sábado, 21 de julho de 2018

Governo Temer Corre Para Tentar Acordo Com EUA Sobre Base de Alcântara: O Que Está em Jogo?

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada ontem (20/07) no site “UOL Notícias” destacando que o Governo Temer está correndo para tentar Acordo com EUA Sobre Base de Alcântara.

Duda Falcão

UOL NOTÍCIAS - Ciência e Saúde

Governo Temer Corre Para Tentar Acordo
Com EUA Sobre Base de Alcântara:
O Que Está em Jogo?

Por Mariana Schreiber
@marischreiber
Da BBC Brasil em Brasília
20/07/2018 - 09h11

Foto: Agência Espacial Brasileira via BBC
Se acordo com os EUA prosperar, acesso a determinadas
áreas do centro de lançamento será restrito.

São quase quarenta anos de promessas desde que, em 1979, a ditadura militar lançou a Missão Espacial Completa Brasileira prevendo a criação de um centro espacial no país. Após três tentativas frustradas de lançamento de foguetes VLS (veículos lançadores de satélites), umas dais quais resultou em 21 mortes, o governo do presidente Michel Temer busca tornar a proposta realidade por meio de um controverso acordo com os Estados Unidos ainda este ano.

O objetivo é viabilizar o uso comercial do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no litoral do Maranhão, o que em outras palavras significa gerar recursos alugando a base para países e empresas colocarem seus satélites em órbita. O CLA pertence ao Estado brasileiro e é gerido pela Aeronáutica.

O local - escolhido nos anos 80 em detrimento de outra região no Amapá por influência do então senador maranhense José Sarney, depois presidente da República - é celebrado como uma das melhores zonas de lançamento do mundo, já que sua localização muito próxima da linha do equador permite uma economia de cerca de 30% no combustível necessário para essas operações. O Brasil, no entanto, nunca conseguiu por meios próprios realizar lançamentos para colocar satélites em órbita. Já uma parceria com a Ucrânia consumiu desde 2007 R$ 480 milhões sem alcançar seu objetivo.

Um primeiro acordo de salvaguarda, cujo objetivo é evitar que a tecnologia de um país seja roubada por terceiros, foi firmado com os EUA em 2000, mas a iniciativa não foi pra frente devido às acusações de ameaça à soberania nacional. O texto previa espaços de acesso restrito aos americanos, entrada de contêineres lacrados que não sofreriam inspeção e também proibia que determinados países laçassem foguetes do Brasil.

O governo negocia agora um texto mais palatável que possa superar as resistências políticas, já que o acordo só entrará em vigor se aprovado no Congresso Nacional. O Brasil enviou uma sugestão para os EUA em 2017 e recebeu uma contraproposta em maio. Agora, diversos órgãos como Itamaraty, Agência Espacial Brasileira e Aeronáutica trabalham em uma nova versão. Há expectativa de um acordo final ainda neste ano.

Os documentos estão em sigilo - autoridades envolvidas ouvidas pela BBC News Brasil reconhecem que os americanos mantêm diversas exigências que geraram controvérsia no início da década passada, mas sustentam que houve avanços principalmente de "redação", de modo a explicar melhor as intenções do acordo e gerar menos "sensibilização política".

Foto: Agência Força Aérea / Sgt. Rezende
Países como China, Índia e Argentina deixaram
o Brasil para trás na exploração espacial.

"Hoje nós temos um texto que consideramos melhor que aquele dos anos 2000", afirma o diretor da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, no comando da instituição desde a administração Dilma Rousseff.

Defensores da proposta na AEB e na Aeronáutica dizem que é "impossível" viabilizar o uso comercial de Alcântara sem o acordo com os Estados Unidos, porque o país domina boa parte da tecnologia espacial. É comum que outros países usem componentes americanos em seus lançadores e satélites - sem o acordo de salvaguarda, eles não poderiam acessar o espaço a partir de Alcântara.

Esses entusiastas querem que os recursos usados com a comercialização do centro sirvam para desenvolver o programa espacial brasileiro, hoje bem atrás do de países como China, Índia e Argentina, que há algumas décadas estavam em estágio semelhando ao nosso. Durante as entrevistas, eles pediram que a reportagem procurasse usar o termo "centro de lançamento" ao invés de "base de Alcântara", preocupados em dissipar a imagem de projeto militar.

Eles afirmam ainda que acordos de salvaguarda entre países são praxe nessa área e negam que comprometam a soberania nacional. Sua esperança é que, passados 18 anos da primeira tentativa de entendimento com os EUA sem que o programa espacial brasileiro tenha apresentado desenvolvimento relevante, a oposição ao acordo arrefeça.

"Em aviação, a gente costuma dizer: se você quer um risco zero, não decole, porque, se você decolar, é baixa a probabilidade (de acidente), mas pode acontecer. Então, a soberania hoje em Alcântara é 100%, não tem ninguém lá, mas não tá acontecendo nada", afirma o presidente da Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE), órgão responsável pela implantação dos sistemas espaciais de Defesa, o major-brigadeiro do ar Luiz Fernando de Aguiar.

Pontos Polêmicos do Acordo Com os EUA

Entre os pontos polêmicos do acordo, Aguiar diz que há avanços por exemplo na entrada dos componentes americanos no Brasil, que, segundo o texto de 2000, poderiam ingressar em contêineres lacrados, sem qualquer inspeção.

"Saberemos o que está sendo transportado. 'Ah, está sendo transportado um pedaço de um satélite?' Confere o satélite. 'Ah eu quero ligar esse satélite e ver em que frequência ele opera'. Infelizmente isso no acordo de salvaguarda tecnológica não é previsto. 'Mas eu não estou trazendo uma bomba, algo diferente do que esta reportado no relato de importação'. 'Ok, conferido, obrigado'", exemplificou.

Foto: Agência Força Aérea / Sgt. Rezende
O governo agora tenta gerar recursos permitindo que
a base de Alcântara (MA) seja usada por outros países.

Por outro lado, a atual negociação mantém a previsão de que os EUA terão acesso restrito a algumas áreas do centro, onde estiver sendo operada tecnologia americana. Durante esse processo, pessoas não autorizadas pelos americanos não poderão ingressar no local. O presidente da AEB, Braga Coelho, argumenta que isso ocorreria temporariamente, não representando uma cessão definitiva de território brasileiro aos americanos.

Também foi alvo de críticas em 2000 o artigo que proibia o uso de recursos gerados pelo centro de Alcântara no desenvolvimento de lançadores (foguetes) brasileiros. Braga Coelho explica que o governo americano tem regras internas que o proíbem de investir em foguetes de outros países e por isso não é possível retirar esse ponto. Ele diz, porém, que "dinheiro não tem cor" e, como os recurso iriam para o Tesouro (caixa comum da união), poderiam depois ser destinados para qualquer área. A Agência Espacial Brasileira também estuda no momento modelos de negócios para exploração comercial do centro - uma das possibilidades é fazer uma operação em parceria com o setor privado e, nesse caso, não há restrição para que empresas invistam os recursos em foguetes, afirma ele.

Outro ponto que gerou resistência e que deve ser mantido no novo acordo é a restrição para que a base de Alcântara seja usada por países considerados terroristas ou que não tenham aderido a um acordo internacional chamado MTCR (Missile Technology Control Regime), cujo objetivo é evitar o desenvolvimento "sistemas de distribuição não tripulados capazes de entregar armas de destruição em massa".

A China, que é parceira do Brasil desde os anos 80 em um programa de desenvolvimento de satélites, não aderiu a esse acordo. Por isso, o Brasil não poderia lançar de Alcântara esses satélites, os CBERS.

"Esse acordo a princípio não nos permitiria, a não ser que a gente tivesse uma discussão entre Brasil e Estados Unidos que autorizasse o lançamento. Mas poderíamos continuar lançando da China, que tem várias centros", ressaltou Coelho.

Foto: Cícero Bezerra / Acervo Pessoal
Celso Amorim (PT): 'Durante a minha época, eu mesmo
me encarreguei de barrar (o acordo com os EUA)'.

Ministro das Relações Exteriores durante todo o governo Lula (2003-2010) e da Defesa no primeiro mandato da Dilma (2011-2014), Celso Amorim continua crítico do acordo. Segundo ele, durante sua gestão, o uso de Alcântara nunca foi uma prioridade trazida pelos americanos para a agenda bilateral. De acordo com o ex-chanceler, a demanda partia mais de setores técnicos do governo brasileiro que viam o uso comercial de Alcântara como forma de gerar recursos para investir no programa espacial brasileiro. Na sua avaliação, porém, o setor deve ser desenvolvido a partir de investimentos do Estado, sem que isso signifique acordos que "firam a soberania brasileira".

"Durante a minha época não houve nenhum avanço, eu mesmo me encarreguei de barrar. Nunca houve uma formulação que me satisfizesse do ponto de vista da preservação da soberania nacional", contou à BBC News Brasil.

"Um acordo que diz que não podemos lançar nosso satélite (desenvolvido com os chineses) de Alcântara, isso é um absurdo total. Há valores mais altos do que o ganho imediato comercial que você possa ter. E você não deve ceder nenhum espaço do território brasileiro. Começa ali em Alcântara, depois vai pra Amazônia", criticou ainda.

Amorim ressaltou também que o acordo não prevê qualquer transferência de tecnologia. As autoridades envolvidas na atual negociação reconhecem isso e enfatizam que o acordo serve exatamente para proteger os investimentos tecnológicos feitos pelos americanos, o que argumentam ser algo natural. Sustentam, porém, que o uso do centro após esse acordo pode criar oportunidades de futuras parcerias.

"Esse não é o melhor acordo do mundo, mas é um acordo bom. O melhor acordo do mundo seria: eu ganho tecnologia, eu ganho tudo, não pago nada, eles pagam muito, isso não existe. Tecnologia não se dá de graça, você tem que gramar", afirma o major-brigadeiro do ar Luiz Fernando de Aguiar.

Os entusiastas da negociação com os americanos argumentam ainda que acordos do tipo são comuns no mundo, e citam tratados dos EUA com Rússia e Nova Zelândia, por exemplo.

Foto: Agência Força Aérea / Sgt. Johnson
O centro lançou foguetes de sondagem, mas as três tentativas
de lançar VLS (Veículo Lançador de Satélites) fracassaram.

A BBC News Brasil comparou os textos desses acordos com aquele negociado em 2000. O acordo com a Rússia, de 2006, é diferente já que não trata de lançamentos em território russo, mas do desenvolvimento de um centro marítimo, para lançamentos do meio do oceano, desenvolvido por empresas da Noruega, Ucrânia, Rússia e Estados Unidos. Nesse caso, o texto prevê as garantias de proteção da tecnologia russa, já que o centro ficava ancorado na costa da Califórnia. O acordo não previa, por exemplo, a entrada de contêineres lacrados nos EUA, permitindo que os americanos, sempre em conjunto com os russos, realizassem a inspeção do material.

Já o acordo firmado com a Nova Zelândia em 2016 para uso de um centro de lançamento no país tem termos parecidos com os negociados com o Brasil, estabelecendo áreas cujo acesso é controlado pelos americanos, por exemplo.

Qual o Potencial da Base de Alcântara?

Após anos tentando desenvolver um foguete VLS (Veículo de Lançamento de Satélites), o Brasil abandonou esse projeto. Foram três tentativas frustradas de lançá-lo de Alcântara - na última delas, em 2003, o foguete explodiu em solo e provocou 21 mortes.

O governo decidiu focar então no desenvolvimento do VLM (Veículo Lançador de Microsatélite), que hoje apresenta potencial comercial mais promissor e cuja conclusão está prevista para até 2020. Mais baratos, os satélites menores tem se tornado cada vez mais importantes para a produção de imagens da terra, vigilância, navegação por GPS e comunicação por internet.

O Space Enterprise Council, que representa a indústria espacial norte-americana, estima que até 2022 podem ocorrer até 600 lançamentos de satélites de até 50 quilos e que o Centro de Lançamento de Alcântara poderia abocanhar 25% desse mercado.

Apesar disso, as autoridades brasileiras dizem que não é possível ainda estabelecer qual o potencial econômico do centro da Alcântara. Michele Melo e Carolina Pedroso, analistas em Ciência e Tecnologia da AEB, estão estudando quais os modelos de negócios possíveis. Elas explicaram à BBC News Brasil que não há hoje uma base de lançamento no mundo focada em microsatélites que possa servir de parâmetro para o brasileiro.

Foto: Cícero Bezerra / Acervo Pessoal
Governo quer ampliar base para exploração comercial,
o que exigiria novas remoções de unidades quilombolas.

Segundo as analistas, hoje, a infraestrutura de lançamentos em Alcântara está quase pronta para ser explorada comercialmente, graças aos investimentos feitos na época do acordo com a Ucrânia e dos lançamentos de foguetes de treinamento e de satélites suborbitais com experimentos científicos curtos (89 nos últimos dez anos) que são realizados para manter a estrutura do centro funcionando. A parte logística, porém, exigirá investimento em um novo porto, melhoria do aeroporto e da rede hoteleira. Algumas estruturas da época do acordo com a Ucrânia ficaram incompletas e estão "abandonadas", segundo lideranças quilombolas da região.

Resistência Contra Novas Remoções

Além da polêmica em torno do possível acordo com os Estados Unidos, outra questão delicada envolvendo o centro de Alcântara é o impacto sobre comunidades tradicionais locais. A região foi ocupada no período colonial por produtores de cana-de-açúcar e algodão que usavam mão de obra escrava - após o declínio dessas atividades, os ex-escravos tomaram posse das terras e fundaram os quilombos.

Quando o CLA foi criado, 312 famílias de 24 povoados que viviam da pesca foram removidas da costa e fixadas no interior em agrovilas, o que modificou completamente seu modo de vida. Agora o governo diz que precisa realizar novas remoções para ampliar o potencial de uso do centro de lançamento

Foto: Cícero Bezerra / Acervo Pessoal
Movimentos sociais da região estão apreensivos com
a possibilidade de mais remoções de moradores.

Segundo Danilo da Conceição Serejo Lopes, representante do Movimento dos Atingidos pela Base Espacial de Alcântara (Mabe), as lideranças não foram formalmente comunicadas sobre a intenção do governo de expandir o centro. Ele diz que as comunidades acompanham com "apreensão" a retomada das negociações com os EUA e afirma que nenhuma família foi indenizada na primeira remoção.

"Houve toda uma desestruturação cultural e social das famílias removidas. Não existe nenhuma possibilidade de sair (mais famílias agora), não tem negociação", afirmou, criticando ainda a intenção de "entregar a base para os estrangeiros".

De acordo com Lopes, em 2008 houve um acordo, mediado pelo Ministério Público Federal, com a Advocacia Geral da União (AGU), que reconhecia os territórios quilombolas e interditava novas remoções. Questionada pela BBC Brasil, a Casa Civil, órgão que está responsável pela questão das comunidades, disse por email que "em 2008 foi aberto via AGU um canal de diálogo com as comunidades quilombolas locais" e que "tal processo não resultou em maiores definições até o presente momento".

"O governo federal está estudando medidas envolvendo políticas públicas e questões sociais na região de forma concomitante", ressaltou ainda a Casa Civil

Foto: Cícero Bezerra / Acervo Pessoal
Historiadora que mora na região diz que a população
local viu mais impactos negativos do que positivos
desde a chegada da base.

Já o major-brigadeiro do ar Luiz Fernando de Aguiar disse que é possível operar inicialmente Alcântara com três bases de lançamento considerando suas dimensões atuais. Ele defendeu que o uso comercial seja iniciado sem essa ampliação pois acredita que isso trará benefícios para a comunidade, facilitando no futuro convencê-las sobre a expansão.

Até agora, ao menos, a população de Alcântara viu mais impactos negativos do que positivos com a vinda da base, diz a historiadora Karina Scanavino, que há 30 anos vive na região e é diretora do Museu Casa Histórica de Alcântara (MCHA). A pobreza foi reduzida nos últimos anos muito mais pelos programas sociais do que por atividades econômicas relacionadas ao CLA, já que a população em geral não tem qualificação para trabalhar lá.

"Não é que a população seja contra a base, mas não vê benefícios. Nesses 30 anos, Alcântara não prosperou, patinou", lamenta.


Fonte: Site UOL Notícias – https://noticias.uol.com.br

Comentário: Pois é leitor, tá ai a visão da BBC Brasil sobre este assunto. Aproveito para agradecer a leitora Mariana Amorim Fraga pelo envio desta notícia.

Agência Espacial Marca Presença na 70ª Reunião da SBPC em Maceió

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (20/07) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB), destacando que a agencia marcará presença na 70ª Reunião da SBPC em Maceió-AL.

Duda Falcão

NOTÍCIAS

Agência Espacial Marca Presença na
70ª Reunião da SBPC em Maceió

Coordenação de Comunicação Social – CCS
Publicado em: 20/07/2018 - 17h11
Última modificação: 20/07/2018 - 17h36


Os moradores de Maceió terão sua rotina alterada no período de 22 a 28 de julho, quando a cidade receberá a 70ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que pela primeira vez será realizada na cidade. Com o tema “Ciência, Responsabilidade Social e Soberania”, o evento acontece no campus da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), em Maceió.

A Agência Espacial Brasileira (AEB) apresentará ao público visitante as atividades e os benefícios do Programa Espacial Brasileiro para o desenvolvimento do País. No espaço ExpoT&C, mostra que reúne as principais instituições da área de ciência e tecnologia, os visitantes terão acesso às maquetes de satélites e foguetes brasileiros, à sessão de filmes no planetário móvel, além de material institucional, como cartilhas, fôlderes, dobraduras de satélites e foguetes. Todo o material estará disponível no estande da AEB.

Na SBPC Jovem – espaço destinado a estudantes do ensino fundamental e médio – serão realizadas atividades lúdicas, que visam integrar escolas, ONGs e institutos, e despertar nos jovens o interesse pela ciência. Nesse mesmo espaço, a AEB desenvolverá atividades interativas, como Missão Espacial, Arena Marte, Desafio Espacial, Ilha de fotos interativas, oficina demonstrativa de uma estação meteorológica e exposição do mock up, réplica da roupa usada pelo astronauta brasileiro Marcos Pontes, na Missão Centenário.

Palestras

A ExpoT&C contará também com um espaço dedicado a pesquisadores renomados de instituições de várias regiões do Brasil. A programação científica contará com duas palestras da AEB. No dia 23 de julho, às 15h30, o presidente da Agência, José Raimundo Braga Coelho, conduzirá a mesa-redonda sobre a Base de Lançamento de Alcântara e o Direito das Comunidades Remanescentes de Quilombo. No dia 24, às 15h30, o diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da AEB, Carlos Alberto Gurgel, apresentará os principais projetos, ações e esforços para o desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro.

Também integram a programação do espaço Diálogos com o MCTIC, na ExpoT&C, mais duas palestras da AEB. A primeira acontecerá no dia 26 de julho, às 10h30, quando serão expostas as atividades científicas educacionais desenvolvidas no Centro Vocacional Tecnológico Espacial, em Parnamirim (RN), e a importância de capacitar profissionais para trabalhar no setor espacial brasileiro.

O processo de desenvolvimento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), a transferência e a absorção de tecnologia são temas da segunda palestra da Agência, ministrada pelo diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos, Petrônio Noronha de Souza, no dia 26 de julho às 14h.

Os interessados em participar das atividades da SBPC não precisam fazer inscrição, exceto nos mini-cursos, pois as vagas são limitadas. Clique aqui e confira a programação completa do evento.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Eclipse Lunar Mais Longo do Século Está Chegando e Eis Alguns Fatos Que Você Deve Saber

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia publicada ontem (19/07) no site do Sputnik News Brasil destacando que o Eclipse Lunar mais longo do século está chegando e eis alguns fatos que você deve saber.

Duda Falcão

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Eclipse Lunar Mais Longo do Século Está
Chegando e Eis Alguns Fatos
Que Você Deve Saber

Sputnik News Brasil
19/07/2018 - 09:22
Atualizado em 19/07/2018 - 09:41

CC BY 2.0 / huw-ogilvie / Crescent Moon

O eclipse lunar mais longo do século XXI acontecerá em breve, oferecendo também a chance de observar Marte de perto. Eis alguns fatos sobre o raro fenômeno.

Em 27 de julho, na sexta-feira, o eclipse lunar se estenderá por quase toda a Europa e Ásia, Oceania, África e por uma parte da América do Sul. Os habitantes da América do Norte e Central não poderão ver o eclipse nos céus, mas astrônomos realmente dedicados poderão acompanhar transmissão ao vivo no YouTube.

Este será o segundo eclipse lunar total em 2018: o primeiro teve lugar em 31 de janeiro e durou três horas e 23 minutos. Porém, o intervalo de tempo do eclipse "total" foi de uma hora e 16 minutos, escreve o RT.

Segundo expectativas, o novo total eclipse lunar deve durar uma hora e 43 minutos — quatro horas se considerar todo o eclipse, virando, assim, o eclipse lunar mais longo deste século.

Um eclipse total é um fenômeno raro que acontece quando a Lua, a Terra e o Sol se alinham e a lua cheia passa atrás de nosso planeta, ficando na sua sombra.

Grandes partes do planeta ficarão na escuridão completa enquanto a Lua fizer seu caminho através dos continentes. O próximo eclipse é também conhecido como "Lua de sangue", porque enquanto a Lua está na sombra, acaba tendo um tom vermelho.

Para deixar o evento ainda mais único, a Terra está passando entre o Sol e Marte entre julho e setembro, mas em 27 de junho o Planeta Vermelho estará na melhor posição no nosso céu desde 2003, sublinha o RT. Assim, terráqueos terão também a vista mais próxima e clara de Marte em 15 anos.


Fonte: Site Sputniknews - http://br.sputniknews.com/

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Telebras Ativa Conexões do Satélite SGDC em Roraima

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (18/07) no site “Tele.Síntese” destacando que após o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubar (nesta segunda-feira  - 16/07), a liminar liberando assim o trambolho francês SGDC-1, a Telebras ativa as conexões deste satélite em Roraima.

Duda Falcão

GOVERNO

Telebras Ativa Conexões do
Satélite SGDC em Roraima

A Telebras já ativou nesta quarta-feira antenas em Roraima. O STF levantou na
segunda-feira (16) a liminar que suspendia o acordo entre a estatal e aempresa VIASAT. Empresas correm para retomar programas GESAC e Internet para Todos.

DA REDAÇÃO
Tele.Síntese
18 de junho de 2018


Três escolas públicas no Setor Vila Nova, zona rural de Pacaraima, Roraima, e um posto do 3º Pelotão Especial de Fronteira do Exército Brasileiro, que faz divisa com a Venezuela, foram conectados à internet pelo Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) nessa quarta-feira, 18, em solenidade conduzida pelo ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, e pelo presidente da Telebras, Jarbas Valente.

A solenidade ocorreu na Escola Pública Municipal Casimiro de Abreu. O primeiro acesso via internet se deu por meio de uma videoconferência entre o ministro Kassab e Jarbas Valente e o ministro da Defesa, Joaquim Luna e Silva, que se encontrava em Brasília.

Além da Casimiro de Abreu, a Escola Estadual Indígena Tuxaua Silvestre Messias e a Escola Pública Municipal Alcides da Conceição Lima passam a contar com acesso à internet de qualidade, com a velocidade de 10 Megabits por segundo, por meio do satélite brasileiro. Ao todo, cerca de 1.500 alunos passam a ser incluídos na grande rede mundial, ou seja, mais de 10% dos 12. 375 habitantes da cidade de Pacaraima.

O secretário municipal de Educação, Cultura e Desporto, Agamenon Santos Rodrigues, comemorou a chegada da internet de alta velocidade às escolas: “ganhamos 100 notebooks da Fundação Lemann para essas três escolas públicas e agora vamos poder usá-los integralmente. Passaremos a desenvolver projetos na área da educação e outras disciplinas com maior eficácia ampliando significativamente o universo de conhecimento desses alunos”.

Reativação

Só foi possível conectar esses quatro pontos à internet nessa quarta-feira em Pacaraima, devido à decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal na última segunda-feira, 16, derrubando a suspensão do contrato associativo estabelecido entre a Telebras e a operadora VIASAT, determinado na liminar impetrada na Justiça Federal do Amazonas. Portanto, na realidade, esses quatro pontos foram reativados, já que haviam sido instalados em maio desse ano e tiveram que ser desligados, pouco depois, por força da referida liminar.

A conexão de todas as instituições de ensino estaduais e municipais do país, via SGDC, é parte de uma parceria firmada entre os Ministérios da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o da Educação (MEC), das quais 7 mil delas devem estar integradas à rede mundial de computadores até o fim deste ano.

Há ainda convênios firmados com o Ministério da Defesa para o monitoramento de 100% das fronteiras brasileiras, ampliando as ações de combate ao tráfico de armas e drogas; e com o Ministério da Saúde, para implantar internet em hospitais e postos de saúde, melhorando a gestão pública e a qualidade dos serviços prestados à população. (Com assessoria de imprensa)


Fonte: Site Tele.Síntese - http://www.telesintese.com.br/

J-PLUS, Uma Grande Meta Para um Pequeno Telescópio

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada dia (16/07) no site do “Observatório Nacional (ON)” destacando que o J-PLUS (projeto hispano-Brasileiro) será uma grande meta para um Pequeno Telescópio.

Duda Falcão

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

J-PLUS, Uma Grande Meta
Para um Pequeno Telescópio

Publicado: Segunda, 16 de Julho de 2018, 18h55
Última atualização em Segunda, 16 de Julho de 2018, 18h55

O telescópio auxiliar T80.

O J-PLUS – The Javalambre-Photometric Local Universe Survey –  utiliza um telescópio pequeno para os padrões atuais da pesquisa em Astrofísica (o T-80 com 83 cm de diâmetro) mas com enorme campo de visão [1] e com um sistema particular de filtros, o que o torna de grande importância no futuro dos estudos científicos em Astrofísica. As características desse instrumento, inicialmente projetado para ajudar na calibração fotométrica do irmão maior, o T-250 da colaboração híspano-brasileira J-PAS [2], permitiram que o J-PLUS se tornasse um projeto próprio, coletando dados importantes sobre os grupos de galáxias mais próximos, estrelas na nossa Galáxia e objetos no Sistema Solar.

O projeto envolve diretamente várias instituições nacionais e espanholas, mais destacadamente o Centro de Estudos de Física do Cosmos de Aragon (CEFCA). O Observatório Nacional (ON) é uma das instituições fundadoras desse consórcio, cujas observações são realizadas no Observatório de Javalambre (OAJ), localizado Pico del Buitre, na Sierra de Javalambre (próximo à cidade de Teruel, Espanha). O projeto conta atualmente com mais de 120 pesquisadores.

Esta pequena jóia tecnológica é equipada com uma câmera panorâmica e um sensor eletrônico (CCD) comparável àquele montado no J-PAS, com uma relação de 9200x9200 pixels e 1 Gpix por observação com todos os filtros. Graças às suas características, o J-PLUS irá observar 8500 graus quadrados do céu visível, o que corresponde a mais de um quinto de toda a esfera celeste. Como o J-PAS, o J-PLUS também possui filtros especiais, especificamente 12 filtros que permitem selecionar pequenas faixas de comprimentos de onda na região visível, de 3500 a 10000 Angstroms.

Tudo isso transformou o J-PLUS em um dos fotógrafos mais promissores do nosso céu, mapeando mais de 20 milhões de galáxias e um número ainda maior de estrelas que povoam a periferia da Via Láctea.

O estudo da Via Láctea é um dos principais objetivos do J-PLUS. De fato, utilizando os filtros apropriados e excluindo as estrelas já conhecidas, o pequeno telescópio poderá observar em detalhes o halo da Via Láctea e a periferia da nossa galáxia. Com isso, será possível observar e catalogar os corpos celestes mais distantes e escuros que habitam esta região do céu.


Algumas classes  de estrelas serão privilegiadas nas observações do J-PLUS. As estrelas de RR Lyrae serão as primeiras a serem estudadas por causa de suas cores e, graças a sua variabilidade, será possível deduzir sua distância. Em seguida, será possível construir o gráfico tridimensional da distribuição das famílias estelares e, além disso, do material interestelar que povoa as regiões observadas do espaço. As estrelas CVs (Variáveis Cataclismicas C),  também serão estudadas. Este estudo fornecerá evidências dos fenômenos explosivos subjacentes à evolução química do universo.

Um segundo objetivo importante está relacionado ao estudo dos aglomerados de galáxias e sua evolução. Com filtros de banda larga, será possível selecionar o comprimento de onda das emissões de Hα e O2, além de recriar o espectro de distribuição de energia das galáxias mais próximas. Grupos locais de galáxias também estão entre os principais objetivos. Dada a ausência de galáxias maiores, o estudo desses grupos nos permite entender melhor como eles evoluíram de forma tão diferente uns dos outros. O J-PLUS também terá a oportunidade de investigar mais profundamente, examinando as regiões mais escuras do espaço, aquelas regiões do céu escondidas pelo brilho intenso do halo das galáxias observadas. Neste contexto, a pesquisa sobre a taxa de formação estelar ou SFR (Star Formation Rate), será grandemente benecifiada. Por meio do uso de filtros especiais, por exemplo centrados na linha de Balmer do Hidrogênio (Hα), J-PLUS será capaz de estimar a SFR e avaliar a distribuição tanto de um ponto de vista global quanto espacial (modelos 2D).

Os primeiros resultados científicos serão publicados num volume especial da revista européia Astronomy & Astrophysics no próximo mês e vários dos trabalhos já podem ser lidos no link:

Além do J-PAS e J-PLUS, a colaboração entre a Espanha e o Brasil tem outro objetivo: ampliar a região do céu analisada, ativando um gêmeo do J-PLUS no hemisfério sul (no observatório Cerro Tololo, Chile), chamado S-PLUS. Os dois poderão cobrir quase toda a esfera celeste observável expandindo os dados coletados e comparando as duas regiões do céu com equipamentos com as mesmas especificações.

Com estes dois telescópios trabalhando conjuntamente, o J-PLUS pode dar respostas a algumas grandes questões astrofísicas do nosso tempo. A intenção de criar o maior catálogo de grupos de estrelas e grupos de galáxias, bem como estudar a distribuição desses aglomerados e suas propriedades físicas serão de grande ajuda para o estudo dos fenômenos relacionados à expansão do universo e às questões relacionadas à Matéria Escura.

No dia 17 de Julho de 2018, a colaboração J-PLUS tornará público o acesso a 1000 graus quadrados de observação. Com isso, muitos grupos de pesquisa em todo mundo já poderão se beneficiar de dados de altíssima qualidade obtidos por esse pequeno grande instrumento.

[1]          O campo de visão do T-80 é de 2 graus quadrados, o que é equivalente à área angular de quase 10 “luas”.

[2]          http://j-pas.org/


Fonte: Site do Observatório Nacional (ON)

BANDEIRANTE Realizará Oficina de Minifoguetes Para Escoteiros de Pernambuco

Olá leitor!

Dando sequencia ao seu esforço de divulgar as atividades espaciais na área educacional, a empresa “BANDEIRANTE Foguetes Educativos” de Recife-PE, realizará no dia 21/07 (sábado) uma nova “Oficina Educacional Educativa Com Minifoguetes”, esta direcionada para o “96° Grupo de Escoteiros de Pernambuco”.

O evento será realizado na Academia de Bombeiros Militares dos Guararapes a partir das 08:00 horas, e contará com o apoio do “Corpo de Bombeiros Militares de Pernambuco”, bem como do próprio “96° Grupo de Escoteiros de Pernambuco”.

Duda Falcão

Novo Estudo do INPE Mostra Que Biodiversidade Não Depende Apenas da Proteção do Carbono Florestal

Caro leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (18/07) no site oficial do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que Novo Estudo mostra que biodiversidade não depende apenas da proteção do Carbono Florestal.

Duda Falcão

NOTÍCIA

Novo Estudo Mostra Que Biodiversidade
Não Depende Apenas da Proteção
do Carbono Florestal

Por INPE
Publicado: Jul 18, 2018

São José dos Campos-SP, 18 de julho de 2018

Os investimentos para evitar perdas de carbono em florestas tropicais são provavelmente menos eficazes na conservação da biodiversidade nas florestas de maior valor ecológico. É o que sugere um estudo publicado nesta segunda-feira (16/07) na revista Nature Climate Change, elaborado por cientistas do Brasil, Europa e Austrália, com a participação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Para a surpresa do time de pesquisadores, nestas florestas (que são as mais preservadas), até 77% das espécies que teriam sido protegidas por meio de ações voltadas à conservação da biodiversidade, não seriam protegidas no caso de medidas centradas exclusivamente na proteção dos estoques de carbono.

Fenômenos causados por ação humana, como o desmatamento e a degradação (extração de madeira, caça, incêndios e fragmentação florestal), podem provocar a liberação do carbono e aumentar os efeitos das mudanças climáticas globais.

"Mais carbono significa mais biodiversidade em florestas com alto grau de degradação, no entanto, em florestas com menor interferência humana, quantidades crescentes de carbono podem não ser acompanhadas por mais espécies", explica Luiz Aragão, pesquisador do Laboratório de Ecossistemas Tropicais e Ciências Ambientais (TREES) da Divisão de Sensoriamento Remoto do INPE.

O estudo comprova os esforços dos pesquisadores brasileiros em melhor entender os padrões e processos nas florestas tropicais para poder subsidiar políticas públicas para conservação ambiental e promoção do desenvolvimento sustentável, como a Estratégia Nacional para REDD+. Os atuais resultados fazem parte de uma longa colaboração deste grupo de pesquisadores, que já demonstraram os efeitos da degradação florestal na biodiversidade e nas emissões de carbono florestal.

"Agora conseguimos conectar estes dois elementos, fundamentais para a manutenção dos serviços ecossistêmicos, o carbono e a biodiversidade, em uma análise que fornece subsídios para o planejamento estratégico de ações para conservação de nossas florestas", diz o pesquisador do INPE.

Ferramentas de sensoriamento remoto têm contribuído para o avanço significativo do conhecimento sobre a quantificação do carbono florestal.  "Contudo, para promover a proteção da biodiversidade ainda existe um longo caminho no desenvolvimento de técnicas de sensoriamento remoto, que também depende de um extensivo monitoramento em campo", afirma Aragão.

Os pesquisadores alertam que a proteção dos estoques de carbono das florestas tropicais deve permanecer como objetivo central em políticas internacionais de conservação. "Esse tipo de medida não apenas pode desacelerar as alterações climáticas, como também tem o potencial de proteger a vida selvagem única e insubstituível das florestas tropicais como a Amazônia. No entanto, para garantir que tais espécies sobrevivam, a biodiversidade precisa ser tratada como foco central dos esforços de conservação - tanto quanto o carbono", afirma Joice Ferreira, pesquisadora da Embrapa Amazônia Oriental e principal autora do artigo.

As florestas tropicais armazenam mais de um terço de todo o carbono terrestre do mundo e o novo estudo é crítico para o alinhamento dos esforços de conservação de carbono e biodiversidade. Gareth Lennox, pesquisador da Universidade de Lancaster, explica que "as florestas com o maior teor de carbono não abrigam necessariamente mais espécies, o que significa que a conservação focada exclusivamente no carbono pode deixar de lado áreas bastante biodiversas das florestas tropicais".

Contudo, o pesquisador do Instituto Ambiental de Estocolmo (SEI, na sigla em inglês), na Suécia, Toby Gardner, um dos coautores do trabalho científico, afirma que "ao considerar carbono e biodiversidade juntos, descobrimos, por exemplo, que o número de espécies de árvores grandes que podem ser protegidas aumenta em até 15% em relação à abordagem com foco exclusivo no carbono. Em contrapartida, nessa mesma situação, há redução de apenas 1% de carbono."

A redução dos efeitos das mudanças climáticas exige a salvaguarda da biodiversidade. O professor Jos Barlow, da Universidade de Lancaster, explica: "A biodiversidade e as alterações climáticas estão intrinsecamente ligadas quando focamos em florestas tropicais. Um clima mais quente e mudanças nos padrões de chuvas levarão à extinção de muitas espécies tropicais e é importante lembrar que o carbono florestal reside na biodiversidade das florestas tropicais. A pobreza de espécies resultará inevitavelmente em pobreza de carbono. O enfrentamento da crise climática requer a proteção de ambos simultaneamente".

O artigo científico, Ferreira et al. (2018), A conservação focada exclusivamente no carbono pode deixar de proteger as florestas tropicais mais biodiversas (Carbon-focused conservation may fail to protect the most biodiverse tropical forests), está disponível online no periódico Nature Climate Change.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

1º CubeDesign Estimula Jovens Para a Engenharia Espacial

Caro leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (17/07) no site oficial do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que o "1º CubeDesign" estimula jovens para a Engenharia Espacial.

Duda Falcão

NOTÍCIA

1º CubeDesign Estimula Jovens
Para a Engenharia Espacial

Por INPE
Publicado: Jul 17, 2018

São José dos Campos-SP, 17 de julho de 2018

Interessados em assistir à primeira competição de nanossatélites do Brasil, de 25 a 28 de julho, podem se inscrever como “observadores” no 1º CubeDesign do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).

competição irá reunir desde estudantes de nível fundamental até universitários, divididos em três categorias.

As categorias Mockup e Cansat se propõem a despertar o interesse de alunos iniciantes na área espacial. Já a categoria “CubeSat” terá estudantes com diferentes formações, de modo que os conhecimentos se complementem em prol da realização das atividades a serem realizadas durante o evento.

Para participar, clique em “Inscrição como Observador” na



Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)