quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Mas é o Único Caminho, Goste Você ou Não

Olá leitor!

O vídeo abaixo é do lançamento da ultima missão do Programa MAXUS, ou seja, o da Operação MAXUS 8, ocorrido do Centro Espacial de Esrange (ESC), na Suécia, em 26/03/2010, programa este que é uma ‘join venture’ entre a Swedish Space Corporation (SSC) e o grupo europeu EADS Astrium Space Transportation ligado ao Centro Aeroespacial Alemão (DLR).


Vale dizer que este programa é o maior programa europeu na área de pesquisas em ambiente de microgravidade, e onde se utiliza o foguete CASTOR-4B de origem norte-americana como transportador da carga útil, veiculo este que possibilita aos experimentos permanecerem por 14 minutos em ambiente de microgravidade.

O leitor pode está agora se perguntando o que o Brasil tem com isto? Bom, na realidade acontece que o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) vem discutindo já algum tempo com o Centro Aeroespacial Alemão (DLR) a possibilidade de substituir o foguete CASTOR-4B por um foguete brasileiro, já que este foguete norte-americano está se aposentando, tendo a sua ultima missão neste programa (a Operação MAXUS-9) prevista para ocorrer no final de 2016.

Entretanto, para que o Brasil também possa atender a este Programa Europeu de Microgravidade, terá primeiro de tirar do papel e das promessas vazias o desenvolvimento e teste em banco de provas do Motor Foguete de Propulsão Sólida S50 (MFPS S50), motor este diretamente ligado ao projeto do Veículo Lançador de Microssatélites (VLM-1), projeto este que também conta com a participação do DLR alemão.

Assim sendo, com o motor S50 desenvolvido e efetivamente testado, a ideia é usa-lo como propulsor de um novo foguete de sondagem brasileiro gigantesco, este denominado de VS-50, e que se realmente sair do papel e da fantasia, consolidaria internacionalmente não só a tecnologia brasileira de foguetes de sondagem (já reconhecida internacionalmente como confiável e barata) bem como nos colocaria mais próximos do Veículo Lançador de Microssatélites (VLM-1).

Tudo muito bonito e como manda o figurino, mas infelizmente a realidade é outra. Desde a saída do Dr. Luis Eduardo Loures da Costa da coordenação deste projeto e do IAE (dizem nos bastidores que por imposição do DLR - hoje ele coordena o projeto do Nanosatélite ITASAT-1 no ITA), não há informação se o mesmo avançou ou continuou no mesmo estágio que se encontrava na época do Dr. Loures, profissional sério, competente e reconhecido como um leão no trabalho e em defesa de suas ideias, sendo talvez por isto (se as conversas de bastidores tiverem procedência) um empecilho para o DLR alemão fazer valer suas vontades nas negociações do projeto do VLM-1.

É claro que mesmo que essa história seja verdadeira, o andamento do projeto do motor não estaria sendo prejudicado somente por esta razão, afinal não há por parte do desgoverno desta debiloide petista o menor compromisso em realizar nada no âmbito do PEB, e especialmente com projetos de veículos lançadores.

O leitor pode se perguntar o porquê desta falta de atitude do desgoverno brasileiro com o PEB? Será que é por falta de Brasilidade? Será que isto ocorre por interferência estrangeira? Será que é por pura ignorância e estupidez? Será por incompetência gerencial? Será que é por não ser o Programa útil aos interesses nefastos do Populismo, já que não gera voto devido à ignorância do povo? Será pelo egocentrismo de alguns? Bom leitor, eu diria a você que é uma mistura de tudo isto, sendo por esta razão de difícil solução, mesmo que o PT seja expulso do governo pra sempre a partir das próximas eleições. Afinal é um problema cultural que só será resolvido quando a Sociedade Brasileira entender que precisa mudar sua atitude para assim formar cidadãos de verdadeQuando isto acontecer, refletirá na classe política. Utopia, como me disse um senhor hoje na fila de um supermercado aqui em Salvador, pode até ser, mas é o único caminho, goste você ou não.

Duda Falcão

Um comentário:

  1. Infelizmente quem fez essa matéria está coberta de razão. O BRASIL tem profissionais competentes nessa área mas a governança do país não tem a mesma capacidade de reconhecer essa oportunidade e investir pesado e no futuro próximo termos a independência tecnológica e consequentemente o retorno financeiro que o país tanto precisa. Fica aqui meu desapontamento com o governo desse país.

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