sexta-feira, 30 de junho de 2017

"Projeto Garatéa-E" Concluído - Sonda Lançada Com Sucesso

Olá leitor!

Na semana passada, mais precisamente no dia 24/06 (sábado), o Grupo ZENITH Aeroespace da a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC-USP), da Universidade de São Paulo (USP), concluiu com sucesso o projeto piloto das missões Garatéa-E.

O projeto em questão envolveu desde o seu início quase 200 alunos do ensino fundamental e médio de 13 escolas de 4 estados brasileiros, além de 8 meses de dedicação e muitas parcerias.

Com o apoio da Explorum (uma plataforma educacional do tipo cultura maker, que visa ensinar conhecimentos de robótica, eletrônica e programação a crianças e adolescentes), o evento contou na cidade de São Carlos (SP) com a participação de mais de 30 membros das equipes envolvidas, além da presença dos palestrantes Lucas Fonseca e Gustavo Rojas, exposição dos trabalhos extracurriculares da EESC USP AerodesignWarthog Robotics, Clube de Astronomia do Instituto de Física de São Carlos (IFSC-USP)TOPUS Pesquisas Aeroespaciais, atividades de observação solar, a presença de pesquisadores de astrobiologia, atividades em um túnel de vento, mostra dos aviões do departamento de Engenharia Aeronáutica EESC - USP e muito mais, e onde após esses eventos do Aeroclube de Itápolis a Sonda Garatéa-E foi lançada com sucesso.

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Lançamento da Garatéa-E - 24/06/2017

Vale lembrar que a iniciativa Garatéa-E surgiu dentro desse grupo da EESC-USP (formado por estudantes de graduação e pós-graduação) com o objetivo de aproximar cada vez mais jovens a assuntos relacionados à exploração espacial, astronáutica e astronomia, instigando o senso crítico e os iniciando na prática da ciência.

Sonda Garatéa-E realizando seu voo.

O sucesso desse primeiro lançamento do projeto garantirá novas edições cada vez maiores e mais desafiadoras, e sendo assim, você que é um educador do ensino fundamental e médio de qualquer escola do país, realmente preocupado em abrir novos horizontes para seus alunos aproximando-os do futuro que se a vizinha, entre em contato com o Grupo Zenith e participe de uma dessas edições do projeto Garatéa-E, ajudando assim não só ao Brasil bem como também ajudando a dar uma educação de melhor qualidade a esses jovens que são o futuro de nossa sociedade. Não há sociedade desenvolvida sem ciência, tecnologia aliada à educação de qualidade e a cidadania e você como educador precisa fazer a sua parte. (educador, veja o vídeo abaixo)


Aproveito aqui para agradecer ao nosso leitor colaborador Jahyr Jesus Brito pelo envio dos vídeos que acompanham esse artigo.

Duda Falcão

AGU Concede Prêmio de Clima Espacial a Pesquisador do INPE

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (30/06) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que o American Geophysical Union (AGU) concedeu Prêmio de Clima Espacial a pesquisador do INPE.

Duda Falcão

AGU Concede Prêmio de
Clima Espacial a Pesquisador do INPE

Sexta-feira, 30 de Junho de 2017

A American Geophysical Union (AGU) anunciou Walter Gonzalez, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), como o vencedor do Space Weather Prize. Concedido a cada quatro anos pela prestigiada entidade científica, o prêmio será entregue durante a próxima reunião anual da AGU, no mês de dezembro, em New Orleans.

Reconhecido por suas pesquisas na área de Clima Espacial, Walter Gonzalez é um dos pioneiros no estudo de fenômenos como tempestades geomagnéticas, que acontecem quando partículas muito energéticas e campos magnéticos intensos emitidos pelo Sol atravessam o meio interplanetário e interagem com o campo geomagnético da Terra, podendo causar danos no espaço e na superfície terrestre. Dependendo da intensidade, o fenômeno pode causar graves prejuízos nas telecomunicações e na estabilidade de grandes sistemas, como usinas nucleares.

“Acredito que a comissão do prêmio considerou as pesquisas que realizei ao longo de mais de 30 anos sobre dois assuntos fundamentais no campo de Space Weather: tempestades geomagnéticas e reconexão magnética. Como vários colegas do INPE têm colaborado nessas pesquisas, acho que este prêmio da AGU também está dedicado a todos eles”, diz Gonzalez.

Bacharel em Física pela Universidade Nacional de Engenharia do Peru, Walter Gonzalez é mestre em Física Espacial pelo INPE e PhD em Física pela Universidade da Califórnia.

Desde 1969 na Divisão de Geofísica Espacial do INPE, é cientista visitante distinto da NASA, titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e membro da Academia de Ciências do Peru, seu país de origem.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Comentário: O Blog BRAZILIAN SPACE parabeniza o pesquisador peruano Walter Gonzalez pelo prêmio conquistado.

País Perde U$ 1,5 bilhão Por Ano Devido a Modelo Equivocado na Base de Alcântara, Avalia Jungmann

Olá leitor!

Segue uma notícia postada ontem (29/06) no site do “Senado Federal” destacando que segundo o Ministro da Defesa, Raul Jungmann,  o Brasil perde U$ 1,5 bilhão por ano devido a modelo equivocado na Base de Alcântara.

Duda Falcão

Home - Matérias – Comissões

País Perde U$ 1,5 bilhão Por Ano Devido
a Modelo Equivocado na Base de
Alcântara, Avalia Jungmann

Por Sergio Vieira
Agencia Senado
29/06/2017, 17h05
Atualizado em 29/06/2017, 18h54

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O país não pode repetir o equívoco de atrelar a base de lançamentos de Alcântara (MA) a um único parceiro, disse nesta quinta-feira (29) o ministro da Defesa, Raul Jungmann, em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE). Ele informou os senadores que o governo já negocia com outros países o uso otimizado da plataforma.

Jungmann avalia que os acordos podem render ao Brasil cerca de U$ 1,5 bilhão por ano, o que já deveria ocorrer. Neste cenário ele entende ser "incompreensível" a base encontrar-se totalmente inutilizada, em razão de "concepções errôneas", que temiam o controle de Alcântara pelos Estados Unidos.

— Nesta nova concepção nós vamos trabalhar com China, Rússia, EUA, Israel, França, com empresas nacionais, seja quem for. Já estamos negociando com qualquer país que tenha interesse, não haverá monopólio — disse.

Ele acrescentou que a minuta definindo um novo modelo de uso para a base será em breve encaminhada ao Congresso Nacional, e pediu a compreensão da oposição para que o veja como sendo de "interesse nacional". O ministro avalia a Base de Alcântara como "a melhor do hemisfério", a mais econômica, capaz de colocar o país no lucrativo mercado de lançamento de satélites.

Ucrânia

Ele também afirmou que o governo não cogita ter apenas um país parceiro em torno da base, por entender ser esta a melhor forma inclusive de evitar ações buscando inviabilizá-la, por razões de concorrência comercial.

O novo modelo passa ainda pela assinatura de um termo de ajustamento de conduta (TAC) com o Ministério Público, que possibilitará a reincorporação de parte do terreno, cedido para quilombolas. Entre 2003 e 2015 vigorou um acordo de parceria em torno da Base com a Ucrânia.



Fonte: Site do Senado Federal – http://www12.senado.gov.br

Comentário: Por esta matéria da Agencia Senado o Ministro Jungmann não esclareceu muito, mas numa coisa ele está certo, o Brasil perde dinheiro mantendo um equipamento como esse praticamente inativo, fazendo um voo científico e tecnológico por ano e ainda por cima um voo com foguete suborbital. É preciso lembrar que o CLA foi criado com o objetivo de lançar satélites no espaço e até o momento (mais de 30 anos após a sua fundação) jamais atingiu esse objetivo, coisa que deve ser um exemplo único no mundo. Se deixamos de ganhar 1,5 bilhão de dólares por ano como disse o ministro, eu não sei e até creio que não chegue a tanto, mas é verdade é que o Brasil esta perdendo dinheiro sim com a inatividade deste equipamento. Permitir o uso comercial da Base por outras nações, já disse e vou repeti, não tem mal algum (isso se faz no mundo todo), porém desde que o acordo não envolva perda de soberania e seja bem elaborada visando trazer benefícios ao Programa Espacial do país. Sendo assim, pode ser com Americanos, Franceses, Indianos, Russos, Alemães, Chineses e com quem quer que seja, até mesmo Marcianos. O problema no momento é que na atual conjuntura política fica difícil acreditar que um acordo como esse fosse feito com lisura e competência, mas é preciso aguardar para se ter acesso a tal minuta citada pelo ministro.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Presidente da AEB Participa da cerimônia de formatura no ITA

Olá leitor!

Segue abaixo a nota postada ontem (28/06) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB), destacando que o presidente da Agencia participou da cerimônia de formatura no Instituto Tecnológico Aeronáutica (ITA).

Duda Falcão

Presidente da AEB Participa da
Cerimônia de Formatura no ITA

Coordenação de Comunicação Social – CCS
28/06/2017

Presidente José Raimundo deixa mensagem
de incentivo aos formandos do ITA.

O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTIC), José Raimundo Braga Coelho, participou no dia (24.06), da formatura de 252 profissionais em especializações de interesse da Aeronáutica e aviação do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP).

Escolhido para ser o paraninfo da turma de 187 mestres (acadêmicos e profissionais) e 65 doutores, o presidente José Raimundo ressaltou a importância da formação de profissionais para o desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro. “A AEB está comprometida com a qualificação de recursos humanos do mesmo modo que se dedica com o desenvolvimento de tecnologias críticas. Como exemplo desse esforço são as nossas parcerias internacionais, requisitos que permitem a troca de experiência mútua e desenvolvimento”, afirmou.

A fase final do projeto Itasat, satélite universitário de pequeno porte desenvolvido por estudantes do ITA, com apoio da AEB e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) também foi mencionado pelo presidente como um importante projeto científico para o país. “O Itasat alcançou excelentes resultados de estudo e pesquisa durante o período de consolidação do projeto, prova disso é que o lançamento do satélite ocorrerá nos próximos meses”, afirmou.

A cerimônia de colação de grau teve a participação do Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos Augusto Amaral Oliveira, diretor-geral do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial; o professor doutor Anderson Ribeiro Correia, reitor do ITA; e o professor doutor Luiz Carlos Sandoval Góes, pró-reitor de pós-graduação e pesquisa do ITA.

Até hoje o ITA formou 2.163 mestres, dentre 248 militares; 669 doutores, sendo 38 militares; e 1.147 mestres profissionais, sendo 36 deles militares.

Turma de formandos e convidados durante a cerimônia.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Sabe leitor, como cidadão brasileiro quando li essa notícia fiquei extremamente triste com o vergonhoso exemplo dado aos seus alunos pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) neste evento de formatura. Uma sociedade séria, desenvolvida e comprometida com o futuro do país que representa, deve cultuar e reverenciar os seus heróis, aqueles que durante sua a vida ativa contribuíram significamente para o desenvolvimento da nação. Se fosse Oziris Silva, Fernando Mendonça, Jaime Boscov, entre outros tantos que passaram pelo ITA, ai sim esta instituição estaria dando o exemplo aos seus alunos de profissionais com grandes serviços prestados a nação e não esse banana incompetente, conivente e vendedor de fantasias. Triste, realmente triste essa atitude desastrosa da diretoria do ITA. Lamentável!

Atualização de Nossas Campanhas

Olá leitor!

Hoje é a ultima quinta-feira  do mês de junho e sendo assim é dia de atualizar você sobre as nossas campanhas em curso.

Bom leitor quanto à “Campanha para Regulamentação das Atividades de Grupos Amadores”, até agora 16 grupos já se inscreveram. São eles Auriflama FoguetesBANDEIRANTE Foguetes EducativosCEFABCEFEC, Grupo Carl Sagan, Grupo CEPAGrupo GREAVE, Grupo de Desenvolvimento Aeroespacial (GDAe) da UFC, Grupo Pionners,  Grupo Supernova Rocketry, Infinitude FoguetismoITA Rocket Design, NTA,, PEUE (Pesquisas Espaciais Universo Expansivo), Projeto Jupiter  e UFABC Rocket Design. Vamos lá gente, cadê os grupos amadores desse país, vocês não querem se organizar? (OBS: Continuo esperando que os 13 grupos inscritos respondam se há algum entre vocês que tem o interesse de organizar e sediar um ‘Seminário’ para discutirmos as atividades de espaçomodelismo no Brasil?)

Já quanto á “Campanha de Manutenção do Blog”, apenas quatro colaboradores realizaram as suas contribuição no mês de junho no vakinha.com.br. Eles foram:

1 - Carlos Cássio Oliveira (presidente do CEFAB)
2 - Claudio Andreoti
3 - Leo Nivaldo Sandoli
4 - Sérgio de Melo Moraes

OBS: informo aos leitores que ainda não sabem que  a campanha de manutenção do Blog pode ser acessada pelo link: http://www.vakinha.com.br/vaquinha/manutencao-do-blog-brazilian-space.

Enfim... vamos continuar aguardando que a partir da próxima semana haja uma mudança de postura de nossos leitores com as nossas campanhas, para que assim possamos efetivamente continuar contribuindo com o Programa Espacial Brasileiro, e quem sabe, com a permanência do blog online ou a criação do Portal Espacial que é hoje o nosso principal objetivo.

Duda Falcão

quarta-feira, 28 de junho de 2017

INPE Obtém Registro de Softwares de Meteorologia e Gerenciamento de Projetos

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (28/06) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que o instituto obteve registro de Softwares de Meteorologia e Gerenciamento de Projetos

Duda Falcão

INPE Obtém Registro de Softwares de
Meteorologia e Gerenciamento de Projetos

Quarta-feira, 28 de Junho de 2017

Seis certificados de “registro de programas de computador” foram concedidos pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Quatro se referem aos aplicativos “MapSAT” e “SOS Chuva”, em versões para as plataformas Android e iOS, outro para o “Scantec”, um sistema comunitário de avaliação de modelos numéricos de tempo e clima, e o último destinado ao “Lincras”, uma ferramenta de software que otimiza o gerenciamento de projetos.

“Alguns dos sistemas são usados há tempos no próprio instituto e por milhares de usuários, como os aplicativos para celulares. Mas ainda não tinham registro”, explica João Ávila, do Núcleo de Inovação Tecnológica (NUINT) do INPE, que atua em questões sobre propriedade intelectual (patentes, programas de computador etc.), além de parcerias e convênios nacionais.

Ávila destaca que o 1º Workshop de Inovação, evento realizado pelo INPE em agosto de 2016, foi fundamental para conscientizar autores e inventores sobre o registro do conhecimento desenvolvido na instituição, além de avaliar a oferta e demanda de tecnologia através da interação com universidades, empresas e sociedade. “Pretendemos realizar em setembro a segunda edição do workshop, com o objetivo de identificar e divulgar projetos com potencial inovador em desenvolvimento nas diversas áreas de atuação do INPE”.

MapSAT

O aplicativo para celular MapSAT serve para visualização de imagens recentes de satélites e radares. Possibilita o monitoramento, em tempo quase real, das condições meteorológicas sobre o território nacional, contribuindo para orientar tomadas de decisão pela população em geral. Apresenta imagens combinadas, índice de radiação ultravioleta, temperatura da superfície do mar, nevoeiro, entre outras informações, além de atender a demanda por informações de satélites meteorológicos do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do INPE. Confira aqui os certificados de registro do MapSAT na versão para Android e também na versão para iOS.

SOS Chuva

Este aplicativo foi concebido para auxiliar na disseminação das pesquisas realizadas pelo projeto SOS Chuva. Projetado para atender a demanda da sociedade em geral, o SOS Chuva permite a visualização de imagens de satélite no canal infravermelho e visível; da chuva em tempo real e previsão para os próximos 20 minutos a partir de informações dos radares de Campinas, São Roque, Pico do Couto, Bauru e Presidente Prudente, no estado de São Paulo; mapeamento de raios; além de animações que mostram a evolução de fenômenos meteorológicos. Confira aqui os certificados de registro do SOS Chuva na versão para Android e ainda na versão para iOS.

Scantec

O Scantec, sistema comunitário de avaliação de modelos numéricos de tempo e clima, permite a padronização das métricas estatísticas utilizadas pela comunidade meteorológica e a inclusão de todos os modelos em uso no Brasil. O software possibilita o compartilhamento de melhorias e a comparação de diferentes modelos de forma eficiente, justa e padronizada para determinar a qualidade das previsões, contribuindo com a evolução dos produtos meteorológicos. Confira aqui o certificado de registro do Scantec.

Lincras

O Lincras – junção dos termos LIN (de Linear) e CRAS (de Crashing) - é um artefato de software que faz o balanceamento entre as estimativas de tempo de duração e custos de um projeto.  O objetivo é fornecer uma ferramenta de simulação que auxilie na tomada de decisão mediante relatórios com diferentes cenários para levar o projeto ao seu final acompanhando a relação custo-benefício das otimizações. Confira aqui o certificado de registro do Lincras.

Mais informações sobre propriedade intelectual no NUINT/INPE: (12) 3208-6864 / joao.avila@inpe.br


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Jungmann Explicará Uso das Forças Armadas em Manifestações e Acordo Sobre Base de Alcântara

Olá leitor!

Segue uma notícia postada ontem (27/06) no site do “Senado Federal” destacando que o Ministro da Defesa, Raul Jungmann, irá explicará em Audiência Pública em Comissão do Senado uso das Forças Armadas em manifestações e acordo sobre Base de Alcântara.

Duda Falcão

COMISSÕES

Jungmann Explicará Uso das Forças Armadas
em Manifestações e Acordo Sobre
Base de Alcântara

Da Redação
Agência Senado
27/06/2017, 14h13
Atualizado em 27/06/2017, 15h08

Foto: Pedro França/Agência Senado
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, participará
de audiência pública na quinta-feira (29) na Comissão
de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE).

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, explicará, na quinta-feira (29), as ações, programas, projetos e desafios da sua pasta para os integrantes da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE). Os senadores devem abordar nos debates temas como o acordo bilateral entre o Brasil e os Estados Unidos sobre a utilização da Base de Alcântara, no Maranhão; e o emprego das Forças Armadas para reprimir atos violentos durante manifestações ocorridas em Brasília, de 24 a 31 de maio.

Jungmann também será questionado pelos senadores sobre a atuação da indústria vinculada à defesa nacional e os projetos em curso na área. Será solicitado a dar explicações sobre  as possíveis consequências se concretizar a pretensão do governo federal de liberar a venda de terras a estrangeiros sem regras marcadas pela prudência.

Os requerimentos para a audiência pública são de Glesi Hoffmann (PT-PR), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Roberto Requião (PMDB-PR), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Romero Jucá (PMDB-RR).
A audiência está prevista para as 9h, na sala 7 da Ala Senador Alexandre Costa.

Acordos

Na segunda parte da reunião, os senadores vão analisar projetos como o PDS 104/2017, que aprova o texto do Acordo entre o Brasil e o governo do Reino do Camboja no Campo da Educação, assinado em Brasília, em 2 de maio de 2011.

O ato internacional, que tem relatório do senador Cristovam Buarque (PPS-DF) pela aprovação, visa estimular o desenvolvimento educacional e científico, a partir da cooperação educacional e universitária; a formação e o aperfeiçoamento de docentes e pesquisadores; o intercâmbio de informações e experiências; e o fortalecimento da cooperação entre equipes de pesquisadores.

Também em pauta o PDS 20/2017, que aprova o Acordo de Cooperação Técnica entre o Brasil e Myanmar, assinado em Nay Pyi Taw, em 29 de julho de 2013. O ato promove a cooperação técnica nas áreas consideradas prioritárias pelos países, inclusive com a possibilidade de adoção de mecanismos de cooperação trilateral, por meio de parcerias com outros países, organizações internacionais e agências regionais. O relator é o senador Lasier Martins (PSD-RS), que recomenda a aprovação.

Situação do Catar

Outro item na pauta é o requerimento de audiência pública para ouvir o embaixador do Catar, Mohammed Al-Hayki, sobre a crise diplomática que o país atravessa.

De acordo com o senador Acir Gurgacz (PDT-RO), autor do requerimento, seis países da região já cortaram relações diplomáticas com o Catar, como os Emirados Árabes Unidos e o Egito. O senador observa que notícias divulgadas pela imprensa informam que essas nações consideraram que o país tem atitude tolerante em relação ao Irã e grupos islâmicos, como a Irmandade Muçulmana. O rompimento de relações diplomáticas, explica ele, inclui o fechamento do espaço aéreo e das fronteiras terrestres e marítimas, o que já está levando os qataris a precipitar-se para os supermercados com receio de que os bens de primeira necessidade comecem a escassear.

“O Embaixador vem mostrar a realidade que seu país está enfrentando, mostrando as dificuldades e os problemas que um possível boicote está causando para milhões de pessoas. Assim irá demonstrar o grau dos danos e como podem reabilitar a confiança mundial e fortalecer os laços já conquistados”, justificou Acir Gurgacz.

O requerimento também sugere a presença da embaixadora Lígia Maria Scherer, diretora do Departamento do Oriente Médio, do Ministério das Relações Exteriores.

COMO ACOMPANHAR E PARTICIPAR

Participe:


Portal e-Cidadania:


Alô Senado (0800-612211)


Fonte: Site do Senado Federal – http://www12.senado.gov.br

Comentário: Pois é leitor, não me alongando para não ser repetitivo, em resumo, mais uma palhaçada. Entretanto talvez dessa vez traga alguma informação ainda não divulgada.

Estudo Elaborado Pelo INPE Traça o Mapa da Produção de Energia Solar no Território Nacional

Olá leitor!

Segue agora uma nota postada ontem (27/06) no site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) destacando que um estudo elaborado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) traça o Mapa da Produção de Energia Solar no Território Nacional.

Duda Falcão

Notícias

Estudo Elaborado Pelo INPE Traça o Mapa
da Produção de Energia Solar
no Território Nacional

Segundo o Atlas Brasileiro de Energia Solar, país tem enorme potencial para
produção de energia solar. Área que vai do Nordeste ao Pantanal reúne as
principais condições para ampliar a capacidade produtiva. "O potencial para
gerar energia solar no Brasil é gigantesco, especialmente no Cinturão Solar",
diz o físico Enio Pereira.

Por Ascom do MCTIC
Publicação: 27/06/2017 | 17:16
Última modificação: 27/06/2017 | 18:16

Crédito: Reprodução da Internet

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) – unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) – lança em julho a segunda edição do Atlas Brasileiro de Energia Solar com informações sobre o potencial de geração de energia elétrica a partir da matriz fotovoltaica do país. Os dados apontam para uma "enorme" capacidade de explorar esse recurso, principalmente no chamado Cinturão Solar, área que se estende do Nordeste até o Pantanal, pegando o norte de Minas Gerais, o sul da Bahia e o norte e nordeste de São Paulo.

A primeira versão do Atlas, produzido em 2006 com dados compilados ao longo de dez anos, já apontava esse potencial de expansão. Agora, a quantidade de material obtido por meio de satélites permitiu uma análise mais profunda sobre a real capacidade do país no setor e indica a possibilidade de expansão da produção total e dos meios de geração de energia elétrica solar. A nova edição utilizou informações levantadas durante 17 anos. Nela, já dados sobre a quantidade e disponibilidade da radiação solar, a variação de potência dos raios, como os fatores climáticos – notadamente a presença de nuvens – influenciam a disponibilidade e a influência da topografia para a incidência dos feixes de luz solar.

Segundo o coordenador dos estudos, Enio Pereira, o Atlas contribuirá para a tomada de decisões estratégicas nas políticas públicas do setor de energia elétrica. "Para você usar qualquer forma de energia, tem que conhecer a disponibilidade dela. O Atlas fornece a informação sobre a quantidade, a disponibilidade da radiação solar e como ela varia, as questões climáticas que influenciam, a topografia, a variação de disponibilidade. Ele serve para tomada de decisões do governo, para a iniciativa privada definir investimentos e para estudiosos entenderem a disponibilidade de energia solar no Brasil", explica o físico, que atua no Laboratório de Modelagem e Estudos de Recursos Renováveis de Energia (LABREM) do INPE

O Atlas também traz informações técnicas para a instalação de equipamentos solares para uso doméstico, como geradores locais de energia elétrica ou aquecedores de água.

Atualmente, a participação da fonte solar na matriz energética brasileira representa apenas 0,02% do total produzido no país. Na avaliação de Enio Pereira, a capacidade produtiva do Brasil pode crescer com a instalação de novos empreendimentos. "O potencial para gerar energia solar no Brasil é gigantesco, especialmente no Cinturão Solar. Toda essa área tem um potencial enorme de geração, porque tem incidência de muita luz solar e durante um longo período, especialmente entre maio e setembro, que é uma época de seca na maior parte desse território", afirma o físico.

Entraves

Um dos desafios encontrados pelo setor é conseguir manter a produção diante das variabilidades das condições atmosféricas, como em dias chuvosos ou com alta nebulosidade. Esse é considerado um entrave-chave para a expansão da produção solar, especialmente na comparação com a fonte hidrelétrica.

"A hidrelétrica, tendo água, você consegue programar de forma constante a sua produção. Na solar, você não tem controle de quanto vai gerar porque tem uma nuvem passando. É uma energia que varia muito com o tempo. Essa é uma questão que deve ser resolvida", diz.

O pesquisador do INPE ressalta que a alternativa apontada pelo Atlas Brasileiro de Energia Solar para resolver este problema  é distribuir a produção. Assim, é possível manter o volume de geração, mesmo que determinada área não tenha condições de gerar energia. Ele alerta, porém, que ainda há um longo caminho a ser trilhado para garantir uma técnica eficiente de produção.

"Uma saída é fazer geração descentralizada. Isso pode render em uma produção mais ou menos constante. Técnicas estão sendo desenvolvidas para minimizar a variabilidade, e isso depende de desenvolvimento tecnológico. Estamos trabalhando para buscar soluções para isso. O INPE tem tido um papel pioneiro no levantamento do levantamento de dados de energia solar no Brasil, e esperamos contribuir para a expansão da energia solar no Brasil", ressalta.

Para produzir o Atlas Brasileiro de Energia Solar, o INPE contou com a participação de pesquisadores de várias instituições brasileiras, como a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Tecnológica Federal do Paraná e Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). Serão produzidas 1.500 cópias do estudo, que serão distribuídas para instituições do setor. 


Fonte: Site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC)

Em 30 Anos, Brasil Alcança o Estado da Arte na Tecnologia de Luz Sincrotron

Olá leitor!

Segue agora uma nota postada ontem (27/06) no site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) destacando que em 30 anos, o Brasil alcançou o "Estado da Arte" na tecnologia de Luz Sincroton.

Duda Falcão

Notícias

Em 30 Anos, Brasil Alcança o Estado da
Arte na Tecnologia de Luz Sincrotron

LNLS abriu as portas em 1987, inaugurando uma nova fase para as pesquisas
científicas. Hoje, laboratório se prepara para a quarta geração de Luz Síncrotron,
que colocará a ciência brasileira em novo patamar.

Por Ascom do MCTIC
Publicação: 27/06/2017 | 15:28
Última modificação: 27/06/2017 | 15:40

Crédito: CNPEM
Com mais de 500 metros de circunferência, o Sirius será a maior e
mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil.

Em 1897, usando um tubo de vidro sem ar, o físico britânico J. J. Thomson aplicou uma carga elétrica negativa em um dos lados desse vidro e conseguiu retirar das moléculas de gás restantes no interior do equipamento alguns de seus elétrons. Estava comprovada a existências dos elétrons, e o mais importante: descobriu-se que, quando estimulados, os elétrons emitem radiações que - a depender do elemento - geram feixes de luzes de cores variadas. Esse estado, entretanto, é instável e, depois de excitados, os elétrons rapidamente perdem a energia adquirida em forma de radiação e retornam para o seu estado original. Quase 100 anos depois da descoberta de Thomson, pesquisadores brasileiros realizaram a primeira volta de elétrons de um acelerador de partículas localizado no hemisfério sul com o anel UVX, máquina de segunda geração. Foi no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas (SP), em 1996, e só foi possível após um esforço que durou dez anos.

"Podemos dizer que o marco do início do LNLS foi em 1987, quando tudo começou a ser projetado. Uma iniciativa totalmente brasileira que partiu do zero há 30 anos atrás, contratando jovens sem conhecimento técnico aprofundado. Foi um enorme desafio para pesquisadores e profissionais brasileiros construir a primeira fonte de luz síncrotron nacional", afirma o diretor do LNLS, Antonio José Roque.

Foi em 1996 a primeira volta de elétrons do LNLS, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). No ano seguinte, as portas foram abertas para funcionar como laboratório aberto. Até hoje, o Brasil é o único país da América Latina a possuir um equipamento gerador de radiação síncrotron por meio dos elétrons. "É a única estrutura das Américas e foi a primeira do hemisfério Sul. Hoje, a Austrália também possui uma fonte de luz síncrotron", diz o pesquisador.

Desde que as portas do LNLS foram abertas para os usuários, são realizadas pesquisas utilizando a fonte de luz síncrotron em diversas áreas do conhecimento, passando pela agricultura, medicina, paleontologia, ciências materiais e engenharia. "Quando abriu as portas, o número de usuários no LNLS era de 200 pesquisadores. Hoje, recebemos em torno de 1,2 mil por ano. No cadastro de usuários temos algo em torno de 6 mil pesquisadores. Um crescimento gigantesco. Passamos de sete linhas de luz para um total instalado de 18. A quantidade de áreas que hoje se beneficiam dessa estrutura cresceu enormemente ao longo desses anos e continua sendo um esforço regular do laboratório", explica Antonio Roque.

Cerca de 400 pesquisas são desenvolvidas por ano no LNLS - 80% são do Brasil e 20% do exterior. O síncrotron é uma ferramenta que pode atuar em qualquer área do conhecimento. Mas há limitações. O equipamento não permite a visualização tridimensional das estruturas celulares e atua na escala micrométrica, enquanto, hoje, as pesquisas já alcançam a resolução nanométrica. Mas isso deve mudar com o Projeto Sirius, em construção no LNLS desde dezembro de 2014.

Quarta Geração de Luz

O Sirius é um dos primeiros anéis de armazenamento síncrotron de quarta geração do planeta, projetado para ter o maior brilho dentre os equipamentos na sua classe de energia. A estrutura deve contribuir para a internacionalização da ciência brasileira por meio do aumento da presença de estrangeiros entre os usuários do LNLS. O Sirius deve abrir novas perspectivas de pesquisa em áreas como ciência dos materiais, nanotecnologia, biotecnologia, física e ciências ambientais.

"Em 30 anos, o Brasil se coloca como uma liderança mundial nesse tipo de infraestrutura e no apoio à ciência, pesquisa e a inovação. Certamente, o Sirius é um dos investimentos mais bem sucedidos do país, como a Petrobras, a Embraer e a Embrapa, no sentido de prover uma ferramenta de importância ampla. Um laboratório nacional aberto com investimento público e que com tecnologia nacional consegue construir e operar esse complexo equipamento em padrões internacionais", ressalta o diretor do LNSL.

O Sirius poderá ter até 40 linhas de luz. A primeira fase prevê a construção de 13 linhas, que serão capazes de cobrir todas as técnicas que existem hoje. A expectativa é que as atividades tenham início em 2018, ampliando o conhecimento científico em diversas áreas.

"Hoje, a limitação do nosso síncrotron de segunda geração impede que estudos mais avançados sejam feitos. A gente consegue fazer uma tomografia na escala de micrômetro, enquanto as perguntas e o mundo estão conseguindo ter resolução nanométrica. Temos grandes limitações do ponto de vista de experimentos dinâmicos: enxergar como as estruturas dos sistemas muda ao longo do tempo, por exemplo. É preciso de um equipamento que tenha um brilho muito alto, e é isso o que alcançamos com o Sirius. Ou seja, vai elevar o patamar das pesquisas que poderão ser realizadas no país para níveis de maior competição mundial que se possa imaginar", explica.

Infraestrutura

Com mais de 500 metros de circunferência, o Sirius será a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil. A construção do projeto, no campus do CNPEM, segue de acordo com do cronograma inicial, com cerca de 50% das obras já concluídas. Em dois anos, deve ocorrer a primeira volta de elétrons no Sirius. A abertura da fonte de luz acontecerá um ano depois, em 2019.

Além de elevar o nível das pesquisas no país e atrair interesse de pesquisadores de outros países, a construção do Sirius vem contribuindo enormemente para a formação de recursos humanos especializados, aquisição de produtos e componentes nacionais e internacionalização das empresas.

"Até 85% dos componentes adquiridos para construção do Sirius são provenientes do Brasil. O investimento feito retorna diretamente ao país com empregos, impostos, e tem toda uma cadeia de desenvolvimento movimentada pelo projeto. Além disso, o Sirius eleva o patamar de várias destas empresas. Muitas delas, hoje, se preparam para exportação. Ou seja, houve um esforço de transferência de tecnologia nacional, e o projeto contribui nessa perspectiva. Com o Sirius, o Brasil conseguirá atrair e colocar os nossos pesquisadores em pé de igualdade para discutir e estruturar projetos que possam trazer benefícios, colocando o país num cenário mundial mais competitivo", avalia Roque.

Comemorações

Para comemorar os 30 anos do LNLS, uma extensa programação será oferecida ao público neste sábado (1º), no evento gratuito "Ciência Aberta". No campus do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, onde está localizado o LNLS, os visitantes poderão assistir palestras do "Chopp com Ciência", aprender sobre ciência e tecnologia de forma lúdica com o Laboratório Avançado de Bricks, visitar o espaço educativo com o caminhão "Oficina Desafio" e participar de experiências no "Show da Física". A programação inclui visitas guiadas às instalações do LNLS, incluindo o Projeto Sirius. Ano passado, durante as comemorações pelos 20 anos da primeira volta de elétrons, o evento recebeu cerca de 3 mil pessoas.


Fonte: Site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC)

IEAv Recebeu Pesquisadores Italianos da Università Degli Studi di Napoli (Parthenope)

Olá leitor!

Segue uma nota postada dia (26/06) no site do Instituto de Estudos Avançados (IEAv) destacando que o instituto recebeu entre os dias 25/05 e 02/06 a visita de pesquisadores Italianos da “Università Degli Studi di Napoli (Parthenope)”, tendo como objetivo específico a realização de troca de experiências com o Grupo de Sensoriamento Remoto do IEAv, visando a capacitação de pessoal e realização de pesquisas em tecnologias espaciais para vigilância do território nacional.

Duda Falcão

IEAv Recebe Pesquisadores Italianos da
Università Degli Studi di Napoli (Parthenope)

26/06/2017

Dr. Andrea Buono (esq.), Maj Rafael Paes (centro),
Prof Dr. Maurizio Migliaccio (dir.).

O Instituto de Estudos Avançados (IEAv), por meio da Subdivisão de Sensoriamento Remoto (EGI-S), recebeu entre os dias 25 de maio e 02 de junho de 2017 o Professor Dr. Maurizio Migliaccio e o Dr. Andrea Buono, ambos da Università Degli Studi di Napoli “Parthenope”.

Sob o escopo do Acordo entre os governos brasileiro e italiano sobre cooperação em Defesa, de 11 de novembro de 2008, e do Plano de ação para a parceria estratégica entre Brasil e Itália, de 12 de abril de 2010, esta visita teve por objetivo específico a realização de troca de experiências profissionais com o grupo de Sensoriamento Remoto do IEAv, visando capacitação de pessoal e realização de pesquisas no estado-da-arte em tecnologias espaciais para vigilância do território nacional.

Prof Migliaccio (na primeira foto) e Dr. Buono (na
segunda foto) ministrando seminários técnicos a EGI-S.

Os pesquisadores conheceram também outros setores do IEAv e do ITA, como: a Subdivisão de Eletromagnetismo Aplicado (EFA-E) e algumas atividades desenvolvidas pelo Dr. Marcos Franco; a Subdivisão de Óptica Aplicada (EFO-O), por intermédio do Dr. Álvaro Damião, conheceram as atividades daquele setor e discutiram um desenvolvimento conjunto de um elipsômetro para fins de estudo em polarimetria SAR; no ITA, conheceram as atividades do Laboratório de Bioengenharia, sendo recebidos pelo Maj Brig Matieli e a Dra. Daysi. Naquela ocasião, o MB Matieli os apresentou ao Mag. Sr. Prof. Dr. Anderson Correia, Reitor do ITA, quando se discutiu sobre parceria entre o ITA e a Università di Napoli. Ainda no ITA, conheceram o Laboratório de Guerra Eletrônica, sendo recebidos pelo Cap Eng Romildo e o SO Newton.

Foi oportunidade também para ministrarem um workshop sobre Abordagem física baseada em polarimetria SAR para aplicações marinhas e marítimas no XVII Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto, realizado em Santos/SP. Durante o fórum, a equipe de processamento de imagens SAR do IEAv e do INPE, juntamente com os pesquisadores italianos e representantes do IBAMA e PETROBRAS reuniram-se para discutir a realização de um experimento científico sobre monitoramento de óleo no oceano.

Prof Migliaccio ministrando workshop sobre polarimetria
SAR no SBSR 2017 (na primeira foto) e grupo de
pesquisadores brasileiros em SAR com o Prof Migliaccio
e Dr. Buono reunidos para discussão de experimento
científico internacional de monitoramento oceânico.

O Prof. Migliaccio foi o tutor do Maj Av Rafael Paes, chefe da EGI-S, durante seu estágio de doutorado realizado na Itália naquela universidade. Desde 2009, eles realizam pesquisa em conjunto na área de monitoramento costeiro e oceânico através de imagens SAR orbitais. Entre as principais atividades, estão os trabalhos publicados sobre técnicas de detecção de alvos no mar por meio de imagens do satélite SAR Cosmo-Skymed, cujo cenário foi o Oceano Atlântico na ocasião da queda do avião da Air France em 2009. Além deste, recentemente, publicaram artigo sobre o uso de Polarimetria Compacta para a detecção de alvos não-naturais em ambiente marítimo com diferentes satélites SAR.

Exemplo de resultados de detecção de alvos em imagens SAR
orbitais por meio de tecnologia de polarimetria compacta.

O IEAv e a Università di Napoli preparam-se para assinar um acordo de cooperação, no qual se vislumbra o intercâmbio de pesquisadores e alunos de pós-graduação. Pesquisas na área de eletromagnetismo, polarimetria, além de outras aplicações espaciais, estarão no escopo deste acordo. Essa cooperação visará, neste primeiro momento, o aprimoramento da formação de pessoal em tecnologias SAR no Brasil, trazendo conhecimentos do estado-da-arte para a FAB e para o país.


Fonte: Site do Instituto de Estudos Avançados (IEAv)