sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Pesquisadora da UNESP Descobre Asteroide de 2 km de Diâmetro na Órbita de Júpiter

Olá leitor!

Segue abaixo uma interessante notícia postada ontem (15/02) no site “G1” do globo.com destacando que Pesquisadora da UNESP descobre asteroide de 2 km de diâmetro na órbita do Planeta Júpiter.

Duda Falcão

SÃO CARLOS E ARARAQUARA

Pesquisadora da UNESP Descobre Asteroide
de 2 km de Diâmetro na Órbita de Júpiter

Artigo foi publicado na Nature, uma das principais revistas científicas do mundo. Ele deve ajudar no estudo de órbitas de outros asteroides, como os que passam perto da Terra.

Por G1 São Carlos e Araraquara
15/02/2018 07h24 
Atualizado há 4 horas

Pesquisadora da UNESP de Rio Claro descobre
asteróide que faz órbita curiosa.

Uma pesquisadora da Universidade Estadual Paulista (UNESP), em Rio Claro (SP), descobriu que um asteroide de cerca de dois quilômetros de diâmetro está na mesma órbita de Júpiter. Ambos estão em trajetórias contrárias.

O artigo da portuguesa Maria Helena Morais foi publicado na Nature, uma das principais revistas científicas do mundo, e vai ajudar no estudo de órbitas de outros asteroides, inclusive os que passam perto do nosso planeta.

(Foto: Reprodução/ EPTV)
A pesquisadora da UNESP de Rio Claro Maria Helena Morais.

Asteroide 2015 BZ509

A pesquisa durou quatro anos e contou com pesquisadores de vários países. Tanto o asteróide, batizado de 2015 BZ509, quanto o planeta Júpiter, levam 12 anos para dar uma volta ao redor do Sol. A cada seis anos eles se aproximam, mas não colidem.

Segundo Maria Helena, este tipo de órbita com movimento contrário pode existir em sincronia com outros planetas, no mesmo período da órbita em torno do sol.

‘’Isso é devido à gravidade do planeta, que consegue manter estas órbitas nestas posições que são posições de equilíbrio’’, disse a pesquisadora.

(Foto: Reprodução/ EPTV)
Asteroide na órbita de Júpiter é descoberto
por pesquisadora da UNESP de Rio Claro.

Para o astrofísico da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Gustavo Rojas, a publicação da pesquisa é importante para a área no país.

"A gente está passando por um momento difícil de apoio à ciência no país e, quando a gente tem esse reconhecimento lá fora, com certeza é um sinal de que é feita muita coisa boa aqui em termos de pesquisa, em particular na área de astronomia no Brasil", disse.

Outras Órbitas

A descoberta deve ajudar nas pesquisas de outras órbitas de asteroides. ‘’É muito importante monitorar os objetos que se aproximam da Terra. Claro que sempre tem um risco de haver uma colisão. Isso vai acontecer um dia, já aconteceu no passado’’, contou Maria Helena.

(Foto: Reprodução/ EPTV)
O astrofísico da Universidade Federal de
São Carlos (UFSCar) Gustavo Rojas.

"Por enquanto não há risco, não é para ficar preocupado, mas a gente tem que continuar de olho no céu para avistar esse tipo de asteróides que podem ser perigosos", completou Rojas.


Fonte: Site “G1” do globo.com – 15/02/2018

Comentário: Pois é, enquanto o PEB desanda de vez, a Comunidade Astronômica do pais mostra a sua pujança com descobertas como esta. Parabéns a pesquisadora Maria Helena Morais da UNESP. Aproveitamos para agradecer ao leitor “Jahyr Jesus Brito” pelo envio desta notícia.

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