terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Fotografias do Universo São Usadas Para Ensinar Astronomia na 14ª Jornada Espacial em SJC

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (12/12) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB), desatacando que fotografias do universo foram usadas para ensinar astronomia durante a realização da oficina “Brincando com as Constelações” do Programa AEB Escola, aos estudantes na 14ª Jornada Espacial, em São José dos Campos (SP).

Duda Falcão

Fotografias do Universo São Usadas
Para Ensinar Astronomia

Coordenação de Comunicação Social – CCS
12/12/2016

Fotos: Gleice Oliveira/AEB Escola
Lucas Ferreira orienta alunos na oficina
Brincando com as Constelações.

A oficina Brincando com as Constelações que ensina a Astronomia a partir do uso de fotografias do universo foi a principal atração apresentada pelo Programa AEB Escola, da Agência Espacial Brasileira (AEB), aos estudantes na 14ª Jornada Espacial, na última terça-feira (06.12), em São José dos Campos (SP).

A atividade com orientação do colaborador do AEB Escola, Lucas Ferreira consiste em identificar as constelações em uma fotografia do Astro Project Brazil, projeto idealizado em parceria com o fotógrafo americano Dennis Asfour.

Para identificar o conjunto de estrelas, o estudante deve recortar o desenho da constelação e sobrepor a região correspondente na astrofoto. “O trabalho é um exercício de imaginação e aprendizado, pois é possível simular a observação do céu noturno e identificar as constelações que existem no universo”, explicou o colaborador.

Lucas ressaltou ainda que a astrofotografia é um método de capturar imagens de eventos celestes, por meio de registros gráficos ou fotográficos. Essa prática possibilita o entendimento do comportamento do universo e de corpos celestes, como o sol, lua, planetas, cometas, estrelas, nebulosas e galáxias.

A oficina didática tem o objetivo de despertar o interesse do estudante de forma lúdica ao mesmo tempo em que aprende conteúdos como história, física, química, sociologia e filosofia. Para realizar a atividade foi utilizada uma astrofotografia impressa do céu noturno do verão do hemisfério Sul, acompanhada de artes das constelações impressas em material transparente, tesoura e fita adesiva.

“A oficina Brincando com as Constelações foi a melhor atividade que participei durante a Jornada, pois trata de astrofotografia, uma das áreas que gostaria de trabalhar no futuro”, afirmou o estudante de João Pessoa, Sidney Holmes. Ele ainda acrescentou que não conhecia a técnica de identificar constelações utilizando fotos, mas a ideia é ótima para iniciar o estudo e a localização das estrelas.

Palestras – Outa atividade que chamou a atenção dos alunos foi a palestra Introdução ao Direito Espacial, ministrada por Álvaro Fabrício dos Santos, da Consultoria Jurídica da União (CGU) de São José dos Campos.

No início da apresentação Álvaro explicou que o Direito Espacial busca regulamentar a exploração no espaço em prol da segurança da humanidade, ou seja, é o ramo do Direito Internacional público que interessa a todos os países.

De acordo com Álvaro, a exploração espacial é sempre responsabilidade dos países independentemente de ser feita por empresa privada ou pública. Segundo ele, o país de origem é quem responde as consequências das atividades no espaço. Nesse contexto o Direito Espacial regula as explorações do espaço das organizações nacionais e internacionais.

No Brasil não existe uma legislação, mas a Agência Espacial Brasileira (AEB) criou duas portarias que aprovam o regulamento sobre os procedimentos necessários para a solicitação, avaliação, emissão e acompanhamento de licenças para realização de atividades de lançamentos espaciais no território brasileiro.

Para quem deseja conhecer mais sobre o Direito Espacial, o palestrante indicou a leitura do livro Introdução ao Direito Espacial, de autoria do José Monserrat Filho, vice-presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA) e diretor honorário do Instituto Internacional de Direito Espacial. Monserrat também foi chefe da Assessoria Internacional da AEB.

Visitas – Na segunda-feira (05.12), os alunos conheceram as instalações do Programa de Estudo Monitoramento Brasileiro do Clima Espacial (Embrace) e do Laboratório de Integração e Testes (LIT), no campus de São José dos Campos.

No início da manhã, os estudantes conheceram o centro de operações do Embrace, onde foram recebidos pelo gerente de operações do laboratório, Marcelo Banik de Pádua. O gerente esclareceu que o Embrace analisa os fenômenos que afetam o meio entre o Sol e a Terra, já que o comportamento da estrela pode causar diversos problemas, como atingir o sinal de canais via satélite e até mesmo aparelhos de localização de Sistema de Posicionamento Global (GPS), entre outros problemas graves.

“O trabalho do Embrace é emitir alertas úteis para operações de satélite, sistema de navegação, de aeronaves, linhas de transmissão de energia e até mesmo plataformas de petróleo”, explicou Marcelo.

As informações do clima espacial estão disponíveis no portal do Embrace. Ao acessar o site, o usuário pode acompanhar todos os produtos de clima espacial que são gerados no Brasil. Também é disponibilizado um boletim diário e uma central de notícias sobre clima espacial. Todos os dados são analisados por uma equipe de especialistas da área de astronomia, geofísica espacial, aeronomia e informática.

O estudante do Espírito Santo, Gabriel Gandra, disse que se sente privilegiado pela oportunidade de conhecer de perto o trabalho de monitorar os eventos que ocorrem entre o Sol e a Terra. “Muitos trabalhos científicos essenciais para a nossa vida, realizados no Brasil são desconhecidos. Por exemplo, o monitoramento das explosões solares e os efeitos que podem causar em nossa vida é um fenômeno de extrema importância, mas poucas pessoas conhecem no país”, ressaltou.

A visita ao LIT foi guiada pelo gerente de relações industriais, Ciro Hernandes, que apresentou aos professores e estudantes as instalações do laboratório responsável pela montagem, integração e testes de um satélite artificial a ser colocado na órbita da Terra. “O LIT propicia as condições ambientais, nas quais o satélite fica sujeito, desde seu lançamento até sua operação em órbita. São simuladas no laboratório condições como vibrações mecânicas e acústicas, que ocorrem durante o lançamento; as condições de vácuo e temperaturas adversas, que ocorrem durante a operação em órbita e a susceptibilidade às radiações eletromagnéticas, que ocorrem no espaço ao redor de sua órbita”, explicou Ciro Hernandes.

Estudantes aprendem a identificar conjunto
de estrelas utilizando uma astrofoto..
Alunos visitam o Embrace e tiram dúvidas
com Marcelo de Pádua.
Professores e estudantes visitam às instalações do LIT.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Nenhum comentário:

Postar um comentário