terça-feira, 26 de setembro de 2017

Centro de Lançamento de Alcântara Realiza Novo Lançamento de Foguete

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria muito interessante postada dia (22/09) no site “G1” do globo.com, destacando que na tarde da quinta-feira passada (21/09) foi lançado com sucesso, mais um "Foguete de Treinamento Intermediário (FTI)"  do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA).

Duda Falcão

MARANHÃO

Centro de Lançamento de Alcântara
Realiza Novo Lançamento de Foguete

O lançamento do foguete faz parte do programa da Agência Espacial
Brasileira (AEB), que pretende colocar satélites em orbita.

Por G1 MA
22/09/2017 - 10h04
Atualizado 22/09/2017 - 10h04

Centro de Lançamento de Alcântara realiza novo lançamento de foguete.

Foi lançado na tarde dessa quinta-feira (21), um foguete de treinamento no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), a 89 km de São Luís. A ação consiste em mais um passo do Programa Espacial Brasileiro em colocar satélites em orbita.

Com cinco metros e meio de comprimento e 30 quilos, o foguete atingiu 46,5 quilômetros de altitude em três minutos e 46 segundos, e caiu no mar a 76 quilômetros da plataforma de Alcântara. O lançamento marcou o fim do projeto VLS e a Agência Espacial Brasileira (AEB) trabalha em um desenvolvimento de um VLM, um tipo de foguete adaptado para pequenos satélites. O primeiro teste com o foguete deve ocorrer até 2020 na península de Alcântara.

(Fotos: Reprodução/TV Mirante)
Novo foguete é testado no Centro de
Lançamento de Alcântara (CLA). 

O programa foi seguido por duas missões, uma realizada na cidade de São José dos Campos em São Paulo, onde estão concentradas as principais ações do programa espacial brasileiro e uma outra localizado no CLA no Maranhão. Com a retomada do projeto espacial, a intenção é que o CLA seja ampliado em mais 12 mil hectares, que já possui um território de 62 mil hectares.

O Ministério Público Federal (MPF), a Advocacia-Geral da União (AGU) e Justiça Federal estão acompanhando os detalhes do projeto de expansão que acontece no momento em que o Governo Federal retomou as negociações para o uso internacional do Centro de Lançamento de Alcântara. O projeto de expansão vem enfrentando resistência por parte das comunidades que vivem nessa área, principalmente por se tratar de uma área em vivem várias comunidades quilombolas, que não aceitam sua retirada do local.

Uso de Alcântara está sendo negociado com
os Estados Unidos, Rússia, França e Israel. 

Hilton de Melo, procurador federal, diz que ainda existem pontos da expansão que ainda sejam explicados. “O plano geral de dessa expansão, ou consolidação como se queira chamar, ainda tem lides com tornos muito mal explicados, a gente ainda precisa obter melhores esclarecimentos”, explica.

O coronel Luciano Rechiuti, diretor do CLA, diz que a intenção é retomar os diálogos para convencer os quilombolas que a expansão do centro é estratégica para o país. “O diálogo tem sido buscado pelo Governo Federal porque esse não é um projeto da Força Área ou do Comando da Aeronáutica, são projetos de Brasil. Estamos aqui totalmente prontos para trabalhar tanto com as empresas nacionais e internacionais ou governos do Brasil ou governos de outras nações, no intuito de realizar lançamento de foguetes estamos preparados para isso”, explica.

Expansão do Centro de Lançamento de Alcântara enfrenta resistência
por parte das comunidades quilombolas que vivem no local. 

OBS: Abaixo segue a matéria da TV Brasil sobre este lançamento exibida pela emissora no dia 22/09.



Fonte: Site “G1” do globo.com – 22/09/2017

Comentário: Só lembrando leitor de que o próximo lançamento no mês que vem citado na matéria muito provavelmente é a tal "Operação Mutiti", e eu estou muito curioso para conhecer seus objetivos. Aproveitamos para agradecer publicamente ao nosso leitor Jahyr Jesus Brito pelo envio dessa notícia e dos vídeos.

Nova Rede de Dados Permite Registro Mais Preciso de Raios

Caro leitor!

Segue abaixo leitor uma nota postada ontem (25/09) no site oficial do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que Nova Rede de Dados permite registro mais preciso de Raios.

Duda Falcão

Nova Rede de Dados Permite
Registro Mais Preciso de Raios

Segunda-feira, 25 de Setembro de 2017

Levantamento inédito realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) revela valores mais precisos da incidência de raios no país. Nos últimos seis anos, o número médio anual de raios no Brasil foi de 77,8 milhões. Este valor é bem superior ao obtido no levantamento realizado em 2002, que apontava cerca de 55 milhões de raios.

A diferença é atribuída às limitações do levantamento anterior feito com base em dados de satélites que apresentavam restrições devido à amostragem temporal (os satélites não eram geoestacionários), eficiência de detecção (dependente do tipo de tempestade) e discriminação entre as descargas que atingem o solo (raios) e aquelas que ficam dentro das nuvens.

Realizado pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do INPE, o novo levantamento foi obtido por meio da rede BrasilDATDataset que integra diferentes tecnologias de detecção de raios em superfície e permite identificar os raios com maior precisão.

Os novos dados apontam que 2012 registrou o número máximo de raios em todo o período analisado: 94,3 milhões. A justificativa está no aumento acentuado de raios na região norte relacionado ao evento La Niña observado naquele ano. Após 2012, um decréscimo quase que constante é visto ao longo do período. Em 2013 foram 92 milhões, em 2014 foram 62,9 milhões e em 2015 foram 68,6 milhões de raios, ano em que um acréscimo é observado devido ao registro do evento intenso El Niño, responsável pelo aumento acentuado dos raios nas regiões sul e parte das regiões sudeste e centro-oeste.

A quantidade de raios identificada indica que os fenômenos El Niño e La Niña modulam a ocorrência de raios no Brasil numa intensidade muito acima do que poderia ser esperado em consequência do aquecimento global.

“O novo ranking permite números mais precisos sobre a ocorrência de raios no país e suas variações anuais, o que permite identificar quais fenômenos são responsáveis por estas variações, além de permitir, em longo prazo, acompanhar os efeitos das mudanças climáticas sobre a incidência de raios em nosso país”, diz o pesquisador Osmar Pinto Junior, coordenador do ELAT/INPE.

Outro dado relevante mostra que no levantamento anterior o número de raios na região norte foi subestimado. Como exemplo, o estado do Amazonas, que no primeiro levantamento apresentou a média de 11 milhões de raios por ano, passa a ter, atualmente, uma média de aproximadamente de 15,8 milhões de raios por ano.

A nova rede BrasilDATDataset, além de detectar cerca de 99% das tempestades que ocorrem no país, tem uma base de dados de raios que permite esclarecer a causa da maior parte dos eventos associados aos raios, que anteriormente muitas vezes não tinham uma explicação satisfatória, como danos patrimoniais em que não há vestígio da ocorrência de raios, mortes de pessoas sozinhas no meio rural cuja causa suspeita é um infarto, entre outros.

A rede também permite aperfeiçoar as ferramentas de alerta para a proteção de vidas, considerando que no Brasil em média 300 pessoas por ano são atingidas por raios, das quais cerca de 100 morrem. O número, embora tenha reduzido nos últimos anos, em partes, devido à redução no número de raios, ainda é muito alto comparado a países desenvolvidos.

Estados e Municípios

Foram detectados valores mais precisos da densidade de raios (quantidade de raios por quilômetro quadrado por ano) para os diversos estados e municípios brasileiros. O estado com maior densidade é o Tocantins, com 17,1 raios por quilômetro quadrado seguido por Amazonas (15,8), Acre (15,8), Maranhão (13,3), Pará (12,4), Rondônia (11,4), Mato Grosso (11,1), Roraima (7,9), Piauí (7,7) e São Paulo (5,2), que são os 10 primeiros estados com maior densidade de raios por quilômetro quadrado por ano.

A cidade de Santa Maria das Barreiras, no Pará, apresenta um índice de 44,32 raios por quilômetro quadrado por ano e carrega o título de município com maior densidade de raios do país, enquanto que a cidade de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, é campeã na probabilidade de morrer atingido por raio, com 20,63 mortes por milhão de habitantes por ano. São Gabriel da Cachoeira tem uma densidade de raios de 24,51 raios por quilômetro quadrado por ano, superior a todas as capitais brasileiras.

O ranking das cinco primeiras capitais com maior densidade de raios por quilômetro quadrado por ano fica por conta de Rio Branco (30,13) Palmas (19,21), Manaus (18,93), São Luís (15,12), Belém (14,47) e São Paulo (13,26), ao passo que as capitais com maior probabilidade de morrer atingido por raio são respectivamente, Porto Velho, Boa Vista, Campo Grande, Rio Branco e Palmas.

Entre as cidades com mais de 650 mil habitantes, Osasco, Santo André, Guarulhos e São Bernardo do Campo, todas localizadas na grande São Paulo, apresentam, respectivamente, valores de densidade acima de 10, em consequência da influência da urbanização na ocorrência de raios. Por outro lado, entre estas cidades, São José dos Campos apresenta a maior probabilidade de morrer atingido por um raio.



Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

CEPA de Patos de Minas Realiza Com Sucesso Lançamento de Minifoguete.

Olá leitor!

Você está lembrado do já abordado pelo Blog “Clube de Espaçomodelismo de Patos de Minas (CEPA)”? (reveja aqui).

Pois então, no dia 23/09 (sábado passado), sob a coordenação do diretor do Clube, o Sr. Sérgio Melo Moraes (carinhosamente chamado de Mineirinho pelo Carlos Cassio Oliveira, presidente do CEFAB da Bahia), foi realizado na região rural desta cidade do interior mineiro o lançamento do “Foguete VB-2”, foguete este desenvolvido por este clube amador de foguetemodelismo do Estado de Minas.

Sr. Sérgio Melo Moraes (Mineirinho) com o foguete VB-2.

Segundo o que eu pude entender, o lançamento do foguete foi bem sucedido, porém o paraquedas do sistema de recuperação não abriu. Assim sendo em breve uma investigação será conduzida pelo CEPA para identificar o que houve.

Vale também acrescentar que tanto o sistema de recuperação (veja no vídeo abaixo) como o próprio propelente do foguete, foram desenvolvidos pelo CEPA, e em breve grandes novidades serão divulgadas por este ativo clube amador de foguetemodelismo mineiro. Acreditem, irá surpreender muita gente.

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Teste do sistema de recuperação.

Segue abaixo algumas fotos e vídeos do lançamento.

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Duda Falcão


Fonte: “Clube de Espaçomodelismo de Patos de Minas (CEPA)”

sábado, 23 de setembro de 2017

NASA Reconhece Experiência de Cientistas Amadores de Vitória da Conquista e os Indicada ao Nobel de Física

Olá leitor!

Segue abaixo uma interessante notícia postada dia (01/09) no blog “Sudoeste Digital” que foi pouco divulgada pela mídia nacional e que agora trago para o nosso leitor. Segundo este Blog a NASA reconheceu experiência de dois cientistas amadores baianos da cidade de Vitória da Conquista, que obtiveram assim, pasmem, a indicação para o Nobel de Física.

Duda Falcão

NASA Reconhece Experiência de Cientistas
Amadores de Conquista; Dupla de Baianos
Também Foi Indicada ao Nobel de Física

Por Jussara Novaes,
Agência de Notícias Sudoeste Digital
Sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Imagens: J. C. d’Almeida

A partir de equipamentos básicos, anos-luz dos utilizados pelos renomados pesquisadores mundiais, a dupla de cientistas amadores baianos, Nearck Ferraz Abade e André Barros Cairo, analisaram a teoria de Max Plank sobre a 5ª Dimensão.

Na prática, eles descobriram ser possível sairmos das três dimensões visíveis, comprimento, largura e altura, em que prótons, neutros e elétrons formam a matéria visível, indo para 5ª Dimensão composta por pósitrons, neutrinos, quarks e outras partículas subatômicas. 

Os experimentos devem ser aproveitados pela comunidade científica, contribuindo com a limpeza do lixo espacial, restos de satélites, foguetes, equipamentos, a exemplo da Estação MIR, que caiu na Terra em 2013, contribuindo com a importância do planeta, em se livrar do lixo atômico.

Como exemplo, citam os casos Chernobyl, Rússia e Goiânia, no Brasil, entre outros países, eliminando sucatas existentes no espaço. leia mais abaixo em: CHERNOBYL E GOIÂNIA: AS TRAGÉDIAS ATÔMICAS.

André Cairo e Neark Abade (D) analisaram a
teoria de Max Plank sobre a 5ª Dimensão.

A descoberta, feita em 3 de maio de 2012, chamou a atenção dos cientistas da NASA, a agência do Governo Federal dos Estados Unidos responsável pela pesquisa e desenvolvimento de tecnologias e programas de exploração espacial. 

Com a missão oficial de "fomentar o futuro na pesquisa, descoberta e exploração espacial",  a NASA contactou com os baianos de Vitória da Conquista, a 509 km de Salvador e, após análises dos experimentos, indicou a dupla ao Prêmio Nobel de Física, por meio do cientista americano Thomas Huding.

A princípio, falar em “indicação” para o Nobel parece um tanto estranho, mas existe, sim, um processo de encaminhamento de nomes para a Academia. Todos os anos, ex-ganhadores do Nobel enviam indicações de outros potenciais laureados. Membros da Academia também indicam candidatos.

SUCESSÃO DE EXPERIMENTOS

Neark, que possui mestrado em Química, Biologia e doutorado em Física e Cairo, que além de pesquisador é ufólogo, astrônomo e ambientalista, ralizaram o primeiro experimento em novembro de 2010, utilizando equipamentos primários, como um mini reator, micro-ampere, micro-volt, estojos de multi-reações e túnel com ímãs.

Assim, eles retiveram a luz num campo magnético. Foi o bastante para receber a recomendação da NASA, segundo Cairo. . Eles ainda receberam como prêmio do Ciências Sem Fronteiras um equipamento de última geração. "Para o segundo experimento sobre a 5ª Dimensão, em 2012, recebemos uma Bolsa de Pesquisas, além de referências positivas a nós sobre a inédita experiência", comemorou.

AS TRAGÉDIAS ATÔMICAS

Chernobyl

No ano de 1986, os operadores da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, realizaram um experimento com o reator 4. A intenção inicial era observar o comportamento do reator nuclear quando utilizado com baixos níveis de energia. Contudo, para que o teste fosse possível, os responsáveis pela unidade teriam que quebrar o cumprimento de uma série de regras de segurança indispensáveis. Foi nesse momento que uma enorme tragédia nuclear se desenhou no Leste Europeu.

Entre outros erros, os funcionários envolvidos no episódio interromperam a circulação do sistema hidráulico que controlava as temperaturas do reator. Com isso, mesmo operando com uma capacidade inferior, o reator entrou em um processo de superaquecimento incapaz de ser revertido. Em poucos instantes a formação de uma imensa bola de fogo anunciava a explosão do reator rico em Urânio-235, elemento químico de grande poder radioativo.

Goiânia

Há exatos 30 anos, Goiânia era atingida por aquele que é considerado o maior acidente radiológico do mundo. A tragédia envolvendo o césio-137 deixou centenas de pessoas mortas contaminadas pelo elemento e outras tantas com sequelas irreversíveis. No âmbito radioativo, o Césio 137 só não foi maior que o acidente na usina nuclear de Chernobyl, em 1986, na Ucrânia, segundo a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen). O incidente teve início depois que dois jovens catadores de papel encontraram e abriram um aparelho contendo o elemento radioativo. A peça foi achada em um prédio abandonado, onde funcionava uma clínica desativada.

Eles pensavam em retirar o chumbo e o metal para vender e ignoravam que dentro do equipamento havia uma cápsula contendo césio-137, um metal radioativo. Apesar de o aparelho pesar cerca de 100 kg, a dupla o levou para casa de um deles, no Centro. Já no primeiro dia de contato com o material, ambos começaram a apresentar sintomas de contaminação radioativa, como tonteiras, náuseas e vômitos. Inicialmente, não associaram o mal-estar ao césio-137, e sim à alimentação.

Depois de cinco dias, o equipamento foi vendido para Devair Alves Ferreira, dono de um ferro-velho localizado no Setor Aeroporto, também na região central da cidade. Neste local, a cápsula foi aberta e, à noite, Devair constatou que o material tinha um brilho azul intenso e levou o material para dentro de casa. CLIQUE AQUI E SAIBA MAIS 


Fonte: Site Sudoeste Digital - http://www.sudoestedigital.com

Comentário: Sensacional notícia. Entretanto esta matéria do Blog Sudoeste Digital não é clara quanto ao ano que esses pesquisadores baianos foram indicados ao Nobel de Física. Seria o mesmo ano da descoberta? Ou seja 2012, enfim... seja como for, os pesquisadores Nearck Ferraz Abade e André Barros Cairo estão de parabéns. Aproveitamos para agradecer ao nosso leitor Carlos Cássio Oliveira (CEFAB) pelo envio dessa notícia.

Vitória da Conquista Cria Associação Astronômica e Equipe de Fogueteiros

Olá leitor!

Apesar do nosso Programa Espacial hoje ser bem aquém do que poderia e está sob a coordenação de uma Agencia Espacial que é uma tremenda piada, o interesse nas Ciências Espaciais e na Tecnologia Espacial vem se desenvolvendo muito entre os nossos jovens do ensino fundamental, médio e superior.

Com o crescimento das pesquisas Astronômicas, Astrofísicas, Astrobiológicas, o desenvolvimento do Espaçomodelismo e do Foguetemodelismo nas universidades brasileiras e o surgimento de eventos como o Festival Nacional de Minifoguetes, a competição de foguetes da Associação COBRUF, as competições da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e até mesmo as atividades do mal conduzido Programa AEB Escola de nossa vergonhosa agencia espacial, nos últimos 20 anos surgiram diversas entidades através do país, como clubes de astronomia, associações astronômicas e de foguetes (BAR e COBRUF), bem como também equipes de foguetemodelismo e Espaçomodelismo até mesmo no ensino fundamental.

Como esquecer leitor iniciativas do tipo da galerinha da Escola Municipal Presidente Tancredo de Almeida Neves (ETEC), da cidade de Ubatuba-SP que, sob a liderança de um fantástico e visionário educador, Prof. Cândido Moura, conduziram o desenvolvimento de um projeto de Tubesat (picosatélite) denominado de “Tancredo-1”, satélite este que foi lançado ao espaço às 9h49 (horário de Brasília), a partir da Estação Espacial Internacional (ISS), no dia 16 de janeiro deste ano, e continua em operação em órbita, ou então as atividades relacionadas com o Programa GARATÉA do Grupo ZENITH da USP de São Carlos, programa este idealizado por outro fantástico visionário, o Eng. Lucas Fonseca, que envolvem os Projetos Garatéa-E, Garatéa-L (Missão Lunar Brasileira prevista para 2021) e o mais recente deles, o Projeto Garatéa-ISS, projeto este em andamento que visa o envio em 2018 de um experimento estudantil para ser testado abordo dos laboratórios da Estação Espacial Internacional (ISS).

Pois então leitor, todo esse maravilhoso movimento nas áreas espaciais do país vem ocorrendo na contramão do conhecido desinteresse governamental pelo PEB, e muito tem deixado nós do Blog BRAZILIAN SPACE esperançosos por melhores dias para o nosso “Patinho Feio”.

No entanto, desde que comecei a acompanhar com mais atenção o que estava acontecendo, percebi com tristeza o desinteresse dos professores e alunos de minha Terra por esta área que é o futuro da humanidade. Pois então, enquanto percebia com satisfação o surgimento de equipes de Foguetemodelismo e Espaçomodelismo em meu querido Nordeste (Ceará, Maranhão, Pernambuco, Rio Grande do Norte), na Bahia as minhas tentativas de estimular o surgimento de alguma equipe de fogueteiros estudantil que nos representasse Brasil afora, infelizmente resultou num tremendo fracasso, apesar de contar com o estimável apoio de um pioneiro do foguetemodelismo no Brasil, o Sr. Carlos Cassio Oliveira, presidente do “Centro Experimental de Foguetes Aeroespaciais da Bahia (CEFAB)”.

O Sr. Carlos Alberto Boock Maly

Entretanto leitor, para minha agradável surpresa fiquei dias atrás sabendo que, através da iniciativa de um entusiasta em Astronomia e das Ciências, o Sr. Carlos Alberto Boock Maly, diretor técnico do “Clube de Astronomia de Vitória da Conquista” (entidade criada em 2007), foi realizada na noite da ultima quinta-feira (21/09), nas instalações da Faculdade Independente do Nordeste (FAINOR), a 1ª reunião da “Associação Astronômica Conquistense (AAC)”, entidade esta que entre as atividades previstas está à criação de uma equipe de fogueteiros (ainda sem nome), colocando assim finalmente a Bahia em condições de ser representada nacionalmente nas competições existentes.

Em uma parceria com CEFAB e com apoio fundamental do Sr. Carlos Cassio Oliveira que, em breve, deverá ir à bela cidade de Vitória da Conquista (onde nasceu), os integrantes da recém criada “AAC” deverão ter acesso ao vasto conhecimento e experiência deste pioneiro do foguetemodelismo brasileiro, e assim dar inicio as atividades de uma equipe de fogueteiros que finalmente representará a ‘Boa Terra’ Brasil afora, e quem sabe até mesmo através do mundo.


De nossa parte quero parabenizar ao Sr. Carlos Alberto Boock Maly pela iniciativa, e ao mesmo tempo nos colocar a sua inteira disposição para divulgar as atividades da AAC, bem como também estimulá-lo a não se restringir as áreas de pesquisas astronômicas e de foguetes, como também quem sabe partir para o desenvolvimento de projetos na área de pequenos satélites (cansats, picosats e nanosats) colocando assim pioneiramente a Bahia nesta corrida. Para tanto o Blog BRAZILIAN SPACE se prontifica publicamente a ajudá-lo colocando em contato com profissionais da área que poderiam abraçar esta empreitada ministrando palestras e servindo como consultores.

Duda Falcão

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

BAR Divulga Categorias e Regras do V Festival Brasileiro de Minifoguetes 2018

Olá leitor!

Foi postado no dia (17/09) no "Blog Minifoguete", uma nota da Comissão de Eventos da Associação Brasileira de Minifoguetes (ABMF)  / Brazilian Association of Rocketry (BAR) tendo como destaque as categorias e regras para o “V Festival Brasileiro de Minifoguetes 2018”, veja abaixo.

Duda Falcão

Comissão de Eventos da BAR

Categorias e Regras das Competições
(atualizado em 17 Set 2017)

Tabela 1. Definição das categorias e seus objetivos do Festival-2018

Categoria
Objetivo
Nível de ensino
Tipo de categoria
Limite de lançamentos
Fundamental
Tempo de voo total de 7 s
Fundamental
Tempo exato
     5
H50-médio
Apogeu de 50 m
Médio
Apogeu exato
     5
H50
Apogeu de 50 m
Livre
Apogeu exato
    10
H100
Apogeu de 100 m
Livre
Apogeu exato
    10
H200
Apogeu de 200 m
Livre
Apogeu exato
    10
H500
Apogeu de 500 m
Livre
Apogeu exato
    10
H1k
Apogeu de 1000 m
Livre
Apogeu exato
    10

1) Definição das categorias, objetivos e regras gerais:

1) As categorias do V Festival Brasileiro de Minifoguetes estão definidas na tabela 1, bem como os respectivos níveis de ensino dos membros de cada equipe, o tipo e objetivo de cada categoria. Também é apresentado o número máximo de lançamentos que serão feitos em cada categoria.

2) Em cada categoria do tipo apogeu exato, o vencedor será a equipe cujo minifoguete atingir o apogeu mais próximo do apogeu especificado no objetivo. Na categoria Fundamental, o vencedor será a equipe cujo tempo de voo total do minifoguete for o mais próximo do tempo de 7 segundos.

3) A tabela 2 apresenta para cada categoria o recorde brasileiro atual e o intervalo válido para premiação.

Tabela 2. Intervalos válidos para premiação em cada categoria do Festival-2018

Categoria
Recorde brasileiro
Intervalo válido para premiação
Fundamental
    sem
    5,00 a    9,00 s
H50-médio
    sem
   20    a   80 m
H50
     50 m
   35    a   65 m
H100
    103 m
   70    a  130 m
H200
    200 m
  140    a  260 m
H500
    506 m
  350    a  650 m
H1k
   1126 m
  700    a 1066 m
Recordes brasileiros atualizados em 13 Set 2017

4) Os minifoguetes deverão ser lançados verticalmente.

5) Cada equipe poderá tentar até duas vezes ignitar o motor de cada minifoguete em cada categoria. Caso não consiga ignitar, deverá substituir o motor e/ou minifoguete e poderá fazer uma nova e última (terceira) tentativa de ignitar o motor.

6) Cada equipe poderá lançar um minifoguete em cada categoria. Um mesmo grupo de foguetes só poderá participar com uma equipe em cada categoria. Entende-se por grupo de foguetes o conjunto formado por uma ou mais equipes de foguetes que têm o mesmo líder, instituição ou laboratório.

7) Cada equipe será responsável por encontrar o seu minifoguete após o voo.

8) Método para determinar o apogeu: altímetro eletrônico a bordo que registre a trajetória desde o lançamento até a caracterização do apogeu alcançado; não serão aceitos altímetros que só registram o apogeu.

9) Nas categorias do tipo apogeu exato, cada equipe deverá usar obrigatoriamente em seu minifoguete um altímetro fornecido pela Organização do Festival. Juntamente poderá incluir um ou mais altímetros da própria equipe, comerciais e/ou caseiros. Se o altímetro da Organização do Festival for perdido ou danificado, a equipe terá que devolver outro igual.

10) Nas categorias do tipo apogeu exato, o resultado oficial do voo será o do altímetro da Organização do Festival. Caso este apresente algum tipo de defeito, a critério da Organização do Festival, será aceito o resultado de outro altímetro no minifoguete, desde que do tipo comercial.

11) Nas categorias do tipo apogeu exato, se por qualquer motivo não puder ser lido o apogeu de um altímetro, o valor será considerado nulo. Apenas com a finalidade de classificar os resultados de cada categoria, poderá ser usada uma estimativa visual do apogeu, sem validade para premiação.

12) As três equipes com os melhores resultados em cada categoria serão premiadas com um certificado e troféu, desde que o resultado do minifoguete esteja no intervalo válido da respectiva categoria na qual concorre, conforme indicado na tabela 2.

13) Método para determinar o tempo de voo total: 3 ou 4 cronômetros baseados em solo e operados manualmente por membros da Organização do Festival. O resultado oficial será a média dos 2 cronômetros com resultados mais próximos, desde que a diferença individual deles para a média seja menor ou igual a 5%; caso contrário, o resultado não será válido para premiação.

2) Regras sobre as equipes:

1) Cada equipe deverá fazer a sua inscrição no prazo estipulado pela Organização do Festival, pagando uma taxa por equipe. O valor pago não será devolvido no caso de desistência da equipe ou indeferimento da inscrição.

2) Para as categorias H50, H100, H200, H500 e H1k, não há qualquer restrição sobre as equipes das competições em relação ao número de membros, nível de escolaridade (estudante ou não estudante), curso, instituição, idade etc; inclusive, uma equipe poderá ser constituída por uma única pessoa.

3) Na categoria H50-médio, todos os membros da equipe (exceto os orientadores) deverão estar cursando o ensino médio ou terem concluído o ensino médio em 2017.

4) Na categoria Fundamental, todos os membros da equipe (exceto os orientadores) deverão estar cursando o ensino fundamental ou terem concluído o ensino fundamental em 2017.

5) Não há limite no número de equipes de uma mesma instituição de ensino, nem quanto à sua constituição, se de um ou mais cursos.

6) Uma mesma equipe poderá participar das categorias que quiser, entre uma e todas, desde que não haja conflito com as normas anteriores.

7) Cada equipe terá que arcar com as suas despesas de viagem, hospedagem, transporte e alimentação durante o evento.

8) Cada membro de equipe menor de 18 anos deverá apresentar uma autorização de seus responsáveis, que permita participar das competições.

9) Cada participante terá que assinar uma declaração na qual se responsabilizará por qualquer dano causado por seus minifoguetes e sua participação no evento.

10) Nos locais do evento, ninguém poderá fumar, consumir bebida alcoólica ou substâncias proibidas.

11) Cada equipe deverá fazer a inscrição de seus membros no prazo estipulado pela Organização do Festival, pagando uma taxa por membro. Os valores pagos não serão devolvidos no caso de desistência da equipe inteira ou de parte da equipe ou indeferimento da inscrição.

3) Regras sobre os motores-foguete:

1) A tabela 3 especifica o tipo de motor que poderá ser usado em cada categoria em relação à sua fabricação, se comercial (industrializado, vendido por empresas) ou não comercial (fabricado pela própria equipe, desenvolvimento próprio, artesanal ou experimental).

2) A tabela 3 também especifica a classe máxima de motor que poderá ser usado em cada categoria, conforme a classificação de motores da NAR (National Association of Rocketry).

Tabela 3. Tipo de motor e classe por categoria do Festival-2018

Categoria
Tipo de motor
Motor-limite
Fundamental
Comercial
Classe ½A
H50-médio
Comercial
Classe A
H50
Comercial
Classe A
H100
Comercial
Classe B
H200
Comercial ou não comercial
Classe E
H500
Não comercial
Classe I
H1k
Não comercial
Classe J

3) Poderão ser usados motores-foguete com qualquer tipo de propelente, desde que não seja tóxico. Por exemplo, podem ser usados nitratos/açúcar e pólvora negra.

4) Poderão ser usados motores-foguete fabricados no Brasil ou no exterior.

5) Poderão ser usados motores-foguete constituídos por qualquer tipo de material.

6) Quantidade de motores em cada minifoguete: um.

7) Quantidade de estágios em cada minifoguete: um.

8) No caso de motor não comercial, ele deverá ter sido desenvolvido pela própria equipe. Não será permitido que uma equipe use motor não comercial de outra equipe, com ou sem permissão desta; se isso for constatado a qualquer tempo, a equipe será desclassificada.

9) Para cada categoria, no caso de motor não comerciala equipe deverá fazer a inscrição do seu motor no prazo estipulado pela Organização do Festival, pagando uma taxa. O valor pago não será devolvido no caso de desistência da equipe ou indeferimento da inscrição. Com base nesta inscrição, poderá ser indeferido o uso do motor no evento, por ser considerado inseguro. É recomendado que sejam feitos no mínimo três testes do motor antes do evento; os dados e resultados serão solicitados na inscrição do motor, bem como os dados do motor a ser usado no evento.

4) Regras sobre os minifoguetes:

1) Cada equipe deverá projetar e fabricar ou montar os seus minifoguetes.

2) Cada equipe terá que arcar com as despesas de desenvolvimento e testes de seus minifoguetes.

3) Poderão ser usados minifoguetes constituídos por qualquer tipo de material.

4) Exceto na categoria Fundamental, é obrigatório que cada minifoguete tenha algum sistema de recuperação por paraquedas, fita etc para reduzir a velocidade de queda do minifoguete e permitir que ele seja visível durante a queda, evite acidentes e não danifique o altímetro a bordo. Logo após a sua recuperação, o minifoguete deverá estar em condições (sua estrutura) para ser relançado; admite-se exceção em relação às empenas.

5) Cada equipe será responsável pelo lançamento dos seus minifoguetes, com sua própria rampa de lançamento e sistema de ignição. Sob pedido, a Organização do Festival poderá emprestar as suas rampas de lançamento e sistemas de ignição.

6) O sistema de ignição não poderá ser pirotécnico ou automático. O lançamento do minifoguete deverá ser controlado pelo ignitista. A ignição terá que ser elétrica.

7) Depois de pronto em sua rampa de lançamento, o minifoguete deverá estar preparado para suportar uma espera de até uma hora para ter autorização para o seu lançamento, sem qualquer intervenção da equipe.

8) O projeto do minifoguete deverá ser de autoria de cada equipe. Não será permitido que uma equipe use o projeto de outra equipe, com ou sem permissão desta; se isso for constatado a qualquer tempo, a equipe será desclassificada.

9) Para cada categoriaa equipe deverá fazer a inscrição do seu minifoguete no prazo estipulado pela Organização do Festival, pagando uma taxa. O valor pago não será devolvido no caso de desistência da equipe ou indeferimento da inscrição. Com base nesta inscrição, poderá ser indeferido o uso do minifoguete no evento, por ser considerado inseguro. É recomendado que sejam feitos no mínimo dois voos-teste antes do evento; os dados e resultados serão solicitados na inscrição do minifoguete, bem como os dados do minifoguete a ser usado no evento.

10) Desde que sejam atendidas as restrições acima, as equipes têm liberdade para fabricar e montar os seus minifoguetes da forma que quiserem, usando componentes ou kits comerciais ou de fabricação própria, importados ou nacionais.

5) Locais a serem realizados os lançamentos dos minifoguetes:

1) Centro Politécnico da UFPR, campo de futebol 1 do CED, em Curitiba (PR). Altitude: 910 ± 2 m. https://www.google.com.br/maps/@-25.4530761,-49.2361112,90m/data=!3m1!1e3?hl=pt-BR

2) Fazenda Canguiri da UFPR, NITA, em Pinhais (PR). Altitude: 910 ± 5 m. https://www.google.com.br/maps/@-25.3986793,-49.1237209,495m/data=!3m1!1e3?hl=en

Dependendo da direção do vento, o local exato de lançamento poderá variar dentro de um raio de 50 m no Centro Politécnico e 500 m na Fazenda Canguiri em relação às coordenadas informadas acima.

6) Disposições finais:

1) Por motivo de força maior, para aumentar a segurança dos participantes ou para maior clareza, as regras acima poderão ser alteradas a qualquer momento pela Organização do Festival.

2) Também integram as regras do Festival 2018: o protocolo para lançamento de espaçomodelos; o protocolo para lançamento de minifoguetes experimentais; e as regras de pontuação para inscrição e autorização de lançamento. Todas serão divulgadas em breve.

3) O Festival não é um evento para testes. O Festival é um evento para exibição dos melhores minifoguetes brasileiros!

4) Casos omissos serão resolvidos pela Comissão de Eventos da BAR.

5) Qualquer pessoa ou equipe/grupo de foguetes pode propor alterações justificadas sobre essas regras que serão analisadas pela Comissão de Eventos da BAR.

7) Informações sobre o evento:

Site do evento: http://www.foguete.ufpr.br/


Facebook do evento: https://www.facebook.com/groups/minifoguete/ (peça a sua inclusão no grupo)

Grupo do evento no WhatsApp: Festival de Minifoguetes (peça a sua inclusão no grupo)





Fonte: Blog “Minifoguete“ - http://minifoguete.blogspot.com.br