terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Google Cria Prêmio Milionário Para Quem Levar Minijipe à Lua Primeiro

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada dia (01/01) no site do jornal “Folha de São Paulo”, tendo com destaque a competição internacional "Google Lunar X-Prize (GLXP)" que visa colocar um rover na superfície Lunar.

Duda Falcão

CIÊNCIA

Google Cria Prêmio Milionário Para
Quem Levar Minijipe à Lua Primeiro

SALVADOR NOGUEIRA
Colaboração para a FOLHA
01/01/2017 -02h02

Foto: Divulgação
Part-Time Scientists - É o jipe mais impressionante a participar
do projeto, carregando consigo a marca da fabricante de automóveis
Audi. Ele de pousar perto do módulo de pouso da Apollo 17, última
missão humana à Lua. O lançador ainda não está definido, mas há um
contrato com a Spaceflight Inc., provavelmente para voo num Falcon 9.

Em movimentações que parecem o agito no grid de largada que antecede as corridas de Formula 1, diversas equipes espalhadas pelo mundo se preparam para fazer em 2017 uma disputa inusitada: ganha quem chegar primeiro à Lua.

Trata-se do Prêmio X Lunar Google (GLXP), patrocinado pela gigante da internet para fomentar o desenvolvimento de tecnologias espaciais de baixo custo e a exploração do satélite natural da Terra.

A maior bolada – US$ 20 milhões – vai para o primeiro grupo que conseguir pousar na Lua um módulo robótico capaz de se deslocar por no mínimo 500 metros pela superfície e transmitir vídeos e fotos em alta definição de lá.

O segundo colocado, se houver, não sairá de mãos abanando; levará US$ 5 milhões. É importante colocar esses valores  em perspectiva, porém. O preço de tabela para o lançamento de um foguete Falcon 9, da SpaceX – o mais barato do mercado com capacidade para levar uma carga útil até a Lua -, não sai por menos que US$ 62 milhões.

E as regras da premiação exigem que 90% do financiamento do projeto seja privado. Ou seja, as equipes precisam ter um plano de negócios que justifique o investimento todo na missão.

Isto explica a extensa movimentação no grid até o último dia de 2016: das 16 equipes atualmente inscritas (antes eram 29), apenas 5 conseguiram apresentar contratos de lançamento> E como o contrato assinado até o fim do ano é pré-condição para seguir na disputa, várias delas estão se associando.

É o caso da brasileira SpaceMETA, liderada pelo engenheiro Sérgio Cavalcanti. Ela chegou a ter um acordo assinado para usar o primeiro voo do foguete Cyclone-4 a partir de Alcântara, mas o lançador se desmaterializou com o cancelamento da parceria entre brasileiros e ucranianos.

Agora para ter alguma chance, ela e outras três equipes tentam se reunir num grupo em torno do grupo internacional Synergy Moon. “Montamos a estratégia de desaparecer e reaparecer com um time global” disse Cavalcanti à Folha. Detalhe: o contrato da Synergy, embora reconhecido pelo juízes do GLXP, envolve um foguete ainda não testado sequer uma vez em voo.

Movimento similar de emparceiramento de última hora fez a equipe japonesa Hakuto, que se juntou à indiana Team Indus para viajar junto com ela. Mas nesse caso a chance de sucesso é bem maior: elas têm voo assegurado no foguete indiano PSLV – lançador que inclusive já realizou uma missão lunar, a Chandrayaan. (Será esse mesmo lançador que levará a Garatéa-L , primeira missão lunar brasileira, em 2020).

Quando a premiação foi anunciada, em 2007, a linha de chegada era 31 de dezembro de 2012 – mas nenhuma equipe teria condições de cumprir o prazo. Na lista dos que têm contratos com foguetes já testados para voo, a israelense SpaceIL, desponta como uma potencial: deve voar num Falcon 9 no segundo semestre de 2017.

A equipe alemã Part Time Scientists, que tem apoio da Audi, alega ter contrato similar, mas ele ainda não foi reconhecido pela organização do prêmio – o que pode tirar a equipe da disputa. Outro time forte é o americano Moon Express, que tem planos de fazer futura mineração lunar.


Fonte: Jornal “Folha de São Paulo” - 01/01/2017

Comentário: No que diz respeito a esta competição leitor estou torcendo para que haja realmente um vencedor, pois caso isso ocorra será um grande marco para a as atividades espaciais privadas. Agora quanto a SpaceMETA, enquanto não se prove o contrário, esta pseudo iniciativa não passa de uma jogada de marketing do Sr. Sergio Cavalcanti. Dias atrás este senhor contactou-me via e-mail para que divulgássemos em primeira mão novas notícias sobre o andamento de seu pseudo projeto lunar, coisa que me prontifiquei a fazer, desde que ele me enviasse provas de que realmente existe um projeto de desenvolvimento em curso. Como já esperava ele veio com diversas desculpas esfarrapadas que não me convenceram e assim eu decidi por não publicar o que quer que fosse. Agora tendo como tema central a competição do GLXP, o jornalista Salvador Nogueira da Folha de São Paulo resolveu postar essa matéria onde ele cita em dado momento a suposta aliança feita pela SpaceMETA com outras três equipes da competição, mas a verdade é que desde 2007 quando esta competição começou, diferentemente de outras equipes participantes, a SpaceMETA foi a única a não apresentar nada de concreto, a não ser imagens de concepção artística de seu rover e tecnologias em desenvolvimento por outras instituições que supostamente seriam usadas em sua missão. Ninguém que eu saiba jamais viu qualquer equipamento ou o que quer que seja relacionado com a missão desta equipe brasileira. Além do mais, durante este período o Sr. Sergio Cavalcanti demonstrou ser um oportunista sempre pronto para mudar de postura quando lhe fosse conveniente, foi assim no caso do acordo para o uso do Cyclone-4, por exemplo. Entretanto, apesar da missão lunar da SpaceMETA ser um tremendo engodo, vale lembrar da Missão Garatéa-L (citada na matéria), esta sim a verdadeira e única missão lunar brasileira, prevista para chegar a Lua em 2020 (até agora). Avante Garatéa-L.

2 comentários:

  1. Respostas
    1. Hola Gabriel!

      KKKKKKK bien observó amigo. Se ha corregido. Gracias por la ayuda.

      Saludos desde Brasil

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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