sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Defesa e MCTIC Estudam Conselho Nacional de Espaço Para Priorizar Investimentos em Satélites

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (31/04) no site “TELETIME” destacando que o Ministério da Defesa e o MCTIC estudam a criação do “Conselho Nacional de Espaço” para priorizar investimentos em satélites.

Duda Falcão

SATÉLITE

Defesa e MCTIC Estudam Conselho
Nacional de Espaço Para Priorizar
Investimentos em Satélites

BRUNO DO AMARAL
Quinta-feira, 31 de agosto de 2017 , 22h52


Está em gestação no governo a criação de um Conselho Nacional de Espaço, que passaria a gerenciar uma política espacial brasileira com estratégia de lançamentos de veículos e satélites. A ideia foi revelada pelo Coronel Aviador José Vagner Vital, vice-presidente executivo da Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE), nesta quinta-feira, 31, durante o Congresso Latinoamericano de Satélites. Segundo ele, o objetivo dos Ministérios da Defesa e o de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações é de reverter a "baixa prioridade do setor espacial na sociedade brasileira".

Segundo o Cel. Vital, trata-se de uma proposta conjunta do MD e do MCTIC para mudar a governança em busca da maior prioridade ao setor espacial. A coordenação seria do ministro da Casa Civil e ainda se estuda a participação de outros ministérios. "As ideias que estão circulando no governo até agora, pelo menos na Defesa e MCTIC, é que precisamos aumentar a participação da indústria, por isso a busca de parcerias", declara.

Com isso, o Comando da Aeronáutica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), poderiam criar um grupo executivo para a "priorização de recursos orçamentários, consolidação do Centro Espacial de Alcântara (CLA)" e outros projetos, como a aprovação de acordos de salvaguardas tecnológicas (AST) com outros países.

Roadmap

A criação do Conselho Nacional de Espaço culmina na proposta de um planejamento de trabalho da Força Aérea Brasileira que vai até 2026. A primeira etapa já foi iniciada com o lançamento do SGDC, que fará parte da constelação de satélites geoestacionários batizada de Calidris e que engloba prestação de serviços em bandas X e outras (SHF e EHF, também sendo considerado UFH e banda L). A frota também deverá contar com serviços meteorológicos e satélites de observação com sensores óticos e científicos. As demais categorias de frotas, todas com nomes de pássaros brasileiros, são: Carponis; para sensoriamento remoto ótico; Lessonia, para satélites radar de abertura sintética; e Atticora, de órbita baixa para comunicação tática.

Também estão nos planos lançadores para carregar cargas pequenas e médias  ao espaço. Em cooperação com a DLR na Alemanha, o governo brasileiro desenvolve um veículo lançador de microssatélites (VLM) de três estágios sólidos. Inicialmente com capacidade de carga de 50 kg e capaz de alcançar 300 km de altitude. O primeiro voo de teste está programado para 2019.

Há ainda os sites de lançamento. De acordo com o Cel. Vital, o governo brasileiro está trabalhando para consolidar o centro de lançamento em Alcântara (MA), incluindo uma disputa de território para liberar uma área atualmente detida por uma comunidade quilombola. "Desde a década de 90 temos tido problema por conta da interpretação da lei, que estamos questionando no Congresso, e assim que for resolvida a questão, vamos poder acrescentar mais três sítios de lançamento", declara, acrescentando que isso abre possibilidade de várias direções de lançamento. A ideia é que em 2021 o centro já esteja disponível "para qualquer empresa" em regime de parceria e cooperação.

Assim, o cronograma proposto fica da seguinte forma:

2017 – Lançamento do SGDC-1 (Callidris);

2019 – VLM de 50 kg e 300 km;

2021 – Lançamento do Carponis-1 (ainda a definir se será um satélite grande ou uma constelação de nanossatélites) e do foguete VLM de 150 kg e 300 kg;

2022 – Lançamento do SGDC-2, com bandas X, Ka e "talvez UHF" – parte do contrato é com a CCISE, que está prestando assessoria no preenchimento de informações na UIT e nas definições de carga útil;

2023 – Segunda frota Carbonis e um lançador de 150 kg, mas capaz de 700 km;

2024 – Atticora-1 deverá ser lançado;

2026 – Lançamento do Lessônia1 e do VLM de 500 kg e 700 km.

Orçamento

Logicamente, tudo isso terá um custo. Segundo o Coronel, o roadmap atual é uma simplificação do apresentado em 2012 "por falta de prioridade política". Assim, o que era na ordem de R$ 20 bilhões a R$ 56 bilhões há cinco anos, agora está estimado em R$ 9 bilhões a R$ 12 bilhões, com taxa de retorno de 25%. Estes valores, explica o Cel. Vital, podem cair com a redução do custo da tecnologia e lançamentos. "Temos muitos estudos prontos na prateleira, mas os estudos não sobem na prioridade da sociedade brasileira", lamenta. A expectativa é que o Conselho Nacional do Espaço ajude a impulsionar os investimentos estatais nos projetos que envolvem o segmento espacial.


Fonte: Site TELETIME - http://www.teletime.com.br/

Comentário: Pois é galera, tá ai a notícia e pra mim está tudo errado. Será o fim do Programa Espacial Brasileiro idealizado pelos pioneiros. Para um bom entendedor, as entre linhas dessa matéria demonstra que se este plano for mesmo implementado o país trocará desenvolvimento tecnológico por tecnologia comprada pronta. Veja os exemplos citados, o SGDC, na verdade um satélite extremamente caro e que não acrescentou nenhum conhecimento tecnológico para o país, além de haver forte suspeita do mesmo esta grampeado pelo OTAN, e o VLM-1, foguete que deixou de ser brasileiro quando o país assinou um acordo com DLR alemão transferindo a responsabilidade do desenvolvimento dos sistemas sensíveis do foguete para os alemães, jogando literalmente no lixo todo esforço da equipe do Projeto SIA, e vale acrescentar, uma situação tão cômoda para os EUA como para os seus aliados da OTAN que, é difícil de acreditar que não seja o resultado de um plano elaborado. Os menos informados podem está se perguntando, porque a OTAN se interessaria por isso Duda? E a resposta é simples, pois dois motivos, primeiro porque devido aos GOVERNOS POPULISTAS DE MERDA (Maria vai com as outras dependendo da cor das notas) que militam no Brasil e depois porque esses sistemas sensíveis são os mesmos usados em controle de misseis, e certamente não seria nada inteligente permitir que o Brasil controle essa tecnologia, muito menos no quintal dos EUA (se tivesse no lugar deles faria a mesma coisa). Já disse e repito, nada no universo em que vivemos acontece por acaso e o resultado alcançado é fruto do caminho escolhido, e neste contexto a saída do Dr. Luis Eduardo Loures da Costa tanto da coordenação do projeto do VLM-1, bem como do Projeto SARA, como também o agora cada vez mais suspeito acidente ocorrido com o VS-40/SARA Suborbital, pode ter muito a haver com tudo que está acontecendo. Quanto à criação de um Conselho Espacial? Leitor, os caras estão querendo criar mais um órgão quando deveria estar simplificando o sistema, transformando o PEB em programa de estado. Como? Colocando o INPE e o IAE e as Base de Lançamentos subordinados diretamente a agencia e transferindo-a para ficar unicamente subordinada a Presidência da Republica, como uma espécie de ministério, ou então dando um fim na AEB e fazendo uma junção do INPE, IAE e as Bases que também ficariam subordinados diretamente e unicamente a presidência da Republica. Entretanto leitor, seja qual for a direção tomada, nada funcionará se não houver o comprometimento do governo. Já quanto ao cronograma proposto, vamos falar serio, alguém realmente acredita nisso?

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