sexta-feira, 27 de maio de 2016

Cientistas Criam Frente Contra a Fusão de Ministérios

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia publicada ontem (25/05) no site do Jornal o Estado de São Paulo e postada no mesmo dia no “Blog SindCT Espacial”, destacando que Cientistas criaram frente contra a fusão de ministérios.

Duda Falcão

Ciência

Cientistas Criam Frente Contra
a Fusão de Ministérios

Estadão
26 de maio de 2016

Foto: Fábio Motta/Estadão

A exemplo de artistas e intelectuais que se uniram pela volta do Ministério da Cultura, cientistas, pesquisadores e professores universitários se mobilizam contra a fusão dos Ministérios da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI) e das Comunicações. Nesta quarta-feira (25), cem deles participaram do lançamento da Frente Contra a Extinção do MCTI, na Coordenadoria de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Eles programam uma série de ações, como abraço a prédios históricos, convocação de alunos e abertura de laboratórios nos fins de semana. De acordo com professores, a fusão já causou problemas: estudantes de 55 programas de formação de recursos humanos estariam sem receber bolsas. "A extinção do MCTI já impactou o pagamento de bolsas de alunos de graduação e pós-graduação vigentes no programa de recursos humanos (PRHs), que atuam nas áreas de petróleo e gás. São alunos que não têm como dar continuidade às pesquisas", afirmou a professora do Instituto de Química da UFRJ Jussara Miranda.

A preocupação dos cientistas é com a desorganização de redes de pesquisa. Em um caso como o da epidemia de zika, em que diversas instituições se mobilizam para entender desde a estrutura do vírus à microcefalia, passando pelo desenvolvimento de medicamentos e vacinas, não haveria resposta rápida se os grupos de pesquisas não estivessem ativos, com bolsistas, alunos de iniciação científica, mestrandos e doutorandos atuando nos laboratórios.

Para o reitor da UFRJ, Roberto Leher, a extinção do MCTI surpreendeu a comunidade científica brasileira, que estaria agora diante de um "aviso de incêndio". "É uma reforma sem debater com a cidadania, imposta por um governo interino."

Ele ainda criticou o deslocamento da ciência e tecnologia para um "âmbito inferior". "A fusão vai desarticular as políticas de ciência e tecnologia em curso nas universidades públicas. Com o MCTI, foi possível capilarizar a ciência em todo o território nacional."

Patrimônio

Ex-presidente da Agência Espacial Brasileira e ministro da Ciência e Tecnologia na transição entre os governos Fernando Collor e Itamar Franco, Luiz Bevilacqua disse que o patrimônio construído ao longo dos últimos 30 anos corre o risco de se perder. "Se a gente fecha uma fábrica de automóveis hoje, daqui a dois anos reabre sem grandes prejuízos. Mas interromper o processo de desenvolvimento científico e retomar depois de um ano é um desastre quase irrecuperável", comparou.


Fonte: Blog SindCT Espacial - http://sindctespacial.blogspot.com.br

Comentário: Ai sim, agora já é uma postura diferente e era isto que eu vinha cobrando, pena que só ocorreu agora. Entretanto, vai precisar muito mais do que abraçar prédios públicos para que uma verdadeira mudança cultural e de postura política seja finalmente implantada como deve ser dentro de nosso país. Vocês precisam acordar do sonho letárgico e fantasioso de décadas de que vivem em um país de verdade, quando na verdade vivem num Território de Piratas, comandado politicamente por uma classe formada por marginais que tem como único interesse saquear a nação. Não é com cartas de desagravo, ou com choro publico que esta mudança ocorrerá. Vocês precisam entender que, se continuarem com lideres fracos como a Dra. Helena Nader, o setor de C&T continuará sendo cozinhando e manipulado em prol dos interesses desses vermes e vocês chacoteados em rodas de papo politico regadas a Scott Whisky, belíssimas Escort Girls de luxo e droga pesada, que ocorrem nas madrugadas de nossa obscura Capital Federal, tudo pago por otários, ou melhor, pelo povo Brasileiro. Já passou da hora de amadurecerem e entrarem para o mundo real.

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