terça-feira, 29 de março de 2016

Brasil Alcança Estado da Arte em Previsão do Tempo Com Novo Modelo do INPE

Olá leitor!

Segue agora uma nota postada ontem (28/03) no site do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) destacando que o Brasil alcançou o Estado da Arte em Previsão do Tempo com novo modelo do INPE.

Duda Falcão

CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

Brasil Alcança Estado da Arte em Previsão
do Tempo Com Novo Modelo do INPE

Novo BRAMS leva em conta aspectos atmosféricos e ciclos físicos e
químicos que podem interferir na previsão do tempo.
Supercomputador Tupã auxilia nos modelos de previsão.

Por Ascom do MCTI
Publicação: 28/03/2016 | 18:18
Última modificação: 28/03/2016 | 18:42

Crédito: INPE/Divulgação
Modelo permite previsões climáticas mais precisa
em toda a extensão da América do Sul.

A previsão do tempo é uma ferramenta importante para uma série de atividades. Seja para agricultores planejarem plantios e colheitas de culturas, seja para prevenir possíveis desastres naturais nos perímetros urbanos. Os meteorologistas buscam, então, fazer previsões cada vez mais precisas para dar subsídios exatos para a população. Para tanto, se valem de softwares e códigos computacionais complexos.

Um deles é o Brazilian Developments on the Regional Atmospheric Modeling System (BRAMS), desenvolvido pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE/MCTI). Com a nova versão, recentemente disponibilizada, a BRAMS 5.2, é possível fazer previsões mais precisas em toda a extensão da América do Sul.

O principal diferencial deste sistema, de acordo com o pesquisador do CPTEC Saulo Freitas, é que ele unifica os modelos de previsão do tempo e da qualidade do ar que a instituição utiliza atualmente. Outro ponto é que o BRAMS 5.2 permite uma avaliação simultânea do impacto das queimadas no ciclo de carbono. Em resumo, a ferramenta contabiliza fatores físicos, químicos e o ciclo de carbono para prever o clima.

"Por incluir processos físicos e biogeoquímicos mais realisticamente representados e integrados consistentemente em um único sistema de modelagem, temos condições de fazer uma previsão climática mais precisa. Esse sistema unifica diversos módulos, trazendo um sistema de modelagem de processos na atmosfera totalmente consistente, incluindo retroalimentações entre a superfície, atmosfera e biogeoquímica. Por isso, chegamos ao estado da arte", explicou Saulo Freitas. "Isso significa que o Brasil está no estágio mais avançado da previsão climática."

Do Menor Para o Maior

Segundo o pesquisador, o BRAMS 5.2 permite uma avaliação mais regionalmente localizada das condições climáticas. É possível fazer previsões para áreas de até cinco quilômetros com antecedência de um dia. Já as análises mais completas – que levam em conta os fatores biogeoquímicos – servem para áreas de resolução de 20 quilômetros para um período de mais de três dias de antecedência. Juntando todas essas informações, é possível montar um mosaico de previsão climática para toda a América do Sul.

A questão da delimitação da área é fundamental para a previsão do tempo. Isso porque, quanto maior a área, maior a possibilidade de variação de cenários.

"Antes, tínhamos modelos que traçavam médias de uma área de cem quilômetros. A média de temperatura dessa área, por exemplo, dá margem para muitas interpretações. Não é possível traçar uma previsão muito precisa para essa área. Com o BRAMS, fazemos projeções que são muito mais realistas", observou Saulo Freitas.

Supercomputador

Os cálculos efetuados pelo BRAMS 5.2 são bastante complexos. Desenvolvido no país desde a inserção nos modelos de previsão climática, nos idos dos anos 1980, o sistema necessita de um supercomputador para executar as contas de todas as variáveis. No caso do CPTEC, é utilizado o Tupã.

São necessários 9,6 mil processadores do supercomputador para todas as informações do BRAMS. Ele permite, por exemplo, que seja feita uma previsão de um dia de antecedência para todo o Brasil em apenas 20 minutos.

"A intenção é calcular em áreas cada vez menores para obter resultados mais precisos. Por isso, precisamos de cada vez mais processadores para fazer a previsão de todo o Brasil no menor tempo possível", ressaltou Freitas.

O Tupã foi adquirido pelo INPE com recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).


Fonte: Site do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI)

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