sexta-feira, 1 de abril de 2016

Há 10 anos, o Brasil Inteiro Acompanhava Seu Primeiro Cosmonauta no Espaço

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada dia (30/03) no site em português do "Sputniknews” tendo como destaque os 10 anos da Missão Centenário.

Duda Falcão

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Há 10 anos, o Brasil Inteiro Acompanhava
Seu Primeiro Cosmonauta no Espaço

Sputnik News
00:49 30.03.2016 - 00:49
Atualizado 30.03.2016 - 13:22

© Sputnik/ Sergey Kazak

Há 10 anos, o Brasil inteiro acompanhava pelos noticiários os momentos do primeiro cosmonauta brasileiro a ir ao espaço. No dia 29 de março de 2006, o Tenente-Coronel Marcos Pontes integrava a tripulação da Soyuz TMA-8, formada ainda pelo comandante russo Pavel Vinogradov e pelo astronauta americano Jeffrey Williams.

Pontes integrava a chamada Missão Centenário, fruto de um acordo firmado em 2005 entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Agência Espacial da Federação Russa (Roscosmos). Pontes, que era tenente-coronel da Força Aérea Brasileira (FAB), estava se preparando há alguns anos para integrar as missões dos ônibus espaciais americanos, mas a explosão da Columbia em 2003 fez a Agência Espacial Americana (NASA) interromper todos os seus programas.

A Missão Centenário recebeu este nome em referência à comemoração do centenário do primeiro voo tripulado de uma aeronave, o 14 Bis, de Santos Dumont, em Paris, em 23 de outubro de 1906. Com o acordo firmado entre Brasil e Rússia, Marcos Pontes passou por treinamento na Cidade das Estrelas, complexo de formação e preparação de cosmonautas situado a cerca de 50 quilômetros de Moscou.

Os três cosmonautas decolaram do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, em 29 de março de 2006, às 23h30min (horário de Brasília), tendo como destino a Estação Espacial Internacional, onde acoplou no dia 1.º de abril. Lá os cosmonautas realizaram diversos experimentos científicos. Entre os realizados por Pontes estavam estudos sobre o efeito da microgravidade na cinética das enzimas, minitubos de calor, germinação de sementes em ambiente de microgravidade, alguns dos quais foram acompanhados por alunos de escolas de São José dos Campos (SP) através da internet. A tripulação voltou à Terra no dia 8 de abril.

Dez anos depois, Pontes faz um balanço da experiência e conta aos leitores da Sputnik os pontos altos dessa missão:

Queria agradecer por todo o carinho que tenho recebido por ocasião dos 10 anos da Missão Centenário, um marco na minha vida. Uma honra muito grande poder representar o Brasil, poder conhecer amigos que tenho até hoje na Rússia e que mantenho com muito carinho, e poder realizar um sonho não só meu, mas de uma nação inteira. Toda vez que você decola carregando a bandeira de uma nação carrega consigo também os sonhos, as expectativas e as vontades de um país inteiro. E dez anos passaram bem rápido, e muita coisa aconteceu nesse período.”

A experiência no espaço deixou frutos que estão sendo colhidos até hoje graças à persistência do cosmonauta e ao seu empenho em contribuir com projetos de desenvolvimento de educação.

“Tudo o que eu pude fazer para incentivar, promover as atividades espaciais, a ciência e tecnologia e principalmente a educação no Brasil eu fiz, até criei fundação para isso, como a Fundação Astronáutica Marcos Pontes. Agora no domingo, dia 3 de abril, vamos ter um evento muito bonito em Bauru (SP), onde a gente espera reunir entre 40 e 50 mil pessoas – no ano passado foram 40 mil – justamente em torno de educação, ciência e tecnologia.”

Apesar do entusiasmo, no entanto, Pontes diz que o cenário no Brasil deixa ainda muito a desejar.

“O fato é que, do ponto de vista federal, do apoio ao programa espacial e de outras áreas de ciência e tecnologia no Brasil, infelizmente as notícias não são boas. Não sei o que se passa na cabeça das nossas autoridades, mas certamente é distante do desenvolvimento da ciência e da tecnologia. O que a gente vê é uma redução de investimentos, leis que atrapalham bastante o desenvolvimento, a conexão operacional entre as universidades públicas e as empresas privadas, os centros de pesquisa, as parcerias no país. A gente precisa mudar essa proa, para que se tenha um país desenvolvido através da ciência, da tecnologia e da educação.”

Sobre o momento mais marcante da Missão Centenário, Marcos elege um e se emociona ao falar dele.

“Teve um momento que congregou desde a parte emocional, com tudo que foi antes da missão. Foi o momento em que chegamos ao espaço com o corte do motor e a separação do último estágio da Soyuz. Foi um momento especial quando olhei para a Terra e vi essa Terra azul, maravilhosa. Foi uma espécie de flash back de todos esses anos de preparação, começando lá em Bauru”, recorda.

“Lembro que naquela época, quando eu falava em ser piloto, os meus amigos de trabalho lá na Rede Ferroviária falavam que era maluquice, que eu nunca iria conseguir fazer isso. Eu tinha ali de 14 para 16 anos. Lembro que um dia cheguei em casa chateado e minha mãe olhou para mim – ela era italiana, com aqueles olhos azuis – e me disse: ‘Olha, não dê ouvido a esse tipo de coisa, porque você pode ser o que quiser na vida desde que você estude, trabalhe e persista. Sempre faça mais do que esperam de você.’ De repente, naquele momento, quando olhei a Terra, lembrei da minha mãe falando exatamente aquilo. Acho que aquele momento foi o mais marcante de toda a missão.”


Fonte: Site Sputniknews - http://br.sputniknews.com/

Comentário: Pois é leitor, a Missão Centenário apesar de ter sido motivada por interesses nefastos desta pseuda legenda partidária de merda (uma de tantas que temos no país), não há como negar que a mesma trouxe benefícios ao PEB (sugiro ao leitor que leia o interessante artigo “Missão Centenário, Quais os Reais Resultados Para a Sociedade Brasileira?”, escrito que foi pelo jovem Oswaldo Loureda, CEO da startup brasileira Acrux Aerospace Technologies) bem como também não há como negar de que apesar de positiva, se esta iniciativa tivesse sido conduzida pelos motivos corretos e com a competência necessária, o Brasil não se encontraria no atual estágio 10 anos depois. Entretanto como o leitor poderá notar no artigo citado, mesmo sendo motivado por interesses outros desses vermes que não valem nada, mesmo sendo conduzida sem a competência necessária, mesmo o PEB enfrentando dificuldades herculanas em diversas áreas, e mesmo a iniciativa sendo escrachada por parte da Comunidade Espacial que ainda precisa entender que programa espacial se faz com união e não com inveja e egocentrismo, os benefícios para o PEB foram concretos e até hoje gera consequências positivas. Porém fica a pergunta: Até quando continuará gerando?

2 comentários:

  1. Vai me desculpar caro editor, pergunto quis benefícios essa "palhaçada" ( com o perdão da palavra) trouxe a nosso país ?
    Mandaram um turista nacional, em uma viagem extremamente cara e sem propósito científico algum.
    Antes pegassem esse dinheirão investido nessa aventura espacial e nesse turista privilegiado, e investissem em programas que realmente trariam grandes benefícios para o país.
    Assim como muitos programas que não trouxeram ou tragam benefícios algum para esse país, programas como ( SGDC, ACS etc..).
    Más temos programas realmente nacionais que carecem de recursos e toda atenção que esses "astronauta" Brasileiro teve; programas como ( AMAZONAS-1,MISSÃO ASTER, MIRAX etc).

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    1. Caro Cléber Ferreira!

      Leia a artigo escrito pelo Oswaldo Loureda e entenderá melhor tudo que aconteceu. Não se deixe levar por notícias da imprensa. Enfim... se as verdades que estão neste artigo não lhe convencerem, nada o fará, pois já estará com a sua opinião formada baseada em inverdades. E neste caso, nada poderei fazer para convence-lo do contrário.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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