segunda-feira, 30 de abril de 2018

País Produz Pouco Detrito, Mas Contribui Com Limpeza

Olá leitor!

Agora segue abaixo a terceira e ultima matéria de um especial de três matérias publicado ontem (29/04) no site do jornal “O Estado de São Paulo”, tendo como destaque o lixo espacial que está se acumulando na Órbita da Terra.

Duda Falcão

CIÊNCIA – ESPECIAL

País Produz Pouco Detrito,
Mas Contribui Com Limpeza

Especialista da Agência Espacial Brasileira diz que projetos
de remoção precisam de participação de todas as nações.

Fábio de Castro,
O Estado de S.Paulo
29 Abril 2018 | 03h00

Foto: Nilton Fukuda/Estadão
Observatório Pico dos Dias, em Brazópolis, faz
parte do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA).

Segundo o tecnologista Ademir Xavier Júnior, da Agência Espacial Brasileira (AEB), o Brasil tem atualmente uma dúzia de objetos em órbita, o que nos dá o status de “país lançador”. Com isso, a AEB tem a responsabilidade de registrar todos os objetos espaciais do País, para que seja possível contabilizar possíveis impactos ambientais. O impacto do lixo espacial brasileiro, porém, é pequeno. A proporção de objetos lançados equivale a 0,95% do total dos que foram registrados pelos Estados Unidos e 0,76% dos registrados pela Rússia.

“Não é o caso de se dizer que inexiste impacto do lixo do Brasil, mas, certamente, as chances maiores de danos estão do lado das nações que mais lançam. É preciso lembrar que não são apenas satélites em órbita que contam, mas também resíduos de lançamento que não têm mais função uma vez finalizada a inserção em órbita”, disse Xavier ao Estado.

De acordo com Xavier, o desenvolvimento de tecnologias de “limpeza orbital” não terá sucesso se for dirigido apenas por um país. “Existem questões de jurisprudência internacional envolvidas, além da necessidade de desenvolver técnicas que exigem orçamento proporcional ao tamanho do problema. As colisões sucessivas entre objetos em órbita e o aumento esperado de lançamentos tornarão o problema do lixo espacial uma questão grave que exigirá a participação de todos os países lançadores”, disse.

O tecnologista afirma que, além da operação do telescópio russo em Minas Gerais, o Brasil tem contribuído com a “limpeza espacial” com a publicação de diversos estudos sobre mitigação do problema. Ele diz também que os dados internacionais de monitoramento desses objetos já são utilizados no planejamento das missões espaciais brasileiras para evitar os riscos de impacto.


Fonte: Site do Jornal O Estado de São Paulo – 29/04/2018

Comentário: Pois é leitor, está é a ultima matéria sobre este interessante especial do Estadão e mais uma vez gostaria de agradecer ao nosso leitor Bernardino Silva pelo envio desta matéria.

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