sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Programa da TV Câmara Realiza Debate Sobre o PEB

Olá leitor!

O programa Expressão Nacional” da TV Câmara exibiu dia 25/01 um debate sobre Programa Espacial Brasileiro (PEB) com a presença do Sr. Braga Coelho presidente da AEB, do Deputado José Stédile(PSB-RS), do Deputado Eduardo Cury (PSDB-SP), e a Dra. Chantal Cappelletti (UnB). Veja abaixo.


Estou farto disto, mas para quem ainda acredita em fantasias, tá ia...

Duda Falcão

Os Satélites da Floresta

Olá leitor!

O site “Midia e Amazônia” produziu recentemente um interessante vídeo intitulado “Os Satélites da Floresta” mostrando como funcionam os Sistemas de Monitoramento da Região Amazônica. Vale a pena dar uma conferida.


Chamo a atenção do leitor para o fato de que todos os satélites citados neste vídeo são de origem estrangeira, demonstrado uma vez mais com isto inequivocavelmente o total fracasso do Programa Espacial Brasileiro (PEB). Afinal leitor o PEB não tem pouco mais de dez anos como o Programa Espacial Sul Coreano e sim mais de 54 anos de atividades. É como eu digo, não há como tapar o sol com uma peneira, os fatos falam por si mesmo.

Aproveitamos para agradecer publicamente ao jovem leitor Brehme de Mesquita pelo envio deste vídeo.

Duda Falcão


Fonte: Site Mídia e Amazônia - http://midiaeamazonia.andi.org.br/

Universidade de Beijing Oferece Bolsas de Mestrado em Ciência Espacial

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (29/01) no site da “Agência Espacial Brasileira (AEB)”, destacando que a Universidade de Beijing está oferecendo Bolsas de Mestrado em Ciência Espacial.

Duda Falcão

Universidade de Beijing Oferece Bolsas
de Mestrado em Ciência Espacial

Coordenação de Comunicação Social


Brasília, 29 de janeiro de 2016 – O Centro Regional para Ciência Espacial e Educação Tecnológica na Ásia e no Pacífico (RCSSTEAP – China) oferece três bolsas de estudos para Mestrado na Beijing University of Aeronautics and Astronautics (BUAA), com início em Setembro deste ano.

As áreas contempladas pelos Programas de Mestrado Master Program on Space Technology Applications (Masta) são Sistemas Globais de Navegação por Satélite (GNSS); Sensoriamento Remoto e Sistema de Geo-Informação (RS&GIS); e Direito e Política Espacial.

Os interessados serão pré-selecionados pela Agência Espacial Brasileira (AEB) cabendo a Universidade a seleção final.

São pré-requisitos para os candidatos ter menos de 40 anos até o próximo dia 15 de março;     ter experiência profissional na área; ter bacharelado, disciplina relevante ou similar ao diploma de bacharel; experiência de pesquisa nas áreas relevantes; bom domínio da língua inglesa e capacidade de acompanhar aulas nesse idioma.

Interessados devem preencher e enviar seu currículo, acompanhado do documento Basic Information of the Candidates for Masta 2016, para o e-mail buaa2016@aeb.gov.br até o próximo dia 1º de março de 2016.

Os candidatos selecionados para a segunda etapa terão até o dia 15 de março para fazer a inscrição final, de acordo com instruções a serem fornecidas pela AEB.

Informações suplementares com a Assessoria de Cooperação Internacional – aci@aeb.gov.br – 34115546.



Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Candidatos a Diretor do INPE Devem Encaminhar Documentação ao Comitê de Busca Até 4 de Março

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (29/01) no site do “Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)” destacando que Candidatos a diretor do INPE devem encaminhar documentação ao comitê de busca até 4 de março.

Duda Falcão

Candidatos a Diretor do INPE Devem Encaminhar Documentação ao
Comitê de Busca Até 4 de Março

Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2016

O edital de abertura do processo para escolha do novo diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) foi publicado nesta sexta-feira (29/1) no Diário Oficial da União. Confira aqui.

O processo de seleção é composto por análise dos currículos, documentos e propostas dos candidatos, exposição oral pública das propostas e entrevista individual perante ao comitê de busca. As candidaturas devem ser apresentadas até o dia 4 de março.

A seleção é conduzida por um comitê de especialistas, nomeado pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Celso Pansera. Presidido por Marco Antonio Raupp, do Parque Tecnológico de São José dos Campos, o comitê tem ainda como membros: Rogério Cézar Cerqueira Leite, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); Luiz Bevilacqua, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Helena Bonciani Nader, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); e Reginaldo dos Santos, da Empresa Binacional Alcântara Cyclone Space (ACS).

De acordo com o edital, poderão se candidatar para o cargo quaisquer cidadãos, brasileiros ou naturalizados, portadores de diploma de doutorado e que atendam aos seguintes requisitos básicos:

• notório conhecimento, competência e experiência profissional nas áreas de atuação do INPE;

• visibilidade junto à comunidade científica e tecnológica;

• experiência gerencial e administrativa envolvendo atividades de relacionamento com organizações de fomento, do Governo e entidades da sociedade em geral, bem como capacidade de trabalhar de forma articulada com as políticas públicas do MCTI e do Governo Federal;

• capacidade de liderança para motivar o corpo técnico e científico e os demais colaboradores da Unidade;

• capacidade de interagir com o setor produtivo para a contratação de projetos de desenvolvimento tecnológico e inovação;

• visão de futuro voltada para o crescimento científico e tecnológico do INPE e do País; e

• entendimento e comprometimento com a execução do Plano Diretor do INPE e com o Plano de Ação do MCTI.

Para candidatura ao cargo, deverão ser enviados os seguintes documentos, até a data de 04/03/2016, em papel e via eletrônica:

• Carta solicitando inscrição da candidatura;

• Currículo Lattes atualizado; e

• Texto de até cinco páginas, descrevendo sua visão de futuro para o INPE e a aderência do seu projeto de gestão ao Plano Diretor 2011-2015 do INPE (disponível no endereço eletrônico www.inpe.br).

O endereço para envio é:

Dr. MARCO ANTONIO RAUPP
Presidente do Comitê de Busca para Diretor do INPE

Parque Tecnológico de São José dos Campos - PqTec-SJC
Av. Doutor Altino Bondensan, 500, Distrito de Eugênio de Mello
12247-016
São José dos Campos-SP


Recebidos os currículos, será feita a análise dos documentos e enquadramento dos candidatos aos pré-requisitos. A lista com as inscrições homologadas será publicada no sítio do MCTI na internet (www.mcti.gov.br), e também enviadas aos candidatos, assim como as datas e local para a apresentação pública e entrevistas.

Maiores informações poderão ser solicitadas à Coordenação-Geral das Unidades de Pesquisa do MCTI, por meio do endereço eletrônico kayo.pereira@mcti.gov.br ou pelo telefone (61) 2033-7437.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) - http://www.inpe.br/

Comentário: Na realidade não é bem assim. Basta você ser um servidor do setor que esteja disposto a se tornar um canalha, conivente e omisso. Desta forma você terá grandes chances de biscoitar este cargo. Vamos lá raposas, quem vai ficar com o pedaço maior da carne?

Usuários do Aplicativo MapSAT Acessam 2 Milhões de Imagens Meteorológicas Por Mês

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (29/01) no site do “Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)” destacando que usuários do aplicativo MapSAT acessam 2 milhões de imagens meteorológicas por mês.

Duda Falcão

Usuários do Aplicativo MapSAT Acessam 2
Milhões de Imagens Meteorológicas Por Mês

Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2016

Dois milhões de imagens de satélites meteorológicos são visualizadas por mês através do MapSAT, aplicativo gratuito do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O MapSAT possibilita o monitoramento, em tempo quase real, das condições meteorológicas sobre o território nacional, contribuindo para orientar tomadas de decisão pela população em geral.

O MapSAT permite a visualização das imagens mais recentes do satélite GOES-13 nos canais vapor d'água, infravermelho e visível. É possível também visualizar as imagens realçadas do canal infravermelho, imagens combinadas, índice de radiação ultravioleta, temperatura da superfície do mar, nevoeiro/stratus noturno, entre outras.

O aplicativo possibilita ainda a visualização de produtos derivados de radares meteorológicos operados pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN) e Universidade Estadual Paulista (UNESP).

Mais de 15 mil downloads já foram realizados na Google Play (Android) deste aplicativo que foi desenvolvido pelo Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do INPE.

Em breve, o aplicativo também estará disponível para a plataform


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) - http://www.inpe.br/

Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) Abre Inscrição Até Março

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje com data do dia (28/01) no site da “Agência Espacial Brasileira (AEB)”, destacando que a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) abre inscrição até março.

Duda Falcão

Olimpíada Brasileira de Astronomia
Abre Inscrição Até Março

MCTI


Brasília, 28 de janeiro de 2016 – Está aberto até 13 de março próximo o prazo para inscrição para a 19ª Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). Em 2015, a OBA envolveu 837 mil alunos e 64 mil professores de dez mil escolas públicas e particulares.

A evolução dos números mostra que a OBA ajuda a aproximar os estudantes das ciências espaciais, despertando o interesse dos jovens pela astronomia.

“A OBA é a terceira maior olímpiada do país, é a que tem o maior número de participantes no edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a primeira em número de distribuição de medalhas”, destaca o astrônomo João Batista Canelle, coordenador nacional da iniciativa.

Ele ressalta que o certame distribuiu 45 mil medalhas em 2015. “O impacto dessas medalhas na vida de um aluno ninguém mede, mas é, certamente, positivo. O estudante se sente orgulhoso junto do professor, da escola, da família. É um ciclo virtuoso em que o aluno influencia os colegas.”

Professor do Instituto de Física da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Canalle lembra que o número de estudantes que participaram da OBA em 2015 subiu para 837 mil contra 800 mil dos cinco anos anteriores. São Paulo é o estado com mais escolas inscritas e maior número de medalhas. O Ceará vem em segundo lugar.

Benefícios – “A OBA é uma forma de interagir à distância com os professores. Capacitar, orientar e estimular alunos e professores e escolas de todo o território nacional e premiar em grande escala. Nossa expectativa é continuar crescendo nessa jornada em prol da melhoria da educação brasileira”, afirma.

A OBA se realiza no próximo dia 13 de maio. A prova é dividida em quatro níveis. Os três primeiros são para alunos do ensino fundamental e o quarto, para os do ensino médio. O exame é composto por dez perguntas: sete de astronomia e três de astronáutica. A maioria das questões é de raciocínio lógico. As medalhas são distribuídas conforme a pontuação obtida por cada nível.

Os melhores classificados na OBA representam o Brasil na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica e Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica de 2017. E os participantes dessa edição ainda concorrem a vagas nas Jornadas Espaciais, que ocorrem em São José dos Campos (SP), onde os participantes recebem material didático e assistem a palestras de especialistas.

“Ao se inscrever a escola também participa simultaneamente da Mostra Brasileira de Foguetes. É uma atividade inteiramente prática para o aluno construir foguetes que voem o mais alto possível. Em 2015 a atividade teve 87 mil alunos”, lembra Canalle.

A OBA é coordenada por uma comissão formada por membros da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e da Agência Espacial Brasileira (AEB). São promovidos, desde 2009, os Encontros Regionais de Ensino de Astronomia (EREAs), entre 10 e 12 por ano. O programa é realizado com parcerias locais e principalmente com recursos do CNPq.

Escolas públicas ou particulares que ainda não participam já podem se cadastrar pelo site da OBA (www.oba.org.br)


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Embaixada do Reino Unido Lança Concurso Para Ex-Bolsistas do Ciência sem Fronteiras

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje com data do dia (27/01) no site da “Agência Espacial Brasileira (AEB)”, destacando que Embaixada do Reino Unido lança concurso para ex-bolsistas do programa “Ciência sem Fronteiras (CsF)”.

Duda Falcão

Embaixada Lança Concurso Para
Ex-Bolsistas do Ciência sem Fronteiras

CsF


Brasília, 27 de janeiro de 2016 – A Embaixada do Reino Unido em Brasília recebe, até 10 de fevereiro, inscrição para o concurso SwB UK Challenge 2016. O objetivo é reconhecer e premiar pesquisas notáveis de ex-bolsistas do programa Ciência sem Fronteiras (CsF) que tenham participado da iniciativa nas modalidades doutorado pleno, doutorado sanduíche e pós-doutorado no Reino Unido.

Para se inscrever, é preciso preencher um formulário com informações pessoais e enviar uma breve descrição da pesquisa realizada. É também obrigatório enviar o link para um vídeo de dois a quatro minutos, no qual o pesquisador deve explicar seu trabalho de maneira clara e acessível ao público leigo.

De acordo com o regulamento, podem participar os ex-bolsistas que cumprirem os seguintes requisitos: ter nacionalidade brasileira; ter concluído sua participação no CsF – Reino Unido em alguma das seguintes modalidades: doutorado pleno, doutorado-sanduíche ou pós-doutorado; quando da participação no programa, ter estudado em uma instituição de nível superior no Reino Unido por um período mínimo de seis meses; ter terminado o período de estudo no Reino Unido e residir atualmente no Brasil.

Premiação – O vencedor ganha, como prêmio, duas viagens: uma a São Paulo, para participar da premiação do concurso SwB UK Ambassador 2016 como jurado; e uma ao Reino Unido, para desenvolver uma programação científica e cultural em instituições britânicas.

Após as viagens, o vencedor também visitará universidades e escolas brasileiras a fim de explorar novas possibilidades de pesquisa e representar a rede de ex-alunos. O ganhador participa ainda de palestras sobre sua área de atuação, sua pesquisa e assuntos relacionados à escolha pela carreira acadêmica e responsabilidades científicas.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Pois é leitor, e dá mesma forma que sumiu, o site da nossa Agência Espacial de Brinquedo (AEB) retornou ao universo online da Internet, ou seja, sem qualquer explicação. Essa gente é patética, mas fazer o que? Aproveitando a oportunidade Sr. Braga Coelho, cadê a "Revista Espaço Brasileiro" que era editada na época que o senhor assumiu o seu cargo de presidente da AEB?

Estudo Busca Reduzir Ruído de Aeronaves e Veículos Lançadores

Olá leitor!

Segue abaixo um artigo postado dia (21/01) no site da “Agência USP” destacando que estudo do DCTA/IAE e da Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM) da Unicamp busca reduzir ruído de aeronaves e veículos lançadores.

Duda Falcão

TECNOLOGIA

Estudo Busca Reduzir Ruído de
Aeronaves e Veículos Lançadores

Leonardo Zacarin, da Assessoria CEPID-CeMEAI
Por Da Redação
21/janeiro/2016

Pesquisadores do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos, estudam o ruído gerado pelas turbinas de aviões e de motores foguete para tentar diminuí-lo. A pesquisa é coordenada por João Luiz Azevedo, chefe da Divisão de Aerodinâmica (ALA), do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), e por William Wolf, professor da Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM) da Unicamp. Os dois são pesquisadores do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), sediado na USP em São Carlos.

Foto: Divulgação
Ferramenta computacional é capaz de simular
o comportamento do ruído.

Os pesquisadores envolvidos no trabalho são estudantes do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Sami Yamouni é pós-doutorando e Carlos Junqueira Júnior é estudante de doutorado.

“Existem vários aeroportos no meio de cidades. O pessoal que mora na região se incomoda com o barulho, e esses aeroportos começaram a colocar algumas restrições de emissão de ruídos. As indústrias que produzem aviões tiveram que prestar mais atenção nisso e nosso trabalho se enquadra nessa área”, conta Júnior. O ruído originado nas turbinas e nos motores foguete é consequência do escoamento do jato que emana destes dispositivos. “A dinâmica do escoamento do fluido cria fontes acústicas como resultado de flutuações de pressão nesse escoamento”, explica.

A partir desse ruído que se origina nas turbinas ou nas tubeiras de motores foguete, dois campos de estudo se completam para analisar a propagação do ruído: a aerodinâmica, que estuda a fonte – no caso, as flutuações de pressão no escoamento nas turbinas e no jato dos motores foguete – e a aeroacústica, que busca prever o comportamento do som a distâncias grandes – como, por exemplo, a de um aeroporto até as casas próximas. “A aerodinâmica é uma disciplina muito antiga. A aeroacústica surgiu na década de 50 e, sem a aerodinâmica, a aeroacústica não existe”, analisa Yamouni.

A ferramenta computacional desenvolvida pelos pesquisadores ainda está sendo aprimorada. Ela é capaz de simular o comportamento do ruído nas turbinas de aeronaves simples, que já foram testadas em outros estudos. A ideia agora é torná-la capaz de simular veículos mais complexos.

“Vamos implementar novos conceitos na pesquisa para tentar entender melhor a dinâmica e a física do jato e o ruído gerado por ele”, observa Yamouni. “Vamos entregar uma ferramenta que foi comparada com a literatura. Ela consegue fazer computação paralela, ou seja, conseguimos usar com eficiência todo recurso computacional disponível no cluster do CeMEAI. Ela poderá ser usada para estudar outras configurações de jatos e validar estudos”, assegura Júnior.

Confira vídeo sobre a pesquisa:


Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP. O CeMEAI é especialmente adaptado e estruturado para promover o uso de ciências matemáticas (em particular matemática aplicada, estatística e ciência da computação) como um recurso industrial.

As atividades do Centro são realizadas dentro de um ambiente interdisciplinar, enfatizando-se a transferência de tecnologia e a educação e difusão do conhecimento para as aplicações industriais e governamentais. As atividades são desenvolvidas nas áreas de Otimização Aplicada e Pesquisa Operacional, Mecânica de Fluidos Computacional, Modelagem de Risco, Inteligência Computacional e Engenharia de Software.

Além do ICMC, o CEPID-CeMEAI conta com outras seis instituições associadas: o Centro de Ciências Exatas e Tecnologia da Universidade Federal de São Carlos (CCET-UFSCar); o Instituto de Matemática Estatística e Computação Científica da Universidade Estadual de Campinas (IMECC-UNICAMP); o Instituto de Biociências Letras e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista (IBILCE-UNESP); a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (FCT-UNESP); o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE); e o Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP).

Mais informações: (16) 3373-6609, e-mail contatocemeai@icmc.usp.br


Fonte: Site da Agência USP - http://www.usp.br/agen/

Estrela Traz Evidências do Início da Via Láctea

Olá leitor!

Segue abaixo um artigo postado dia (18/01) no site da “Agência USP” destacando que uma equipe de astrônomos dos EUA e do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, identificaram a estrela Ultra Pobre em Metais (UMP) mais brilhante conhecida até agora.

Duda Falcão

CIÊNCIAS

Estrela Traz Evidências do Início da Via Láctea

Da Seção de Apoio Institucional do IAG
Por Da Redação
18/janeiro/2016

Foto: Wikimedia Commons/NASA/JPL-Caltech
Descoberta de estrela pode ajudar a entender a formação de nossa galáxia.

Uma equipe de astrônomos do Brasil e dos Estados Unidos, coordenada pelo professor Jorge Meléndez, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, identificou a estrela ultra pobre em metais (UMP) mais brilhante conhecida até agora, a 2MASS J18082002–5104378. Estrelas com menor quantidade de metais são essenciais para o estudo detalhado do início da Via Láctea (galáxia onde está localizado o sistema solar), pois elas são mais primitivas. A identificação e o estudo da estrela ocorreram nos telescópios do Observatório Europeu do Sul (ESO), sediado no Chile.

Durante os primeiros minutos após o Big Bang (evento que deu origem ao Universo há aproximadamente 14 bilhões de anos), apenas os elementos químicos hidrogênio e hélio foram produzidos, e uma quantidade muito pequena de lítio. Elementos mais pesados, chamados de “metais”, foram produzidos posteriormente no interior de estrelas.

As estrelas mais massivas explodem rapidamente, ejetando material rico em metais ao meio interestelar, de tal maneira que subsequentes gerações de estrelas têm um conteúdo cada vez maior de metais. Assim, as estrelas com a menor quantidade de metais são as mais primitivas, formadas quando o universo era muito jovem.

A procura de estrelas pobres em metais é uma das áreas mais ativas da astronomia, com o objetivo de estudar as primeiras fases da nossa galáxia. A maioria dos esforços atuais está concentrada em estrelas fracas, mas seu baixo brilho dificulta a sua observação em detalhe.
O grupo liderado pelo professor Meléndez procura estrelas pobres em metais relativamente brilhantes desde 2013. Em 2014, a equipe observou a 2MASS J18082002–5104378 com o telescópio New Technology Telescope (NTT) do ESO, identificando-a como uma promissora estrela.

Para obter mais detalhes sobre sua composição química, ela foi observada em 2014 e 2015 usando o espectrógrafo (instrumento astronômico capaz de dispersar a luz estelar formando um espectro em comprimento de onda) UVES no telescópio Very Large Telescope (VLT) de 8 metros, no Observatório Paranal do ESO.

Os astrônomos confirmaram que a estrela é tão pobre em metais que foi classificada como ultra pobre em metais (em inglês Ultra Metal-Poor, UMP). Estrelas UMP têm um conteúdo de metais dezenas de milhares de vezes (1/10000) menor que a quantidade de metais do Sol. A distância aproximada da estrela em relação ao sistema solar é de 2500 anos-luz, ou seja, a luz da estrela demora 2.500 anos para chegar à Terra.

Brilho da Estrela

A 2MASS J18082002–5104378 é a mais brilhante UMP conhecida até agora. Ela tem um brilho de 11.9 magnitudes, sendosuficientemente brilhante para ser observada com telescópios pequenos, a partir de 10 centímetros. Apenas a estrela CD -38 245, descoberta há mais de 30 anos pelos astrônomos australianos M. S. Bessell e J. Norris, tem um brilho similar. Todas as outras estrelas UMP são pelo menos seis vezes mais fracas. “É muito raro encontrar uma estrela UMP tão brilhante”, explica Meléndez. “Essas estrelas são preciosas relíquias para arqueologia galáctica, para desvendar a história da nossa Via Láctea”.

Entre os elementos químicos encontrados na estrela estão lítio, sódio, magnesio, aluminio, silício, cálcio, escândio, titânio, cromo, manganês, ferro, cobalto, níquel. A equipe pretende obter observações detalhadas no ultravioleta para estudar esses elementos.

“A estrela é tão brilhante que podemos tentar observações espectroscópicas no ultravioleta com o telescópio espacial Hubble”, planeja Vinicius Placco, da Notre Dame University (Estados Unidos), o coautor da descoberta. As observações com o Hubble seriam ideais porque não têm a limitação da interferência da atmosfera terrestre.

A descoberta é descrita no artigo 2MASS J18082002-5104378: The brightest (V = 11.9) ultra metal-poor star publicado na revista internacional Astronomy & Astrophysics. O artigo foi escrito por Jorge Meléndez, Vinicius Placco, Marcelo Tucci-Maia, do Departamento de Astronomia do IAG, Iván Ramírez, da University of Texas, em Austin (Estados Unidos), Ting S. Li4, da Texas A&M University (Estados Unidos) e Gabriel Perez, do Departamento de Ciências Atmoféricas do IAG.

(Com informações da assessoria de comunicação do ESO)


Fonte: Site da Agência USP - http://www.usp.br/agen/ 

Mapa Permite Estimar Idade dos Componentes da Via Láctea

Olá leitor!

Segue abaixo um artigo postado dia (17/01) no site da “Agência USP” destacando que uma equipe de astrônomos do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP e do exterior, conseguiram elaborar um mapa que permite estimar a idade de estrelas que compõem o halo da Via Láctea.

Duda Falcão

CIÊNCIAS

Mapa Permite Estimar Idade
dos Componentes da Via Láctea

Por Antonio Carlos Quinto
17/janeiro/2016

Foto: Marcos Santos/ USP Imagens
O halo, juntamente com o disco e o bojo,
formam estrutura principal da Galáxia.

Pela primeira vez, astrônomos conseguiram elaborar um mapa que permite estimar a idade de estrelas que compõem o halo da Via Láctea. Utilizando dados do Sloan Digital Sky Survey (SDSS), obtidos por um telescópio de 2,5 metros de diâmetro localizado no Novo México (EUA), cientistas brasileiros e do exterior já podem estimar idades aproximadas de qualquer região da Galáxia, usando somente ligeiras variações nas cores das estrelas.

Os cientistas do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP Rafael Miloni Santucci e Silvia Rossi, juntamente com outros astrônomos, são os autores do artigo que descreve este novo método, cujo trabalho foi veiculado na revista internacional Astrophysical Journal Letters, intitulado: Mapa cronográfico de idade do halo da Galáxia.

Santucci explica que o halo, juntamente com o disco e o bojo, formam a estrutura principal da Galáxia. “Trata-se de uma região de baixa densidade estelar, cuja forma é praticamente esférica, e envolve a Galáxia até regiões além do disco”, descreve. Ele lembra que o halo é um ambiente importante para se estudar a evolução da nossa Galáxia, pois contém objetos quase tão velhos quanto o próprio Universo e, examente por isso, foi escolhido como ambiente ideal para a construção do mapa.

Com a elaboração do mapa cronográfico, algumas “incertezas” que até então existiam sobre a formação da Galáxia poderão ser melhor definidas. E tudo foi baseado na cor das estrelas. Santucci conta que o mapa permitiu verificar que as estrelas localizadas na região central da Galáxia são as mais velhas. “Isso confirma previsões de simulações numéricas para a formação da Via Láctea”, conta. Nestes modelos, a Via Láctea parece ter se formado de um colapso gravitacional de uma enorme nuvem de gás, onde as estrelas foram formadas primeiro nas regiões mais internas e depois nas regiões mais externas. “Nosso mapa consegue ver exatamente isso, os objetos mais próximos do centro da Galáxia têm uma idade de cerca de 13 bilhões de anos enquanto as regiões mais externas são em geral mais jovens, com cerca de 9 bilhões de anos”, comemora Santucci.

Cores e Massas

Para elaborar o mapa, os astrônomos utilizaram uma amostra de quase 5 mil estrelas branco-azuladas do halo, em uma fase evolutiva onde fundem Hélio em Carbono em seus núcleos. “As cores das estrelas estão relacionadas com suas temperaturas, que por sua vez estão relacionadas com suas massas, sendo que estas regem seus tempos de vida”, explica. Pelo mapa cronográfico, é possível observar, por exemplo, que as estrelas de cor mais avermelhada, cujas temperaturas são mais baixas, são encontradas predominantemente nas regiões mais externas da Galáxia. “É importante dizer que somente para este tipo de estrelas, quanto mais avermelhada sua cor, mais jovem ela é. Além disso, as estrelas mais azuladas, e portanto mais velhas, são encontradas predominantemente nas regiões próximas ao centro galáctico”.

Santucci conta que a primeira observação que levou em conta as cores das estrelas foi feita em 1991, pelo astrônomo norte-americano George W. Preston. “Na oportunidade ele analisou uma amostra de aproximadamente 150 estrelas do halo galáctico”, informa. Santucci e sua orientadora, a professora Silvia Rossi, anunciam que o próximo mapa cronográfico será feito com base em cerca de 100 mil estrelas. “Em breve deveremos submeter um novo artigo à uma importante publicação científica”, adianta o cientista.

Imagem cedida pelo pesquisador
A figura mostra o principal resultado do trabalho dos astrônomos,
comprovando pela primeira vez que o Halo se formou de dentro para fora.

Na região do halo da Galáxia ocorrem colisões com galáxias menores. O mapa cronográfico permite identificar estas galáxias que estão sendo engolidas pela Via Láctea, estimando as suas idades e, até mesmo, outras estruturas resultantes de colisões ou da própria formação inicial da Galáxia.

“Conseguimos identificar, por exemplo, um evento de destruição da pequena galáxia de Sagitário na região do halo que está ocorrendo há alguns bilhões de anos”, conta. “É um bom exemplo de como o mapa pode ser útil, podemos avaliar não só a origem do Halo, mas também sua evolução com as diversas interações da Galáxia com outras galáxias menores no decorrer do tempo.”

O mapa elaborado pelos astrônomos é um dos frutos da tese de doutorado de Santucci que será defendida no IAG em 2016, sob orientação da professora Silvia Rossi.

Mais informações: rafaelsantucci@gmail.com


Fonte: Site da Agência USP - http://www.usp.br/agen/

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

O Gigantesco Mundo dos Nanossatélites - Reportagem do Canal Euronews

Olá leitor!

O Canal Euronews exibiu recentemente uma interessante reportagem em português sobre o futuro da exploração espacial através do uso cada vez maior da tecnologia de nanossatélites, inclusive apresentando um projeto em curso no Centro Espacial Mektory de Tallin, na Estónia, onde um grupo de estudantes está construindo um destes nanossatélites.

A reportagem também aborda a missão da Agência Espacial Européia (ESA) ao planeta Marte, missão esta denominada "EXOMARS” que tem como objetivo procurar sinais de vida no planeta vermelho. Vale a pena dar um conferida.

Aproveitamos para agradecer publicamente ao leitor Jahyr Jesus Brito pelo envio desta matéria.

Duda Falcão

Afinal, Nibiru e Planeta Nove São a Mesma Coisa?

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada hoje (28/01) no site “Apollo11.com”, destacando a diferença entre o possível nono planeta anunciado recentemente e o hipotético planeta Nibiru.

Duda Falcão

Editoria: Astronomia

Afinal, Nibiru e Planeta Nove
São a Mesma Coisa?

Quinta-feira, 28 jan 2016 - 10h34

O anúncio da possibilidade de haver um novo planeta nos confins do Sistema Solar causou grande euforia entre o pessoal que acredita na existência do planeta Nibiru, a maior parte desdenhando o conhecimento científico atual.


Desde que Michael Brown publicou o paper (trabalho científico) sobre a hipótese de que um novo objeto orbitava no Sistema Solar, milhares de pessoas passaram a desdenhar sobre o estudo, afirmando que o povo Sumério já sabia da existência desse planeta há milhares de anos. Segundo eles, esse corpo se chama Nibiru e já pode ser visto por telescópios.

A maioria das pessoas que acredita nessa história costuma argumentar que Nibiru está vindo em nossa direção. No Brasil, os adeptos da existência de Nibiru costumam evocar a música "Segundo Sol", de Nando Reis, como uma espécie de profecia interpretada por Cássia Eller.

Diferente de argumentos e hipóteses científicas que precisam ser provados e quase sempre são reformulados para refletir a realidade, Nibiru é uma fábula em que muitas pessoas preferem acreditar, já que é uma história interessante, fácil de ser entendida e não precisa ser provada.

O que é Nibiru?

Para quem não sabe, Nibiru é um planeta hipotético, proposto pelo escritor e arqueólogo já falecido, Zecharia Sitchin, após traduzir e interpretar antigos textos sumérios.

Segundo ele, o povo sumério (que existiu na Terra entre 6500 a.C e 1940 a.C) já tinha conhecimento de todos os planetas do Sistema Solar, inclusive Nibiru, que segundo ele orbitaria o Sol de forma altamente elíptica a cada 3450 anos. Para Sitchin, a própria cultura suméria foi criada pelos extraterrestres que viviam em Nibiru, chamados Anunnakis, que aqui chegaram há 450 mil anos.

Pela interpretação de Sitchin, Nibiru estaria atualmente se aproximando do Sistema Solar interior, o que provocaria grandes mudanças nas orbitas dos planetas, inclusive na terra, com a consequente destruição da humanidade. Para os adeptos de Nibiru, diversos fenômenos naturais que ocorrem na Terra já são consequência dessa aproximação.

Segundo os astrofísicos, a fantástica história de Sitchin não se sustenta por diversos motivos e não tem qualquer relação com as descobertas e hipóteses feitas à luz da ciência. No entender dos historiadores (que não são cientistas), existem tantas incorreções nas traduções feitas por Sitchin que seus textos nem são usados no apoio às pesquisas modernas.

Crendice

Quando Mike Brown anunciou a possibilidade de um planeta enorme, escuro e de órbita extremamente alongada, exatamente como o proposto por Sitchin, não faltaram risadas e sarcasmos, já que "todos" já sabiam sobre Nibiru, mas sua existência estaria sendo negada pelas autoridades para não criar pânico na população. No entanto, a presença do objeto havia ficado tão evidente que não era mais possível nega-la.

A história de Sitchin encontra eco nas mentes mais avessas ao conhecimento e ao método científico, que esquecem que qualquer história pode ser inventada e coincidentemente pode acontecer. Se amanhã os cientistas descobrirem vida em outros planetas, as risadas vão se repetir, pois essa possibilidade já foi arduamente explorada em filmes e livros de ficção.

Ninguém perguntou se a orbitas do hipotético Planeta Nove e Nibiru são as mesmas, se os períodos orbitais são os mesmos ou se as massas são as mesmas. Ninguém perguntou se a velocidade de deslocamento de Nibiru é possível ou se a própria existência dele é verossímil. Nada disso importa, apenas o desejo de sua existência.

A crendice na existência de Nibiru está ligada não só ao baixo nível no ensino das ciências nas escolas, mas principalmente ao desejo que a maioria das pessoas tem em acreditar em algo superior, extraterrestre, religioso, que possa dar uma lição aos homens, que não cuidam bem do planeta.

O desconhecimento científico e a preferência pelo fácil sobrenatural geram grandes distorções no pensamento de toda uma população. É mais fácil acreditar em uma fábula, desdenhar e rir das conquistas da ciência a entender que somente o conhecimento e estudo podem tirar o indivíduo da escuridão.


Fonte: Site Apollo11.com - http://www.apolo11.com/ 

Telescópio Brasileiro Para Observação do Sol é Lançado pela NASA

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada hoje (28/01) no site “Inovação Tecnológica” destacando que Telescópio Solar desenvolvido por pesquisadores do Centro de Radioastronomia e Astrofísica Mackenzie (CRAAM), da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em colaboração com colegas da UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas), foi lançado pela NASA.

Duda Falcão

ESPAÇO

Telescópio Brasileiro Para Observação
do Sol é Lançado pela NASA

Com informações da Agência Fapesp
28/01/2016

[Imagem: CRAMM]
Instrumento científico Solar T, transportado por um balão estratosférico, está
em voo de circunavegação na Antártica captando a energia que emana das
explosões solares em frequências nunca medidas.

Solar-T

A NASA lançou um balão estratosférico que transporta dois equipamentos científicos voltados a estudar o Sol. O lançamento foi feito em McMurdo, base dos Estados Unidos na Antártica, na última segunda-feira (18).

Um dos equipamentos é o Solar-T, um telescópio fotométrico duplo, projetado e construído no Brasil por pesquisadores do Centro de Radioastronomia e Astrofísica Mackenzie (CRAAM), da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em colaboração com colegas da UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas).

O outro equipamento é o experimento de raios X e gama GRIPS (sigla em inglês de Gamma-ray Imager/Polarimeter for Solar Flares), da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos EUA, ao qual o Solar-T foi acoplado.

Sol em Terahertz

A grande novidade científica das observações realizadas pelo Solar-T é que ele é capaz de captar a energia que emana das explosões solares em duas frequências inéditas, de 3 e 7 terahertz (THz) - daí o "T" no nome do telescópio - que correspondem a uma fração da radiação infravermelha distante.

"Essas frequências de 3 e 7 terahertz são impossíveis de serem medidas a partir do nível do solo porque são bloqueadas pela atmosfera. É necessário ir para o espaço para medi-las", disse Pierre Kaufmann, pesquisador do CRAAM e coordenador do projeto.

Situada no espectro eletromagnético entre a luz visível e as ondas de rádio, a radiação terahertz (1 trilhão de Hertz ou 1012 Hz) permite observar mais facilmente a ocorrência de explosões associadas aos campos magnéticos das regiões ativas do Sol, que muitas vezes lançam em direção à Terra jatos de partículas de carga negativa (elétrons) aceleradas a grandes velocidades.

Nas proximidades do planeta, essas partículas normalmente produzem as belas auroras austrais e boreais, mas, em intensidades muito grandes, podem interferir no funcionamento de satélites de telecomunicações e, em última instância, até mesmo nas redes elétricas em terra.

As emissões terahertz no Sol só foram descobertas recentemente, e o Solar-T poderá ajudar a elucidar sua origem. Elas podem ser geradas, por exemplo, por mecanismos de aceleração de partículas a altos níveis de energia, antes insuspeitados.

Uma das hipóteses é a de que as emissões sejam produzidas por elétrons ultrarrelativísticos, acelerados por campos eletromagnéticos até velocidades próximas à da luz. "Outras cogitações relacionam sua origem com o decaimento de píons, produzindo pósitrons de alta energia", disse Kaufmann


[Imagem: NASA/SDO/Wiessinger]
Uma explosão solar aparece muito diferente quando vista em cada
comprimento de onda - ainda não havia observações em terahertz,
como as que estão sendo feitas pelo Solar-T.

Lançamento de Graça

O custo de experimentos espaciais a bordo de balões estratosféricos é muito menor em comparação ao uso de satélites lançados por foguetes. Neste caso, porém, sequer houve custos para a equipe brasileira.

"Não tivemos que pagar nada pela missão porque fomos convidados pelo grupo de pesquisadores do experimento GRIPS a participar do projeto após apresentarmos o Solar-T em uma conferência internacional. Estávamos à procura de um lançador para o telescópio e tínhamos até um projeto de ter um lançador próprio," contou Kaufmann.

Igualmente importante, o Sol também nunca se põe no Polo Sul nesse período do ano, ampliando as observações. Além disso a circulação estratosférica de vento - o chamado vórtice - em volta do Polo Sul é favorável nessa época do ano.

Dessa forma, é possível coletar ininterruptamente a luz emitida pelo Sol. "Mesmo agora, em que o Sol está em uma fase de queda de ciclo, a chance de detectar uma explosão razoável, observando por 24 horas diariamente e em um período entre 20 e 30 dias em que o Solar-T ficará na estratosfera, é muito boa", avaliou Kaufmann.


[Imagem: NASA]
O balão levando os dois instrumentos, momentos antes de seu lançamento, e
um mapa com o trajeto de circunavegação iniciado logo após o lançamento.

Fotômetros Terahertz

Para fazer as medições, o Solar-T conta com dois fotômetros (medidores de intensidade de fótons), coletores e filtros para bloquear radiações de frequências indesejáveis (infravermelho próximo e luz visível), que poderiam mascarar o fenômeno, e selecionar as frequências de 3 e 7 terahertz.

Os dados coletados pelo telescópio são armazenados em dois computadores a bordo do equipamento e transmitidos compactados à Terra, por meio de um sistema de telemetria, valendo-se da rede de satélites Iridium. Os dados transmitidos à Terra são gravados em dois computadores no CRAMM.

"A transmissão dos dados obtidos pelo Solar-T para a Terra garante a obtenção das informações coletadas caso não seja possível recuperar os computadores a bordo do equipamento, porque as chances são muito baixas," afirmou Kaufmann. "A Antártica é maior do que o Brasil, tem pouquíssimos lugares de acesso e não há como controlar o lugar onde o balão deve cair."

De acordo com o pesquisador, os dois fotômetros THz, os computadores de dados e o sistema de telemetria do Solar-T estão funcionando normalmente, alimentados por duas baterias recarregadas por painéis solares.

Os dados terão que ter precisão de apontamento e rastreio do Sol de mais ou menos meio grau. Esse nível de precisão deverá ser assegurado por um sistema automático de apontamento e rastreio do GRIPS, com o qual o Solar-T está alinhado.

"Por enquanto, ainda não houve nenhuma grande explosão solar captada pelo Solar-T. Mas, caso ocorra, o equipamento poderá detectá-la e enviar os dados para analisarmos," disse Kaufmann.


Fonte: Site Inovação Tecnológica - http://www.inovacaotecnologica.com.br

Comentário: Pois  é leitor, quem tem competência e compromisso com o que faz mesmo vivendo num universo de “Faz de Conta”, consegue fazer a diferença, parabéns as equipes deste projeto que já havia sido abordado aqui no Blog anteriormente. Entretanto está é mais uma prova do caos que se instalou nas atividades espaciais do país sobe o comando desta debiloide e de seu escudeiro banana. Muitos não sabem, mais o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais tem um Departamento de Astrofísica especializado nessas missões científicas através de Balões e não creio (posso até estar enganado) que se tivéssemos um programa espacial sério, compromissado e dirigido com competência e com o firme propósito de apresentar resultados a sociedade brasileira, e não fantasias, não teríamos de recorrer a uma missão da NASA para lançarmos este telescópio solar. Recordo-me que em 2004 este mesmo departamento do INPE vinha desenvolvendo um fantástico projeto denominado MASCO (veja aqui) que tinha como objetivo desenvolver um telescópio capaz de obter espectros e imagens em raios-X e gama de fontes cósmicas. Este experimento empregava a técnica de imageamento conhecida como “MÁSCARA CODIFICADA”, daí o nome do projeto, mas como sempre acontece em nosso Patinho Feio, não há registro do projeto ter sofrido continuidade. Infelizmente é como eu digo, poderíamos ter avançado muito em várias áreas das atividades espaciais e hoje estarmos completamente independentes, mas ficamos pelo caminho por que assim os desgovernos civis de merda decidiram. Veja você como essa gente não tem o mínimo compromisso e competência com o que fazem. A última deles recentemente foi tirar o site da Agência Espacial do ar, substituindo por um site de CHAT onde lhe cobram que se inscreva para participar. Veja bem leitor, nada contra ao tal do CHAT, mas como você tirar o site da Agência do ar sem qualquer comunicação a Sociedade? Imagine se a NASA fizesse isto nos EUA? É como eu digo, o que se pode esperar de um órgão sob o comando de um tremendo Banana? Pois é leitor, enquanto as atividades espaciais do país estiverem sob o comando desta gente e desses políticos de merda, não há a menor esperança de realizarmos algo de significativo no espaço, há não ser em situações pontuais como esta através de iniciativas dos próprios pesquisadores. Uma vez mais parabéns a Universidade Presbiteriana Mackenzie e a UNICAMP, WELL DONE galera.