terça-feira, 25 de julho de 2017

Centro da Amazônia Oferece Tecnologia Para Monitorar Desmatamentos a Países da América do Sul

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (24/07) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que o Centro Regional da Amazônia (CRA) do instituto oferece tecnologia para monitorar desmatamentos a países da América do Sul.

Duda Falcão

Centro da Amazônia Oferece Tecnologia
Para Monitorar Desmatamentos
a Países da América do Sul

Segunda-feira, 24 de Julho de 2017

A capacitação de gestores internacionais para a preservação de florestas reforça o papel do Brasil como líder mundial em tecnologias para controle do desmatamento e da degradação florestal. Por meio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), o país está oferecendo um curso de monitoramento de florestas tropicais por satélite.

Técnicos e gestores de cinco países da América do Sul – Bolívia, Equador, Venezuela, Peru e Colômbia – estão no Centro Regional da Amazônia (CRA) do INPE, em Belém (PA), para conhecer as principais ferramentas do software TerraAmazon e implementá-las em seus países. Para isso, terão material específico e assistência técnica do INPE.

No ano passado, 34 técnicos da Bolívia, Colômbia, Peru, Guiana, Suriname e Equador estiveram no Centro da Amazônia para três edições do Capacitree. Agora, 14 novos participantes estão em contato com o que há de mais avançado em geotecnologias. Numa parceria com a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), o INPE também já participou da instalação de salas de observação no Peru e na Bolívia.

Por meio do TerraAmazon, é possível mapear corte raso e o uso e cobertura da terra. Além disso, o sistema permite medir o desmatamento e divulgar com transparência todas as informações obtidas a partir de imagens de satélites. Disponibilizada gratuitamente, a ferramenta foi desenvolvida pela Divisão de Processamento de Imagens, que é ligada à Coordenação de Observação da Terra do INPE, em parceria com a Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (FUNCATE).

Treinamento acontece no Centro Regional da Amazônia do INPE.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Corte de Gastos no INPE Faz Pesquisadores Deixarem Santa Maria

Olá leitor!

Segue abaixo uma grande e preocupante reportagem publicada dia (23/07) no site do jornal “Diário de Santa Maria” da cidade gaúcha de Santa Maria, tendo como destaque as grandes dificuldades enfrentadas pelo Centro Regional Sul de Pesquisas Espaciais (CRS) do INPE devido ao corte de ‘gastos’.

Duda Falcão

ECONOMIA E POLÍTICA

Corte de Gastos no INPE Faz
Pesquisadores Deixarem Santa Maria

Redução em 44% no orçamento da unidade prejudica
pesquisas e rotina de quem trabalha no local 

Jaqueline Silveira
jaqueilne.silveira@diariosm.com.br
23/07/2017 | 14h10
Atualizada em 23/07/2017 | 14h21

Foto: Charles Guerra / Diário de Santa Maria

Corte de Gastos Esvazia Pesquisas do INPE

Responsável por fazer pesquisas sobre clima e tempo, a previsão é de dias sombrios no Centro Regional Sul de Pesquisas Espaciais (CRS) do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), localizado na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Sem recursos para a manutenção e funcionamento, o CRS vê seu patrimônio científico – a produção de pesquisas – atingido diretamente pelos cortes feitos pelo governo federal. A partir de 2012, o Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações promoveu uma redução no orçamento do INPE, que no centro de Santa Maria atingiu 60% dos recursos. 

Já neste ano, ocorreu um corte de mais 44% em cima do orçamento já enxuto, prejudicando em cheio o trabalho (leia mais nas páginas 12 e 13) dos pesquisadores. Dos R$ 2 milhões necessários ao ano para seu funcionamento, o CRS receberá em 2017 somente R$ 300 mil.

Pulsante pela sua produção de pesquisas, o CRS está mais silencioso e também mais vazio diante da situação que enfrenta. Faz parte do trabalho do Centro Regional Sul de Pesquisas Espaciais, por exemplo, a coleta de dados para aperfeiçoar os modelos de previsão do tempo para a Região Sul.

As pesquisas também fornecem informações para a melhoria das previsões sazonais, ou seja sobre o clima em cada estação. Esses dados são disponibilizados em boletins e auxiliam órgãos e institutos ligados à agricultura na orientação dos produtores. O trabalho feito pelos pesquisadores possibilita, ainda, cooncluir que a onda de calor que ocorreu neste mês no Rio Grande do Sul não foi consequência de mudanças climáticas, mas, sim, de um bloqueio atmosférico, impedindo o avanço da frente fria, conforme explica o chefe do CRS, Ronald Buss de Souza.

Camada de Ozônio

Ainda faz parte do trabalho do Centro Regional Sul de Pesquisas, entre outros, o monitoramento da camada de ozônio. A partir das pesquisas, o CRS tem condições de disponibilizar dados que são de interesse da população, informando sobre os dias que exigem mais proteção dos raios ultravioletas.

Mas essas e outras pesquisas estão devagar ou quase parando diante das dificuldades operacionais do centro. Com os recursos minguados, os funcionários terceirizados para a secretaria e apoio administrativo foram dispensados. Como consequência, a biblioteca e a secretaria do prédio estão fechadas. De terceirizados, só há um motorista e os funcionários da limpeza, mas que também já foram reduzidos, conforme o chefe do CRS. Dos 12 servidores contratados, restam só oito para a limpeza do prédio de três andares. A rede de internet é lenta e, muitas vezes, dificulta o acesso e até o baixamento de dados necessários ao trabalho dos pesquisadores. Os telefones também estão com problemas, mas, assim como no caso da internet, não há dinheiro para a manutenção. 

Os laboratórios também estão prejudicados e alguns até vazios. Os grupos de trabalho estão perdendo profissionais pela falta de condições de trabalho. Já os cinco carros do CRS estão parados na garagem por falta de combustível. 

– A situação nunca foi tão grave quanto este ano. É uma situação calamitosa, a gente basicamente não tem condições de operar – comenta o chefe do Centro Regional Sul de Pesquisas Espaciais, desolado com realidade que convive ultimamente no CRS.

Profissionais Desestimulados

Em tom melancólico, Ronald, que é oceanógrafo, diz que o que o deixa ainda mais angustiado diante da situação é a partida de pesquisadores talentosos para centros maiores, como São Paulo e Minas Gerais, e até para o Exterior. 

– O mais triste para mim é ver as pessoas indo embora de Santa Maria. Nossos pesquisadores estão desestimulados e estão indo embora – relata ele.

Com doutorado em Meteorologia concluído em março, Rose Freitas voltou para casa em Pelotas, Zona Sul, enquanto aguarda uma bolsa que não saiu no primeiro semestre deste ano como ela esperava. Ela trabalhou por seis anos no CRS e lamenta a situação. 

– É bem triste, um centro bem estruturado, mas estar dessa forma. Ver a falta de investimento no centro é muito triste – comenta Rose.

10 Projetos em Andamento

O curso de Meteorologia da UFSM, conforme o chefe do CRS Ronald de Souza, tem dado um suporte importante para a continuidade das pesquisas diante das dificuldades do centro. Atualmente, o Centro Regional Sul tem cerca de 10 projetos de pesquisas que mantem com recursos do próprio INPE ou de agências externas. Para o funcionamento do prédio, circulam entre 300 e 350 pessoas do CRS e da UFSM, entre pesquisadores, estudantes e funcionários. 

Além do prédio na UFSM, o CRS tem o suporte do Observatório Espacial, localizado no interior do município de São Martinho da Serra, para a coleta de dados atmosféricos e espaciais. A exemplo do prédio no campus, a estrutura está precária. Segundo Ronald, não há servidores lotados no local e cabe a um técnico-administrativo da universidade cuidar de toda a infraestrutura e patrimônio do observatório, por meio do convênio com a UFSM.

Direção do INPE reconhece problemas, mas diz que não tem dinheiro

Coordenadora dos centros regionais do Inpe, Fátima Mattiello diz que o instituto tem conhecimento da situação do CRS de Santa Maria e que foi a verba de apoio à infraestrutura para pesquisas que teve corte de 44%, atingindo a manutenção e o funcionamento, como a limpeza.

– A vertente de recursos humanos não está tão abalada – afirma ela, referindo-se, principalmente, a pesquisadores.

Fátima admite, entretanto, que possa faltar pessoal para algum trabalho de mapeamento. Ela explica que boa parte das pesquisas é de anos anteriores, como o nanossatélite de 2014, e que, no momento, a continuidade dos projetos não seria afetada. Já em 2018 a situação tende a se agravar em relação às pesquisas, segundo Fátima.

– A gente come hoje, o que plantou ontem – exemplifica a coordenadora dos centros regionais do INPE.

Quanto aos pedidos de manutenção no CRS, conforme Fátima, estão na lista de prioridades, no entanto não há dinheiro para resolvê-los imediatamente. O fechamento da biblioteca (foto), segundo ela, é consequência da falta de bibliotecário, já que os funcionários terceirizados foram dispensados. De acordo com a coordenadora, o Inpe solicitou “uma complementação orçamentária” ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e aguarda uma resposta.

Por dentro do Centro Regional Sul de Pesquisas Espaciais

* O Centro Regional Sul de Pesquisas Espaciais (CRS) é vinculado ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) que, por sua vez, é ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC)

* O CRS funciona em um prédio localizado no campus em um terreno doado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

* O prédio de três andares tem aproximadamente 11.511 m2 de área divididos em auditório, biblioteca, laboratórios, salas de pesquisadores, setor administrativo e salas de reuniões

* O CRS desenvolve pesquisas sobre engenharias, tecnologias e informática; observação da terra; ciências da terra, do sistema solar e do espaço exterior e terrestre; clima e tempo, com foco da Região Sul, Oceano Atlântico e Antártica

* Nesse trabalho dos pesquisadores, incluem-se, por exemplo, trabalhos no oceano que ajudam na previsão do tempo e clima do Brasil e Antártica

* O CRS também coleta dados sobre a camada de ozônio na atmosfera, fornecendo dados que são úteis para informar à população sobre os dias que exigem mais proteção dos raios ultravioletas

* Além do prédio no campus, o CRS tem o Observatório Espacial, no interior de São Martinho, que dá suporte para a coleta de dados dos pesquisadores

* O CRS ainda é a sede do Projeto Antártico do Inpe e foi sede do Campus Brasil do Centro Regional de Educação em Ciências e Tecnologias Espaciais para a América Latina e Caribe (Crectealc) entre 2007 e 2012. O Crectealc funcionou no INPE a partir de 1997 e foi encerrado, por falta de recursos, em 2017

* O CRS tem cerca de 10 projetos em andamento mantidos com recursos do INPE e de agências externas como a AEB (Agência Espacial Brasileira), a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), PROANTAR (Programa Antártico Brasileiro)

Muitos Problemas

1. A partir de 2012, o Ministério da Ciência e Tecnologia promoveu cortes ao INPE, que no CRS chegaram a 60% do orçamento, afetando diretamente as pesquisas

2. Recentemente, o ministério fez um novo corte ao orçamento de 44% em cima dos 60%. Com um orçamento mais enxuto, as pesquisas nos centros vinculados ao INPE, como é o caso do CRS, praticamente ficaram inviabilizadas

3. O Centro Regional Sul de Pesquisas Espaciais localizado no campus da UFSM está com sua estrutura operacional prejudicada pela falta de recursos, especialmente para a manutenção

4. Com exceção da limpeza e de um motorista, não há mais terceirizados no CRS. Os serviços de secretaria, apoio administrativo e biblioteca não funcionam mais. Todo o acervo de livros do INPE e da UFSM no prédio está trancado sem poder ser usado pelos pesquisadores e estudantes

Sem Manutenção de Equipamentos, Laboratórios Têm Funcionamento Prejudicado

* Os 5 carros do CRS estão parados há um ano por falta de combustível e manutenção. Recentemente, foi feito o seguro dos veículos

* Dos R$ 2 milhões que o CRS necessitaria no ano para seu funcionamento, só R$ 300 mil virão em 2017

* Falta manutenção dos telefones que estão com problemas

* A conexão da internet é lenta e, muitas vezes, não permite que pesquisadores acessem ou baixem dados

* Dos 12 funcionários para a limpeza do prédio de 3 andares, restam só 8, os demais foram dispensados

* Desestimulados, pesquisadores estão deixando o campus da UFSM e procurando grandes centros, como São Paulo e Minas Gerais, ou até o Exterior

* Os grupos de pesquisas têm perdido profissionais pela falta de condições de trabalho

* Vários contratos com fornecedores foram redimensionados para que o CRS possa pagá-los diante da falta de recursos

* Um grupo de trabalho entre pesquisadores do INPE e professores da UFSM foi montado para que novas soluções que viabilizem a pesquisa no CRS sejam encontradas. A UFSM poderá assumir parte dos custos em troca da infraestrutura para abrigar seus servidores e projetos de pesquisa

Compartilhamento de espaços e custos por INPE e UFSM deve ser a alternativa

O convênio entre a Universidade Federal de Santa Maria e o INPE para o compartilhamento do prédio do CRS se encerrou em abril deste ano. Já em 6 de junho deste ano foi expedida uma portaria criando um grupo de trabalho, constituído por pesquisadores do CRS e professores da UFSM, para elaborar um novo convênio e, como consequência, viabilizar as pesquisas. A coordenadora dos centros regionais do Inpe projeta que em três meses o convênio deve ser fechado entre o instituto e a universidade. 

Pela parceria, a UFSM ajudaria a pagar os custos gerais de manutenção, como conta de luz, limpeza e vigilância, proporcionalmente ao espaço utilizado pela instituição de ensino. O compartilhamento dos custos, conforme Fátima, ajudaria o CRS a economizar recursos para fazer investimentos. 

– Nós estamos ajudando a dividir espaço e responsabilidade. É do interesse da universidade a continuidade do Inpe forte – destaca o reitor reeleito da UFSM, Paulo Burmann, sobre o convênio que está sendo elaborado e com “boas chances” de fechar logo.

Cortes na UFSM preocupam

O contingenciamento no orçamento feito pelo Ministério da Educação (MEC) este ano não só preocupa a UFSM, como já teve consequências, como a redução de funcionários terceirizados. O orçamento da universidade para este ano é de R$ 1,1bilhão e, neste momento, conforme a Pró-Reitoria de Planejamento, faltaria a liberação de R$ 20 milhões para investimentos, o que inclui obras em andamento, como a continuidade da construção do campus de Cachoeira do Sul. Já em verba de custeio, que nada mais é do que os recursos para manutenção da UFSM, faltam ser liberados R$ 30 milhões.

Com menos dinheiro nos cofres, a Reitoria começou a tomar medidas para se adequar à nova realidade. E iniciou pelos servidores terceirizados. Em abril, foram reduzidos 27 postos de vigilância, que tinham dois funcionários em cada um. Já em maio, foram feitas dispensas nos setores de limpeza, de portaria e de recepcionista.

– Estamos fazendo ajustes que não afetem o funcionamento da universidade – diz o pró-reitor de Administração, José Carlos Segalla, sobre a atual situação da UFSM.

Como a universidade tem prédios novos (o Centro de Convenções é um deles), o que implicaria numa área maior de trabalho e num acréscimo nos contratos, foi feita uma readequação para evitar mais gastos. Alguns locais que recebiam limpeza cinco vezes por semana, exemplifica Segalla, foi reduzido para duas. Somente lugares que exigem limpeza diária estão recebendo o serviço todos os dias. Com esses ajustes não precisou reajustar os contratos. 

– Não podemos aumentar, não temos de onde tirar dinheiro – afirma o pró-reitor. 

O reitor Paulo Burmann acrescenta que a universidade está fazendo uma redução de despesas gerais e os contratos terceirizados estão em constante reavaliação diante das finanças da UFSM, no entanto, ele acredita que no próximo mês, o MEC poderá dar uma resposta positiva às universidades com a liberação do orçamento integral.

– Continuamos nessa expectativa de reverter – adiante ele.

Em caso de os cortes se confirmarem a UFSM terá problemas, por exemplo, para concessão de bolsas, funcionamento do Restaurante Universitário e fazer obras.


Fonte: Site do jornal Diário de Santa Maria (RS)

Comentário: Bom, primeiramente empregar recursos em pesquisas científicas e tecnológicas nunca foi e nunca será gastos e sim investimento, mas enfim... isso é uma outra história. Quanto à situação, a mesma fala por si só, é terrível, mas é a realidade de um país sob a direção de populistas de merda. E o pior é que a incompetência e a falta de comprometimento vão continuar existindo e tudo que foi alcançado neste centro, bem como os investimentos feitos vão acabar numa lata de lixo, e os vagabundo responsáveis comendo pizza. Mas o que se pode esperar de um povo que nem mesmo a sua mídia sabe distinguir gastos de investimentos??? Fazer o que??? Isto é BRAZIL ZIL ZIL ZIL ZIL

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Operação HIFIRE-4 - Houve Participação Brasileira?

Olá leitor!

No dia 12/07 passado as agencias de notícias internacionais anunciaram que pesquisadores da Universidade de Queensland  (UQ) da Austrália, em parceria com o Grupo de Ciência e Tecnologia da Defesa (Grupo DST) da Austrália, o Laboratório de Pesquisa da Força Aérea dos EUA (AFRL), a Boeing e a BAE Systems, realizaram sem muito alarde, da Base de Woomera, localizada no sul da Austrália, mais um lançamento do programa “International Flight Research Experimentation (HiFIRE)”.Tratou-se na realidade do lançamento bem sucedido da Operação HIFIRE-4. (veja abaixo o vídeo deste lançamento)


Porém o leitor deve está se perguntando, e daí Duda, o que o Brasil tem haver com isso? Bom na realidade a participação brasileira no Programa HIFIRE tem sido significativa fornecendo aos australianos e americanos (graças a parceria do DLR MORABA alemão com esse programa) foguetes para realização dos experimentos ligados a este programa de desenvolvimento hipersônico.

Ate o momento o Brasil já participou das seguintes operações deste programa:

* Operação HIFIRE 3 - Foguete VS-30/Orion VO7 - lançado em 13/09/2012 (bem sucedido)

* Operação HIFIRE 5A - Foguete VS-30/Orion ? – lançado em 25/04/2012 (falha do foguete)

* Operação HIFIRE 7 - Foguete VSB-30 V 13 – lançado com 30/03/2015 (bem sucedido)

* Operação HIFIRE 5B - Foguete VS-30/Orion V 12 – lançado em 18/05/2016 (bem sucedido)

Pois é, além do Brasil ter participado também de um outro experimento hipersônico ligado aos pesquisadores da  Universidade de Queensland (UQ) que foi a:

* Operação SCRAMSPACE IFoguete VS-30/Orion V09 – lançado em 18/09/2013 (falha do foguete)

O que acontece é que (pelo menos até meados de 2014) o foguete previsto para o lançamento deste experimento da Operação HIFIRE-4 era o brasileiro VSB-30, mas em nenhuma das notícias internacionais que verifiquei consegui confirmar o uso de nosso foguete neste voo, além de que o próprio Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) até este momento não se pronunciou sobre esta questão.

Peço a ajuda dos nossos leitores especializados que por gentileza usem a foto abaixo para fazer esta identificação. Será um VSB-30 pintado com outras cores? Ou perdermos o nosso espaço neste programa?

Será um VSB-30???
Experimento HIFIRE-4

O intrigante também é que em nenhuma nas notícias internacionais que verifiquei o DLR MORABA teve seu nome citado o que me leva a crer que não tenha sido um foguete VSB-30, enfim...

Duda Falcão

Projeto Garatéa-ISS Levará Experimento Brasileiro à Estação Espacial Internacional em 2018

Olá leitor!

Segue abaixo um artigo postado ontem (23/07) no Blog Mensageiro Sideral do site do Jornal Folha de São Paulo, divulgando a notícia bombástica que havíamos informado que a galera do Projeto Garatéa divulgaria nos próximos dias, tá lembrado? Pois é, é isso mesmo leitor, o Brasil estará de volta em 2018 a Estação Espacial Internacional (ISS), doze anos após a Missão Centenário com um experimento estudantil a ser realizado abordo.

Duda Falcão

CIÊNCIA

Projeto Garatéa-ISS Levará Experimento
Brasileiro à Estação Espacial
Internacional em 2018

POR SALVADOR NOGUEIRA
23/07/2017 - 20h36

Foto: NASA

Pela primeira vez em mais de uma década, o Brasil voltará a enviar um experimento à Estação Espacial Internacional para ser realizado por um astronauta. A iniciativa é da Missão Garatéa, o mesmo consórcio espacial que está planejando a primeira missão lunar brasileira, com lançamento marcado para 2021.

Batizado Garatéa-ISS, o projeto fará parte da 12a edição do Student Spaceflight Experiments Program (SSEP), ação anual do governo americano em conjunto com a NASA (agência espacial americana) para engajar a comunidade estudantil em experimentos educacionais realizados no espaço.

“É a primeira vez que uma comunidade fora da América do Norte teve aprovação no programa e estamos muito animados com a oportunidade”, diz Lucas Fonseca, diretor da iniciativa no Brasil.

A oportunidade foi aberta por meio da Câmara de Comércio Brasil-Flórida, que ajudou na busca de um projeto de impacto que pudesse alinhar interesses brasileiros e americanos. A intersecção encontrada foi com a Kennedy Space Center International Academy (KSCIA)

“Penso que a maior importância de uma colaboração desse porte é a oportunidade de inspirar a futura geração que eventualmente atuará em alguma área do programa espacial”, diz Jefferson Michaelis, presidente da Câmara de Comércio Brasil-Flórida. “Para o Brasil, abre-se uma oportunidade gigantesca, uma chance de reviver a aliança com a ISS e ao mesmo tempo possibilidade a jovens brasileiros e a educadores a inserção na área de espaço. Para os EUA, uma oportunidade de conhecer o lado do Brasil, talentoso, criativo e inovador, o que possibilitará a criação de novas oportunidades entre as duas nações.”

O experimento brasileiro deve ir à estação espacial em 2018 e contará com a participação de 450 crianças do sétimo ano (13 anos), tanto do ensino público como do ensino privado. Desde 2006, quando a Missão Centenário levou à Estação Espacial Internacional o primeiro astronauta brasileiro, Marcos Pontes, estudantes brasileiros não têm uma oportunidade como essa.

COLABORAÇÃO

O projeto não tem financiamento público e, a exemplo da missão lunar Garatéa-L, busca apoio da iniciativa privada para sua realização. “Este primeiro ano estamos tratando como um piloto”, explica Fonseca. “Para o ano que vem, estamos costurando uma parceria com a Olimpíada Brasileira de Astronomia e temos a meta ambiciosa de expandir o programa para atingir 1 milhão de crianças. Para tanto, precisamos nos provar neste primeiro voo.”

A iniciativa será iniciada neste ano, em uma parceria da Missão Garatéa com o colégio Dante Alighieri, de São Paulo. A escola ofereceu suas estruturas de salas, laboratório e professores para o planejamento e a realização do experimento. Como contrapartida, seus alunos participarão do projeto, combinados a estudantes oriundos do ensino público.

Além de envolver os alunos num projeto espacial de vanguarda, a iniciativa oferecerá treinamento para professores com cientistas de alto gabarito trabalhando no Brasil e no exterior. “Sem dúvida é uma oportunidade incrível”, diz Amanda Bendia, pesquisadora do Instituto Oceanográfico da USP envolvida com o projeto. “Os alunos terão a experiência não só de passar por todas as etapas que um cientista realiza para o desenvolvimento de sua pesquisa, mas também terão que pensar em experimentos que sejam simples, práticos e viáveis de serem executados na ISS. Será um grande desafio que contará com o apoio de pesquisadores brasileiros especializados em áreas como Astronomia, Biologia, Física e Química, que darão o suporte multidisciplinar necessário para os alunos desenvolverem suas propostas de experimentos.”

“Acho esta iniciativa fantástica, muito importante para os alunos e professores envolvidos”, complementa Ana Carolina Zeri, do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron. “Estou bem entusiasmada e contente de poder ajudar.”

Fazendo coro a gente muito mais esperta, o Mensageiro Sideral também está muito feliz de poder participar do projeto, como consultor.

Ainda não está definido qual experimento será realizado. Ele será escolhido e projetado entre setembro e dezembro deste ano, para ir ao espaço no primeiro semestre de 2018. A bordo da Estação Espacial Internacional, ele será executado por um astronauta americano e, depois de quatro a seis semanas, será trazido de volta à Terra para análise dos resultados.

Os alunos brasileiros responsáveis pelos experimentos ainda participarão de um congresso de apresentação de resultados no museu nacional de ar e espaço “Smithsonian” em Washington D.C., tendo chance de interagir com estudantes americanos que participarão do mesmo programa. O projeto será assessorado por cientistas ligados a NASA, além de pesquisadores brasileiros da Universidade de São Paulo e do Laboratório Nacional de Luz Sincrotron.

O objetivo do projeto é ampliar o interesse dos estudantes brasileiros pelas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, essenciais para o desenvolvimento do Brasil, e desenvolver um caminho rápido de amadurecimento de iniciativas espaciais privadas e de capacitação tecnológica para a Garatéa-L, a missão lunar brasileira.

Confira o hotsite do projeto Garatéa-ISS, clicando aqui.


Fonte: Blog “Mensageiro Sideral“ – http://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br

Comentário: Pois é leitor tá ai a notícia, será que precisa dizer algo mais??? Enquanto essa galera da Garatéa avança significamente apresentando resultados, infelizmente este órgão inócuo e vergonhoso chamado AEB (Agencia Espacial de Brinquedo) vem cada vez mais se tornando insignificante e tendo a necessidade de sua existência colocada em dúvida, já que não consegue ser útil ao setor, além de, em muitos casos, ser um empecilho para o verdadeiro desenvolvimento das atividades espaciais brasileiras. Já passou da hora de se avaliar se esse órgão deve continuar existindo, ou então de dar um verdadeiro rumo ao mesmo tirando os tecnocratas baba ovos e incompetentes que estão nos cargos de gestão (a começar pelo seu presidente banana) desta agencia vendedora de fantasias. Parabéns a galera do Projeto Garatéa, vocês são “GENTE QUE FAZ”.

Levantamento DES Apoiado Pelo LIneA e Pelo INCT do e-Universo Detecta Rara Supernova Super Luminosa

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (21/07) no site do “Observatório Nacional (ON)” destacando que Levantamento DES apoiado por meio do Laboratório Interinstitucional de e-Astronomia (LIneA) e pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) do e-Universo, detecta rara Supernova Super Luminosa.

Duda Falcão

Notícias

Levantamento DES Detecta Rara
Supernova Super Luminosa

Publicado: Sexta, 21 de Julho de 2017, 18h06
Última atualização em Sexta, 21 de Julho de 2017, 18h06

Pesquisadores da University of California – Santa Cruz e do Dark Energy Survey (DES), programa apoiado pelo Observatório Nacional - por meio do Laboratório Interinstitucional de e-Astronomia (LIneA) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) do e-Universo, detectaram a morte de uma estrela maciça localizada em uma galáxia a 10 bilhões de anos-luz de distância. A supernova “super luminosa” é considerada rara e uma das mais distantes já descobertas. Astrônomos afirmam que ela ocorreu cerca de 3,5 bilhões de anos após o Big Bang, em um período conhecido como “meio-dia cósmico”, quando a taxa de formação de estrelas alcançou seu máximo no Universo.

Brilho intenso – A explosão proporcionou um brilho até três vezes maior do que o brilho dos 100 bilhões de estrelas da Via Láctea somadas

As supernovas super luminosas são de 10 a 100 vezes mais brilhantes do que as típicas explosões resultantes do colapso de uma estrela maciça. Porém, astrônomos ainda não sabem exatamente que tipos de estrelas dão origem à extrema luminosidade ou quais processos físicos estão envolvidos. A supernova, batizada de DES15E2mlf (Figura abaixo), é incomum até mesmo dentro do pequeno grupo de supernovas super luminosas identificadas até hoje.

O objeto foi detectado e vem sendo observado desde novembro de 2015 pelo Dark Energy Survey (DES) em colaboração que faz uso do telescópio Blanco, de quatro metros, situado no Observatório Interamericano, em Cerro Tololo, Chile. As observações de acompanhamento para medição da distância e obtenção de espectros detalhados da supernova foram conduzidas com o Espectrógrafo Multi-Objeto Gemini, localizado no Observatório Gemini Sul, Chile, que dispõe de um espelho primário de 8 metros de diâmetro.

A investigação foi liderada por Dr. Yen-Chen Pan e pelo Prof. Ryan Foley, astrônomos da University of California, e membros de uma equipe internacional de colaboradores do DES. Os pesquisadores relataram as descobertas em um artigo publicado recentemente, no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, um dos principais jornais de astronomia.

As novas observações são capazes de fornecer dados sobre a natureza das estrelas e galáxias, especialmente durante o pico da formação de estrelas. As supernovas são importantes na evolução das galáxias porque suas explosões enriquecem o gás interestelar a partir do qual novas estrelas formam elementos mais pesados do que o hélio, chamados de “metais” por astrônomos.

“É importante saber que estrelas muito maciças estavam explodindo naquela época (meio-dia cósmico). O que realmente queremos saber é a taxa relativa de supernovas super luminosas para supernovas normais, mas ainda não podemos fazer essa comparação porque as supernovas normais são muito fracas para serem vistas a essa distância. Portanto, não sabemos se esta supernova atípica está nos dizendo algo especial sobre essa época, há 10 bilhões de anos “, afirma Foley, professor assistente de astronomia e astrofísica na University of California.

Observações anteriores de supernovas super luminosas indicavam que elas estavam tipicamente situadas em galáxias de baixa massa ou galáxias anãs, que tendem a ser menos enriquecidas em “metais” do que galáxias com maior massa. Apesar disso, a DES15E2mlf foi localizada em uma galáxia bastante maciça e de aparência normal. “A ideia atual é que um ambiente de baixa metalicidade é importante na criação de supernovas super luminosas e, por isso, tendem a ocorrer em galáxias de baixa massa, mas DES15E2mlf está em uma galáxia relativamente maciça em comparação com a galáxia hospedeira típica para supernovas super luminosas”, afirma Pan, pesquisador pós-doutorando da UC Santa Cruz e principal autor do artigo.

Foley explicou que as estrelas com menos elementos pesados mantêm maior fração de massa quando morrem, o que pode causar uma explosão maior quando a estrela esgota o seu abastecimento de combustível e colapsa. “Sabemos que a metalicidade afeta a vida de uma estrela e como ela morre. Então, encontrar essa supernova super luminosa em uma galáxia de massa superior vai contra o pensamento atual. Mas estamos observando um período tão distante no passado, esta galáxia poderia ter tido menos tempo para criar metais, então pode ser que nesse passado distante do Universo, mesmo galáxias de alta massa tinham um conteúdo de metal suficientemente baixo para criar essas extraordinárias explosões estelares. Em algum momento, a Via Láctea também reuniu essas condições e poderia ter produzido muitas explosões similares “, destaca Foley.

Segundo Smith, pós-doutorando da Universidade de Southampton, Reino Unido, embora os cientistas ainda se deparem com muitos enigmas, a capacidade de observar estas supernovas tão distantes fornece informações valiosas sobre estrelas maciças e sobre um período importante na evolução das galáxias. O levantamento DES descobriu uma série de supernovas super luminosas e continua a ver explosões cósmicas mais distantes, que revelam como as estrelas explodiram durante o principal período de formação de estrelas.

Confira o artigo na íntegra

Crédito da imagem: Dark Energy Survey
Imagem que mostra a galáxia hospedeira (SN host) indicada com uma
flecha amarela, na qual explodiu a supernova DES15Emlf.


Fonte: Site do Observatório Nacional (ON)

Com Participação de Brasileiro, Equipe Internacional de Astrônomos Descobre Estrela Que Engoliu Planetas

Olá leitor!

Segue agora uma nota postada dia (19/07) no site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) destacando que com participação de brasileiro, equipe internacional de astrônomos descobre estrela que engoliu planetas.

Duda Falcão

Notícias

Com Participação de Brasileiro,
Equipe de Cientistas Descobre
Estrela Que Engoliu Planetas

Com o nome HAT-P-4, a estrela teria incorporado um planeta um pouco menor
do que Júpiter, que estava em sua órbita. "Descoberta permitiu que os astrônomos
realizassem análise química de alta precisão utilizando uma técnica diferencial",
explica o pesquisador do LNA, que participou das observações.

Por Ascom do MCTIC
Publicação: 19/07/2017 | 15:07
Última modificação: 20/07/2017 | 00:33

Crédito: LNA
Equipe internacional de astrônomos descobriu, pela primeira vez,
evidências de que um planeta tenha sido "engolido" por uma estrela.

Com a participação do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), uma equipe internacional de astrônomos descobriu, pela primeira vez, evidências de que um planeta tenha sido "engolido" por uma estrela. Com o nome HAT-P-4, a estrela teria incorporado um planeta um pouco menor do que Júpiter, que estava em sua órbita. Esses planetas, que orbitam estrelas que não seja o Sol, são chamados de exoplanetas.

O pesquisador do LNA, Eder Martioli, que integra uma equipe de astrônomos que utilizam o telescópio Gemini, localizado no Havaí, lista três efeitos químicos  observados na atmosfera da estrela para saber se o planeta "engolido" é do tipo rochoso, como a Terra ou Marte.

"O primeiro seria um aumento global na quantidade de elementos químicos mais pesados, como os metais, pois as estrelas, compostas basicamente de hidrogênio e hélio, teriam sido contaminadas com o material planetário mais pesado. Em segundo, espera-se um aumento na quantidade de determinados elementos químicos, chamados refratários, na mesma proporção encontrada nos planetas rochosos. Finalmente, um aumento na quantidade do elemento lítio, pois as fusões nucleares que ocorrem no interior das estrelas ‘queimam' o lítio rapidamente, não havendo outra explicação para a existência de tal elemento, a menos que tenha ocorrido queda de material planetário", explica o pesquisador.

Para identificar os três efeitos, os cientistas observaram a estrela HAT-P-4 com o telescópio Gemini de 8.  A estrela pertence a um sistema duplo, ou seja, um sistema composto por duas estrelas que orbitam uma ao redor da outra. As duas estrelas são parecidas com o nosso Sol e são praticamente gêmeas.

"Este fato permitiu que os astrônomos realizassem uma análise química de alta precisão utilizando uma técnica diferencial. É uma evidência notória de que o material que constitui estrela foi, de certa forma, poluído com resíduos planetários", afirma Martioli, lembrando que o estudo foi, recentemente, aceito para publicação na revista Astronomy and Astrophysics Letters.

Relevância Para a Astronomia Mundial

Uma descoberta desse porte confirma a hipótese há muito tempo levantada por cientistas do mundo todo de que os planetas gigantes podem, de fato, exterminar  planetas semelhantes terrestres - formados principalmente por rochas e metais, como a Terra - caso haja um processo migratório durante a formação do sistema planetário. Outra consequência do estudo, de acordo com Martioli, está relacionada a um dos marcadores astrofísicos de populações estelares utilizados para determinar a procedência das estrelas dentro da nossa galáxia. Estes marcadores utilizam como base a composição química da estrela. "As duas estrelas do sistema HAT-P-4 têm origem no mesmo local da nossa galáxia. No entanto, a diferença química associada à queda de material planetário demonstra que estes eventos podem alterar a composição química de uma estrela, ‘falsificando' os marcadores utilizados para determinação da procedência", acrescenta.

Gemini

O instrumento utilizado no estudo é o Gemini, observatório com dois telescópios gêmeos de 8 metros de diâmetro, sendo um deles localizado no Chile e o outro no Havaí.  O Gemini é atualmente mantido por um acordo de colaboração internacional entre cinco nações – Brasil, Argentina, Canadá, Estados Unidos e Chile –, com participações também da Austrália e Coreia do Sul.


Fonte: Site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC)

sábado, 22 de julho de 2017

Programa AEB Escola Atrai Milhares de Crianças Com Atividades Educacionais

Olá leitor!

Segue abaixo a nota postada ontem (21/07) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB), destacando que segundo a Agencia, o Programa AEB Escola tem atraído milhares de crianças com atividades educacionais durante a Reunião da SBPC em Belo Horizonte.

Duda Falcão

Programa AEB Escola Atrai Milhares de
Crianças Com Atividades Educacionais

Coordenação de Comunicação Social – CCS
21/07/2017

Visitantes participam da oficina carrinho foguete.

Um dos espaços mais visitados na SBPC-Jovem, o programa AEB Escola, da Agência Espacial Brasileira, atrai cerca de quatro mil pessoas por dia na Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Belo Horizonte.  Elas participam das oficinas de carrinho foguete, carrinho robô, sessões no planetário e oficinas de construção e lançamento de foguetes, que acontecem duas vezes ao dia, no campus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Nos lançamentos do foguete de garrafa pet, confeccionados no próprio espaço do AEB Escola, as crianças se divertem. O lançamento é acompanhado de muita alegria, entusiasmo e emoção por pessoas de todas as idades, que além de ajudar no processo de desenvolvimento do foguete também participam da etapa final, ou seja, o lançamento.

Segundo o engenheiro Rodrigo Camargo Gomes, um dos colaboradores do AEB Escola, são aproximadamente 2 mil dobraduras de satélites e foguetes distribuídas ao público por dia. As dobraduras são projetos de satélites já lançados ou prestes a lançar que as crianças recortam para montar e colar, seguindo as orientações descritas nas próprias dobraduras.

Outra atração bastante visitada na SBPC-Jovem é a Estação Meteorológica. Segundo o professor Jaime Antunes, da Secretaria de Educação do Distrito Federal, e responsável pelo projeto, o objetivo é montar uma base de dados local, contextualizar conteúdos de matemática estudados, aplicados e significativos, despertar e ratificar vocações na área de tecnologia.

Destinadas a alunos do 6º ao 9º ano, os estudantes verificavam a umidade do ar, temperatura, velocidade do vento, pressão atmosférica, radiação solar total, chuva e pluviosidade. “Todo esse conteúdo é utilizado para desenvolver cálculos com números decimais, equações, unidades de medidas, gráficos e tabelas”, afirmou o professor Jaime. Eles se reúnem em trios e participam do método científico. O projeto também trabalha com a parte de liderança e uma equipe de apoio que auxilia no desenvolvimento das atividades. O professor ressaltou ainda, que os estudantes que visitam a AEB Escola gostam e participam de todas as oficinas. Os professores e o público de modo geral elogiam a aplicação de conteúdo em atividades reais.

No Planetário Digital itinerante na SBPC foram realizadas duas sessões diárias, sendo uma pela manhã e outra à tarde.  O planetário foi adquirido para trabalhar atividades pedagógicas, ensino de astronomia e ciências afins. Durante as atividades é utilizado um projetor de 360 graus, onde imagens são projetadas através do auxílio de programas de astronomia. O colaborador da AEB, Lucas Ferreira da Silva, que trabalhou no evento, disse que o planetário é um lugar mágico em que acontecem aulas expositivas onde é possível simular o céu noturno em qualquer hora e época do ano.

Crianças conhecem o Rover — carro robótico de exploração espacial
feito para se locomover em terrenos extraterrestres. 


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Pois é leitor, o programa AEB Escola é uma das iniciativas junto com os Programas Microgravidade e Uniespaço desta agencia de brinquedo que quando foram lançados tinham realmente objetivos significativos, mas que nunca atingiram os resultados esperados. No que diz respeito ao AEB Escola, mesmo tendo um potencial enorme a ser explorado junto aos jovens brasileiros e a própria sociedade, devido à falta de visão, competência e talvez até de vontade politica de seus gestores tecnocratas, o programa simplesmente estacionou, e hoje vive dessas apresentações em eventos como este, quando deveria estar sendo consolidado e tendo suas ações ampliadas criando novas oportunidades educacionais, bem como (por exemplo) em conjunto com o Ministério da Educação, poderia está divulgando em todas as escolas do país as ciências espaciais. Já os outros dois Programas, se transformaram em duas piadas de mal gosto, e se quer vale a pena comentar. Até mesmo a "Revista Espaço Brasileiro", esses tecnocoelhos deram um jeito de acabar. E o CVT Espacial, heim??? O Lero-lero parece continuar e eu vou cobrar.