segunda-feira, 3 de abril de 2017

INPE Desenvolve Combustível Mais Barato Para Foguetes e Satélites

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada ontem (02/04) no site “G1” do globo.com, tendo como destaque a notícia divulgada dias atrás pelo INPE (veja aqui) sobre o desenvolvimento por pesquisadores deste instituto de um combustível mais barato para Foguetes e Satélites.

Duda Falcão

VALE DO PARAÍBA E REGIÃO

INPE Desenvolve Combustível Mais
Barato Para Foguetes e Satélites

Composto menos que o usado atualmente em lançamentos espaciais.
Quilo do material custa R$ 35, combustível comum custa R$ 1 mil.

Por Poliana Casemiro,
G1 Vale do Paraíba e Região
02/04/2017 - 10h19
Atualizado 02/04/2017 - 13h05

(Foto: Arquivo Pessoal)
Combustível tem combustão automática em contato com oxidante.

Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) de São José dos Campos desenvolveram um novo tipo de combustível que pode ser utilizado para a propulsão de motores de foguetes e satélites. Com compostos mais baratos, a fórmula tem valor mais barato que o usado atualmente.

A pesquisa faz parte de um projeto do Laboratório Associado de Combustão e Propulsão (LCP). A ideia era apresentar um combustível brasileiro e que trouxesse menores custos. A fórmula desenvolvida utiliza a combinação de etanol e etanolamina que reage com peróxido de hidrogênio - a popular água oxigenada. Os comumente usados pela indústria espacial usam a hidrazina e o tetróxido de nitrogênio.

Segundo o responsável pelo projeto, o doutor em físico-química, Ricardo Vieira, o quilo do combustível produzido por eles em laboratório custa R$ 35, o usado atualmente em satélites e foguetes custa R$ 1 mil.


Além da economia de produção, o composto gera uma reação hiperbólica. O nome complicado traz um resultado mais simples, uma reação de combustão espontânea no contato do combustível com o oxidante –já que não espaço não há oxigênio- sem necessitar de outros mecanismos de ignição. (Veja vídeo acima)

“Com ele, o atraso de ignição é bem menor, aumenta o desempenho do motor e reduz os custos do combustível. A gente tinha uma ideia, mas os resultados surpreenderam”, explica Ricardo. A pesquisa levou três anos até os resultados apresentados.

Após a descoberta, o projeto passa agora por uma parte mais prática para que então possa competir no mercado. A Agência Espacial Brasileira (AEB) fechou com o laboratório a execução de um motor para a combinação que será produzido com a Universidade Federal do ABC. O motor vai ser feito para aceitar a combustão automática na combinação dos líquidos. Após a fase de testes, está pronto para uma das etapas mais difíceis, que é o convencimento do mercado espacial.

“A tecnologia espacial é um mercado bem complexo. É preciso provar que o seu produto funciona, é viável e a relação entre custo e benefício, que nosso caso é o principal argumento”, explica. De acordo com o pesquisador, a média de economia com o uso do combustível é de R$ 100 mil nos custos gerais do satélite.


Fonte: Site “G1” do globo.com – 02/04/2017

Comentário: Bom leitor, como ponto novo e interessante nesta notícia fica a informação de que o Laboratório Associado de Combustão e Propulsão (LCP) fechou com a nossa Agencia Espacial de Brinquedo (AEB) a execução de um motor para a combinação que será produzido com a Universidade Federal do ABC (UFABC). Tomara mesmo que seja uma iniciativa de uso prático. Aproveitamos para agradecer ao leitor Jahyr Jesus Brito pelo envio desta notícia.

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