quarta-feira, 18 de julho de 2018

Concurso Agência Espacial Brasileira AEB 2018 tem solicitação de edital para 101 vagas! Até R$6.570,37!

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada ontem (17/07) no site “Noticias Concursos” destacando que o Concurso Agência Espacial Brasileira AEB 2018 tem solicitação de edital para 101 vagas! Até R$6.570,37!

Duda Falcão

INÍCIO » CONCURSOS PREVISTOS

Concurso Agência Espacial Brasileira AEB 2018
tem solicitação de edital para 101 vagas!
Até R$6.570,37!

As oportunidades foram solicitadas para os cargos de analista e tecnologista;
Último edital foi em 2014

Por Saulo Moreira
Site Noticias Concursos
Atualizado 17/07/2018 - 16:05

Agência Espacial Brasileira poderá divulgar a abertura de edital de concurso público (Concurso AEB 2018) em breve. Acontece que a autarquia enviou um novo pedido de certame ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) para o preenchimento de nada menos que 101 vagas. As oportunidades foram solicitadas para os cargos de analista e tecnologista.

A Agência Espacial Brasileira (AEB), autarquia vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), é a instituição responsável por formular, coordenar e executar a Política Espacial Brasileira. Desde a sua criação, em fevereiro de 1994, a Agência trabalha para empreender os esforços do governo brasileiro na promoção  da autonomia do setor espacial.

A Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (PNDAE) estabelece objetivos e diretrizes para os programas e projetos nacionais relativos à área espacial, e tem o Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) como principal instrumento de planejamento. A organização e execução das atividades são instituídas pelo Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (SINDAE), que define a AEB como órgão central e coordenador-geral das atividades.

Existem outros órgãos que fazem parte do SINDAE, com destaque ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), do MCTIC; ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), do Comando da Aeronáutica (Comaer), do Ministério da Defesa (MD); ao setor industrial aeroespacial; às universidades e aos institutos de pesquisa. Os órgãos citados fazem parte do conjunto de executores dos projetos e atividades estratégicas do PNAE.

O Concurso AEB 2018

O pedido de concurso AEB 2018 está atualmente no setor de Divisão de Concursos Públicos. Os cargos de Analista e Tecnologista, ambos com requisito de ensino superior, têm salários de R$6.570,37, remuneração composta de R$6.112,37 de salário base e R$458 de auxílio-alimentação. O regime de contratação é estatutário.

O Tecnologista tem que realizar formulação, com a equipe de analistas, de políticas, planos, programas ou projetos de soluções tecnológicas espaciais para atender às demandas governamentais e da sociedade; Planejamento, coordenação, acompanhamento; controle e avaliação da execução das atividades pelos “stakeholders” do Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (SINDAE), relacionados com projetos tecnológicos de desenvolvimento de sistemas de satélites, veículos lançadores, centros de lançamento e das aplicações das tecnologias espaciais; Prospecção tecnológica; Análise de custos e gestão de riscos tecnológicos de projetos; Coordenação e articulação das ações com os Núcleos de Inovação Tecnológicas (NIT´s) dos órgãos executores do SINDAE para concertação de ações; entre outras atividades.

Já o Analista deverá realizar formulação, planejamento, acompanhamento, avaliação e atualização da Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (PNDAE); Elaboração, acompanhamento, avaliação e atualização com a equipe de tecnologistas, por períodos decenais, do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE); Formulação, articulação e integração estratégica da política espacial com outras prioridades e demandas de políticas governamentais setoriais; Integração e articulação da política espacial com os planos plurianuais de governo (PPA) e as programações orçamentárias anuais (LOA), acompanhando e avaliando, com sugestões de medidas corretivas, a execução das metas físicas e orçamentárias-financeiras estabelecidas; Formulação e fomento de políticas, planos, programas e projetos, com a equipe de tecnologistas, de estratégias para a consolidação e fortalecimento da cadeia produtiva do setor espacial nas atividades espaciais; Formulação de estratégias políticas, econômicas e comerciais para ampliar o mercado dos serviços e produtos espaciais da indústria nacional; Fomento a cooperação internacional governamental e empresarial; Certificação, normalização e fiscalização das atividades espaciais.

Último Concurso Foi em 2014

O último concurso da Agência Espacial Brasileira foi divulgado em 2014, quando contou com oportunidades para os cargos de assistente de C&T, tecnologista pleno, tecnologista júnior e analista em C&T pleno e júnior. A Cetro Concursos organizou o certame. Para Tecnologista houve oportunidades para as áreas de Desenvolvimento Tecnológico, enquanto para Analista foram oferecidas oportunidades para as especialidades de Gestão da Política Espacial e Gestão Administrativa.

O concurso contou com provas objetivas, discursivas e de títulos. A primeira avaliação contou com 70 questões para as duas carreiras, cobrando conhecimentos nas disciplinas de Português (14), Inglês (10), Raciocínio Lógico (12) e Conhecimentos Específicos (34). A avaliação escrita contou com duas questões.

O concurso teve homologação publicada em 2015. A validade do concurso foi de um ano, com possibilidade de prorrogação por igual período.

Informações do Concurso

·         Concurso: Agência Espacial Brasileira
·         Banca organizadora: a definir
·         Escolaridade: superior
·         Número de vagas: 101
·         Remuneração: R$6.570,37
·         Inscrições: a definir
·         Taxa de Inscrição: a definir
·         Provas: a definir
·         Situação: SOLICITADO
·         Link do último edital



Fonte: Site Notícias Concursos - https://noticiasconcursos.com.br

Comentário: Pois é leitor, para quem quiser trabalhar nesta Agencia de Brinquedo, é bom ficar atento a esta notícia.

SGDC - Internet Para Todos - STF Derruba Liminar e Libera SGDC

Olá leitor

Veja abaixo leitor uma notícia publicada dia (16/07) no site “Defesanet.com” destacando que o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou liminar liberando assim o trambolho francês Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).

Duda Falcão

COBERTURA ESPECIAL – ESPECIAL ESPAÇO - TECNOLOGIA

SGDC - Internet Para Todos - STF Derruba Liminar e Libera SGDC

STF derrubou liminar que paralisava programa
de banda larga em todo o território nacional

Defesanet.com
16 de Julho, 2018 - 23:20 ( Brasília )

STF derrubou liminar que paralisava programa de banda
larga em todo o território nacional.

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Carmen Lúcia, suspendeu na noite desta segunda-feira (16JUL2018) liminar que impedia o prosseguimento do programa “Internet para Todos”, desenvolvido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Ministério da Defesa e a TELEBRAS, empresa estatal vinculada ao MCTIC.

O programa estava paralisado por determinação da Justiça federal em Manaus (AM), após recurso de provedor regional de telecomunicações.

O “Internet para Todos” emprega o SGDC (Satelite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas), para a distribuição do sinal de banda larga, e terá cobertura em todo o território nacional. Opera por meio de parceria de municípios com o MCTIC - e quase 5 mil cidades do país já haviam aderido ao programa, quando a Justiça de primeira instância e o TRF-1 determinaram a interrupção.

“Aguardamos com serenidade a decisão do Judiciário, e destacamos o alcance e a magnitude deste programa. O Brasil demanda políticas públicas desta envergadura, e por isso muito importante a decisão da ministra Carmen Lúcia”, disse o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab.

O Ministério, a TELEBRAS e a Advocacia Geral da União apontaram ao STF diferentes aspectos decorrentes da paralisação determinada pelo TRF-1, como o prejuízo a uma das principais políticas públicas desenvolvidas hoje pelo Governo Federal - a oferta de Internet em banda larga -, além de projetos do Ministério como a oferta de conexão à Internet em unidades escolares e de saúde que serão possibilitadas pelo programa e o SGDC.

“Esse programa é fundamental para desenvolvimento regional, para inclusão social, e para alavancar o país. É transversal e vai permitir alavancar a educação, a saúde, e também aperfeiçoar por exemplo o agronegócio levando conexão a áreas remotas”, disse o ministro Gilberto Kassab.

Já o presidente da TELEBRAS, Jarbas Valente, afirmou que a suspensão da liminar “é uma vitória de todos os brasileiros”.

“Demonstramos para a Justiça que a parceria para a exploração da Banda Ka do SGDC foi feita com lisura e base legal (Lei das Estatais, 13.303/2016)”, afirmou Valente.

O programa será implementado com a instalação de antenas em zonas que hoje não têm sinal de internet, com tarifas a baixo custo para a população dos municípios. Os serviços serão prestados pela Telebras em parceria com a operadora Viasat e empresas regionais de telecomunicações.

O presidente da TELEBRAS ressaltou que a estatal e a Viasat estão prontas para iniciar a instalação dos 15 mil pontos de conexão do Programa Internet para Todos, que vai atender escolas, postos de saúde, pontos de fronteira, comunidades quilombolas e aldeias indígenas.

“A operação se dará por empresas 100% brasileiras vai permitir que a banda larga de alta qualidade e a preços baixos conecte todos os cantos do Brasil”, completou o presidente da TELEBRAS.

A decisão do TRF-1 limitava ainda o processo eleitoral, já que a totalização de votos da região norte do país e de áreas remotas demanda o uso do Satélite e estava vedada pelo órgão.

Nota DefesaNet

Em um atitude do ativismo judicial-ideológica implementada pelo MPF/AM em oportunismo das empresas de telecomunicação do Brasil, apoiadas pela PGR e STF realizam ações típicas de Guerra Híbrida. Contra o Brasil e seu povo. 

Em um momento importante o MP/AM bloqueou o emprego do SGDC e impediu que fosse implementado o "Programa Internet para Todos", integrado ao Programa Nacional de Banda Larga (PNBL).

Surpreendeu o silêncio da mídia em defesa desta insana posição do Ministério Público do Amazonas.

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Carmen Lúcia, suspendeu na noite de segunda-feira (16JUL2018) liminar que impedia o prosseguimento do programa “Internet para Todos”, desenvolvido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Ministério da Defesa e a TELEBRAS, empresa estatal vinculada ao MCTIC.

O Editor


Fonte: Site defesanet.com

INPE Projeta Processo de Transição Florestal na Amazônia Brasileira

Caro leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (16/07) no site oficial do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que o instituto projeta processo de transição florestal na Amazônia brasileira.

Duda Falcão

NOTÍCIA

INPE Projeta Processo de Transição
Florestal na Amazônia Brasileira

Por INPE
Publicado: Jul 16, 2018

São José dos Campos-SP, 16 de julho de 2018

Um dos grandes desafios científicos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) é representar o sistema terrestre, abrangendo não somente as dimensões físicas e biológicas, mas também as dimensões humanas. Entre as várias ações realizadas no Centro de Ciência do Sistema Terrestre (CCST) do INPE, existem diversos esforços colaborativos nas áreas de desenvolvimento de arcabouços computacionais de modelagem que buscam representar os diferentes componentes do sistema terrestre, assim como parametrização de modelos existentes.

A modelagem computacional é usada para apoiar a análise das causas e consequências de problemas científicos com base no estudo de fenômenos, desenvolvimento de modelos matemáticos para descrição e elaboração de códigos computacionais que servem para obter esses resultados.

Entre as sete componentes do Projeto Monitoramento Ambiental por Satélites no Bioma Amazônia (MSA), financiado pelo Fundo Amazônia e executado pelo INPE em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), está a “Disponibilização de ferramentas de modelagem de mudanças de uso da terra”, um trabalho que aprimorou e converteu ferramentas de modelagem dos processos de mudanças de uso e cobertura da terra e de estimativa de emissões de gases de efeito estufa já desenvolvidas pelo INPE para fins de pesquisa, em produtos finais gratuitos e de código aberto.

A disponibilização dessas ferramentas na internet como software livre possibilitará a sua ampla utilização pela sociedade. A atividade foi coordenada pelos pesquisadores do CCST/INPE, Celso von Randow e Ana Paula Aguiar.

Essas ferramentas permitem estudar os processos de mudança de uso e cobertura da terra e as emissões de gases de efeito estufa associadas a tais mudanças, quantificando a relação entre o processo estudado e os fatores socioeconômicos e biofísicos que o determinam.

O software LuccME – Arcabouço de Modelagem de Uso da Terra Espacialmente Explícita, desenvolvido pelo INPE anteriormente ao Projeto MSA, foi melhorado e ganhou uma nova versão mais estável e de fácil utilização, com interface gráfica intuitiva, novos componentes e ampla documentação.

De acordo com a pesquisadora Talita Oliveira Assis, analista que contribuiu com o desenvolvimento do sistema, com o LuccMe é possível construir modelos de desmatamento, expansão da agricultura, desertificação, degradação florestal, crescimento urbano e outros processos de mudanças de uso e cobertura da terra em diferentes escalas e áreas de estudo.

“O usuário conta com um conjunto de componentes que podem ser combinados de acordo com sua necessidade para calcular as áreas de maior potencial de ocorrência de cada uso e realizar projeções utilizando dados históricos e diferentes fatores que possibilitem explicar cada um dos usos estudados, como, por exemplo, o desmatamento. A diversidade de componentes existentes no LuccME permite ao usuário trabalhar com a abordagem que melhor se ajusta ao objeto de estudo, escala e aos dados disponíveis, sendo possível escolher, por exemplo, entre trabalhar com regressão espacial, linear ou com uma abordagem baseada em amostragem”, revela Talita.

A inovação deste trabalho vai além do desenvolvimento de uma plataforma que pode ser utilizada para projetar mudanças de uso da terra, mas está no fato desta mesma ferramenta poder ser utilizada para qualquer tipo de regressão espacial entre variáveis, sendo adaptável a diferentes escalas, para diferentes classes de uso da terra.

Além do LuccME, desenvolveu-se também uma versão mais completa e estável do INPE-EM (INPE Emission Model), um modelo computacional para calcular emissões de gases de efeito estufa associadas às mudanças no uso e cobertura da terra. Sua principal característica é a flexibilidade na representação dos processos de emissão, possibilitando um refinamento das estimativas de acordo com os dados de biomassa e desmatamento disponíveis.

A versão inicial do modelo consistia da adaptação de um modelo “bookkeeping” relativamente simples, como os usados para calcular efeitos de mudanças de uso da terra no balanço de carbono terrestre pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), para um ambiente espacialmente explícito, representando o processo de desmatamento por corte raso em áreas de floresta e a subsequente dinâmica da vegetação secundária nessas áreas desmatadas. Diversas melhorias foram incorporadas no escopo do Projeto MSA.

“Novos parâmetros foram introduzidos para tornar o INPE-EM mais adequado para representar as diferentes práticas de corte e queima da vegetação em diferentes biomas, os compartimentos de carbono referentes à matéria orgânica morta foram explicitamente incorporados e as estimativas de emissões de gases CH4, N2O, CO e NOx também passaram a ser calculadas. Além disso, foi desenvolvida uma primeira versão do componente de cálculo de emissões por degradação florestal”, explica Celso von Randow.

O INPE-EM pode ler os mapas de uso da terra de qualquer base de dados de mudança de uso da terra e calcular quanto de gases de efeito estufa foi emitido ao se desmatar determinada área. O software pode ler também os dados gerados no LuccME, possibilitando o cálculo de  emissões de gases de efeito estufa relativas a diferentes cenários de mudanças de uso da terra. Entender melhor tais processos e ser capaz de avaliar possíveis trajetórias futuras é fundamental para buscar a melhor prática de uso para a sociedade e também para indicar um caminho mais acertado nas negociações ambientais, auxiliando políticas públicas de manejo do território.

Projeto Monitoramento Ambiental por Satélites no Bioma Amazônia (MSA) teve início em 2014 para apoiar o desenvolvimento de estudos sobre usos e cobertura da terra no bioma Amazônia, bem como a ampliação e o aprimoramento do monitoramento ambiental por satélites realizado pelo INPE. Foi executado pelo Instituto através de sua instituição de apoio, a Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologias Espaciais (Funcate) e o BNDES, com recursos do Fundo Amazônia. Nos dias 13 e 14 de agosto, no INPE em São José dos Campos ocorre o seminário de encerramento do projeto, onde serão apresentados e discutidos os resultados obtidos durante sua execução.

Leia também:





Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Cursos de Mestrado e Doutorado do INPE Abrem Inscrições Online

Caro leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (16/07) no site oficial do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que Cursos de Mestrado e Doutorado do INPE abrem inscrições online.

Duda Falcão

NOTÍCIA

Cursos de Mestrado e Doutorado do
INPE Abrem Inscrições Online

Por INPE
Publicado: Jul 16, 2018

São José dos Campos-SP, 16 de julho de 2018

Geofísica Espacial, Meteorologia, Sensoriamento Remoto, Engenharia e Tecnologia Espacial, Astrofísica, Computação Aplicada e Ciência do Sistema Terrestre são as áreas em que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) oferece cursos de pós-graduação. As inscrições para mestrado e doutorado estão abertas até 30 de outubro.

A partir de agora, as inscrições também podem ser submetidas online por meio do sistema implantado pela Coordenação de Tecnologia da Informação do INPE, no endereço:  http://www.inpe.br/posgraduacao/inscricoes.php

Gratuita, a pós-graduação do INPE oferece bolsas de estudos do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). Também há possibilidade de solicitação de bolsas à Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e outros órgãos públicos e privados.

Os cursos de pós-graduação do INPE foram instituídos gradativamente a partir de 1968, com o objetivo de formar recursos humanos altamente qualificados nas áreas de atuação do Instituto, fundado em 1961. Nestes 50 anos, o INPE formou aproximadamente duzentos doutores e mais de mil mestres.

Mais informações: www.inpe.br/pos_graduacao


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

AEB Divulga Resultado Final do Processo Seletivo Para o MASTA 2018

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (10/07) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB), destacando que a agencia divulgou o resultado final do processo seletivo para o MASTA 2018.

Duda Falcão

NOTÍCIAS

AEB Divulga Resultado Final do
Processo Seletivo Para o MASTA 2018

Publicado em: 10/07/2018 - 15h44
Última modificação: 16/07/2018 - 15h00


A Comissão de Seleção da Agência Espacial Brasileira (AEB), no uso de suas atribuições e em nome da Comissão de Seleção do Centro Regional para Ciência Espacial e Educação Tecnológica na Ásia (RCSSTEAP), informa o resultado da 2ª Etapa do Processo Seletivo para o MASTA 2018.

Confira os nomes das candidatas selecionadas pelo RCSSTEAP para iniciar o programa de mestrado a partir de setembro de 2018:

– Ana Paula Castro de Paula Nunes;
– Letícia Santos Lula Barros;
– Márcia Aline Ribeiro Silva;

O Centro reforça as candidatas selecionadas que o MASTA é um programa de pós-graduação em tempo integral, com duração de um ano e nove meses.

A AEB parabeniza as candidatas selecionadas e aproveita a oportunidade para agradecer a todos que participaram e colaboraram para a divulgação e realização do processo seletivo.

Comissão de Seleção para Programas de Capacitação no Exterior da AEB.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Luxemburgo Tem Interesse em Parceria Com o Brasil na Área Espacial

Olá leitor!

Segue agora uma nota postada dia (11/07) no site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) destacando que Luxemburgo tem interesse em parceria com o Brasil na Área Espacial.

Duda Falcão

Luxemburgo Tem Interesse em Parceria
Com o Brasil na Área Espacial

Operação do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) poderá ter acordo de cooperação com o país europeu.

Por ASCOM
Publicado 11/07/2018 12h29
Última modificação 11/07/2018 - 12h34

Foto: Ascom/MCTIC
Encontro aconteceu na sede do MCTIC. 

Brasil e Luxemburgo negociam uma parceria para estreitar a cooperação entre as duas nações em atividades espaciais. Nesta quarta-feira (11), o embaixador luxemburguês no Brasil, Carlo Krieger, se reuniu com o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações para tratar do tema.

Durante o encontro, que também teve a participação de representantes da Telebras e da Agência Espacial Brasileira (AEB), foi decidido que, nos próximos meses, Brasil e Luxemburgo devem oficializar a parceria por meio da assinatura de um memorando de entendimento na área espacial. Segundo o embaixador Carlo Krieger, esta é a principal área de cooperação as duas nações.

As negociações tiveram início em abril deste ano, com vistas à potencial parceria na área espacial e de telecomunicações, em especial por intermédio da empresa SES Global, que, em janeiro último lançou o satélite SES-14 em posição orbital brasileira, com autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Na ocasião, foi manifestado o interesse do Brasil na cooperação e que a participação de Luxemburgo em uma parceria para a operação do   Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC) seria bem-vinda.

O SGDC é o primeiro satélite geoestacionário brasileiro de uso civil e militar.  Foi mencionado ainda que o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) almeja trabalhar num novo modelo de parceria internacional para o desenvolvimento de estratégias de médio prazo, o que se configura como uma oportunidade de cooperação.


Fonte: Site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC)

Comentário: Mais um desses possíveis acordos que muito pouco ou nada contribuem ao PEB, já que o Brasil não tem o menor compromisso como os mesmos graças ao conhecido desinteresses desses desgovernos populistas de merda. Tomara que com essa nova movimentação governamental em curso no setor, esta situação venha mudar isto, mas duvido muito. O engraçado nesta história toda é que pela foto de divulgação parece que o Sr. Braga Coelho não participou desta Reunião. Será que ele continua passeando na Europa as nossas custas?

Algumas Considerações Sobre o Setor Espacial

Olá leitor!

Segue abaixo um artigo escrito pelo conhecidíssimo pesquisador Thyrso Villela do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (INPE) e publicado na edição de Julho do ”Jornal do SindCT“. Vale a pena conferir.

Duda Falcão

PROGRAMA ESPACIAL

Número de Cubesats Lançados Superou o de Satélites Convencionais 

Algumas Considerações Sobre o Setor Espacial

O CubeSat é um satélite em forma de cubo com aresta de 10 centímetros.
Podem ser combinadas várias unidades desse cubo (1U) para
formar satélites maiores (2U, 3U, 6U...).

Por  Thyrso Villela*
Jornal do SindCT
Edição nº 69
Julho de 2018

Nos últimos anos, o setor privado tem liderado iniciativas que visam o desenvolvimento das atividades espaciais. Além disso, está em curso uma tendência de miniaturização de artefatos espaciais, tanto de satélites quanto de veículos para lançá-los ao espaço. Esses dois movimentos em escala mundial podem propiciar algumas oportunidades para o setor espacial nacional, tanto na esfera governamental quanto na privada.

Historicamente, a área espacial teve como alavanca o setor governamental. Foi assim no início dessa era, com a ex-URSS e os EUA como os principais líderes das iniciativas. Nas décadas seguintes, as grandes iniciativas continuaram sendo governamentais e abarcaram a Europa e alguns países da Ásia, apesar de terem surgido empresas especializadas em atender demandas tanto governamentais quanto privadas. Mas, recentemente, essa lógica vem sendo mudada, com a entrada de empresas capitaneando iniciativas ousadas.

Esse movimento tem sido, em grande medida, provocado pelo uso de satélites de pequeno porte, que têm desafiado uma lógica há muito tempo estabelecida no setor espacial, que é a da grande confiabilidade dos artefatos, que empregam componentes com qualificação espacial e passam por rigorosos testes antes de serem considerados aptos para operar no espaço. Essa metodologia acarreta altos custos, gera a necessidade de grandes equipes e, em geral, demanda cronogramas da ordem de anos para a construção desses artefatos. Os chamados lean satellites, dos quais os CubeSats são um subconjunto, desafiam essa lógica, ao empregar uma metodologia simplificada de projeto e testes. O uso generalizado nos CubeSats de componentes comerciais conhecidos como COTS (commercial off-the-shelf) é um dos responsáveis pela redução de custos.

A construção de satélites com diminuição de custos, cronogramas mais curtos e pequenas equipes, se comparada à forma tradicional de construção de satélites, tem promovido o acesso rápido ao espaço a instituições e países que têm dificuldades financeiras para conduzir, autonomamente, aplicações espaciais de seus interesses. E os CubeSats têm sido os expoentes dessa promoção.

Em 2017, o número de CubeSats lançados superou o de satélites convencionais. Aliás, os lançamentos de nano e microssatélites em 2017 ultrapassaram as expectativas: houve um aumento de 205% em relação a 2016. Dos cerca de 300 satélites dessas categorias lançados em 2017, a maioria foi de CubeSats. De acordo com a Satellite Industry Association, 45 dos 79 satélites lançados pelos EUA em 2016 eram CubeSats. Vários deles foram lançados para prover serviços de observação da Terra por empresas privadas.

Outros indicadores sobre CubeSats são igualmente impressionantes. Por exemplo, em 2005 foi lançado 1 CubeSat a cada quatro meses. Em 2012, esse número saltou para 2 por mês. Em 2017, foram lançados 24 CubeSats por mês. Espera-se que no ano de 2021 sejam lançados 1000 CubeSats, ou seja, cerca de 83 por mês! O número de publicações técnico-científicas relacionadas a CubeSats passou de 35, em 2005, para 307, em 2017, totalizando cerca de 2300 nesse período, de acordo com a base Scopus. O número de depósitos de patentes, de acordo com o European Patent Office, passou de 2, em 2005, para 114, em 2017, totalizando 304.

Cerca de 60 países já utilizaram CubeSats, o que equivale a aproximadamente 30% dos países. Os CubeSats estão proporcionando inovações em vários segmentos da atividade espacial que não se restringem apenas à forma como são desenvolvidos, mas se estendem à forma como são lançados ao espaço. Diferentemente do modo tradicional, em que a maioria dos lançamentos de satélites se dá por meio de veículos dedicados, com lançamentos compartilhados de poucos artefatos, os CubeSats, em geral, não são os artefatos principais nos lançamentos e podem ser lançados em grandes quantidades. Em particular, um fato chamou a atenção: 104 satélites lançados por um único veículo lançador indiano (PSLV C37), um recorde até o momento, sendo que 101 eram CubeSats.

O aumento do uso de CubeSats gerou uma necessidade: um veículo lançador dedicado a esses artefatos. Em fevereiro deste ano, a Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA) lançou com sucesso o veículo experimental SS-520-5, levando a bordo um satélite de pequeno porte. Esse é o menor veículo já construído com capacidade de colocar em órbita pequenos satélites. O European Innovation Council, recentemente, lançou um desafio aberto a empreendedores que tenham projetos para construir lançadores de baixo custo dedicados a quatro classes de satélites, que vão de minissatélites de até 400 kg (classe 1) até CubeSats de 25 kg (classe 4). Já há iniciativas sendo capitaneadas pelo setor privado para prover o mercado com lançadores para satélites de pequeno porte.

Em suma, os CubeSats apresentam oportunidades interessantes para o setor espacial brasileiro, que incluem a possibilidade de treinamento rápido de recursos humanos, de testes de novas tecnologias, de negócios para empresas nacionais e de viabilização de projetos de lançadores para satélites de pequeno porte. Um fator importante relacionado aos CubeSats é que eles permitem o atendimento de demandas públicas e privadas de forma rápida e a custos extremamente atraentes.

Convém frisar que há no país as condições essenciais para aproveitar tais oportunidades: recursos humanos disponíveis em número e qualidade, com capacidade de produção em várias áreas científicas e tecnológicas; infraestrutura de montagem, de testes e de lançamento de satélites; empresas com capacidades em vários setores tecnológicos, e demandas claras, como as relacionadas ao meio ambiente, defesa, ciência, etc.

Porém, é imperativo reconhecer que, apesar das condições mínimas para esse engajamento existirem, outras condições de contorno devem ser consideradas de modo a permitir que o problema de desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro possa ser resolvido. E elas passam por antigas reivindicações do setor, como valorização dos recursos humanos, aumento dos recursos financeiros, melhoria da gestão, entre outros. Mas também passam por uma maior ousadia da iniciativa privada de forma a diminuir a dependência de encomendas governamentais, como está acontecendo atualmente no mundo.

*Thyrso Villela é Pesquisador Titular do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e Assessor Técnico do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos. Foi Presidente da Sociedade Astronômica Brasileira e Diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira.


Fonte: Jornal do SindCT - Edição 69ª - Julho de 2018 – Pág. 12

domingo, 15 de julho de 2018

Falta de Recursos Obriga IAE a Realizar Reestruturação

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada na edição de Julho do ”Jornal do SindCT“, destacando que falta de recursos obriga Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) a realizar reestruturação.

Duda Falcão

NOSSA PAUTA

Diretor do IAE quer que servidor tenha orgulho de trabalhar na instituição 

Falta de Recursos Obriga IAE a
Realizar Reestruturação

Por Fernanda Soares
Jornal do SindCT
Edição nº 69
Julho de 2018

O Brig. Eng. Otero, diretor do IAE.

O Instituto de Aeronáutica e Espaço – IAE, do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial – DCTA, nasceu em 1991, com a fusão do Instituto de Pesquisas e Desenvolvimento (criado em 1954) com o Instituto de Atividades Espaciais (criado em 1969). O IAE é responsável por ampliar o conhecimento e desenvolver soluções científico-tecnológicas para fortalecer o Poder Aeroespacial Brasileiro, por meio da Pesquisa, Desenvolvimento, Inovação, Operações de Lançamento e Serviços Tecnológicos em Sistemas Aeronáuticos, Espaciais e de Defesa.

Nos últimos 30 anos, assim como outras instituições de pesquisa científica no Brasil, o IAE vem sofrendo com a falta de recursos humanos e financeiros. O IAE possui um deficit de mais de 50% de servidores e estima que em 5 anos esse número atinja 70%. A não reposição da mão de obra e os constantes cortes no orçamento da C&T, aliados à aprovação da Emenda Constitucional 95, que congela os gastos públicos por 20 anos, obrigou a instituição a elaborar um plano de sobrevivência.

Em 2015, o IAE realizou uma pesquisa com seus servidores e um estudo da sua estrutura e força de trabalho, visando conhecer melhor a instituição e melhorar a sua atuação. O resultado fez a direção avaliar se uma reestruturação do IAE seria a saída para continuar operando, mesmo com baixos recursos.

No ano seguinte, a reestruturação começou a ser implementada oficialmente. Foram criados grupos de trabalho que puderam ter a participação dos servidores. Cada setor foi representado por um servidor e, além destes, houve também servidores voluntários, que pediram para participar do projeto. A configuração de uma grande equipe foi necessária porque, mais importante que entender de reestruturações, era necessário que a equipe tivesse pleno conhecimento do IAE, de seu pessoal e de suas atividades.

Em resumo, a reestruturação planejou criar uma organização mais simples e sem dividir o IAE em áreas de atuação (Aeronáutica, Espaço e Defesa) podendo, todos os servidores, atuarem em todas as áreas, preservando as mais sensíveis e específicas.

Mesmo tentando realizar um processo transparente, muitos servidores questionaram a metodologia e a real motivação. Alguns temem pelo futuro da instituição, outros estão receosos sobre a efetividade das mudanças.

Um servidor do instituto, que não quis ser identificado, foi enfático ao criticar a proposta de reestruturação apresentada: “em nenhum lugar do mundo funciona assim, são ciências distintas. Não vejo chance de funcionar. Isso irá aumentar a desmotivação das pessoas, principalmente das que já estão em final da carreira.”

Outro servidor, que também não quis ser identificado, vê nessa reestruturação a única opção que resta para o IAE continuar existindo: “infelizmente, sem recursos financeiros, com poucos projetos e com falta de pessoal especializado, não tem outra saída”.

O diretor do IAE, Brig. Eng. Augusto Luiz de Castro Otero, acredita que a reestruturação será boa para a instituição e cita, como exemplo, o trabalho realizado com as oficinas mecânicas em 2016. “Passamos a ter, não a oficina mecânica de um departamento, mas as oficinas 1, 2, 3… e a gestão de todas as oficinas, dos técnicos e dos insumos, centralizada. Resistência à mudança sempre existe, mas, depois de um certo tempo fui analisar as opiniões e a resposta foi: todo mundo gostou, porque agora todos têm trabalho durante o ano inteiro.”

Uma dúvida que assombra alguns servidores é: “o que irá acontecer comigo, já que meu setor não existe mais?” Sobre esse ponto específico, o diretor do IAE esclareceu que não está mudando as atribuições dos servidores e que poucos foram transferidos do local em que trabalham. Para explicar, o Brigadeiro Otero usou, como exemplo, o laboratório de ensaios estruturais do X-20: “alguns laboratórios permitem um uso horizontalizado, como o X-20, que é de aeronáutica, mas já realizou ensaios de armamentos e de estruturas espaciais. Esse laboratório permanece no mesmo local físico, assim como os profissionais que lá atuam. O que mudou foi apenas a gestão dos serviços que são realizados ali. Os profissionais continuam atuando nas atividades para as quais foram contratados. Se no futuro houver a necessidade de movimentar as áreas, queremos que seja realizada de maneira natural.”

A reestruturação realizada no IAE não pretende diminuir as competências da instituição, nem deixar de atender nenhuma das áreas de atuação. “Nossa intenção é valorizar o servidor e manter nossos projetos: o VLM, na área de espaço, a turbina, na área de aeronáutica, e conquistar um grande projeto na área de defesa. Eu quero que o servidor volte a ter orgulho de trabalhar no IAE.”

O SindCT ressalta que o processo de desmonte da Ciência e Tecnologia e do Programa Espacial Brasileiro – PEB vem ocorrendo desde a década de 90. A falta de investimentos no setor é uma decisão política que vem se agravando desde o governo de Fernando Henrique Cardoso. Além de não haver interesse do governo federal em fortalecer o PEB, o setor também sofre com sanções de outros países, como os Estados Unidos.

O sindicato atua não só em defesa dos servidores, mas de toda a Ciência e Tecnologia. Uma das maiores lutas do SindCT, atualmente, é pela reposição de pessoal e mais investimentos em C&T. A EC-95 agravou essa situação. Manter o parco orçamento da C&T congelado pelos próximos 20 anos é antecipar o fim do PEB e das instituições de pesquisa no país, além de predefinir a política econômica dos próximos quatro governos, criando um engessamento incompatível com a soberania do voto popular.

Com relação ao Instituto de Aeronáutica e Espaço, um ponto que chamou a atenção foi a recusa dos servidores do instituto em colaborar com a produção dessa matéria. Dos poucos servidores que se dispuseram a conversar com o Jornal do SindCT, nenhum quis ser identificado. Alguns, ainda, alegaram medo de sofrer represálias, algo extremamente preocupante.


Fonte: Jornal do SindCT - Edição 69ª - Julho de 2018 – Pág. 03

Comentário: Pois é, para mim é muito triste toda esta situação e pode significar nos próximos anos o fim de uma instituição que muito fez pelo Programa Espacial Brasileiro (PEB) e que ao longo dos anos (desde a chegada dos civis ao governo) foi perdendo o seu rumo por falta de uma ação governamental para coloca-la num caminho de desenvolvimento e por outras questões menores de má gestão, egocentrismo, ente outras que, em minha modesta opinião seriam de fácil solução num governo realmente comprometido com o setor. Realmente muito triste.

Grupos de Trabalho do CDPEB Apresentam Propostas

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada na edição de Julho do ”Jornal do SindCT“, destacando que os grupos de trabalho do Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro (CDPEB) apresentaram propostas.

Duda Falcão

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Grupo de trabalho do CDPEB solicita concursos para 2019 

Grupos de Trabalho do CDPEB
Apresentam Propostas

Por Shirley Marciano
Jornal do SindCT
Edição nº 69
Julho de 2018


O Programa Espacial Brasileiro - PEB teve seu auge na década de 80, mas foi declinando por falta de prioridade dos governos. Embora a gestão do presidente Lula tenha promovido aumento dos investimentos, estes foram muito aquém do necessário. Já na fase Dilma, retornaram os cortes nos orçamentos e o acirramento dos problemas decorrentes da falta de pessoal, consequência de anos sem concursos públicos. A situação degradou a tal ponto que a Agência Espacial Brasileira – AEB acabou sendo surpreendida pela criação do Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro – CDPEB, que objetiva reestruturar todo o setor, como as áreas de governança e de projetos, além de propor uma renovação da força de trabalho.

A questão da Governança (GT-1) é, sem dúvidas, um dos maiores gargalos. O PEB está sob a coordenação da AEB, subordinada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações - MCTIC. O DCTA (órgão militar), mais precisamente o IAE, responsável pelo desenvolvimento de veículos lançadores e pela área de lançamentos, e o INPE (órgão civil), responsável pelos satélites, são órgãos sob a coordenação da AEB. Essa situação gera um conflito de governança, mas esse tema não foi discutido e muito menos alterado.

Em contrapartida, a ideia de criar um Conselho Nacional do Espaço – CNE, subordinado à Casa Civil prospera no CDPEB. Esse seria um passo importante para o Programa Espacial. Na fusão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações com o Ministério das Comunicações, a área espacial perdeu sua pouca importância e prestígio, tornou-se uma caixinha de uma diretoria da secretaria-executiva, três níveis abaixo do ministro, prejudicando a capacidade de discussões estratégicas. A proximidade com o centro do poder, através da criação do CNE, seria positiva ao setor.

O Acordo de Salvaguarda Tecnológica (GT-2) com os EUA é, na verdade, o retorno de um assunto surgido em 2001, por meio de um projeto de lei, retirado da Câmara Federal em 2016. Assinado em 2011, este acordo acaba de ser promulgado pelo Governo Temer em junho deste ano.O Brasil precisava firmar esta salvaguarda com os EUA, e com outros países fornecedores de conteúdos de sistemas aeroespaciais, para tornar o Centro de Lançamento de Alcântara - CLA um local de lançamento comercial viável. Porém, cláusulas do acordo permitem avanços da interferência norte-americana na tecnologia brasileira e ameaçam a soberania nacional, motivo que levou o Brasil a deixá-lo engavetado durante os governos Lula e Dilma.

Outra questão ligada ao CLA é a Liquidação da Alcântara Cyclone Space - ACS (GT‑3). O acordo com a Ucrânia, firmado em 2005, só deu prejuízo ao erário e ainda aguarda desfecho de finalização.

A criação da Empresa Pública do Setor Aeroespacial (GT-4) não é nenhuma novidade. A ALADA será uma main contractor para atuar principalmente na área de foguetes. É uma ideia polêmica: assim como a Visiona, integradora de satélites, a ALADA assumiria funções do INPE e do DCTA. Além disso, não há país que tenha originalmente conduzido desenvolvimento espacial voltado para o mercado; os produtos gerados ao mercado são sempre consequência de transbordamentos dos programas de estado, que buscam atender as necessidades do país.

Sobre o Projeto Mobilizador (GT-5) não há grandes sobressaltos, pelo menos sob a análise dos pouquíssimos dados disponíveis. Aparentemente, há um desejo de amarrar melhor a questão dos projetos, prazos e recursos, o que é muito necessário. Reitera-se a necessidade de prestigiar os projetos já existentes, como o Amazonia1, 1A e 2, CBERS 5 e 6, Equars e nanossatélites; na área de lançadores, o VLM, VSB-30 e vários outros; também projeta-se a ampliação e adequação das instalações do CLA. A ideia é revisar e redefinir prazos para o PNAE e para o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais – PESE, que lhes imprimam realismo e dinamismo.

A Recomposição de Quadros do DCTA e do INPE (GT-9) é urgente. O setor aeroespacial apresenta quadro de pessoal em estado crítico, o que ocasiona perda de conhecimento e capacidades. Foi definido que haverá concurso em 2019, com validade de dois anos, e novos concursos a cada três anos. A AEB encaminhou para aprovação o preenchimento de 152 vagas: 91 tecnologistas, 33 técnicos, 13 analistas de C&T e 15 assistentes de C&T.

O presidente do SindCT, Ivanil Elisiário Barbosa, acredita que o CDPEB reacende a esperança de perspectiva menos sombria para o setor aeroespacial, que inclui três aspectos principais: avaliação crítica do Programa Espacial Brasileiro, seus objetivos e governança; reformulação completa da Agência Espacial Brasileira; e revitalização dos executores do Programa Nacional de Atividades Espaciais - PNAE.

“A AEB não consegue cumprir as prerrogativas de sua governança: promover o PNAE, dinamizar o Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais - SINDAE, prospectar fontes de financiamento das atividades e garantir fluxo orçamentário adequado aos executores do PNAE: DCTA e INPE. A Agência tornou-se motivo de desdém e chacotas, evoluídas de críticas acumuladas da comunidade científica dos órgãos executores do PNAE, que lhe alcançaram a alcunha de ‘Agência Espacial de Brinquedo´. O próprio PNAE tornou-se ridículo, após reiteradas reedições sem que absolutamente nenhum de seus objetivos tenha sido realizado. Desde sua origem, a AEB nunca foi operacional e somente a partir de 2014 passou a ter quadros próprios, mas que confundem suas atribuições com as dos órgãos executores do PNAE, frequentemente entrando em descompasso com os mesmos, em questões estritamente técnicas, para as quais não são suficientemente instrumentados’’, finaliza Barbosa.


Fonte: Jornal do SindCT - Edição 69ª - Julho de 2018 – Pág. 11