terça-feira, 1 de novembro de 2016

Para Coordenador do MCTIC, Parceria Com Portugal Pode Mudar a Ciência no Atlântico

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (01/11) no site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), destacando que para o coordenador do MCTIC, parceria com Portugal pode mudar a ciência no Atlântico.

Duda Falcão

NOTÍCIAS

Para Coordenador do MCTIC, Parceria Com
Portugal Pode Mudar a Ciência no Atlântico

Governo brasileiro recebeu nesta segunda-feira (31) o ministro da Ciência de
Portugal, à frente de uma delegação de especialistas em espaço e oceano.
Objetivo é reforçar a cooperação por meio da Estação Internacional de Açores.

Crédito: Ascom/MCTIC


A parceria entre Brasil e Portugal em pesquisa espacial e oceânica, envolvendo a Estação Internacional dos Açores (AIR Center, na sigla em inglês), pode mudar o rumo da ciência feita no Oceano Atlântico. A avaliação é do coordenador para Mar e Antártica do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Andrei Polejack, que participou nesta segunda-feira (31) de um encontro com uma delegação de especialistas portugueses chefiada pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal, Manuel Heitor.

Segundo Polejack, o AIR Center pode incluir Açores em um futuro mapa de ilhas oceânicas com observatórios interligados. "Temos dois arquipélagos importantes – Fernando de Noronha e São Pedro e São Paulo – e mantemos parceria com a Alemanha em Mindelo, em Cabo Verde", disse. "Se fôssemos capazes de ter observatórios intercambiáveis nessas quatro localidades, pegaríamos a célula do Atlântico Tropical inteira, além de a gente baratear custos com embarcações. Então, consideramos a articulação com a iniciativa portuguesa como uma excelente oportunidade de se mudar o rumo da história da ciência feita no Atlântico."

Polejack recordou que o MCTIC assinou com a União Europeia, em novembro de 2015, uma declaração de intenções para intensificar a pesquisa conjunta no oceano. "A ideia é que possamos finalmente trabalhar o Atlântico, pela primeira vez na história, como uma bacia, para que entendamos, do Ártico até a Antártica, como é a dinâmica marinha e como isso influencia a vida de todos nós em terra firme", explicou. "A União Europeia procurou Brasil e África do Sul. Já fechamos acordo bilateral com a Alemanha, estamos negociando outro com a França e, agora, temos espaço para nos aproximar de Portugal."

De acordo com o coordenador, a declaração possibilitou ao MCTIC se tornar beneficiário e signatário do projeto AtlantOS, financiado pelo programa europeu Horizonte 2020. "Trata-se de uma ótima ferramenta para que possamos trabalhar em conjunto e montar redes, a fim de unificar sistemas de observação em todo o Atlântico e estabelecer uma troca de dados como nunca antes foi feito", definiu Polejack, ao informar que o Brasil integra à plataforma o Sistema de Monitoramento da Costa Brasileira (SIMCosta), a Rede de Boias Ancoradas para Pesquisa Piloto no Atlântico Tropical (Pirata, na sigla em inglês) e o Samoc, que analisa a circulação de calor, entre outros instrumentos.

Ele lembrou que Brasil e África do Sul se alternam na realização do Workshop Sul-Sul sobre a Colaboração em Pesquisa no Atlântico Sul e Tropical, que ocorre no país africano, no fim de novembro, após a edição inaugural, em Brasília, em outubro de 2015. "Vamos fechar uma agenda científica com Angola, Argentina, Namíbia e Uruguai", previu. "Nosso país tem uma liderança nata no oceano. Nesse sentido, adquirimos o [Navio de Pesquisa Hidroceanográfico] Vital de Oliveira, que, já em sua missão inaugural de pesquisa, veio da China e atravessou o Atlântico da Cidade do Cabo ao Rio de Janeiro."

Para o ministro português, a estratégia brasileira em pesquisa oceânica está "perfeitamente integrada" aos objetivos do AIR Center. "Nós precisamos combinar formas de ir pelo mar e pelo espaço rumo à liderança de uma nova agenda científica", afirmou. "Temos que ser inovadores para nos preparar aos desafios da próxima década. Isso passa por ampliar parcerias com o setor privado."

Espaço

O diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Alberto Gurgel, indicou como possível campo de interesse comum o monitoramento de queimadas por satélite. "Sabemos que Portugal enfrenta constantemente incêndios florestais, boa parte deles por acidente", apontou. "Já no Brasil, não temos tantas catástrofes com fogo relacionadas a acidentes – mais à dinâmica de ocupação da Amazônia."

Gurgel apresentou os três satélites de grande porte em desenvolvimento no Programa Espacial Brasileiro: o Amazônia 1, o Cbers-4A e o Satélite Argentino-Brasileiro de Informação Ambientais Marinhas (Sabia-Mar). "Dentro do que conversamos sobre o Air Center, talvez o projeto de maior interesse seja o Sabia-Mar. Estudamos águas costeiras e oceanos, em parceria com a Argentina", ponderou. "Se os colegas portugueses tiverem interesse nessa missão, podemos integrá-los nas mais diversas frentes dessa missão."

Na opinião do diretor, outro caminho de parceria bilateral seria a utilização do Centro Vocacional Tecnológico (CVT) Espacial, a ser inaugurado nos próximos meses no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, em Parnamirim (RN). "O CVT Espacial tem a aparência de um camping, onde estudantes podem passar dois, três ou quatro dias, com capacidade de abrigar até 40 pessoas", avisou. "Estamos abertos a alunos portugueses. O objetivo é despertar interesse pela área. Ou seja, a ideia é que esse centro replique uma missão espacial completa baseado em plataformas de pequeno porte."

O administrador e fundador da empresa portuguesa Tekever, Ricardo Mendes, abordou o satélite 14-BISat, desenvolvido em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense (IFF), com previsão de lançamento em 2017. "Para explorar o mar e o espaço, nós precisamos de infraestrutura, e não apenas ferramentas de grande dimensão. O trabalho vai desde artefatos geoestacionários até a exploração do fundo do mar. Essa é a nossa visão há muitos anos. E o AIR Center vai colocar isso em prática."

A pesquisadora Maria Virgínia Alves, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), elencou possíveis áreas correlatas entre AIR Center e Inpe e citou exemplos de parcerias binacionais existentes, como o projeto 2Clima, em torno de computação para modelos do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), em parceria com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e a Universidade do Porto (UP); o desenvolvimento de produtos com sistemas de comunicação pelo Laboratório de Integração e Testes (LIT) ao lado das universidades de Lisboa (Ulisboa) e de Aveiro (UA); e a interoperabilidade de sistemas computacionais, em colaboração do LIT com o Instituto de Desenvolvimento de Novas Tecnologias (Uninova).

O capitão-de-mar-e-guerra Flávio Giacomazzi, da Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (Secirm), e o capitão-de-fragata Leonardo Barreira, do Grupo de Sistemas Acústicos Submarinos do Instituto de Pesquisas da Marinha (IPqM), destacaram o interesse brasileiro em firmar colaboração para desenvolver pesquisa em águas profundas.


Fonte: Site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC)

Comentário: Tem uma série canadense/americana (creio eu) no canal Sony que parece muito com essa ideia dos portugueses de inclusão do Brasil neste promissor projeto luzitano, o nome da série é: "ERA UMA VEZ", kkkkkkkkkkkk. Patrícios, caiam na real, vocês tem a oportunidade de fazer este projeto funcionar, mas procure nações de verdade, países realmente comprometidos com o desenvolvimento científico e tecnológico, incluir o Brasil nesta lista não é uma boa jogada estratégica e pode atrapalhar o planos de vocês. O próprio Satélite Sabia-MAR citado pelo diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da nossa Agência Espacial Brinquedo (AEB), Dr. Carlos Alberto Gurgel, é uma grande prova da falta de comprometimento do Governo Brasileiro com acordos internacionais e em especial na área espacial. O Sabia-MAR é um projeto lançado em 1998 (quando o projeto era denominado de SABIA-3) e até hoje se arrasta, caiam fora enquanto é tempo.

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