segunda-feira, 2 de maio de 2016

Relato da Presença do Blog no Festival de Minifoguetes de Curitiba

Olá leitor!

Pois é caro amigo leitor, como você deve saber, do dia 21 a 24/04 estive participando na bela capital paranaense do “Festival de Minifoguetes de Curitiba”, evento este anual (em sua terceira edição) promovido pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com o crucial apoio da Universidade Positivo (UP), bem como também fui um dos convidados a participar do debate intitulado “Programa Espacial Brasileiro - Passado, Presente e Futuro”, este realizado na noite do dia 20/04, no auditório do Bloco Azul da UP.

Deixei a capital baiana na madrugada do dia 20/04 e fui cordialmente recebido por volta das 10:00 da manhã, no Aeroporto de Curitiba, pelo Prof. Alysson Nunes Diógenes, do Curso de Mecânica da UP e coordenador da equipe de minifoguetes desta universidade. Desde já, pude notar uma empatia entre nós, além de descobrir com satisfação a origem nordestina deste potiguar nascido em Mossoró-RN.

Após a cordial apresentação, seguimos então para o campus da Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde já me aguardava o Prof. Carlos Henrique Marchi, do Departamento de Mecânica desta universidade e o grande idealizador deste importante evento para o Espaçomodelismo Brasileiro.

Entre o professores. Marchi (UFPR) e o Alysson (UP)
na chegada ao campus da UFPR
.

Catarinense de nascimento, da cidade de Rio do Sul, o Prof. Marchi nos recebeu com cordialidade e atenção, e logo após o Prof. Alysson no deixar devido aos seus afazeres na UP, o Prof. Marchi me conduziu para um pequeno tour pelos laboratórios do Departamento de Mecânica da UFPR, de onde então pude ter meu primeiro contato com os alunos envolvidos com o Festival e com as atividades do “Grupo de Foguetes CARL SAGAN”, grupo este responsável pelas atividades de Espaçomodelismo nesta universidade paranaense.

O Prof. Marchi e os alunos Diego Moro e
Nicholas Dicati entre os foguetes do GFCS.
O altímetro MICROPEAK de origem americana
utilizado na competição.

Após o Tour, na companhia do Prof. Marchi, seguimos então para um restaurante de comida a quilo próximo do campus da UFPR, de onde então com calma (já me sentindo em casa) pude trocar as minhas primeiras impressões com este grande profissional e educador que, desde muito antes deste nosso primeiro contato pessoal, já o admirava, não só pelas suas atividades como professor, bem como por ser uma pessoa de iniciativa, guerreiro, e um claro representante daquele restrito grupo de pessoas ao qual denomino de “GENTE QUE FAZ”.

Após o almoço, ao retornar ao Campus da UFPR, tive ao lado do Prof. Marchi a agradável surpresa de presenciar a chegada da simpática equipe “Carcará” da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), e onde voltaria a me encontrar com o Prof. Alysson da UP, que então me levou ao hotel, para que assim eu pudesse fazer o meu cheque-in e também me preparar para o Debate sobre o PEB, debate este previsto para ocorrer no Campus da UP na noite daquele mesmo dia 20.

A equipe Carcará posa ao lado do Prof. Marchi
na chegada ao campus da UFPR.

Por volta das 17:00, o Prof. Alysson retornou ao hotel e seguimos então para o campus da Universidade Positivo (UP), onde devo dizer fiquei muito impressionado com as instalações físicas desta universidade privada paranaense, e onde pude ter o meu primeiro contato, não só com alguns integrantes da Equipe GREAVE (equipe que representaria a UP no Festival de Minifoguetes,  sob a coordenação do Prof. Alysson)  bem como conhecer a coordenadora do Departamento de Engenharia Mecânica desta universidade, a Sra. Karin Soldatelli Borsato, grande incentivadora das atividades com foguetes deste inquieto, dinâmico e entusiasmado Prof. Alysson Diógenes, como também a responsável pela viabilização de minha presença em Curitiba, e a qual neste momento aproveito para agradecer publicamente pelo convite, esperando ter correspondido as suas expectativas.

No horário previsto (às 19:00), foi dado então inicio ao debate sobre o PEB mediado pelo Prof. Alysson, tendo como convidados este seu narrador, bem como o Prof. Eduardo Matos Germer, Doutor em Engenharia Mecânica pela UFPR na área de propulsão de foguetes, Professor adjunto da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)Coordenador das equipes de Minifoguetes e de Aerodesign desta mesma universidade.

Além da presença do Tenente Coronel Reformado Valério Weber (ex-servidor do IAE e de outros institutos do DCTA de 1986 a 1995) e da Dra. Ana Cristina Avelar (pesquisadora do IAE), o evento que contou com uma presença de publico superior as minhas expectativas, foi conduzido com grande competência pelo Prof. Alysson, e de minha parte vale dizer que, a oportunidade que tive de debater com o Prof. Eduardo Germer (segundo soube um comunista de carteirinha, KKKKKKKKKKK, abração Prof. Gemer) a situação de nosso “Patinho Feio”, só contribuiu ainda mais para consolidar as minhas convicções sobre tudo que está acontecendo, não só em relação ao nosso PEB, bem como também a situação de caos político e econômico que atualmente atinge a nossa sociedade.

Vale também destacar leitor a importante participação do publico no evento com perguntas que nos ajudaram (a mim e ao Prof. Eduardo Germer) a esclarecer várias duvidas não só sob a história de nosso Programa Espacial, bem como também alguns pontos históricos importantes da Astronáutica Mundial, além é claro do presente e das reais possibilidades futuras do nosso ‘Patinho Feio’. Após o Debate, retornei então ao meu hotel na companhia agradável da Dra. Ana Cristina Avelar de carona com o jovem doutorando Nicholas Dicati (ao qual aproveito para agradecer pela atenção) encerrando assim o meu primeiro dia na capital paranaense.

Debate sobre o PEB na UP.

Vale lembrar a título de resgate e reconhecimento (a César o que é de César, né verdade?) a divulgação que realizamos durante este debate sobre as atividades realizadas no final dos anos 50 pela equipe do Tenente Coronel Manoel dos Santos Lage (posteriormente General), pesquisador na época da Escola Técnica do Exército (ETE), que na época junto com sua equipe e outros pesquisadores e cientistas de renome no Brasil e fora dele (como o físico Cesar Lattes) idealizou um projeto de foguete de sondagem chamado “Felix 1”, projeto este que tinha como objetivo realizar um voo suborbital que alcançasse uma altitude próxima dos 120 km, tendo a bordo um ser vivo, mais precisamente um gatinho denominado curiosamente de “Flamengo”.

Infelizmente para o Brasil esta iniciativa pioneira que poderia nos colocar na vanguarda da pesquisa espacial daquela época (vale lembrar que o primeiro satélite artificial da Terra, o russo Sputnik, havia sido lançado ao espaço em 1957) e que agora estar sendo pesquisada pelo escritor Bernardino Silva (tendo como objetivo virar um livro), foi profundamente prejudicada pelo General Ângelo Mendes de Morais, o mesmo que foi acusado de ser o autor intelectual do atentado contra ao jornalista Carlos Lacerda, em 1954. Caso o leitor queira saber um pouco mais sobre esta iniciativa, veja aqui um interessante artigo postado em nosso Blog em março do ano passado. (voltaremos a abordar aqui no Blog sobre este assunto em outra oportunidade).

Início do Festival de Minifoguetes - 21/04



O meu segundo dia na capital paranaense começou bem cedo, já que as atividades da parte da manhã do primeiro dia de competições do Festival estavam programadas para se iniciaram as 07:30, no campo de futebol número 1 do Centro de Educação Física e Desportos (CED) da UFPR, para onde então eu me dirigir após ter deixado o hotel, mas desta vez na companhia do doutorando Godoi da UFPR (abração Godoi e obrigado pela atenção) que havia sido escalado para esta função.

Antes de tudo caro leitor é preciso tecer algumas palavras de elogio ao idealizador desse evento, ou seja, o Prof. Carlos Henrique Marchi, este sim um homem de valor, simples em sua maneira de ser e realmente comprometido com a sua função de educador, um verdadeiro guerreiro, uma pessoa digna de ser reconhecida como “GENTE QUE FAZ”.


Nesta terceira edição do Festival de Minifoguetes (único evento aberto de minifoguetes e foguetes realizado anualmente neste país) para que o nosso leitor possa compreender a importante contribuição que o Prof. Marchi vem dando ao Espaçomodelismo Brasileiro mesmo não tendo o apoio de quem deveria ter, não só financeiramente e logisticamente, bem como politicamente com sua presença (dando assim cada vez mais credibilidade e mídia ao evento, e assim fazendo jus ao seu salario), o Festival contou este ano com a participação de 17 instituições (16 universidades e um grupo independente) de oito estados brasileiros de quatro das cinco regiões do país, tornando-se assim um tremendo sucesso, fruto da iniciativa deste Prof. Marchi, um homem simples, interiorano, mas dinâmico e comprometido com a sua função de educador, bem diferente de gestores como o ‘cabeça branca’ de nossa agencia espacial inexpressiva.


Neste primeiro dia os lançamentos iniciaram a partir das 08:30h e tinham com objetivo atender as categorias de Apogeus de 50 e de 100 m das Classes 1/8A, 1/4A, ½A e A, e onde ao final foram realizados 25 lançamentos das equipes inscritas.

Pois então, logo que cheguei ao local do evento pude notar com satisfação a movimentação das equipes e acompanhar os lançamentos de seus foguetes, bem como rever outro grande profissional da educação que já não via há algum tempo (a ultima vez havia sido na primeira edição do SPACE CAMP, evento este realizado em fevereiro de 2012 em São José dos Campos-SP pela Acrux Aerospace Technologies do jovem empreendedor Oswaldo Loureda, abração Oswaldo), ou seja, o Prof. Dr. João Batista Garcia Canalle, coordenador da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) que, estava na competição como integrante da Equipe GFRJ da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), equipe esta formada bem recentemente e que curiosamente em sua primeira competição acabou como campeã de uma das categorias batendo inclusive o Recorde Brasileiro. Veja como são as coisas.


O Prof. Paulo Roberto Lagos do Colégio Estadual do Paraná,
de Curitiba, ao lado do Prof. Canalle.

Vale aqui também citar o meu primeiro contato com um ícone do Espaçomodelismo Brasileiro, ou seja, o Sr. Paulo Gontran Ramos, gaúcho de Porto Alegre (atualmente residindo em Pelotas-RS) que participou da competição com uma equipe chamada MicroGuapos formada pelo seu Grupo CEGAPA (Centro Gaúcho de Pesquisas Aeroespaciais), pelo GEPA (Grupo de Estudos em Propulsão Espacial) ligado ao Centro de Engenharia Aeroespacial, e o famoso o MICRO-G (Centro de Micro - Gravidade) coordenado pela Dra. Thaís Russomano, todos da PUCRS, tendo como colaboradores os bolsistas Leandro Giacomazzi (PUCRS) e Gilberto Kreisler (UFPEL).



Paulo Gontran, pioneiro do Espaçomodelismo Brasileiro,
posando ao lado do foguete da Equipe ITA Rocket Design,
foguete este que participou do IREC em 2015 nos EUA.

Vale aqui também lembrar um momento curioso que marcou este primeiro dia de competições. O momento em questão ocorreu quando o carismático Prof. Alysson Diogenes da Universidade Positivo (UP) resolveu fazer um discurso enaltecendo as qualidades do seu 'japonês', porém antes que o leitor venha a ter uma impressão errada do elétrico Prof. Alysson, convido-o para assistir este curioso momento pelo vídeo abaixo (KKKKKKKK, abração Prof. Alysson).




Mas voltando aos foguetes, devo dizer que neste primeiro dia da competição fiquei impressionado como foguetes tão pequenos podem atingir altitudes impressionantes, porém o segundo dia da competição me faria compreender melhor a paixão desses fogueteiros por este esporte de Espaçomodelismo, mas essa é uma história para depois.


Banner das Equipes do GFCS da UFPR participantes do evento.
Eu com a galerinha das Equipes Carcará (UEMA) e CRT (UnB-Gama).
Equipe Topus (USP São Carlos).
Equipe GFRJ (UERJ).
Equipe Greave (UP).
Equipe URD (UFABC).
Equipe CRT (UnB-Gama).
A galerinha das equipes da UFPR com o Prof. Marchi.

Palestras


Após o almoço as atividades do primeiro dia do Festival prosseguiram na parte da tarde com palestras, exposições de Foguetes e as apresentações de algumas equipes, atividades estas realizadas no Auditório da Administração, localizado no prédio das direções dos Setores de Tecnologia e Exatas da UFPR.

A primeira palestra intitulada “Autorização de Lançamentos pela Aeronáutica”, foi ministrada pelo Prof. Carlos Henrique Marchi (UFPR) apresentando aos participantes o caminho adotado pela Organização do Festival para se buscar legalmente junto a Aeronáutica Brasileira a autorização para os lançamentos dos minifoguetes da competição, e assim informar aos fogueteiros do evento como proceder nesta questão.


O evento prosseguiu então com as apresentações técnicas de quatro equipes da competição e após estas apresentações foram então realizadas duas palestras as quais eu gostaria aqui de destacar.


A primeira delas intitulada “Ensaios de Foguetes em Túnel de Vento”, foi ministrada pela simpática Dra. Ana Cristina Avelar do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) que creio tenha sido de grande valor para estes jovens fogueteiros.



A Dra. Ana Cristiba Avelar ministrando sua palestra.
Dra. Ana Cristina Avelar (IAE).

Já a segunda palestra, esta intitulada “Olímpiada Brasileira de Astronomia e Astronáutica e Mostra Brasileira de Foguetes”, foi ministrada pelo Prof. Dr. João Batista Garcia Canalle da UERJ, coordenador da OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica) e em minha opinião um dos grandes educadores deste país, um profissional que vem dedicando a sua carreira para trazer aos jovens estudantes brasileiros e também de outros países (através dos eventos que coordena) a oportunidade de ter contato com ciências como a Astronomia e a Astronáutica, realmente um grande trabalho que o leitor pode conferir nos números alcançados pela OBA apresentados nas fotos abaixo.



O Dr. João Batista Canalle ministrando sua palestra.
Os expressivos números alcançados pela OBA exibidos na palestra.

O evento então prosseguiu com a entrega de alguns prêmios do Festival anterior que não haviam sido entregues ainda, e também com a entrega de alguns certificados de participação, quando então foi encerrado oficialmente o dia do Festival naquele auditório, já que para os fogueteiros as atividades continuariam mais tarde com dois minicursos, ou seja, o de “Cálculo de Coeficiente de Arrasto Com o aplicativo Cd 2.0”, ministrado por Tobias P. Queluz e o de “Testes Estáticos de Motores-Foguete”, com o Mestre Engenheiro Diego F. Moro.


Porém para mim o dia se encerraria após as atividades no Auditório, e sendo assim na companhia do jovem estudante da UFPR, Carlos Carvalho, retornei ao meu hotel para o devido descanso.


Segundo Dia do Festival - 22/04

Devido às atividades da parte da manhã do segundo dia do Festival estarem programadas para acontecer fora de Curitiba, mais precisamente na “Fazenda Canguiri” de propriedade da UFPR (esta localizada no município de Pinhais), fui obrigado então a acordar bem cedo para assim ter tempo de tomar meu café da manhã com tranquilidade, já que o estudante Carlos Carvalho passaria no hotel as 07:00h, para então seguirmos em direção a Portaria do Centro Politécnico da UFPR, de onde então todos partiriam em comboio para tal fazenda.

A viagem para a "Fazenda Canguiri" transcorreu tranquila (apesar de termos enfrentado um pequeno engarrafamento no início) e chegamos então ao local dos lançamentos que logo me impressionou pela sua beleza e tranquilidade, realmente uma bela fazenda.


Chegada a "Fazenda Canguiri" local das atividades do dia.

Neste segundo dia os lançamentos iniciaram a partir das 09:00h e tinham com objetivo atender as categorias de Apogeus de 200, 400 e 800 m das Classes B, C D e Ee onde ao final foram realizados 46 lançamentos das equipes inscritas.

Não demorou muito para o Prof. Marchi dar início as atividades de lançamentos, enquanto as equipes simultaneamente se movimentavam nos bastidores para preparar os seus foguetes, estes foguetes com alcances bem maiores daqueles do primeiro dia, o que justificava assim a mudança do local de lançamentos do dia anterior.


Movimentação de bastidores das equipes.

Vale dizer que muito me chamou a atenção o entusiasmo dessa galera de fogueteiros que, iam ao delírio toda vez que um foguete era lançado com sucesso, mas também expressavam a sua solidariedade aos seus adversários quando os mesmos falhavam.

Vários lançamentos foram realizados com sucesso e outros nem tanto, quando então chegou a hora do almoço e os lançamentos foram interrompidos para que todos pudessem almoçar e retornar para as atividades de lançamento da parte da tarde.

Convidado que fui, segui então com o Prof. Alysson e sua Equipe GREAVE (Universidade Positivo) em busca de um restaurante na região que fosse barato e que servisse uma boa comida caseira, coisa que não demorou muito para encontramos.

Após um almoço bem agradável, retornamos então a “Fazenda Canguiri” para darmos sequencia as atividades da parte da tarde, onde para mim foram ainda mais significativas do que as da parte da manhã.

Como destaque desta segunda fase de lançamentos do dia, citaria, por exemplo, o lançamento do VS-40 da Equipe GFRJ da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) que, após três tentativas fracassadas, foi lançado como uma bala em sua quarta tentativa, quando já não se esperava que o mesmo funcionasse. Porém, apesar do lançamento bem sucedido, levando a galera presente ao delírio, infelizmente o foguete não foi encontrado, e assim seus dados não puderam ser registrados. Uma pena, mas vale o registro, principalmente pelo ineditismo desta Equipe da UERJ que, pela primeira vez estava participando de uma competição de foguetes.


O VS-40 da UERJ que não foi encontrado.

Vale registrar também que alguns foguetes se perderam durante este dia de lançamentos , não tendo sido possível assim registrar os seus dados, isto devido não só a vegetação da “Fazenda Canguiri”, mas também pela falta de um sistema nos foguetes que ajudasse as equipes localizarem com precisão o local de suas quedas. Entretanto, para as próximas edições do evento este problema deverá ser equacionado pelas próprias equipes participantes.

Como registro também destaco a minha frustração em não poder observar o lançamento do foguete desenvolvido pela Equipe TOPUS da USP São Carlos que, segundo eles, por uma falha na bateria do foguete que descarregou antes do planejado.


O foguete da Equipe TOPUS da USP São Carlos
que infelizmente falhou.

Ao final da tarde, após os 46 lançamentos, foram encerradas então as atividades do dia, e assim retornei (ainda na companhia do jovem estudante Carlos Carvalho) para o Campus da UFPR, de onde então segui para o meu hotel, uma vez mais na companhia do jovem doutorando Nicholas Dicati.


A Dra. Ana Cristina Avelar (IAE) entretida com o seu celular.
Integrantes da Equipe MicroGuapos (PUC-RS)
Equipe FnaF da UNICAMP.
Equipes Cacará (UEMA) e CRT (UnB-Gama).
Equipe da UTFPR-CT.
Equipe GFRJ da UERJ.
Equipe Gravidade Zero da UTFPR-LD.
Equipe GREAVE da UP.
Equipe KOSMOS da UFSC.
Equipe RedHawk da UNIFEI.
Equipe URD da UFABC.

Terceiro Dia do Festival - 23/04

Bom leitor no terceiro dia do Festival, após deixar o hotel por volta das 07:30h, retornei ao campo de futebol número 1 do Centro de Educação Física e Desportos (CED) da UFPR, afim de acompanhar as atividades do ultimo dia de lançamentos deste Festival.

Os lançamentos tiveram inicio a partir das 08:30h e tinham com objetivo uma vez mais atender as categorias de Apogeus de 50 e 100 m das Classes 1/8A, 1/4A, ½A e A, e onde ao final foram realizados 21 lançamentos das equipes inscritas, totalizando assim nos três dias de competições 92 lançamentos realizados.

Vale dizer que apesar das 14 equipes inscritas, algumas delas não participaram deste terceiro dia de lançamentos por não estarem mais em Curitiba, mas apesar disto, a manhã deste último dia de lançamentos do Festival foi marcada por grandes momentos proporcionados pelos magníficos foguetes destes entusiásticos fogueteiros.

Por volta das 12:00h foi encerrada então as atividades do último dia de lançamentos do Festival, e todos seguiram então para o almoço, já que as atividades do Festival da parte da tarde (exposição de Foguetes, apresentações técnicas das equipes, palestras, entrega do Prêmio Von Braun de Minifoguetes 2016 e a entrega de certificados de participação) iniciariam no mesmo Auditório da Administração dos Setores de Tecnologia e Exatas da UFPR a partir das 13:30h.

Neste terceiro dia vale registrar que tive o privilegio de almoçar agradavelmente na companhia do Prof. Marchi (como já vinha fazendo desde o primeiro dia, com exceção do dia que passamos na Fazenda Canguiri), do Paulo Gontran e do jovem doutorando Geverson Luciano Ramos, integrante da Equipe E-LAE do Grupo de Foguetes Carl Sagan da UFPR.

O diminuto e exitoso foguete da Universidade Positivo (UP).
A equipe Carcará da UEMA.
A equipe Carcará da UEMA em companhia da jovem
Kesiany, integrante da equipe CRT da UnB-Gama. 

Palestras

A partir das 13:30, foram então iniciadas no auditório as atividades do Festival da parte da tarde, com a exposição de banners e de foguetes, seguida por uma palestra intitulada “Recordes Brasileiros de Minifoguetes”, esta ministrada pelo Prof. Carlos Hernrique Marchi.

Após a palestra do Prof. Marchi, foi iniciada então as apresentações técnicas de algumas das equipes participantes, das quais eu destaco a apresentação da Equipe TOPUS da USP de São Carlos, já que de minha parte fiquei muito frustrado por não ter observado o lançamento do belo foguete desenvolvido por esta equipe, devido a falha apresentada pela bateria do mesmo, coisas que acontecem nesta área, mas que não impedem de nos deixar insatisfeitos, imagine para os próprios integrantes da equipe que se dedicaram por muito tempo para que as coisas terminassem desta forma. Uma pena mesmo.

Apresentação Técnica da Equipe TOPUS da USP São Carlos. 

Por volta das 15:00h, o Paulo Gontran Ramos, um dos pioneiros do Espaçomodelismo Brasileiro, fundador do Grupo CEGAPA (Centro Gaúcho de Pesquisas Aeroespaciais) de Pelotas-RS, e integrante da equipe gaúcha “MicroGuapos” que participou do Festival,  deu inicio a uma palestra sobre o saudoso Capitão Basílio Baranoff, pioneiro do Programa Espacial Brasileiro (um dos 14 magníficos) e grande incentivador do Espaçomodelismo no país em seus primórdios, além de ser seu grande amigo. Valeu Paulo, devemos muito ao Cap. Baranoff e nada mais justo que esclarecer para esses jovens quem foi esse grande brasileiro.

Vale também aqui registrar a entrega do “Prêmio Von Braun de Minifoguetes de 2016”, pelo Grupo de Foguetes Carl Sangan (GFCS) da UFPR, ao Cap. Basílio Baranoff (in memorian), pela sua contribuição significativa para o desenvolvimento de minifoguetes no Brasil, a popularização do Espaçomodelismo no país através de suas ações no DCTA/IAE nas décadas de 70 e 80, bem como também pela fundação e direção da ABAEE nas décadas de 80 e 90 de século passado. Prêmio este que será entregue em breve a família do Capitão Baranoff pelo próprio Paulo Gontran.

Palestra sobre o Capitão Baranoff ministrada pelo Paulo Gontran.
Certificado do Prêmio Von Braun de Minifoguetes
recebido pelo Cap. Baranoff (in memorian).

Após o intervalo, foi dado inicio a outra grande palestra aguardada por todos, ou seja, a palestra intitulada “ITA Rocket Design - Um desafio nos Estados Unidos”, palestra esta que abordou a história (desde 2011 com os pioneiros alunos Danilo Miranda e Oswaldo Loureda) da participação da equipe do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) na competição de foguetes internacional universitária intitulada “Intercollegiate Rocket Engineering Competition (IREC)”, competição esta realizada anualmente pela “Experimental Sounding Rocket Association (ESRA)“ nos EUA, e que neste ano chegará a sua 11ᵊ edição.

O Blog BRAZILIAN SPACE acompanhou desde o inicio toda a participação desta fantástica e bem sucedida equipe de alunos fogueteiros do ITA, e a eles rende todas as homenagens não só pelo pioneirismo de levar o nome do Brasil cada vez mais alto pelos prêmios já conquistados (veja aqui leitor), bem como também por servir de orgulho e exemplo positivo para tantas outras equipes universitárias espalhadas pelo país. Muito obrigado “ITA Rocket Design” e sucesso na próxima edição do IREC, estaremos sempre aqui para apoiá-los em nome de nosso país.

Após a apresentação da equipe do ITA foi entregue pelo Prof. Marchi aos seus integrantes o “Prêmio Von Braun de Minifoguetes de 2016”, por ter representado o Brasil por cinco anos no IREC e por ter conquistado o segundo lugar desta competição em 2015.

Momentos da palestra da equipe no ITA.
A equipe do ITA no momento em que recebeu
o Prêmio Von Braun de Minifoguetes
Certificado do Prêmio Von Braun de Minifoguetes
recebido pela Equipe ITA Rocket Design.
A equipe do ITA com o foguete que participou
da edição do IREC em 2015.

As atividades seguiram com a entrega de alguns certificados de participação e logo após foram encerradas no auditório da UFPR. Cansado e muito satisfeito por estar participando deste grande evento idealizado pelo Prof. Marchi, retornei então ao meu hotel.

Porém vale registrar que para alguns fogueteiro as atividades continuariam mais a noite com a realização as duas últimas aulas dos minicursos “Cálculo de Coeficiente de Arrasto Com o aplicativo Cd 2.0” e “Testes Estáticos de Motores-Foguete”.

Quarto e Último Dia do Festival – 24/04

No quarto e último dia do Festival as atividades estavam programadas para acontecerem somente na parte da manhã a partir das 09:30h, no mesmo Auditório da Administração dos Setores de Tecnologia e Exatas da UFPR.

Sendo assim, deixei o meu hotel as 09:00h na companhia do dourando Godoi e segui para o Auditório da UFPR onde seria realizadas as últimas atividades deste Festival que vai deixar saudades.

Após uma seção de sugestões para o Festival de 2017 e da entrega dos Prêmios do Festival deste Ano, o Prof. Marchi deu inicio então á uma discussão que considero muito importante, e que já foi postada no Blog em nota divulgada anteriormente pelo próprio Prof. Marchi (veja aqui).

Tratou-se da discussão de criação da Associação Brasileira de Minifoguetes (ABMF) ou na versão em inglês “Brazilian Association of Rocketry (BAR)”, e contou com os discursos de quatro presentes na oportunidade (Prof. Alysson Diogenes-UPProf. João Canalle-UERJ/OBA, Paulo Gontran-CEGAPA-RS e eu representando o Blog BRAZILIAN SPACE) além é claro do discurso inicial do Prof. Marchi-UFPR, o idealizador da proposta.

Discurso do Prof. Marchi (UFPR) sobre a criação da ABMF. 
Discurso do Prof. Alysson (UP) sobre a criação da ABMF. 
Discurso do Prof. João Canalle (UERJ/OBA) sobre a criação da ABMF.
Discurso do Paulo Gontran (CEGAPA-RS) sobre a criação da ABMF. 

Vale dizer que neste momento foi dado um passo importantíssimo para o desenvolvimento do Espaçomodelismo no Brasil, e felizmente este primeiro passo contou na oportunidade com a adesão dos 43 fogueteiros presentes e também um intruso (eu, rsrsrsrs) que, agora terão que se comprometerem em ajudar não só formatação desta Associação, bem como também em sua oficialização perante aos órgãos competentes.  Seu sucesso, só dependerá do compromisso de seus sócios fundadores e dos seus futuros associados. A palavra de ordem é COMPROMISSO, só assim as coisas acontecem, né verdade Sr. Braga Coelho?

Após esta importante discussão da criação da ABMF, foi iniciada uma nova seção de entregas de certificados de participação e então encerrado oficialmente as atividades do Festival de Minifoguetes de 2016.

Eu em companhia de integrantes da Equipe GREAVE da UP.
Foto final de encerramento do Festival.

Após a seção natural de fotos segui então com o Prof. Marchi para o nosso ultimo almoço desta minha passagem pela capital paranaense, e de lá após um pequeno desvio, retornei então ao meu hotel para fazer meu checkout, e segui na companhia do Prof. Marchi para o Aeroporto de onde então ás 18:45h embarquei no voo de volta a Salvador.

De minha parte agradeço a Sra. Karin Soldatelli Borsato e ao Prof. Alysson Nunes Diógenes, ambos do Departamento de Mecânica da Universidade Positivo (UP), pela oportunidade proporcionada a mim de participar tanto do Debate sobre o PEB, bem como também deste Festival de Minifoguetes que foi marcado por momentos inesquecíveis. Envio também um fraternal abraço ao Prof. Antônio Carlos Foltran da UP, outra grande figura ao lado do Prof. Alysson, profissionais com os quais me identifiquei bastante.

Aproveito também para agradecer ao Prof. Carlos Henrique Marchi e aos seus alunos pela cordialidade e atenção com que fui tratado durante os cincos dias em que permaneci na capital paranaense, muito obrigado a todos vocês e espero poder revê-los em breve.

Duda Falcão

12 comentários:

  1. O CEFAB mais uma vez parabeniza á todos os bravos BRASONAUTAS deste grande vento, e uma nota 1000 para Duda, que registrou com excelência esta reportagem, de todos os eventos praticados. Eu queria deixa uma pequena MSG para a AEB, um pequeno comentário sobre as omissões de tornarem físicos os projetos: CANSAT´s e as competições de Foguetes Amadores, digo: "Somos donos de nossos atos, mas não donos de nossos sentimentos; somos culpados pelo que deixamos de realizar, mas não somos culpados pelo que deixaram, nos sentirmos com á ausência de inúmeras responsabilidades para com os jovens ociosos, jovens que sonham em conquistar o espaço sideral, sementes futuras do PEB. Podemos prometer com cartazes, atos puramente abstratos, mas não podemos prometer sonhos e nem brincar com os sentimentos dos outros...Atos proféticos, são pássaros engaiolados, sentimentos, sonhos, são pássaros em pleno voo". Parabéns, Prof. Carlos Henrique Marchi, em tornar real muitos sonhos, o senhor é gente que faz acontecer!!!! Agora uma pequena MSG para os incompetentes políticos, não são todos, toda regara tem um exceção, digo: " Quando o último foguete for lançado neste planeta e, ter deixado os incompetentes, omissos e corruptos para trás, com suas ambições financeiras. Quando o último planeta a ser conquistado e povoado. Quando a última estrela for orbitada. Se até aí! os nossos governantes não abarcarem as causas do PEB, nos aqui na Terra, iremos entender tardiamente e, se ARREPENDER amargamente, de não se ter investido neste programa maravilhoso.Onde os preceitos estão diretamente ligados aos conhecimentos, evolução e a sobrevivência da nossa pátria, amada, que se chama BRASIL !!!!!!". Nossa sobrevivência futura, depende da constante prática e a formação de nossa mão de obra, que representam nossos jovens. Não adianta em insistirmos em solicitar á AEB, uma ajuda, uma explicação, quando o mesmo está decidido a não entender, a não ouvir. O governo e a agência, estão cegos com referência ao PEB e futura formação da ABMF ou BAR. Quando um cego guia outro cego, a tendência é que ambos, caiam no mesmo buraco negro.Agora !! uma MSG para todos os BRASONAUTAS que participaram deste grande evento: " Esta inciativa exemplar, vai render muitos frutos, o destino não é uma questão de oportunidade, é uma questão de escolha, e nos escolhemos o caminho certo!!! não podemos vacilar e nem deixar a chama se apagar, esta oportunidade não é uma coisa a ser esperada, pois gera mais perda de tempo, em realizar nossos projetos para conquistar um pedacinho do céu. É uma ação, e objetivos á ser alcançado, o mais rápido possível. Creio na coletividade, nenhum obstáculo será tão grande, se nossa vontade de fazer, de lançar nossos foguetes, for maior. Abraços á todos".

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    1. Caro Presidente Cássio!

      Uma vez mais obrigado pela suas parlavars de reconhecimento ao nosso trabalho. Continuamos na luta, não sei por quanto tempo ainda, mas estamos fazendo o nosso trabalho.

      Forte abraço amigo.

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  2. Prezado Duda. Parabéns pelo excelente relato. Abraço. Marchi

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    1. Caro Prof. Marchi!

      Muito obrigado pelo reconhecimento do meu trabalho, mas na realidade professor sou eu que tenho de agradecer pela oportunidade proporcionada a min por vocês.

      Forte abraço

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  3. Parabéns pela cobertura do evento e o incentivo a Ciência Astronáutica. Foi minha primeira participação, mas me senti acolhido e motivado a compor com o grupo de entusiastas e pesquisadores. Parabéns também a UFPR na pessoa do Dr. Marchi pelo brilhante comandamento.

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    1. Olá!

      Não há o que agradecer, fazemos nosso trabalho motivado pelo amor que sentimos por este setor e pelo nosso país. Siga motivado pois o Brasil precisa de você, não só trabalhando nesta área, mas também divulgando a importância das pesquisas espaciais para sociedade. Sucesso.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  4. Parabéns Duda, sua cobertura foi excelente.
    Foi um prazer muito grande conhece-lo.
    O Prof.Marchi está renovando e ampliando os encontros de "space education" que tínhamos na década de 70, promovidos pelo IAE e coordenadas pelo pioneiro Cap.Baranoff. O Marchi impressiona pela perseverança e merece todo nosso apoio e aplausos.
    Quanto à BAR, espero que o sonho se torne realidade, com teu apoio e sugiro o nome do Prof.Marchi como seu primeiro Presidente.
    Os jovens brasileiros e os veteranos como eu próprio, prof.Marchi, prof.Félix Santana, Prof.Silas, O Comandante Cássio,Sr.Roberto e tantos outros que labutam e labutaram pelo foguetemodelismo, ou amadorismo em foguetes, merecem que isso ocorra. Essa foi a bandeira de nosso querido pioneiro Cap.Baranoff, falecido em 2008.
    Mais uma vez obrigado pelo apoio Duda. Teu Blog já é referência em notícias espaciais brasileiras e deve ser apoiado por todos que se dedicam à área.

    Abraços do Gontran
    CEGAPA

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    1. Caro Paulo!

      O prazer foi meu, você é ao lado dos nomes citados em seu comentário um ícone do Espaçomodelismo Brasileiro e merece não só este reconhecimento, bem como todos os elogios. Endosso suas palavras sobre o Prof. Marchi, bem como também a sua indicação como o primeiro presidente desta futura entidade, afinal nada mais justo, já que ele é o seu idealizador. Muito obrigado Paulo pelo seu reconhecimento ao nosso trabalho e espero poder por muitos anos ainda ser merecedor deste reconhecimento.

      Forte abraço amigo.

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  5. Parabéns aos envolvidos no encontro. Muito emocionante ver que a atividade de espaçomodelismo e foguetes experimentais sobreviveu as dificuldades impostas por uma legislação restritiva e a ausência de regulação.
    Pena ter visto tantas iniciativas boas ao longo destes longos anos (desde o Lenda Pesquisa Educativa, do CEFET de São Carlos, liderado pelo Dawson, até os preambulos da ANFA - Associação Nacional de Foguetes Amadores, pensada e escrita nas bases da NAR americana, com adaptações para a nossa realidade por conta dos foguetes experimentais. Os fogueteiros estão ai espalhados pelo país, mas se recolheram, por conta da ausência de regulação da atividade. Espero que este movimento nas universidades se consolide desta vez.
    Na minha época, 2003/2005 tentei propagar esta ideia, mas sem sucesso consistente. Nosso grupo na UFF logo ajudou a montar outro no CEFET Rio e em Campos e na época contávamos com o apoio do pessoal do CEU de Brotas (Centro de Estudos do Universo) que criou uma rampa de lançamento inaugurada pelo Marcos Pontes). Da minha parte surgiu o Banana, foguete feito para a cenografia da TV Globo, quando ainda aluno da UFF.
    Infelizmente as realidades da vida nem sempre permitem seguirmos os sonhos, apesar podermos manter sempre os mesmos acesos. Espero que os fogueteiros prosperem dessa vez e que se afaste dele a politicagem dos aproveitadores, que foi o que sempre minou a existência de grupos neste país.

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    1. Olá João!

      Também espero que desta vez o espaçomodelismo possa prosperar nas universidade brasileiras, e pelo visto é o que está acontecendo. No entretanto a criação da BAR vai exigir compromisso em prol de um mesmo objetivo, ou seja, o desenvolvimento do espaçomodelismo em nosso país. Como está hoje o Espaçomodelismo na UFF? Vocês tem alguma equipe atuando??? Pelo que sei no Estado do Rio existe o GFRJ da UERJ, que é bem recente e já participou do Festival de Minifoguestes de Curitiba deste ano, e mais recentemente foi criada a equipe Minerva Rockets da UFRJ. Outra coisa, como esta esta rampa de lançamento do CEU, ainda está ativa???? Aguardo seu retorno.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  6. Boa noite Duda. Me afastei por completo das atividades para poder dar atenção a minha carreira.
    Quanto à torre no CEU acredito que esteja ativa ainda. Dê uma olhada no site deles e entre em contato se possível:
    http://www.fundacaoceu.org.br/

    Abraços,
    João Laudares

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    1. Boa noite João!

      Agradeço pelo retorno, procurarei sim me informar mais sobre esta base. Uma vez mais obrigado.

      Abraços

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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