segunda-feira, 30 de maio de 2016

Espaçomodelismo em Crescimento no Brasil

Olá leitor!

Durante toda a semana passada abordei aqui no Blog assuntos relacionados com as atividades de grupos e equipes brasileiras amadoras e universitárias (e até de uma equipe universitária estrangeira) na área de Espaçomodelismo, por acreditar que precisamos difundir para a nossa Sociedade as atividades realizadas em nosso país nesta área por esses fantásticos fogueteiros e futuros profissionais de diversos setores, todos imbuídos no desenvolvimento de suas áreas de atuação, como a Mecânica, a Física, a Química, a Elétrica, etc...

O Espaçomodelismo está presente no país desde meados dos anos 60 do século passado, onde pioneiros como o Cap. Basílio Baranoff e o Prof. José Felix Santana, envolvidos na época com as atividades do Programa Espacial Brasileiro (PEB), visualizaram com propriedade a possibilidade do uso do Espaçomodelismo como uma maneira de difundir e educar os nossos jovens, mas por falta de uma legislação adequada para área e por desentendimentos (é o que se fala nos bastidores), as diversas iniciativas que surgiram desde então não se solidificaram e se perderam na história.

No final da segundo semestre de 2013, após ficar claro que não iriam dar em nada as duas competições nas áreas de Foguetemodelismo e Cansats, criadas no inicio daquele ano pela nossa AEB - Agência Espacial de Brinquedo (vale lembrar que a AEB não deu qualquer satisfação a Sociedade e aos que se mobilizaram para participar destas competições, simplesmente apagou de seu site as páginas que tratavam das mesmas) o Prof. Carlos Henrique Marchi (UFPR), um dos profissionais que foram convidados pela própria AEB para elaborar as regras destas competições, chateado com a situação e a postura do órgão do conhecido cabeça branca, após se reunir com seus alunos do Departamento de Mecânica da UFPR, resolveram criar o Festival de Minifoguetes de Curitiba, festival este felizmente já consolidado e que este ano realizou com sucesso a sua terceira edição.

Vale lembrar leitor que foi durante a realização desta terceira edição do Festival de Minifoguetes de Curitiba que, graças a iniciativa do Prof. Marchi, com o apoio dos fogueteiros presentes e de um intruso (eu), foi criada a Associação Brasileira de Minifoguetes (ABMF) ou BAR (Brazilian Association of Rocketry), associação esta que em breve estará coordenando as atividades de Espaçomodelismo de seus associados. (saiba mais aqui)

É verdade leitor que mesmo antes da criação do Festival de Curitiba, o Espaçomodelismo no país já vinha se desenvolvendo dentro das universidades de diversos estados brasileiros, principalmente no Estado de São Paulo, com equipes no ITA, na UFABC, na EESC-USP, etc..., mas não há como negar que o surgimento do Festival veio estimular a criação de novas equipes universitárias em diversos estados da federação e isso se explica simplesmente porque a existência do mesmo traz para esses jovens o ‘desafio’ que eles necessitam para desenvolver suas atividades. A história da humanidade leitor está cheia de exemplos como este, e aqueles que aceitaram esses desafios foram aqueles que construíram a sociedade humana como a que conhecemos hoje.

Não precisamos de pessoas como o Sr. Braga Coelho, por exemplo, essas passam pela história sem qualquer contribuição a sua espécie ou a sua sociedade, precisamos sim de pessoas inovadoras, dinâmicas, visionárias e comprometidas com o que fazem, pessoas como o Prof. Carlos Henrique Marchi, Prof. Carlos Canalle, Prof. José Felix Santana, Cap. Basílio Baranoff e tantos outros que através de suas ações contribuíram e contribuem efetivamente para o desenvolvimento e educação de nosso povo e consequentemente da espécie humana.

Logo da Equipe.
Mas voltando as equipes de Espaçomodelismo, trago agora para você primeiramente a noticia de que, após se associar com a bem sucedida equipe “ITA Rocket Design” do "ITA - Instituto Tecnológico de Aeronáutica" (já anunciado no Blog anteriormente), e assim disputar em 2017 como uma única equipe na "Competição Brasileira Universitária de Foguetes (COBRUF)", a equipe "TOPUS" da Escola de Engenharia da USP São Carlos (EESC-USP), anunciou a meta de participar também em 2017 da 12ª edição do “Intercollegiate Rocket Engineering Competition (IREC)”, evento este que é realizado anualmente nos EUA.

Banner do anuncio da participação da equipe no IREC 2017.

Logo da equipe.
Outra noticia interessante que trago para você leitor é que a Escola de Engenharia da Universidade Presbiteriana Mackenzie (EE-UPM) criou também (creio eu que em meados do segundo semestre do ano passado) uma equipe de Espaçomodelismo denominada de “Mack One Rocket Design”, equipe esta que já vem trabalhando num projeto de foguete chamado de “VSR Millenium”, foguete este que, inclusive já teve um protótipo (creio que ainda uma espécie de maquete) exibido durante a realização do “1ᵒ Mack Inova”, uma feira de ideias e inovações promovida pela UPM nos dias 23 e 24 de novembro do ano passado.

O protótipo do foguete VSR Millenium sendo exibido
durante o "1ᵒ Mack Inova" no ano passado.

Vale citar leitor que esta equipe de Espaçomodelismo da UPM parecer ser (ate onde eu sei) a terceira equipe surgida dentro de uma universidade privada no Brasil, já que a primeira foi a equipe "GREAVE" da Universidade Positivo (UP) de Curitiba-PR e a segunda a "MICROGUAPOS" na PUCRS de Porto Alegre. Tomara que não, ou caso sim, que outras possam surgir através do país, não só nas universidades privadas e públicas, bem como também nos chamados Institutos Federais. Não eram eles uma das bandeiras do ex-presidente humorista, o Lula?

Recordo-me, por exemplo, que em 2009 uma equipe coordenada pelo Prof. Cedric Salloto, do Instituto Federal Fluminense (IFF), do campus de Campos dos Goytacazes-RJ, chegou a desenvolver um projeto de Foguete Experimental de Sondagem Atmosférica denominado de “AAT/IFFv1”, projeto este que deu início naquele mesmo ano as atividades do hoje já consolidado “Centro de Referência em Sistemas Embarcados e Aeroespaciais (CRSEA)” do IFF, mas infelizmente pelo que parece os projetos de foguetes não sofreram continuidade dentro deste Centro do IFF. Cadê os IFs do Lula???? Vamos lá galera, o PEB também precisa de técnicos nesta área.

Duda Falcão

2 comentários:

  1. Respostas
    1. Olá Prof. Marchi!

      Não há o que agradecer professor, estamos aqui para dar a nossa colaboração na divulgação das atividades espaciais de nosso país, enquanto pessoas como o senhor é que fazem as coisas realmente acontecerem. Sucesso sempre.

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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