terça-feira, 19 de julho de 2016

CEMADEN Alerta: Seca no Acre Pode Se Agravar nos Próximos Dois Meses

Olá leitor!

Segue agora uma nota postada ontem (15/07) no site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) destacando que o CEMADEN alerta: que Seca no Acre pode se agravar nos próximos dois meses.

Duda Falcão

NOTÍCIAS

CEMADEN Alerta: Seca no Acre Pode
Se Agravar nos Próximos Dois Meses

Relatório sobre os impactos da seca será divulgado a cada quinze dias.
Abastecimento de água, produção agrícola, transporte por hidrovias e
combate a incêndios florestais são algumas consequências da estiagem.

Por Ascom do MCTIC
Publicação: 18/07/2016 | 17:18
Última modificação: 18/07/2016 | 17:20

A escassez de chuva e o baixo nível dos principais rios, observados desde março no Acre, serão agravados nos próximos dois meses, considerados os mais secos do ano. As chuvas mais intensas são esperadas a partir do mês de setembro. As informações estão no relatório lançado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. No documento, que será elaborado quinzenalmente, o CEMADEN disponibiliza o diagnóstico da situação hidro-meteorológica e ambiental, o panorama hídrico, e as perspectivas e impactos potenciais da seca.

"Identificamos a necessidade de acompanhar com análises e previsões o fenômeno de seca no Acre e os seus impactos sociais e econômicos na região. Esses estudos são importantes para fornecerem subsídios para a tomada de decisões dos gestores públicos", afirmou o coordenador-geral de Operações e Modelagens do CEMADEN, Marcelo Seluchi.

Segundo ele, desde março, as chuvas no Acre foram deficientes e, climatologicamente, o trimestre de junho a agosto configura o período mais seco do ano. As maiores precipitações estão previstas somente a partir de setembro. Portanto, não há expectativa de recuperação do quadro hídrico até lá, embora possam ocorrer chuvas ocasionais. Com isso, a seca está afetando o abastecimento de água para consumo da população, a produção agrícola e pecuária, o transporte por meio de hidrovias e o combate aos incêndios florestais.

"El Niño e "La Niña"

O meteorologista Marcelo Seluchi explicou que a seca no Acre pode ser atribuída em parte ao fenômeno "El Niño", iniciado no outono de 2015. O "El Niño" está associado ao aquecimento das águas do Oceano Pacífico equatorial, o que está ligado a uma alteração dos ventos em boa parte do planeta e à alteração do regime de chuvas. No Brasil, o fenômeno costuma provocar aumento das chuvas na região Sul e a sua redução no extremo norte do país.  Em junho, os meteorologistas observaram o declínio do fenômeno e apontaram para o desenvolvimento do fenômeno oposto, chamado do "La Niña", provavelmente com intensidade fraca.

"Hoje, tecnicamente, estamos em situação de neutralidade, mas existe a expectativa de desenvolvimento iminente do fenômeno de "La Niña". Acompanharemos sua possível evolução, tanto no aumento da extensão do esfriamento das águas do Oceano Pacífico, como na intensidade das anomalias da temperatura do mar", disse.


Fonte: Site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC)

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