sexta-feira, 13 de maio de 2016

Será Que os Marqueteiros de Brasília Já Estão Formando Novos Alunos?

Olá leitor!

Como sabemos o Brasil hoje já está sob a direção de um novo governo, este pmdbista, e apesar da indiscutível necessidade extrema que existia de tirarmos esta debiloide e seus ‘companheeiiiros’ do poder, para o Programa Espacial Brasileiro (PEB) esta mudança não significará nada de positivo, já que como venho dizendo o problema é cultural e não pseudo-partidário.

Todos esses vermes, sejam Petista, Pmdbistas, Tucanos e do escambal a quatro, são todos populistas de merda, e a simples mudança do grupo político não alterará nada, já que Programa Espacial no Brasil não gera voto, o que gera são projetos como o Bolsa Família, PRONATEC, FIES, PROUNI, Minha Casa Minha Vida, projetos sociais populistas que colocam uma mordaça na maioria da população acostumada com o paternalismo sem sequer exigir deles alguma contrapartida que venha colaborar com o bem comum, a não ser, a fidelidade e o apoio político que necessitam para se manterem no poder.

Note você leitor que já em seu primeiro discurso o verme do Temer já se preocupou em deixar claro que esses projetos sociais não serão afetados, e mesmo antes de sua posse ele já havia diminuído ainda mais a importância da CT&I quando anunciou a tal fusão do Ministério desta pasta com o Ministério das Comunicações.

Sinceramente não vejo solução para o Brasil como nação, e muito menos para o PEB como um programa de resultados, sem que haja uma mudança cultural no país. Falam-se em algumas rodas sociais que o povo deve ir as ruas exigindo a queda do Temer e a realização de eleições gerais com o impedimento da participação nessas eleições de toda essa classe política que está no poder, seja no poder executivo e legislativo, além é claro de mudanças radicais no poder judiciário.

Entretanto, mesmo que algo assim ocorresse, iríamos colocar quem nesses cargos políticos? Toda a Sociedade Brasileira está corrompida sem a menor compreensão do que seja Cidadania, ou seja, seria como trocar seis por meia dúzia.

Para o Programa Espacial Brasileiro em nossa opinião a história ainda a ser escrita não será diferente, os problemas continuarão se agravando, os recursos de todas as ordens diminuindo, e as poucas empresas brasileiras atuantes no setor (que ainda restam) sendo engolidas cada vez mais pela fome de grupos estrangeiros, verdadeiras raposas oportunistas.

Foi neste universo desastroso e sem qualquer esperança que no dia 06 de abril passado o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) do DCTA, lançou uma proposta fantasiosa a Sociedade Brasileira (sabe-se lá por qual motivo, já que eles deveriam estar preocupados em elaborar um relatório explicando a sociedade os reais motivos de toda essa situação, estabelecendo responsabilidades, ou seja, dando nome aos bois) para revisar o Programa de Veículos de Satélites, propondo além da continuidade dos projetos do VLM-1 VLS-Alfa e VLS-Beta, a continuidade no projeto do veiculo de sondagem VS-50 (veículo impulsionado pelo motor do primeiro estágio do desejado VLM-1, já bastante debatido aqui no blog) e também de trazer um projeto antigo de volta, ou seja, o projeto dó veículo de sondagem VS-43.

Concepção Artística inicial
do foguete VS-43.
O veículo de sondagem VS-43 foi um projeto de veículo que constou dos tais PNAEs até a sua edição para o período de 2005-2014, e consistia no desenvolvimento de um foguete (veja a imagem ao lado) monoestágio com controle de atitude que empregaria o motor-foguete S43 do segundo estágio do VLS-1. Entretanto, já a partir da edição 2012-2021 do tal PNAE (edição atual, um verdadeiro livro de fantasias) este projeto deixou de existir, mas vale dizer que em momento algum houve qualquer atividade concreta de desenvolvimento para concretização do VS-43, porque haveria agora?

A justificativa do IAE para o VS-43 é de que o projeto do mesmo segue uma lógica utilizada no desenvolvimento dos veículos suborbitais do IAE, onde os novos sistemas e estágios superiores são ensaiados em veículos qualificados. Tal estratégia permite isolar riscos tecnológicos e tratá-los de uma forma racional por meio de um veículo mais simples e, consequentemente, menos custoso. Um dos principais benefícios do desenvolvimento do VS-43 é a utilização do estoque existente de componentes, equipamentos, subsistemas e dispositivos remanescentes do veículo VLS-1, otimizando os recursos financeiros, tecnológicos, materiais e pessoais disponíveis atualmente no Instituto. A estratégia visa superar os desafios do mais simples para o mais complexo, permitindo conquistas graduais e consistentes, a fim de persistir nos objetivos de todos os colegas de ontem e de hoje que dedicaram o seu tempo e as suas vidas para alcançar o sucesso da MECB e do Programa Espacial Brasileiro.

Bem leitor, eu endosso esta justifica para o VS-43 bem como as outras destacadas nesta proposta do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), mas não posso concordar que uma proposta como esta seja feita, sabendo-se de que na atual conjuntura política não existe a menor possibilidade da mesma sequer ser aceita por esse vermes, quanto mais conseguir realmente realiza-las com dinamismo e responsabilidade.

Diante disto, não tem a menor chance de levarmos esta proposta do IAE com a seriedade que deveríamos, poderíamos e gostaríamos, o que nos faz questionar quais seriam as reais intenções do IAE? Será que os vermes marqueteiros de Brasília já estão formando novos alunos?

Duda Falcão

5 comentários:

  1. Infelizmente cada dia que passa tenho menos esperança no Programa Espacial.
    Tudo está se perdendo décadas de tecnologia desenvolvidas desaparecendo.......por exemplo os tubos de aço 300M para para os motores S40, S43 motores com 1 metro de diâmetro, não tem mais como ser fabricado aqui...
    Estamos cada vez mais longe do nosso veículo lançador, infelizmente.

    Eng. Miraglia
    www.minifoguete.com.br

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    1. Bom Dia Eng. Miraglia!

      Infelizmente você tem razão, mas esta notícia sobre os tubos de aço 300M eu desconhecia, apesar que fosse algo a se esperar. Felizmente temos esse espaço para esclarecer a verdade a Sociedade do que realmente está acontecendo, pena que não ainda com a visibilidade que gostaríamos e necessitaríamos para fazer a diferença.

      Forte Abraço

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  2. Então, Duda. Tem solução largar o governo de mão e tocar o país de forma independente. Temos visto várias iniciativas desse tipo bem sucedidas. Não é o ideal, mas dá certo. Com a corja que temos como classe política - e que representam nosso povo corrupto, é o que tem pra hoje e pros próximos 10 ou 20 anos. Até mudar vai demorar. Enquanto isso, vamos ficar parados? Não!vamos fazer o que conseguimos sem governo. E é o que tem pra hoje.

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    1. Caro Prof. Alysson!

      Parados? Jamais amigo, a luta continua, mas é meu dever esclarecer os fatos a sociedade e o fato é que, sem uma mudança cultural (que leva tempo como você mesmo disse) não há como avançar como nação e nem no PEB. Podemos sim, graças a pessoas como o você, o Prof. Marchi, Prof. Canalle, o Prof. Foltran, o Prof. Cândido Moura, o Prof. José Félix de Santana, o Dr. Otávio Durão, o Dr. Nélson Schuch, o Dr. Waldemar Castro Leite, o Dr. José Bezerra Pessoa Filho, o Paulo Gotran, o Carlos Cássio Oliveira e tantos outros, brasileiros de verdade, realizamos projetos pontuais, como vocês estão fazendo agora com o Festival e a criação da BAR, mas Programa Espacial e construção de uma nação são questões de estado e exige a crucial participação de seu maior representante. Não há como ser diferente. Mas isto não significa que não continuaremos lutando, vamos sim e se possível, não só para cobramos criminalmente a responsabilidade deles, bem como para enviá-los ao paredão de fuzilamento como traidores da pátria.

      Abraço amigão

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  3. UMA SIMPLE PALAVRA DE " ORDEM E PROGRESSO COM O PEB, ERA O NECESSÁRIO:
    É isso aí meu caro amigo e guerreiro Duda , e inusitados professores e doutores ilustres: Felix, Marchi, Vicente Garcia (Goiânia), Canalle, Paulo Goutran, Dr. Otávio Durão, Dr. Waldemar Castro Leite, Engº Milton de Souza Sanches, Engº José Bezerra Filho, e tantas outras plêiades de estrelas, não citadas, que representam os verdadeiros entusiastas do nosso então sofredor PEB.
    A palavra de ordem será: " EM DIREÇÃO PARA AS ESTRELAS POR NOSSAS PRÓPRIAS MÃOS".
    Assistir expectativo e perplexo, á posse do presidente ! E mais uma vez, observei lindas palavras promissoras, assistidas com seu todo corpo de ministérios que assumiram interinamente o governo, simbolizados pela mídia, como agentes de salvação. Foram descriminados os programas de médios e altas prioridades para o crescimento da nação. Até aí tudo bem! Discursos cautelosos e sábios, não os tornam 100 % bons parlamentares, que estejam focados com as metas da grande relevância e impotância tecnológica. Observei apreensivo, que não foram sequer citadas, palavras sobre o PROGRAMA ESPACIAL BRASILEIRO. Curiosamente! aguardei até o final, alguma citação, mais para minha surpresa, nada se comentou! Nada se falou contundentemente em prol da subsistência do PEB. Em fim, foram palavras com outras conotações institucionais, porém de grande apreço. O esquecimento no lapso de tempo, em não expor o valoroso futuro espacial, são como simples brisas passageiras, são como um embrulho bonito, que são enrolados em tornos dos presentes simples ou complexos. Ora , meus caros entusiastas torcedores, o motivo de não tipificar a grande importância de um investimento no setor tecnológico espacial, é como embrulhos de presentes, porque são admirados momentaneamente, e só serão rasgados nos momentos importunos, de todas as maneiras, e após, jogadas fora, descartando-as completamente.
    Creio fielmente na nossa nova Associação. O risco para o sucesso das nossas atividades, em gerir uma solução democrática em prol do PEB, nem que seja preciso, a nossa ida coletiva, até o CONGRESSO NACIONAL. O caminho, não está no que se pode esboçar apressadamente , mais sim no momento correto; com cautela, atitude e controle, baseada em uma lógica de direito de mobilização, sobre o que se pode fazer, á principio na formulação documental devida . A associação é nova, temos que ter respaldo jurídico, e bastantes assinaturas, o qual podemos captar popularmente nas ruas, em cada estado. Além dos deputados que apoiam o prof. Machi em Curitiba, sou amigo atuante de um expressivo Deputado Federal (Arthur Maia), em Brasília, que pode também, nos ajudar, nesta luta.
    Se possível, iremos arriscar e queimar todas as nossas forças em prol do PEB e da nossa Associação. Arrisquemos juntos, unidos! todas as nossas vidas estão sendo um risco imediato. O home que vai mais longe é geralmente aquele que está disposto a fazer e a ousar, O barco da Segurança , nunca vai muito além da margem. Abraços á todos os amantes do PEB e do espaço sideral !!!!!!

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