sábado, 1 de outubro de 2016

Brasil Quer Retomar Uso da Base de Alcântara Com Parceria dos EUA

Olá leitor!

Segue abaixo uma interessante matéria postada ontem (30/09) no site do jornal “O Globo” destacando que o Brasil quer retomar uso da Base de Alcântara com parceria dos EUA.

Duda Falcão

BRASIL

Brasil Quer Retomar Uso da Base de
Alcântara Com Parceria dos EUA

Ministro da Defesa diz ainda que inquéritos investigam acordo com
a Ucrânia, que causou prejuízo de ao menos meio bi ao Brasil

Por Danilo Fariello e
Roberto Maltchik
30/09/2016 - 12:01
Atualizado 30/09/2016 - 19:48

Divulgação/23-8-2003
Foguete brasileiro explode na Base Especial de Alcântara,
no Maranhão, em 2003; 21 pessoas foram mortas.

BRASÍLIA E RIO — O governo brasileiro convidou os Estados Unidos a usarem as instalações de Alcântara (MA) para lançar satélites, no primeiro encontro formal do “Diálogo da Indústria de Defesa Brasil e Estados Unidos”, que ocorreu na manhã desta sexta-feira no Palácio do Itamaraty, disse o ministro da Defesa, Raul Jungmann. A partir de agora, o Palácio do Planalto tem pela frente um amplo período de negociações até encerrar um dos impasses mais sensíveis da relação bilateral, a imposição de salvaguardas à tecnologia estrangeira em solo nacional.

O Ministério da Defesa informou posteriormente que já enviou mensagem ao Congresso para “retirar” da Câmara dos Deputados a velha proposta, rejeitada no passado, para em coordenação com o Ministério das Relações Exteriores e o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações renegociar com o governo norte-americano “os ajustes considerados necessários, após o que estaríamos em condições de submetê-lo novamente à apreciação do Congresso Nacional”.

Para que os americanos usem o Centro de Lançamento de Alcântara, com posição geográfica privilegiada pela aproximação com a linha do Equador, que resulta em economia de propelente dos foguetes lançadores, é necessária a aprovação do acordo de salvaguardas pelo Congresso.

O tema chegou a ser discutido em 2002, ainda no governo Fernanrdo Henrique Cardoso, mas não foi aprovado por pressão da bancada petista, à epoca na oposição. Depois, durante os governos Lula e Dilma (2003-2016) o tema ficou engavetado. Durante a recente viagem de Dilma aos EUA, o assunto foi tratado, porém, não houve avanço na legislação.

— O diálogo abre uma nova avenida para as relações comerciais entre os países — disse o subsecretário de Comércio dos EUA, Ken Hyatt.

MERCADO É O MAIOR DO MUNDO

O acordo de salvaguarda garante aos americanos que seus componentes altamente tecnológicos, presentes nos satélites, não sejam acessados por técnicos de outras nações, sejam brasileiros ou de outros países com relações comerciais com o Brasil.

— O lançamento de satélites e foguetes aeroespaciais tem para nós uma enorme importância que seja retomada em bases soberanas — disse Jungmann, destacando que o mercado de defesa americano é o maior do mundo.

As chamadas "bases soberanas" seriam as garantias de autonomia brasileira dentro do Centro de Lançamento. Em tese, sempre existe risco efetivo que um acordo desta natureza retire parte desta autonomia.

Os governos de Brasil e EUA trataram do caso de Alcântara no âmbito de negociações para intensificar parcerias, como a que resultou na construção da aeronave KC-390, com participação da brasileira Embraer e da americana Boeing.

Segundo Jungmann, o acordo que o governo brasileiro tinha com a Ucrânia para uso da base de lançamento de satélites está definitivamente suspenso. O ministro citou que haveria, inclusive, inquéritos abertos para apurar essas relações. O projeto, que já custou meio bilhão de reais aos cofres públicos, fracassou oficialmente no ano passado, com a denúncia unilateral de seus termos, feita pelo Brasil.

Na base, que conta com uma localização considerada privilegiada para o lançamento de satélites, ocorreu o mais grave acidente da história do programa espacial brasileiro, quando 21 técnicos e engenheiros morreram depois do incêndio antes do lançamento do VLS, o primeiro lançador de satélites do Brasil, que jamais completou uma missão.


Fonte: Site do Jornal o Globo - http://oglobo.globo.com

Comentário: Bom leitor, dependendo dos termos do acordo, e se todas as garantias de segurança forem devidamente tomadas para que o Brasil seja favorecido, havendo retorno financeiro, tecnológico e cientifico, não vejo problema algum. Porém eu sinceramente não acredito que essa gente seja capaz de fazer essa negociação com a competência devida e sequer com a seriedade exigida, sendo mais provável que seja mais uma aberração como o acordo anterior, mesmo que seja somente nas entre linhas. Temo, temo muito mesmo pelo que possa acontecer, principalmente por desconfiar que por trás destas negociações estaria a Boeing americana, que como já disse não é flor que se cheire. Gostaria de agradecer ao nosso leitor Felipe Dias pelo envio desta notícia.

8 comentários:

  1. Sinceramente, eu também não acredito que esse acordo possa ser benéfico para o Brasil, justamente por causa dos envolvidos no processo. Um bando de marginal e entreguista da pior espécie. Queria saber a posição dos militares em relação a este acordo.

    Abs,
    Felipe Dias

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Com certeza haverá perda de soberania num acordo como esse, seja territorial, militar, tecnológico ou comercial. Não adianta dizer que não vai haver, porque vai. Ah, vai mesmo!!! Nossos políticos deveriam era ter vergonha na cara e se empenharem com afinco pela consecução de um programa 100% nacional, evitando as amarras do subdesenvolvimento e da dominação estrangeira. A Política e a Estratégia Nacional de Defesa, pelo jeito, foram jogadas ao espaço. Estão mais uma vez golpeando o futuro do país.

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  4. https://www.youtube.com/watch?v=vO8vPa_H71g

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  5. De direita,do centro ou da esquerda ninguém acredita nessa "parceria";somente quem põe seus interesses pessoais acima de tudo defende essa traição.Os quilombolas foram úteis às "ONGs"para intervir na nossa política interna.Se os patrões do norte se apoderaram de Alcântara logo serão varridos dali.

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  6. a Rússia , China , França , Japão , Índia , Israel etc. jamais cedeu suas bases de lançamento de foguetes para os EUA, eu e todos se perguntam , por quê ? , somente o Brasil precisa fazer algo como essa parceria, por quê ? , o Brasil não pode fazer o mesmo que todos os países que obteve êxito em seus programas espaciais , aqui os políticos vedem a nação , eu espero que nossos militares não façam o mesmo , porquê se os militares entregar Alcântara aos EUA, o Brasil ficará igual Rubens Barrichello na Ferrari, não suportamos tal vergonha.

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  7. Esse tipo de acordo é realizado em várias formas, e entre diversos paises, a questão em si é a obtenção de um acordo ganha-ganha. Só para exemplificar, temos os casos da Soyuz lançada em Korou, Zenit de uma plataforma marítima, Shavit que já foi lançado da Índia, sem falar de Baikonur no deserto Casaque.

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    1. Olá Oswaldo!

      Exatamente isto amigo, existem diversos bons exemplos de que se pode fazer bons acordos comerciais nesta área independentemente com quem seja. O problema não constitui o fato do acordo ser feito com os EUA ou qualquer outra nação, e sim nos termos do acordo que será elaborado. Nossos negociadores não são confiáveis e temo muito pelo que possa acontecer.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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