sexta-feira, 17 de junho de 2016

Ministro Kassab Defende que Investimentos em Ciência e Tecnologia Alcancem 2% do PIB

Olá leitor!

Segue agora uma nota postada ontem (16/06) no site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), destacando que o Ministro Gilberto Kassab defende que investimentos em Ciência e Tecnologia alcancem 2% do PIB.

Duda Falcão

Notícias

Ministro Defende que Investimentos em
Ciência e Tecnologia Alcancem 2% do PIB

"Essa bandeira eu comprei e incorporei", disse o ministro no encontro com
membros da Academia Brasileira de Ciências no Rio de Janeiro. Ele anunciou
ainda a retomada do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia.

Por Ascom do MCTIC
Publicação: 16/06/2016 | 21:15
Última modificação: 16/06/2016 | 21:17

Crédito: Ascom/MCTIC
Primeira reunião do CCT deve acontecer nas próximas semanas,
informou o ministro Gilberto Kassab em encontro com
a comunidade científica no Rio de Janeiro.

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, defendeu nesta quinta-feira (16) que os investimentos públicos e privados em ciência e tecnologia se aproximem de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. Em encontro com membros da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e reitores de universidades públicas do Rio de Janeiro, ele anunciou ainda que o Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT) será reativado. A primeira reunião, segundo o ministro, deve ocorrer nas próximas semanas no Palácio do Planalto.

"Eu tenho certeza absoluta, plena convicção, de que uma das principais atribuições e responsabilidades minhas será trabalhar para que a gente possa se aproximar, atingir ou estabelecer um cronograma, quem sabe até numa lei, para que os recursos possam se aproximar daqueles 2% do PIB colocado algum tempo atrás. Essa bandeira eu comprei e incorporei", disse o ministro.

Segundo os dados mais recentes da Assessoria de Acompanhamento e Avaliação das Atividades Finalísticas do MCTIC, os investimentos em ciência, tecnologia e inovação chegaram a 1,66% em 2013, 0,93% públicos e 0,73% empresariais.

"Efetivamente, nos últimos 60 anos, muito se avançou em termos de organização da comunidade e conquistas do mundo da ciência brasileira. Mas, apesar de tudo, recentemente, por conta de circunstâncias da nossa economia, nós tivemos uma sensível queda no volume de recursos disponibilizados para a ciência. E agora cabe a nós todos juntos, não somente ao ministro ou ao ministério, trabalhar para que possamos não apenas reverter, mas retomar a curva de crescimento desses investimentos."

Na opinião do ministro, o início da retomada deve ser a recomposição do orçamento de 2016. "E nós vamos nos empenhar muito porque, quanto mais nós recuperarmos nesse ano, mais fácil será começarmos a construir a curva de retomada do crescimento já no orçamento do ano que vem", disse Kassab, reforçando a proposta debatida com diretores de agências e institutos de pesquisa do MCTIC no Rio de Janeiro. "O governo está motivado, sensibilizado, convencido de que, nos últimos anos, a redução foi drástica. Então, a lição de casa número 1 é ir atrás desses recursos que perdemos."

CCT

Kassab recordou demanda ouvida em encontro na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em São Paulo, na semana passada, de retomar a regularidade das reuniões do CCT, instância composta por representantes do governo federal, do setor produtivo, da sociedade civil e das entidades de ensino, pesquisa, ciência e tecnologia.

"Quero dizer para vocês que nós temos um compromisso, que eu já levei pessoalmente ao presidente da República, da retomada e do reinício da operação do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia. Em breve, em poucas semanas, o CCT já irá ter a sua primeira reunião no Palácio do Planalto", anunciou. "A agenda está sendo construída com a Casa Civil, até porque é o presidente da República que preside o conselho. E nós esperamos nesse dia já apresentar projetos e ter da parte do presidente a condição de assumir alguns compromissos, quem sabe até do ponto de vista orçamentário."

O ministro reforçou que está em elaboração um plano diretor de ação, "para que a gente tenha e passe a ter compromissos, programas e projetos para curto, médio e longo prazo, especialmente em relação à formação dos nossos recursos humanos, que têm tido uma evolução extraordinária nas últimas décadas".

Participaram do encontro os presidentes da ABC, Luiz Davidovich; do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Hernan Chaimovich; e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Wanderley de Souza; o reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Leher; o subsecretário de Coordenação das Unidades de Pesquisa do MCTIC, major-brigadeiro-do-ar Paulo Roberto Pertusi; o físico Luiz Pinguelli Rosa, do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da UFRJ (Coppe), e os ex-presidentes da ABC Maurício Matos Peixoto e Jacob Palis.

Navio

Após reunião na ABC, o ministro visitou o Navio de Pesquisa Hidroceanográfico Vital de Oliveira que ampliou a infraestrutura de pesquisa científica marinha. A embarcação conta com equipamentos de ponta para experimentação e retirada de amostras do oceano como o Veículo de Operação Remota (ROV), que tem capacidade para operar em uma profundidade de até quatro mil metros. O Vital de Oliveira é resultado do acordo de cooperação firmado entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Ministério da Defesa, Petrobras e Vale. A embarcação foi entregue à Marinha do Brasil em março de 2015. O investimento foi de R$ 162 milhões.


Fonte: Site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC)

Comentário: Leitor, mesmo que isso fosse possível, se na época do segundo Governo do humorista LULA quando a C&T teve um aumento significativo de recursos este patamar de 2% do PIB não foi alcançado, você realmente acha que na situação política e econômica caótica em que nos encontramos este será mesmo um objetivo deste governo?????? Ora faça-me uma garapa, todos os esforços serão em torno de decisões e ações politicas populistas para que o Grupo do TERMER se mantenha no poder e saia forte para as próximas eleições. Como já ocorreu no aumento do funcionalismo público, uma tremenda cagada de ordem econômica que aumentará ainda mais o rombo nas contas públicas, mas extremamente necessária para comprar essa classe que tem grande peso nas eleições, coisa que já está funcionando como você mesmo pode notar nas declarações dos cientistas gestores nas duas ultimas notas postadas no BLOG. É triste leitor, mais este é o país que vivemos, o país do “Toma Lá Dá Cá”, um verdadeiro Território de Piratas.

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