segunda-feira, 28 de maio de 2018

SENAI/SC Participa de Desenvolvimento do Primeiro Satélite da Indústria Nacional

Olá leitor!

Segue agora uma nota postada dia (21/05) no site da “Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC)”, tendo como destaque a participação do SENAI/SC no desenvolvimento deste primeiro satélite da Indústria Nacional.

Duda Falcão

SENAI/SC Participa de Desenvolvimento
do Primeiro Satélite da Indústria Nacional

Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados assinou,
nesta segunda (21), convênio com a Visiona Tecnologia Espacial

Assessoria de Imprensa
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina
21/05/2018

Foto: Filipe Scotti
Roberto de Medeiros Jr (Instituto da Indústria/FIESC),
Schmitt (FIESC), Campos (Visiona), Guimarães (Embrapii)
e Maurício Cappra Pauletti (diretor técnico do SENAI).

Florianópolis, 21/5/2018 – Por meio de seu Instituto de Inovação em Sistemas Embarcados, o SENAI/SC, entidade da FIESC, participará do desenvolvimento do primeiro satélite da indústria brasileira. Com seu projeto orçado em R$ 12 milhões, o equipamento terá a dimensão, em centímetros, de 10x20x30 (por isso é tecnicamente chamado de nano satélite), dará uma volta à Terra a cada hora e meia, numa órbita de 600 quilômetros (pouco mais que a distância em linha reta entre os extremos Leste e Oeste de Santa Catarina), coletando imagens e informações ambientais, em especial em relação à qualidade da água. A parceria com a Visiona Tecnologia Espacial, joint-venture entre a Telebras e a Embraer, foi formalizada nesta segunda-feira, 21, na sede do Instituto da Indústria, da FIESC, em Florianópolis.

Clique aqui para ver a cobertura fotográfica completa da solenidade de assinatura do convênio.

O Instituto SENAI, em Florianópolis, desenvolverá estação de terra e os softwares de integração do computador de bordo com os diversos componentes embarcados (câmeras, sensores, entre outros), além de realizar experimentos durante a operação. A instituição catarinense também trabalhará no desenvolvimento dos sensores que ficarão em terra para a coleta das informações que serão recolhidas pelo satélite.

Em Brasília, onde conduziu a reunião do Conselho de Política Industrial da Confederação Nacional da Indústria, o presidente da FIESC, Glauco José Côrte, destacou que a participação do SENAI/SC no desenvolvimento de satélites é um marco para a inovação em Santa Catarina, acrescentando que a inovação é um dos principais fatores para o crescimento de longo prazo.

“O projeto visa estabelecer a capacidade do Brasil de desenvolver um satélite completo”, destacou o diretor do Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados, André Pierre Mattei. “Vamos validar, desenvolver tecnologias, testar soluções quando estiver em órbita. Enfim, é um grande experimento”, salientou. “O SENAI se expõe ao que há de mais moderno em termos de tecnologia. O satélite é grande demandante de tecnologia e isso vai trazer uma enorme capacidade para os nossos pesquisadores, o que vai transbordar para outros projetos e incrementar o nível da indústria catarinense e nacional”, disse.

O presidente da Visiona, João Paulo Campos, considera o projeto fundamental. “Vai validar tecnologias que a empresa já vem desenvolvendo há cerca de quatro anos, são inéditas no País e que são absolutamente necessárias para os próximos projetos espaciais do Brasil, não só na questão de nano satélites, mas também em grandes satélites, em grandes projetos, como a observação da Amazônia”. Segundo ele, a validação das tecnologias vai dar confiança para a realização de projetos maiores. “Quando pudermos dizer que temos um sistema de controle e de gestão de satélites maduro, teremos segurança para poder colocar nosso próprio sistema num satélite de R$ 200 milhões”, exemplificou. O executivo destacou que a Visiona pretende transformar o experimento em um produto de exportação. Para ele, a indústria espacial só é viável com parceria com institutos de pesquisa. “Quando se tem menos recursos, conseguir sinergia entre todos os elementos é mais importante.  O SENAI se mostrou um parceiro altamente pró-ativo e capaz”, acrescentou.

O convênio assinado nesta segunda prevê aporte de R$ 7,8 milhões com apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). O restante será integralizado pela Visiona e pelo próprio SENAI. Este é o primeiro projeto Embrapii do Instituto de Sistemas Embarcados, cujo credenciamento foi aprovado no final de 2017.

“O Brasil precisa dessa tecnologia e desse instrumento, temos competência para fazer isso, como está demonstrado aqui no Instituto SENAI”, afirmou o presidente da Embrapii, Jorge Almeida Guimarães. “Temos certeza de que este será apenas um primeiro satélite e que teremos vários satélites lançados a partir da tecnologia brasileira”, afirmou, observando que muitos setores da economia necessitam de serviços prestados com apoio da indústria espacial. “Um deles é o do campo, da agricultura, no qual um dos grandes problemas é a conectividade. Os satélites servirão não apenas ao agronegócio, mas também às escolas rurais”, declarou.

“A inovação aumenta a competitividade e reduz a vulnerabilidade das nações”, destacou o vice-presidente da FIESC para a Grande Florianópolis, Tito Alfredo Schmitt.

Fundada em maio de 2012, a Visiona é uma empresa brasileira integradora de sistemas espaciais, resultante de iniciativa do governo brasileiro de estimular a criação de uma empresa integradora na indústria espacial, seguindo a Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (PNDAE) e da Estratégia Nacional de Defesa (END). É uma joint-venture da Telebras, empresa de economia mista do setor de telecomunicações, e a Embraer, companhia privada, líder nos setores aeroespacial e de defesa. 

“A inovação aumenta a competitividade e reduz a vulnerabilidade das nações”, destacou o vice-presidente da FIESC para a Grande Florianópolis, Tito Alfredo Schmitt.

Imersão Tecnológica

A assinatura do convênio ocorreu durante a realização da 8ª edição do Programa de Imersões em Ecossistemas de Inovação, que reuniu lideranças e gestores da área de inovação de empresas de todo País. O programa foi criado em 2016 pela Mobilização Empresarial para a Inovação (MEI) e tem o objetivo de apresentar instituições focadas em inovação.

Reportagem da TV ISC.


Fonte: Site da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC)

Comentário: Bom caro leitor, esta é mais uma fonte de informação sobre este projeto que me parece por um lado muito positivo para o Programa Espacial Brasileiro (PEB), mas que por outro lado não parece estar sendo divulgado toda a verdade sobre esta iniciativa. Eu particularmente não sou nada fã desta "VISIONA Tecnologia Espacial", não por achar que o país não precisa de uma empresa integradora, muito pelo contrário, mas sim pela motivação que a trouxe a vida, e pela forma como toda esta operação foi conduzida e evidentemente, pelas pessoas que participaram desta iniciativa. É aquela coisa leitor, diga com quem tu andas que eu direi quem tu és, e a grande prova disso é esse inseguro trambolho francês que atende pelo nome de SGDC-1. Bom, por conta disso coloquei ontem a participação desta VISIONA neste projeto em pauta no nosso grupo do Zap “PEB em Debate”, questionando aos membros o que eles achavam sobre esta empresa e as opiniões variaram entre os profissionais. Porém o mais importante foi a dúvida levantada sobre a percentagem brasileira no desenvolvimento deste satélite, divulgada como sendo de 100%. Coisa que pelo que parece não é verdade, já que para a especificação do sistema de controle do satélite (AOCS) foi contratada uma empresa canadense chamada “NGC Aerospace”, empresa esta que tem na sua liderança o pesquisador Prof. Dr. Jean de Lafontaine da Universidade de Sherbrooke, profissional este que em 15 fevereiro de 2017 esteve no ITA ministrando palestra sobre Robótica Espacial (veja aqui). A questão aqui leitor é, será que após 57 anos de atividades espaciais brasileiras não haveria no país uma empresa nacional capaz de fazer esta consultoria? Sinceramente duvido muito disso. E outra, aproveitando a oportunidade, o que será feito do conhecimento desenvolvido pelos profissionais do fantástico “Projeto SIA” nesta área de sistemas de controle após todo investimento feito em formação, infraestrutura e desenvolvimento tecnológico? É preciso leitor que você tenha certeza de que eu não sou nada contrário a parcerias internacionais, acho muito válido, desde que não haja conhecimento no país, ou que seja para desenvolver conjuntamente ainda mais o que já existe, coisa que aqui não parece ser o caso. Ora leitor, faça-me uma garapa. Aproveitamos mais uma vez para agradecer a nossa leitora Mariana Amorim Fraga pelo envio desta matéria e do vídeo que acompanha a mesma.

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