornal Folha de São Paulo - 28/06/2018

Comentário: Tá vendo aí Sr. Braga Coelho como se realmente realiza ações efetivas na área da educação espacial invés de ficar vendendo fantasias? Bom leitor, neste momento eu estou bastante emocionado lendo essa matéria, pois a mesma me transporta a meados dos anos 80 do século passado, quando como estudante de intercambio cultural, sonhador, cidadão e idealista, estive como associado do saudoso NSI (National Space Institute) de passagem pela Florida, em uma das viagens organizadas por esta instituição a fim de acompanhar o lançamento de um Ônibus Espacial, mas que infelizmente para meu azar foi cancelado. Porém foi nessa viagem que eu tive oportunidade de conhecer de perto (já naquela época) o trabalho da NASA nesta área de Educação Espacial, pois a programação da viagem incluía uma visita ao SPACECAMP da agencia espacial americana que estava ocorrendo naquele momento em Cabo Canaveral. Como não poderia deixar de ser, este jovem sonhador, cidadão e idealista saiu de lá encantado e se perguntando quando veríamos aquilo no Brasil. O conceito do SPACECAMP foi trazido para o Brasil no início dessa década por iniciativa da startup brasileira "Acrux Aerospace Technologies" do Eng. Oswaldo Loureda, e agora um experimento estudantil brasileiro chega a Estação Espacial Internacional (ISS) graças a iniciativa deste grande realizador, o Eng. Lucas Fonseca. Uma prova de que precisamos neste país de mais profissionais do tipo de Louredas e Fonsecas e de menos bananas do tipo Coelhos.

Base de Lançamento dos EUA no Brasil? Visita de Pence Reacende Debate de Alcântara

Olá leitor!

Segue abaixo outra notícia esta postada ontem (27/06) pelo site “Sputnik News”, tendo como destaque a visita do vice-presidente americano, Mike Pence, para discutir entre outras coisas o uso da Base de Alcântara pelos EUA.

Duda Falcão

BRASIL

Base de Lançamento dos EUA no Brasil?
Visita de Pence Reacende Debate de Alcântara

Sputnik News
27/06/2018 - 15:06

© Foto : Divulgação/MD

O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, foi recebido em Brasília na terça-feira (26) por Michel Temer. Ele veio ao Brasil discutir questões regionais como a Venezuela e também a negociação sobre o uso por parte dos EUA da base de Alcântara, no Maranhão. A Sputnik Brasil conversou com Honorato Fernandes, do PT-MA, sobre esse tema.

A base militar é considerada a base de lançamentos com a melhor localização do mundo, proporcionando vantagens estratégicas de posicionamento que garantem economia de tempo e de combustível para os foguetes.

Em 2001, a parceria foi negociada e barrada pelo Congresso Nacional devido a exigências dos EUA que garantiriam, com a parceria, a perda de soberania brasileira sobre partes do território da base. Era previsto, à época, que partes da base não pudessem ser filmadas ou fotografadas, e que a entrada de brasileiros seria controlada pelos EUA com a necessidade de uso de passaporte.

© Foto : José Cruz/Agência Brasil

A negociação atual corre de forma pouco clara quanto aos termos, o que tem levantado suspeitas e protesto.

Para Honorato Fernandes, vereador de São Luis-MA e presidente do Partido dos Trabalhadores da cidade, a visita de Pence a ameaça de entrega de Alcântara, são parte de um programa entreguista do governo Temer. Honorato é um opositor público da negociação da base, e tem falado contra a medida.

"Ele vem fortalecendo o desmonte das empresas brasileiras, no setor social, do sistema de proteção individual, dos programas sociais. E tem também ao longo de seu mandato feito isso em vários setores. No setor elétrico, que tenta a todo custo privatizar o sistema elétrico brasileiro, que é uma questão de soberania. Um país que se julgue com vontade de não ser colônia novamente sabe disso", afirma, acrescentando que essa forma de agir também tem em conta os leilões do pré-sal.

O vereador ainda aponta que essa aproximação com EUA é uma ameaça à soberania brasileira, e se aproveita de um momento de fragilidade.

"E agora volta a carga com mais força ainda a entrega de um ponto que passa pela questão da soberania, da independência, do processo de formação tecnológica do país e também a entrega de uma área, como se fosse uma área dentro do Estado brasileiro como se fosse uma área de propriedade americana. Isso é, no nosso entendimento, uma afronta à soberania brasileira.

Remetendo ao processo barrado em 2001, o vereador comenta que os termos que envolveriam a parceria tem sido obscuros, uma negociação que não tem sido feita às claras.

"Essa relação não tem sido uma relação saudável. Os termos nunca são claros, são relações feitas muitas vezes a portas fechadas. Como agora mesmo a gente tomou conhecimento da agenda, que vem em um momento de crise, um momento de dificuldade, que tenta emplacar justamente nesses momentos mais uma agenda negativa que ataca a soberania do povo brasileiro", ressalta

"Não respeita um espaço que é estratégico para o desenvolvimento tecnológico do país, não respeita a população maranhense ao iniciar uma negociação sem nenhum tipo de debate, sem nenhum tipo de construção coletiva para as pessoas entenderem do que se trata e avança na pauta, que é uma pauta negativa para o país", conclui.

Em nota oficial sobre a visita de Pence ao Brasil, o governo brasileiro reafirmou o compromisso com o "uso comercial" da base de Alcântara.

"Nós vamos aproximar a Agência Espacial Brasileira e a NASA. Vamos progredir nas negociações de salvaguardas tecnológicas, com vistas ao uso comercial da Base de Alcântara. Naturalmente também aprofundaremos nossos esforços conjuntos para o desenvolvimento científico-tecnológico e a prosperidade de nossos povos", diz a nota.

Venezuela à Vista

Outra questão fundamental discutida na visita foi a crise venezuelana. Com visita marcada para esta quarta-feira (27) a campos de refugiados de venezuelanos no Brasil em Manaus, Pence saudou a relação de amizade entre os Washington e Brasília, afirmando que a parceria com o entre os países é fundamental para o fim do que chamou de crise humanitária na Venezuela.

O Brasil, que costuma liderar a diplomacia internacional na América do Sul, endureceu suas relações com a Venezuela a partir da entrada de Michel Temer no governo, barrando o país em cúpulas regionais, e demonstrando publicamente desapreço com o regime de Nicolas Maduro.

A nota oficial do governo afirma que "Brasil e os Estados Unidos convergem quanto à urgência de restabelecer-se a plena normalidade democrática naquele país-irmão".


Fonte: Site Sputniknews - http://br.sputniknews.com

Comentário: É claro leitor que essa matéria da Sputnik News tem cunho politico, e o que menos importa são os interesses reais do PEB, e sim fazer oposição ao governo atual e as suas ações neste setor, que bem ou mal (como falei anteriormente precisa ainda ter este acordo avaliado pela Comunidade Espacial) tem sido mais presente do que em todo governo dos ‘Petralhas’ que só fizeram merda, e agora tentam tirar uma de santinhos. Vale dizer que em algum momento dessa história toda se terá acesso à minuta deste acordo, e quando isso acontecer, poderemos então avaliar melhor o mesmo.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Comunicado Conjunto Sobre Cooperação Espacial Brasil-EUA

Olá leitor!

Segue abaixo o Comunicado Conjunto Sobre a Cooperação Espacial Brasil-EUA postada hoje (27/06) no site do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Duda Falcão

NOTA 220

Comunicado Conjunto Sobre
Cooperação Espacial Brasil-EUA

MRE
27 de Junho de 2018 - 08h11

Por ocasião da visita a Brasília, no dia 26 de junho de 2018, do Vice-Presidente dos Estados Unidos da América, Mike Pence, foram discutidas oportunidades para expandir a cooperação bilateral em áreas estratégicas, entre elas o espaço exterior. Em audiência do Presidente Michel Temer ao Vice-Presidente Pence, que preside o Conselho Nacional do Espaço dos Estados Unidos, tratou-se especificamente de tópicos pertinentes à cooperação Brasil-EUA para os usos pacíficos do espaço exterior.

Nessa perspectiva, o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo dos Estados Unidos da América:

- reafirmam seus respectivos apoios a atividades que elevam o grau de conhecimento sobre o espaço exterior e melhoram seu desenvolvimento pacífico, o que é de seu interesse mútuo e contribui para a prosperidade de ambos os países e do mundo;

- consideram que benefícios serão obtidos por ambos os lados a partir do avanço nas atividades da cooperação nos usos pacíficos do espaço exterior, tais como missões espaciais tripuladas, ciências espaciais e iniciativas comerciais e civis na área espacial;

- reconhecem a crescente importância das atividades espaciais e saúdam os recentes esforços com vistas a robustecer esse setor em seus respectivos países, tais como o estabelecimento do Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro e o restabelecimento do Conselho Nacional do Espaço dos Estados Unidos;

- recordam a entrada em vigor, no dia 3 de abril de 2018, do novo Acordo-Quadro entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo dos Estados Unidos da América sobre a Cooperação dos Usos Pacíficos do Espaço Exterior;

- comprometem-se a promover a continuidade do relacionamento mutuamente benéfico nesse campo no futuro, através de instrumentos que favorecem iniciativas conjuntas de cooperação no espaço exterior;

- saúdam, também, os entendimentos entre a Agência Espacial Brasileira e a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos na cooperação no projeto relativo à Observação Preventiva da Cintilação (SPORT), que tem por fim estudar fenômenos ionosféricos que causam transtornos à rede do Sistema de Posicionamento Global (GPS) e aos sistemas espaciais de comunicação.

Brasília, 26 de junho de 2018.


Fonte: Site do Ministério das Relações Exteriores (MRE) - http://www.itamaraty.gov.br

Comentário: Pois é, tá ai leitor, e agora, o que você acha?

Escola Baiana é Selecionada Para Missão Garatéa-E

Olá leitor!

Desde que a Educação Espacial direcionada para alunos do ensino fundamental, médio e superior começou a se desenvolver no Brasil, o Blog BRAZILIAN SPACE com o apoio crucial do CEFAB (Centro Experimental de Foguetes Aeroespaciais da Bahia), vinha lutando para estimular essas atividades aqui em nosso estado, mas infelizmente sem obter qualquer sucesso, o que sempre nos deixou bastante frustrados.

Foi nesse quadro de total desanimo que meses atrás fomos agradavelmente informados pelo Eng. Lucas Fonseca, de que uma escola da pequena cidade de Souto Soares (localizada na Chapada Diamantina a aproximadamente 487 Km de Salvador), havia se inscrito para participar da segunda edição da Missão Garatéa-E, missão esta organizada pelo “Grupo Zenith” da Escola de Engenharia da USP de São Carlos (EESC-USP).

Para nós essa já era uma grande notícia, pois até então só sabíamos da inscrição de uma única escola baiana para esta missão, ou seja, a escola privada de ensino infantil e fundamental "Luz do Saber", esta localizada no bairro carente de São Cristóvão, em Salvador.

Porém fomos agradavelmente surpreendidos quando pouco tempo depois fomos informados pelo Eng. Lucas Fonseca de que o projeto enviado pela “Equipe Elysium” da “Escola Municipal Ouricuri” de Souto Soares, tinha impressionado bastante o Grupo Zenith, e assim o mesmo havia sido selecionado para voar no balão da Missão Garatéa-E (prevista para agosto desse ano), o que nos deixou bastante empolgados.

No entanto leitor vale aqui salientar que, apesar de nossos esforços em divulgar a Educação Espacial em nosso estado e por todo o Brasil, esta vitória deve-se a iniciativa do Sr. Luciano Macena de Oliveira (professor da rede municipal de ensino e atualmente Secretário Municipal de Educação de Souto Soares) e evidentemente do crucial apoio do Prefeito André Luiz Sampaio Cardoso (PTN), já que nenhum dos dois conhecia até então o Blog BRAZILIAN SPACE.

Assim sendo, em reconhecimento a iniciativa do Sr. Luciano Macena, entramos em contato como o mesmo e realizamos a entrevista abaixo que espero venha estimular outras escolas da Chapada Diamantina, bem como de todo o Brasil, a abraçarem as atividades espaciais educacionais, seja elas através dos eventos do Grupo Zenith, da Olimpíada Brasileira de Astronomia de Astronáutica (OBA), da Brazilian Association of Rocketry (BAR) ou de qualquer outra instituição envolvida no Brasil com essas atividades, até mesmo a nossa pífia Agencia Espacial de Brinquedo (AEB).

Duda Falcão

Secretário Luciano Macena.
BRAZILIAN SPACE: Para o nosso leitor que não o conhece senhor Luciano, nos fale sobre o senhor, sua formação, idade, onde nasceu e se tem outra atividade além de ser o Secretário Municipal de Educação de Souto Soares-BA?

LUCIANO MACENA DE OLIVEIRA:  Formado em HISTÓRIA, 37 anos, natural de São Paulo, sou professor da rede municipal de ensino há 17 anos e hoje estou assumindo a Secretaria Municipal de Educação do município de Souto Soares.

BRAZILIAN SPACE: Sr. Luciano, como o senhor tomou conhecimento sobre o Projeto da Garatéa-E?

LUCIANO MACENA: Sou bastante curioso e vivo pesquisando na internet bons projetos para somar e elevar o grau de conhecimento dos alunos e professores, nessa busca ativa encontrei o Garatéa-E.

BRAZILIAN SPACE: Qual escola o senhor escolheu para participar deste projeto?

LUCIANO MACENA: Escola Municipal Ouricuri.

BRAZILIAN SPACE: Quantos alunos desta escola estão envolvidos neste projeto?

LUCIANO MACENA: Nossa intenção é que todos os alunos conheçam o projeto, mais o trabalho consistente deve chegar a quatro turmas.

BRAZILIAN SPACE: Qual foi a receptividade do prefeito do município, o Sr. André Luiz Sampaio Cardoso quanto a esta iniciativa, ele apoiou integralmente a mesma?

LUCIANO MACENA: O prefeito e também professor da rede estadual de ensino, assim sendo, excelentíssimo prefeito André Sampaio apoiou incondicionalmente a nossa iniciativa e ficou bastante contente com a seleção da nossa escola para representar a Bahia, pois o mesmo acredita que a educação é a única ferramenta que pode melhorar a sociedade no todo.

BRAZILIAN SPACE: Sr. Luciano, recentemente o Grupo Zenith da USP São Carlos, responsável pelo Programa Garatéa que envolve os projetos Garatéa-L, Garatéa-ISS e Garatéa-E, lançou em pareceria com a Revista Galileu, a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e a Alice Education, uma gincana astronômica muito interessante denominada “I Gincana Galileu de Astronomia”. É intenção de vocês participarem também desta nova iniciativa?

LUCIANO MACENA: Sem sombra de duvida que tudo que envolva a educação e as ciências estaremos levando para os espaços educativos da rede de ensino de Souto Soares.

BRAZILIAN SPACE: Sr. Luciano, outro projeto muito interessante do Programa Garatéa é o projeto Garatéa-ISS (veja aqui) que tem como objetivo enviar experimentos de estudantes brasileiros para serem pesquisados a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), mas que infelizmente nesta primeira missão só esta aberto para escolas publicas e privadas do ensino médio do estado de São Paulo. No entanto, a partir de 2019, o Grupo Zenith produzirá uma plataforma web para levar esta iniciativa para todo o Brasil. Vocês de Souto Soares teriam interesse também de participar deste projeto?

LUCIANO MACENA: Sempre teremos interesse de participar desse e de outros projetos que venham somar conhecimentos científicos para nossa rede de ensino.

BRAZILIAN SPACE: Sr. Luciano, as escolas de Souto Soares participam das atividades anuais da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA)?

LUCIANO MACENA: Algumas escolas se inscreveram na OBA.

BRAZILIAN SPACE: Sr. Luciano, em nossa opinião a sua iniciativa deveria servir de exemplo para todas as secretarias de educação das cidades da Chapada Diamantina. Diante disto, o senhor estaria disposto a realizar palestras sobre a sua experiência caso existam secretarias e escolas interessadas de sua região, e em caso positivo, o que essas instituições devem fazer para entrar em contato com o senhor?

LUCIANO MACENA: Falar desse momento magico do nosso município não será difícil, pois o destaque e a paixão dos nossos alunos desde a construção do projeto até o momento, já demonstra o quanto eles melhoraram na disciplina de ciências, evasão e em todos outros aspectos. Caso haja interesse pela nossa experiência é só entrar em contato pelo e-mail luciano.maceno@hotmail.com.

BRAZILIAN SPACE: Sr. Luciano, para finalizarmos, o senhor teria algo a mais a acrescentar para os nossos leitores?

LUCIANO MACENA: Precisamos pesquisar bastante, pois foi nessas pesquisas que encontramos a oportunidade de fazer nossa inscrição ao projeto e ser selecionado como a única escola da Bahia a representar o estado na cidade de São Paulo. Vamos abrir os olhos e agarrar as oportunidades de fazer valer e elevar o nome da nossa Chapada Diamantina para outros horizontes.

Pence Discute Com Temer Uso do CLA Pelos Estados Unidos

Olá leitor!

Segue uma matéria publicada ontem (26/06) no jornal “O Estado do Maranhão”, dando destaque à visita ao Brasil do vice-presidente americano Mike Pence para discutir entre outras coisas o uso da Base de Alcântara pelos EUA.

Duda Falcão

O PAÍS

Pence Discute Com Temer Uso
do CLA Pelos Estados Unidos

Vice-presidente norte-americano chega hoje ao Brasil; na pauta dos assuntos
estratégicos que serão tratados com o governo brasileiro está o uso da Base
de Alcântara, no Maranhão, pela NASA para o lançamento de satélites

O Estado do Maranhão
26/06/2018

Fotos: Divulgação
O vice Mike Pence chega ao Brasil para discutir
uso da Base de Alcântara pelos Estados Unidos.

BRASÍLIA – O Centro de Lançamento de Alcântara ( CLA), no Maranhão, está na pauta dos assuntos estratégicos que serão discutidos hoje, 26, pelo vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, com o presidente Michel Temer. O encontro está marcado para meio-dia, no Palácio do Planalto. Pence viaja amanhã, 27, para Manaus e vai visitar um dos abrigos construídos para receber venezuelanos. A visita à Casa de Acolhimento Santa Catarina está marcada para 11h.

As tratativas sobre salvaguardas tecnológicas envolvendo o CLA e NASA - agência espacial norte-americana - voltou à mesa de negociações dos dois países recentemente.

“Se pretendemos fazer no futuro essa utilização comercial da base de lançamento de satélites, é claro que as condições em que o material ingressa em território brasileiro tem que estar coberto por salvaguardas legais”, explicou o subsecretário- geral do Itamaraty, Fernando Simas Magalhães.

O interesse pela utilização da base para lançamento de satélites está na economia que o espaço permite em função das sua localização geográfica, próxima a linha do Equador. “Isso permite que um satélite possa ser lançado com 30% a mais de carga ou com economia de 30% de combustível. Alcântara oferece uma enorme atratividade para essa atividade que movimenta centenas de bilhões de dólares em todo o mundo. Se pudermos criar as condições para utilização comercial efetiva, vamos entrar em um filão de mercado extraordinário”, avaliou Fernando Simas.

No início deste mês, os Estados Unidos deram o sinal verde para renegociar com o Brasil os termos de um acordo tecnológico que pode finalmente viabilizar o uso do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão.

É a primeira vez que os americanos aceitam retomar o assunto, depois que o Congresso Nacional rejeitou, há 16 anos, uma polêmica proposta que "blindava" a tecnologia estrangeira para lançar foguetes. Mas, em tese, também abria uma brecha para tirar do Brasil a soberania sobre áreas inteiras dentro da base de lançamento.

A retomada das negociações é um passo importante: significa que diversos organismos americanos aceitaram negociar. Como nos EUA este tipo de acordo não precisa passar pelo Congresso, é uma carta branca para que o Departamento de Estado negocie.

Esta etapa inicial é a mais difícil de ser obtida e, nos últimos 16 anos, os EUA se recusaram duas vezes a chegar a este passo. Os EUA são os maiores produtores de componentes espaciais, cujo conteúdo é protegido por razões comerciais e de estratégia militar – lançadores e satélites têm tecnologia de uso bélico. Por isso, o acordo com os americanos é condição para qualquer parceria no setor espacial que tenha chances de prosperar.

Negociações

O ministro de Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, confirmou a nova etapa das negociações e reconheceu que, sem um entendimento com os americanos, o centro de Alcântara não é viável.

"Acordamos de retomar as negociações para acordo de salvaguardas tecnológica com vistas à utilização da base de Alcântara. Se você não tiver um acordo que garanta a propriedade intelectual dos foguetes e dos satélites que serão lançados, nenhum satélite e nenhum foguete poderá ser lançado, pois a grande maioria dos lançamentos carregam tecnologia americana. O que eles querem é a defesa de seus segredos comerciais, o que é legítimo. E nós estamos discutindo sobre como exercer esta defesa sem que haja nenhuma violação à nossa soberania", afirmou o chanceler brasileiro.

De acordo com o chanceler, a decisão é dar velocidade para as negociações. "Nós estamos começando a discussão para ver quais pontos podem ser mantidos e onde é possível mudar, vendo as convergências e eventuais dificuldades. Mas o fato é que isso ficou parado por muitos anos e estamos retomando agora. Não tem prazo (para concluir a negociação). Tem prazo para começar rapidamente".

A nova minuta de acordo levada pelo Brasil a Washington traz duas mudanças essenciais ao modelo que fracassou em 2002: altera a forma como a tecnologia americana ficaria protegida em solo brasileiro e o conceito sobre como deve ser usado o dinheiro resultante dos serviços de lançamento de satélites.

Área Física

A primeira novidade acaba com a limitação de uma área física, dentro do centro de Alcântara, onde apenas funcionários contratados pelos americanos poderiam circular, cláusula que gerou
enorme polêmica no passado. A proposta, agora, prevê a livre circulação de brasileiros, porém com restrições rígidas ao manuseio de contêineres com equipamentos de tecnologia sensível.

“Se pudermos criar as condições
para utilização comercial efetiva,
vamos entrar em um filão de
mercado extraordinário”

FERNANDO SIMAS
Subsecretário-geral do Itamaraty

O outro ponto diz respeito à aplicação de recursos oriundos da atividade espacial. Na versão inicial, o Brasil não poderia reverter em investimentos para o setor uma eventual receita produzida com o serviço de lançamento de satélites. No novo rascunho, esta vedação foi suprimida.

Os EUA já encaminharam suas avaliações para análise brasileira. "Temos boas expectativas do ponto de vista técnico. Estamos em condições de ainda fazer pequenos ajustes na questão territorial para entrar em entendimento. Essas mudanças resguardam a tecnologia estrangeira sem afetar a nossa soberania. Estamos seguros quanto a isso", afirmou uma fonte brasileira, sob a condição do anonimato.

Os americanos têm acordos desta natureza com vários países, como parte do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP). No caso brasileiro, interessa aos Estados Unidos uma redação semelhantes à adotada para cooperar no setor espacial com a Índia e a Nova
Zelândia. Um outro negociador brasileiro afirma que a minuta em debate hoje é "muito parecida com o acordo com a Nova Zelândia".

Mercado

Este acordo interessa muito mais ao Brasil do que aos EUA, que já têm o mais relevante programa espacial do planeta e hoje prioriza missões de alcança interplanetário, como a Orion, que pretende fazer o homem retornar à Lua ou chegar a Marte. Para o governo brasileiro, o acordo com os EUA é a chance de tirar do ostracismo uma base de lançamento que tem como trunfo a localização privilegiada no globo, capaz de alcançar o espaço percorrendo menor distância e, portanto, com economia de propelente.

Aqui, um detalhe: o tempo corre contra o Brasil. Se demorar muito para explorar Alcântara, novas tecnologias, como a lançamento de foguetes a partir de aviões, devem se consolidar, reduzindo a vantagem competitiva da base brasileira.

Questão Política

O problema é que, para viabilizar o acordo, além do aval da Secretaria de Estado dos EUA, é preciso da aprovação do texto pelo Congresso Nacional, envolto no debate eleitoral e acuado pela Lava-Jato. Diplomatas brasileiros reconhecem que o assunto "soberania" sempre vem a reboque dos debates sobre o uso de Alcântara.

Autoridades envolvidas nas negociações afirmam que o tema foi muito ideologizado e que há uma visão errônea de que o acordo poderia ferir a soberania nacional. Além do argumento de que este tipo de acordo existe com todos os países que esta capacidade de lançamento - inclusive a Rússia -, os defensores do tratado com os americanos afirmam que isso colocaria
o Brasil no rol dos 10 países que poderiam deter toda a cadeia do programa espacial. Além disso, o acordo tende a atrair para o Brasil uma cadeia de empresas americanas no setor aeroespacial. Hoje, há muito mais europeus que americanos no polo tecnológico de São José dos Campos (SP).

Momento é Considerado Favorável Para Acordo

Negociadores afirmam que o atual momento favorece o acordo. Se no início dos anos 2000 tratava-se apenas de uma iniciativa governamental, agora há interesse de empresas privadas dos dois países. E isso ocorre porque, com a tecnologia, os satélites estão ficando menores e podem ser lançados de veículos lançadores médios. Assim, além do uso comercial de Alcântara, o acordo pode impulsionar o projeto de um veículo de lançamentos brasileiro, desenvolvido em parceria com a Alemanha.

Se o acordo com os EUA prosperar e for aprovado pelo Congresso Nacional, existem ao menos duas empresas americanas - e uma brasileira - interessadas em explorar o centro. Nos EUA, a Vector e a Rocket Lab. atuam no mercado de nanossatélites e já demonstraram disposição de investir para fazer lançamentos a partir de Alcântara. Já no Brasil, a Avibrás, que desenvolve o motor para ser usado pelo programa espacial brasileiro, tem interesse em explorar o mesmo nicho.

A última tentativa para o uso de Alcântara para o lançamento de satélites ocorreu no projeto Cyclone 4, quando o Tesouro investiu quase R$ 500 milhões para lançar da base no Maranhão um foguete europeu. Como o projeto não se mostrou viável comercialmente e tecnicamente, todo o dinheiro foi para o ralo e o programa foi cancelado em 2015. O Brasil, agora, tenta negociar com os ucranianos uma equação para liquidar a empresa criada para administrar a empreitada fracassada.

Pela sua localização estratégica, o Centro de Lançamento
de Alcântara desperta o interesse dos EUA.


Fonte: Jornal O Estado do Maranhão – pág. 06 - 26/06/2018

Comentário: Pois é leitor, como eu disse a questão da necessidade da assinatura de um acordo como esse não se discute se quisermos usar a Base de Alcântara comercialmente, isto devido aos americanos dominarem este mercado, ponto. Entretanto é preciso conhecer o teor completo desse acordo para se fazer uma melhor avaliação do que se estar acordando. Se for mesmo como está colocado nesta matéria não há problema, pois é praxe, mas precisa se averiguar a completa veracidade dessas afirmações. Afinal essa gente já fez tanta merda sem ouvir a Comunidade Espacial do país que a duvida está se haverá competência e seriedade desta vez nessas negociações, pois certamente do lado americano haverá em prol deles. Aproveitamos para agradecer ao nosso leitor maranhense Edvaldo Coqueiro pelo envio desta matéria.