segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Alertas do DETER Estimam 957 km² de Corte Raso na Amazônia Durante Trimestre

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (30/11) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que Alertas do DETER estimam 957 km² de corte raso na Amazônia durante trimestre.

Duda Falcão

Alertas do DETER Estimam 957 km² de
Corte Raso na Amazônia Durante Trimestre

Segunda-feira, 30 de Novembro de 2015

Durante os meses de agosto, setembro e outubro, os alertas de alteração na cobertura florestal por corte raso ou degradação na Amazônia somaram 1.535 km². Deste total, estima-se que 957 km² são de áreas de desmatamento por corte raso e 507 km² correspondem à degradação florestal, além de 71 km² de desmatamentos não confirmados, conforme registro do DETER, o Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

As distribuições das áreas de Alertas nos Estados em cada mês, bem como a respectiva cobertura de nuvens, são apresentadas na tabela a seguir. 

DETER(*)
Ago (km²)
Nuvens
Ago (%)
DETER(*)
Set (Km²)
Nuvens
Set (%)
DETER(*)
Out (km²)
Nuvens
Out (%)
Acre8,98024,0204,9518
Amazonas79,488116,67243,6417
Maranhão8,23125,26113,2116
Mato Grosso137,64095,660104,940
Pará295,217120,379113,469
Rondônia107,89082,55096,990
Roraima6,282859,6944,754
Tocantins9,810004,560
TOTAL653,528504,225376,509
(*) Soma das áreas de alerta de corte raso, degradação florestal e falsos positivos.

Baseado em dados de satélites de resolução moderada (250 m) – Terra/MODIS, o DETER é uma ferramenta de suporte à fiscalização de desmatamento e demais alterações na cobertura florestal ilegais, prioritariamente orientado para as necessidades do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).

As imagens são analisadas e em prazo de até cinco dias após a passagem do satélite mapas de Alertas de alteração na cobertura florestal são enviados ao IBAMA. Os alertas podem se referir indistintamente ao desmatamento propriamente dito, quando há a remoção drástica da cobertura florestal por corte raso, e também a eventos de degradação florestal, que podem ser exploração madeireira por corte seletivo, preparação da área para o corte raso, localmente denominada brocagem, ou cicatrizes de incêndio florestal.

Os resultados do DETER devem ser analisados em conjunto com as informações sobre a cobertura de nuvens, que afeta a observação por satélites. As áreas em rosa dos mapas a seguir correspondem aos locais que estiveram encobertos no período. Nos mesmos mapas, os pontos amarelos mostram a localização dos Alertas emitidos pelo DETER.

Mapa de alertas de agosto, mês em que a cobertura de
nuvens impediu a observação de 8% da Amazônia.
Mapa de alertas de setembro, mês em que a cobertura de
nuvens impediu a observação de 5% da Amazônia.
Mapa de alertas de outubro, mês em que a cobertura de
nuvens impediu a observação de 9% da Amazônia.

Em função da cobertura de nuvens variável de um mês para outro e, também, da resolução dos satélites, o INPE não recomenda a comparação entre dados de diferentes meses e anos obtidos pelo sistema DETER.

Estimativa de Corte Raso e Degradação Florestal

Uma validação dos dados do DETER é realizada regularmente pelo INPE desde 2008 e, como resultado, obtém-se uma estimativa amostral da proporção de áreas de corte raso, de degradação florestal e de falsos positivos. A validação dos dados do DETER tem como objetivo caracterizar mensalmente os Alertas de Alteração na Cobertura Florestal na Amazônia. Para a qualificação, faz-se uso de imagens provenientes do satélite Landsat (ou similar), adquiridas em período equivalente as imagens MODIS utilizadas pelo DETER.

A tabela a seguir detalha os resultados da validação no trimestre para toda Amazônia Legal com o percentual de Corte raso, Degradação e Falsos positivos.

No. pols
(%)
Área avaliada
Km2 (%)
Corte raso
(%)
Degradação  (%)Falso positivo
 (%)
Agosto786 (69%)464 (71%)64306
Setembro546 (67%)339 (66%)57394
Outubro452 (69%) 273 (73%)65323

A tabela a seguir detalha as estimativas das áreas de Corte raso, Degradação e Falsos positivos calculados a partir dos resultados da validação do trimestre para toda Amazônia Legal.

ClasseAgosto (Km²)Setembro (Km²)Outubro (Km²)Total (Km²)
Corte Raso422289246957
Degradação189198121507
Falso positivo43181071
Soma6545043771535

A fatoração da área de alerta em corte raso e em degradação florestal atende a uma solicitação do IBAMA, ratificada por um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado em novembro de 2014 entre as duas instituições. A fatoração poderá ser aplicada toda vez que houver dados de satélites de alta resolução (20-30 m) disponíveis no mês em questão e com baixa cobertura de nuvens em quantidade suficiente para cobrir ao menos 30% dos eventos de alertas e 30% de sua área total.

Conforme o ACT firmado, a divulgação do DETER é referente a um trimestre, realizada no fim do mês seguinte ao término do trimestre e, além dos relatórios de dados (1) e de validação (2), o INPE divulga mapas da distribuição espacial das ocorrências de alertas de cada mês deste trimestre agregados em células de 50 km X 50 km (3) e o mapa com os polígonos de alertas do trimestre anterior (4). O INPE também fornece uma interface gráfica para a visualização dos dados do DETER e outras informações pertinentes sobre as alterações da cobertura florestal na Amazônia (5).






Sistema DETER

Realizado pela Coordenação de Observação da Terra (OBT) do INPE, o DETER é um serviço de alerta de desmatamento e degradação florestal na Amazônia Legal baseado em dados de satélite de alta frequência de revisita.

O DETER utiliza imagens do sensor MODIS do satélite Terra, com resolução espacial de 250 metros, que possibilitam detectar polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares. Nem todos os desmatamentos são identificados devido à ocorrência de cobertura de nuvens.

Os alertas produzidos pelo DETER foram concebidos e são produzidos para orientar a fiscalização do desmatamento ilegal na Amazônia. Os mapas de alertas do DETER são enviados diariamente ao IBAMA com a localização precisa de eventos de desmatamento e degradação florestal e um indicativo de área que tem qualidade limitada pela resolução do satélite, que permite representação acurada de área apenas para eventos de tamanho superior a 100 ha.

Por isso, o INPE não recomenda que os dados de área de alertas do DETER sejam utilizados como indicativo do andamento da intensidade de desmatamento. Para medir esta intensidade o INPE produz desde 1988 o mapa de desmatamento feito com imagens de resolução de 20 a 30 m (Landsat, CCD/CBERS, LISS3/ResourceSAT, DMC e SPOT). Deste mapa o INPE calcula a taxa de desmatamento anual em km² medida pelo PRODES.

A menor resolução dos sensores usados pelo DETER é compensada pela capacidade de observação diária, que torna o sistema uma ferramenta ideal para informar rapidamente aos órgãos de fiscalização sobre novos desmatamentos.

Este sistema registra tanto áreas de corte raso, quando os satélites detectam a completa retirada da floresta nativa, quanto áreas com evidência de degradação decorrente de extração de madeira, preparação para desmatamento (brocagem) ou incêndios florestais, que podem ser parte do processo de desmatamento na região.

A cada divulgação sobre o sistema de alerta DETER, o INPE apresenta ainda um relatório de avaliação amostral dos dados. Os relatórios, assim como demais dados relativos ao DETER, podem ser consultados em www.obt.inpe.br/deter


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Lançada Nova Edição da Revista do Global Land Project

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (30/11) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que foi lançada a nova edição da Revista do Global Land Project.

Duda Falcão

Lançada Nova Edição da
Revista do Global Land Project

Segunda-feira, 30 de Novembro de 2015

O Global Land Project (GLP), sediado no Centro de Ciência do Sistema Terrestre (CCST) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), acaba de lançar a nova edição de sua revista anual, a GLP News, que pode ser acessada no endereço: http://www.globallandproject.org/arquivos/GLPNews_Nov2015.pdf

O GLP é uma das maiores redes internacionais de pesquisas interdisciplinares para estudos relacionados aos ambientes terrestres, incluindo os meios bióticos e os recursos naturais e as dimensões humanas. As contribuições científicas contidas nesse número do periódico mostram visões sobre como a ciência da Terra deve ser abordada em um futuro próximo, tendo como tema os efeitos das mudanças de uso da terra na biodiversidade. 

As linhas de pesquisa desenvolvidas no âmbito do GLP e as informações produzidas têm sido importantes para o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), inclusive na elaboração do último relatório (Activity Report 5), e para o Programa de Avaliação Ecossistêmica do Milênio (AEM), das Nações Unidas.

Com foco no estudo da interação entre homem e ambiente terrestre em prol do melhor entendimento científico das mudanças globais, o Global Land Project (GLP) está agora vinculado à plataforma Future Earth, que tem como objetivo principal disseminar o conhecimento necessário para que o desenvolvimento sustentável seja atingido com mais agilidade.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

INPE Integra Estudo Publicado na Capa de Revista Internacional Sobre Geofísica Espacial

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (30/11) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que o instituto integra estudo publicado na capa de revista internacional sobre Geofísica Espacial.

Duda Falcão

INPE Integra Estudo Publicado na Capa de
Revista Internacional Sobre Geofísica Espacial

Segunda-feira, 30 de Novembro de 2015

O JGR Space Physics, periódico da American Geophysical Union, publicou na capa de sua edição de outubro um gráfico resultado de estudo feito em parceria pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Universidade do Vale do Paraíba (Univap) e Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), além de universidades da Índia e Argentina. Confira aqui.

O gráfico faz parte do artigo “Day-to-day variability of equatorial electrojet and its role on the day-to-day characteristics of the equatorial ionization anomaly over the Indian and Brazilian sectors”, dos autores K. Venkatesh, P. R. Fagundes, D. S. V. V .D. Prasad, C. M. Denardini, A. J. de Abreu, R. de Jesus, M. Gende.

O trabalho mostra a relação do Eletrojato Equatorial - uma corrente elétrica que flui ao longo do equador magnético terrestre - com as densidades da chamada Anomalia Equatorial de Ionização.

“Variações bruscas (gradiente acentuados) da Anomalia Equatorial de Ionização podem causar efeitos indesejados nos sistemas de posicionamento baseados em satélites, conhecidos como sistemas GNSS”, explica Clezio De Nardin, gerente do Programa de Estudo e Monitoramento Brasileiro do Clima Espacial (Embrace) do INPE e um dos autores do trabalho publicado no JGR Space Physics.



Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Cientista de MG Gerencia Criação de Robô Para Manutenção de Satélites

Olá leitor!

Segue abaixo uma curiosa matéria postada ontem (29/11) no site “G1” do globo.com destacando que cientista mineiro gerencia um projeto de robô para manutenção de Satélites.

Duda Falcão

CENTRO-OESTE – MG

Cientista de MG Gerencia Criação de
Robô Para Manutenção de Satélites

Ijar Fonseca nasceu em Carmo do Cajuru e é professor no ITA em SP.
Rebocador espacial permitirá conserto de equipamentos em órbita.

Ricardo Welbert
Do G1 Centro-Oeste de Minas

(Fotos: Ijar Fonseca/Arquivo Pessoal)
Ijar Fonseca mostra peça de robô espacial em laboratório na Alemanha.

Um cientista nascido em Carmo do Cajuru, no Centro-Oeste de Minas, é a mente por trás do projeto de um robô que deverá ser usado para consertar satélites em órbita. A criação é um tipo de rebocador espacial. Especialista em mecânica de voo, Ijar Fonseca, de 66 anos, começou o trabalho em 2014 e a previsão é de que o equipamento fique pronto em 2017. O resultado pode representar um avanço no desenvolvimento do programa espacial brasileiro.

Fonseca é professor no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) em São José dos Campos (SP) e gerencia o projeto. De acordo com ele, o objetivo é testar novos algoritmos de controle em operações de encontro e ancoragem entre espaçonaves. "Essas operações no espaço são delicadas. Mesmo com uma mínima falha é possível perder a missão inteira", ressaltou.

Essas operações no espaço
são delicadas. Mesmo com
uma mínima falha é possível
perder a missão inteira.

Ijar Fonseca, cientista astronáutico

O Brasil ainda não domina o espaço a ponto de usar tecnologias de acoplamento. Por isso a equipe de astronáutica do ITA pretende lançar um satélite em dezembro, para testes. "Mas não há garantia de continuidade, uma vez que o país está mergulhado em uma crise econômica", disse Ijar.

Estados Unidos, Japão, Rússia e Alemanha já lançaram equipamentos parecidos com o desenvolvido no Brasil.

O objetivo da equipe nacional, de acordo com Ijar, não é chamar atenção de outros países, mas abrir a possibilidade de explorar outros aspectos a partir do domínio das técnicas de encontro e acoplamento de espaçonaves. Metade do projeto já foi executada e o restante segue em fase de execução.

O grupo pretende fazer experimentos com dois robôs flutuantes. A plataforma que permitirá realizar esse experimento simula o ambiente espacial. Ela já foi encomendada, mas ainda não foi entregue. Porém, os cientistas brasileiros já obtiveram bons resultados quando testaram suas teorias em uma plataforma feita de gelo.

Fonseca mostra onde são feitos testes de interferência
eletromagnética em satélites.

Investimento

A equipe responsável pelo projeto, composta por cinco doutores pesquisadores, conseguiu um suporte financeiro de R$ 157 mil da Agência Espacial Brasileira para contratação de serviços e aquisição de hardwares.

Para participar de eventos científicos e internacionais no Canadá, na França e em Israel, a equipe conseguiu subsídio do "UNIESPAÇO", programa criado pela Agência Espacial Brasileira (AEB) em 1997 com objetivo de formar base de pesquisa e desenvolvimento. Cada viagem custa cerca de R$ 15 mil.

O Pesquisador

Ijar Fonseca tem ampla experiência no ramo aeroespacial. Enquanto fazia doutorado nos Estados Unidos, trabalhou em um projeto financiado pela NASA, a agência espacial americana.

Hoje é um dois oito brasileiros integrantes da Academia Internacional de Astronáutica e vice-presidente internacional do Comitê de Estruturas e Material da Federação Internacional de Astronáutica.

'Seu nome será levado para Marte em um microchip transportado
pelo Mars Science Laboratory Rover da NASA',
diz certificado obtido por Ijar Fonseca.

O nome dele está gravado na memória do jipe-robô Curiosity, que pousou em Marte em 2012. "Eu estava bisbilhotando o site da Nasa quando vi uma mensagem que dizia que estavam abertas inscrições para ter o nome gravado no banco de dados da sonda. Eu me inscrevi e fui selecionado. Posso dizer que estou em Marte neste instante", comentou.

Em 2011 ele conseguiu outra façanha. Um certificado entregue a ele pela NASA confirma que a imagem do rosto dele voou no espaço a bordo do ônibus espacial Endeavour, na missão STS-134. "A imagem foi levada a uma altitude de 220 milhas acima da Terra. Voou a uma velocidade de mais de 17.400 milhas por hora enquanto orbitava nosso planeta. Em nome da NASA, obrigado por compartilhar a emoção de nossa missão e acolher o seu interesse na exploração espacial. Nós ficamos contentes de tê-lo a bordo", informa o documento.

Ijar afirma que deixou o interior de Minas ainda muito jovem em busca do sonho de lidar com algo que o aproximasse das estrelas. "Por isso gosto de dizer aos jovens, em um trocadilho astronáutico, que o sonho é um propulsor que nos leva a descobertas incríveis", finalizou.

Certificado da NASA confirma que informações sobre Ijar Fonseca
voaram pelo espaço a bordo do ônibus espacial Endeavour:
'Ficamos contentes em tê-lo a bordo'.


Fonte: Site “G1” do globo.com – 29/11/2015

Comentário: Pois é leitor, simplesmente fantástico. A iniciativa de pesquisadores como o Dr. Ijar Fonseca, Lucas Fonseca, Othon Cabo Winter, entre outros, demonstra o quanto poderíamos estar avançados no setor espacial se nossos governantes estivessem realmente comprometidos com o desenvolvimento do país. E ainda por cima temos de engolir um tremendo de um banana como presidente de nossa Agencia Espacial de Brinquedo (AEB). A matéria não esclarece qual satélite será lançado em dezembro, mas como o Dr. Ijar Fonseca é ligado ao ITA, creio que seja o ITASAT-1 ou então o AESP-16, enfim... desejamos ao Dr. Ijar Fonseca e sua equipe sucesso nesta missão.

UnB Desenvolve Projeto de Propulsor Iônico Para Plataformas Cubesats

Olá leitor!

Na notícia em inglês que publiquei ontem (29/11) sobre o contrato assinado entre a empresa americana Phase Four LLC e o DARPA (Defense Advanced Research Projects Agency) visando o desenvolvimento de um propulsor para plataformas cubesats, disse em meu comentário que seria muito bom se no Brasil alguma universidade, instituto de pesquisa ou empresa abraçar-se a ideia de desenvolver no país também um projeto como este, pois assim permitiria que pudéssemos sonhar em desenvolver pequenas sondas espaciais com estas plataformas cubesats para pesquisas além da órbita terrestre e até mesmo de espaço profundo.

Pois bem, acontece leitor que eu havia esquecido de que segundo notícia da AEB publicada em 24 de abril deste ano (veja aqui), a Universidade de Brasília (UnB), através do programa “Ciência Sem Fronteiras Espacial (CsF Espacial)” trouxe ao país o pesquisador “Stephen Gabriel”, professor da Universidade de Southampton, na Inglaterra, para em parceria com o Dr. Paolo Gessini (professor adjunto da UnB), este de origem italiana, desenvolver no Campus Gama da UnB pesquisas na área de propulsão elétrica espacial.

Prof. Stephen Gabiel

Segundo foi divulgado na época, este projeto que terá a duração de três anos, será desenvolvido no laboratório do Campus Gama (laboratório a ser montado até o final deste ano) e os protótipos de propulsores programados para serem testados em 2016 e 2017.

Na realidade o estudo desses pesquisadores estará relacionado ao uso dos cátodos ocos (dispositivos que fornecem de forma eficiente alta densidade de corrente de elétrons) para assim gerar protótipos de um propulsor com potência de 100 watts visando serem utilizados em nanossatélites e cubesats, colocando assim o Brasil entre os países de vanguarda nesta área.

Dr. Paolo Gessini
O Blog BRAZILIAN SPACE vai ficar na torcida para que esta iniciativa possa realmente dar em algo de concreto e que a tecnologia do propulsor desenvolvido possa então ser transferida para uma empresa 100% nacional, repito, 100% nacional e nada menos do que isto.

Entretanto, enquanto isso não acontece vocês que fazem parte de algum grupo de pesquisa universitário, ou de algum instituto de pesquisa no Brasil trabalhando num projeto de satélite ou sonda baseada em plataformas cubesats e precisam de um propulsor deste tipo, antes de buscarem uma opção estrangeira, entrem em contato com a UnB e vejam a possibilidade desta universidade fornecer o propulsor para o seu projeto.

É preciso que se haja o entendimento no Brasil de que Programa Espacial é feito de forma conjunta com o envolvimento de varias áreas do conhecimento humano, e se existe uma coisa que não contribui em nada para o desenvolvimento nesta área é justamente o egocentrismo, algo que parece vem crescendo assustadoramente entre os pesquisadores brasileiros, muito talvez gracas ao caos que se estabeleceu no programa desde a chegada dos desgovernos civis.

Vale lembrar para os esquecidos que a maior aventura da humanidade só foi possível graças aos esforços conjuntos de quase 200 mil americanos, profissionais de diversos seguimentos do conhecimento humano que durante o Projeto APOLLO trabalhando por sete anos consecutivos colocaram em 1969 o homem na superfície da LUA.

Duda Falcão

Espaço e Desenvolvimento

Olá leitor!

Segue abaixo mais um interessante artigo escrito pelo Sr. José Monserrat Filho e postado pelo companheiro André Mileski ontem (29/11) em seu no Blog Panorama Espacial.

Duda Falcão

Espaço e Desenvolvimento

José Monserrat Filho *

“Quando a capacidade criativa do homem se volta para a descoberta de suas potencialidades, e ele se empenha em enriquecer o universo que o gerou, produz-se o que chamamos desenvolvimento.” Celso Furtado¹

O Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento, fundado no Rio de Janeiro em 2005, completa 10 anos. Sua missão é “enriquecer o debate sobre estratégias para o desenvolvimento – especialmente no caso do Brasil e da América Latina –, seguindo a linha de pensamento do seu patrono”². O economista Celso Furtado viveu 84 anos (1920-2004) e foi um dos mais importantes intelectuais brasileiros ao longo do século XX. Seu nome está indelevelmente ligado ao estudo do subdesenvolvimento e do desenvolvimento como fenômenos distintos em várias fases da história, inclusive e sobremodo na etapa atual da avassaladora globalização econômica.

“Garantir o desenvolvimento nacional” é um do “objetivos fundamentais da República, Federativa do Brasil” – reza a Constituição de 19883 –, junto com “construir uma sociedade livre, justa e solidária”, “erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais”, e “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”. Esses objetivos funcionam como vasos comunicantes. A realização de um depende da dos demais. Celso Furtado participou dessa construção jurídica.

Nas primeiras décadas da Era Espacial, iniciada pelo Sputnik-1 em 4 de outubro de 1957, não se relacionava diretamente a exploração (estudo) e uso do espaço com o desenvolvimento nacional dos países, nem mesmo das potências pioneiras nas atividades espaciais. Enaltecia-se o avanço científico de modo genérico, como anunciavam à época os principais jornais do mundo.

O Tratado do Espaço de 19674, em pleno vigor, não fala em desenvolvimento, mas em seus Artigos I e II fixa três princípios fundamentais capazes de gerá-lo em escala mundial: o do bem comum (common good5), o da liberdade de acesso ao espaço e o da não-apropriação do espaço, da Lua e dos demais corpos celestes – entre os quais os asteroides hoje em destaque.

O princípio do bem comum está claramente exposto no § 1 do Artigo I:

“A exploração e o uso do espaço cósmico, inclusive da Lua e demais corpos celestes, deverão ter em mira o bem e interesse de todos os países, qualquer que seja o estágio de seu desenvolvimento econômico e científico, e são incumbência de toda a humanidade.”

O princípio da liberdade de acesso tem base nos § 2 e § 3 do mesmo Artigo I:

§ 2) “O espaço cósmico, inclusive a Lua e demais corpos celestes, poderá ser explorado e utilizado livremente por todos os Estados sem qualquer discriminação, em condições de igualdade e em conformidade com o direito internacional, devendo haver liberdade de acesso a todas as regiões dos corpos celestes”; e

§ 3) “O espaço cósmico, inclusive a Lua e demais corpos celestes, estará aberto às pesquisas científicas, devendo os Estados facilitar e encorajar a cooperação internacional naquelas pesquisas.”

E o princípio da não-apropriação consta com absoluta clareza do Artigo II:

“O espaço cósmico, inclusive a Lua e demais corpos celestes, não poderá ser objeto de apropriação nacional por proclamação de soberania, por uso ou ocupação, nem por qualquer outro meio.”

Tais princípios básicos são intrinsecamente inter-relacionados e interdependentes. O bem comum é propiciado e estimulado pela liberdade de acesso para todos os países, que, por sua vez, é garantida pela total e completa não-apropriação do espaço e dos corpos celestes. O bem comum e a liberdade de acesso justificam a não-apropriação, que, por sua vez, permite e enseja o bem comum, assim como a liberdade de acesso para todos os países.

O bem comum inclui, claro, a busca do desenvolvimento econômico e social – nacional e geral (global) –, sobretudo do desenvolvimento sustentável, comprometida com metas altamente racionais e profundas, como beneficiar as gerações de hoje e amanhã.

O Acordo da Lua, de 19796 – debatido e aprovado no Comitê das Nações Unidas para o Uso Pacífico do Espaço (UNCOPUOS) e depois endossado por unanimidade pela Assembleia Geral das Nações Unidas – refere-se ao desenvolvimento econômico e social, em seu Artigo 4º, § 1, que detalha o Artigo I, § 1, do Tratado do Espaço, a “Cláusula do Bem Comum”: “A exploração e o uso da Lua são incumbência de toda a humanidade e se realizam em benefício e no interesse de todos os países, qualquer que seja o estágio de seu desenvolvimento econômico ou científico. Especial atenção deve ser dada aos interesses das gerações presentes e futuras, bem como à necessidade de promover níveis de vida mais elevados e melhores condições de progresso e desenvolvimento econômico e social, em conformidade com a Carta da Organização das Nações Unidas.”

Cabe, pois, aos Estados, em suas atividades na Lua e nos demais corpos celestes (entre eles os asteroides), dar especial atenção aos interesses das gerações presentes e futuras, bem como à necessidade de promover níveis de vida mais elevados e melhores condições de progresso e desenvolvimento econômico e social, em linha com a Carta das Nações Unidas.

Essa visão ampla e abrangente do desenvolvimento econômico e social resultante das atividades espaciais é, mais que nunca, imprescindível no mundo atual, marcado pela concentração de riquezas e do poder financeiro em alguns países e suas corporações transnacionais – em número cada vez menor –, bem como pela crescente desigualdade entre as nações e entre as pessoas.

São oportunas aqui duas observações de Celso Furtado7, feitas em 1998:

1) “A esfera econômica tende a ser crescentemente dominada pelas empresas internacionais, as quais balizarão o espaço a ser ocupado por atividades de âmbito local e/ou informais. A importância relativa destas últimas definirá o grau de subdesenvolvimento de cada região: áreas desenvolvidas e subdesenvolvidas estarão assim estruturalmente imbricadas numa compartimentação do espaço político que cristaliza as desigualdades sociais.”

2) “A estrutura internacional de poder evolui para assumir a forma de grandes blocos de nações sedes de empresas transnacionais que dispõem de rico acervo de conhecimentos e pessoal capacitado. O intercâmbio internacional de serviços, particularmente os financeiros e tecnológicos, cresce em detrimento do de bens tradicionais. Na dinâmica desse sistema, prevalecem as forças tendentes a reproduzir a atual clivagem desenvolvimento/subdesenvolvimento.”

Exemplo inequívoco dessas forças, hoje, é a lei8 pleiteada por empresas americanas, aprovada pelo Congresso dos EUA e promulgada em 25 de novembro último pelo Presidente Obama, que confere o direito de propriedade aos cidadãos do país (e obviamente suas empresas) sobre os recursos de asteroides por eles (elas) obtidos no espaço, e estimula a exploração comercial dos recursos espaciais. Assim, uma questão global, que afeta a todos os países, é regulada de modo unilateral, para o bem e no interesse de um grupo nacional de empresas. Algo indefensável.

Também na área espacial, “quiçá o aspecto mais negativo da tutela das transnacionais sobre os sistemas de produção na periferia esteja na transformação dos quadros dirigentes em simples correias de transmissão de valores culturais gerados no exterior. O sistema dependente perde a faculdade de conceber os próprios fins”, como Celso Furtado escreveu, em 19789.

Neste contexto adverso à superação do subdesenvolvimento em qualquer área, o próprio Celso Furtado pergunta: “Como preservar a identidade cultural e a unidade política em um mundo dominado por grupos transnacionais que fundam seu poder no controle da tecnologia da informação e do capital financeiro?” E afirma: “É esse o desafio.”

Para superar o subdesenvolvimento no setor espacial, as dificuldades certamente são ainda maiores. O setor espacial de fato sempre foi – e hoje o é mais ainda – liderado por grandes potências e poderosas empresas transnacionais, sobretudo em vista da relevância geopolítico estratégico das atividades espaciais. Seus planos militares de defesa ou ataque – que na prática já no se distinguem – promovem impetuosos e contínuos avanços tecnológicos. É o que ocorre atualmente na chamada “nova Guerra Fria”, com armas mais modernas e certeiras que a anterior.

Como enfrentar o desafio de alcançar o desenvolvimento econômico e social em tal situação? Ainda sim, não é o caso de abandonar o jogo e isolar-se. Celso Furtado propõe a estratégia de “ganho de autonomia externa” para superar o subdesenvolvimento com “uma posição ofensiva nos mercados internacionais”, que tenha ao mesmo tempo “um efeito indutor interno”, como “motor da formação do mercado interno”. Claro, “o controle por empresas transnacionais das atividades produtivas com potencial de exportação, ao limitar a capacidade de ação na esfera internacional, pode criar obstáculos a esse tipo de estratégia”.

Por isso, “o problema que se coloca de imediato é o da identificação das bases sociais de uma estrutura de poder apta a levá-lo à prática”, com o “objetivo estratégico” de “assegurar um desenvolvimento que se traduza em enriquecimento da cultura em suas múltiplas dimensões e permita contribuir com criatividade própria para a civilização que se mundializa. No fundo está o desejo de preservar a própria identidade na aventura comum do processo civilizatório”.

O êxito dessa estratégia “pressupõe, evidentemente, o exercício de forte vontade política apoiada em amplo consenso social”10, hoje inexistente, mas que provavelmente logo poderá ressurgir ante a persistência da crise com o aumento vertiginoso da globalização da desigualdade. E “o desenvolvimento, gerado endogenamente, requer criatividade no plano político, e esta se manifesta quando à percepção dos obstáculos adiciona-se forte ingrediente de vontade coletiva”, pois “somente uma liderança política criativa será capaz de conduzir as forças criativas para a reconstrução de estruturas avariadas e para a conquista de novos avanços na direção de formas superiores de convivência social”¹¹.

O Brasil já tem decisões internas positivas. O Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE – 2012-2021)12, elaborado pela Agência Espacial Brasileira e aprovado por seu Conselho Superior – onde estão representados os principais ministérios – proclama: “Prioridade maior: impulsar o avanço industrial”. E justifica: “O Brasil tem especial vocação espacial. Com mais de 8,5 milhões de km² de extensão territorial, deve cuidar, ao todo, de 13 milhões de km², incluídos os 4,5 milhões de km² de território marítimo. É um patrimônio rico em recursos naturais de toda ordem, que precisa ser cada vez mais conhecido, estudado, controlado, administrado, explorado e vigiado da melhor forma possível. A ciência e a tecnologia espaciais são vitais para isso. A indústria tem papel histórico a cumprir.” E mais: “Eis um grande apelo à inventividade e ao empreendedorismo” para tornar o país “capaz de usufruir, soberanamente e em grande escala, dos benefícios das tecnologias, da inovação, da indústria e das aplicações do setor em prol da sociedade brasileira”. Entre as diretrizes estratégicas do PNAE estão: Consolidar a indústria espacial, aumentando sua competitividade e elevando sua capacidade de inovação, inclusive por meio do uso do poder de compra do Estado, e de parcerias com outros países; Desenvolver intenso programa de tecnologias críticas, incentivando a capacitação no setor com maior participação da academia, das instituições governamentais de C&T e da indústria; Ampliar parcerias com outros países, priorizando o desenvolvimento conjunto de projetos tecnológicos e industriais de interesse mútuo (que, no mínimo, propiciem absorção tecnológica ao Brasil); Fomentar a formação e capacitação de especialistas para setor espacial, no país e no exterior; Promover a conscientização da opinião pública sobre a relevância do estudo, do uso e do desenvolvimento do setor espacial.

Como superar os impasses de hoje sem levar em conta estas ideias?

* Vice-Presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA), Diretor Honorário do Instituto Internacional de Direito Espacial, Membro Pleno da Academia Internacional de Astronáutica (IAA) e ex-Chefe da Assessoria Internacional do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Agência Espacial Brasileira (AEB). Esse artigo expressa apenas a opinião do autor.

Referências

1) Furtado, Celso, O Capitalismo Global, Paz e Terra, 1998, p. 47.
5) Bens Públicos Globais – Cooperação Internacional no Século XXI, editado por Inge Kaul, Isabelle Grunberg and Marc A. Stern, Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (UNDP), Rio de Janeiro, Ediora Record, 2012. (Publicado pela Oxford University Press em 1999.)
7) Furtado, Celso, Id Ibid, pp. 37-39.
9) Furtado, Celso, Criatividade e dependência na civilização industrial, 1ª edição, Paz e Terra, Rio de Janeiro, 1978; edição Companhia das Letras, São Paulo, 2008, p. 162.
10) Furtado, Celso, Id Ibid, pp. 5354.
11) Furtado, Celso, Em busca de novo modelo, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002, pp.32-33.


Fonte: Blog Panorama Espacial - http://panoramaespacial.blogspot.com.br/

domingo, 29 de novembro de 2015

Centro de Ciência do Sistema Terrestre do INPE Inaugura Novo Prédio e Reformula Website

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (27/11) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que o Centro de Ciência do Sistema Terrestre (CCST) do instituto inaugurou nesta sexta-feira o seu novo prédio, alem de reformular o seu website.

Duda Falcão

Centro de Ciência do Sistema Terrestre do INPE
Inaugura Novo Prédio e Reformula Website

Sexta-feira, 27 de Novembro de 2015

Será inaugurado nesta sexta-feira (27/11) o novo prédio do Centro de Ciência do Sistema Terrestre (CCST) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP). A edificação de três andares, projetada de modo a aproveitar a luz natural nas áreas comuns, abriga os laboratórios e as salas dos pesquisadores da área, além dos espaços destinados aos funcionários e alunos do curso de Doutorado em Ciência do Sistema Terrestre. No CCST também estão localizadas as Secretarias Executivas da Rede CLIMA e do GLP (Global Land Project).

No mesmo dia da inauguração do prédio, será lançado oficialmente o novo site do CCST, junto com o redesenho da marca do Centro. O redesenho do logo, que traz junto a tagline “Ciência para sustentabilidade”, possibilitou melhor harmonização dos elementos, otimizando a visualização e utilização nos diversos materiais de divulgação institucional.

Em relação ao novo site, nesta primeira etapa foram realizadas melhorias na arquitetura da informação, tornando a navegação muita mais fluida para o usuário. A nova plataforma é responsiva, ou seja, permite o acesso a partir de vários dispositivos, como smartphones, tablets e notebooks. Também será possível a total rastreabilidade dos acessos, cliques, tempo de navegação e conteúdo mais acessado, além de melhorias SEO (Otimização para Sistemas de Busca, na sigla em inglês), para melhor indexação pelas ferramentas Google, Bing e Yahoo.

O layout limpo dá maior visibilidade às informações, bem como aos projetos e parcerias. O conteúdo institucional apresenta os principais objetivos, missão e metas do Centro, e integra as suas várias áreas de pesquisa - desde os estudos de clima até os estudos socioeconômicos, combinando métodos qualitativos, quantitativos e observacionais. Esses componentes terão objetivos e metas específicas, porém complementares, com atividades que serão integradas por meio de temas transversais, que são: Modelagem do Sistema Terrestre e Projeções, Sistema de Observação do Sistema Terrestre e Diagnostico e Cenários do Sistema Terrestre.

Os temas transversais e as linhas de pesquisa de cada área estão detalhados no novo site, trabalhando a conectividade entre os temas e gerando com isso novos produtos para o CCST.

As informações do site estão condensadas no folder institucional do Centro, que será distribuído na inauguração do prédio e em eventos científicos e visitas ao INPE.

Ciência Para Sustentabilidade

O desenvolvimento econômico verificado, principalmente, nos últimos 200 anos, trouxe prosperidade e bem-estar para os seres humanos. A conquista desses benefícios está fortemente ligada à exploração de recursos naturais, como energia, terra e água para produção agrícola, recursos hídricos, entre outros. Porém, o uso predatório desses recursos naturais e dos serviços vitais dos ecossistemas pode estar colocando em risco a manutenção dessa qualidade de vida para as gerações futuras.

Ainda não existe um adequado entendimento sobre as consequências dessa forma de exploração dos recursos naturais a longo prazo. Assim, o Centro de Ciência do Sistema Terrestre do INPE desenvolve pesquisas que auxiliam na busca de soluções cientificamente embasadas, que permitam à sociedade brasileira caminhar em direção a um desenvolvimento sustentável, seguro e socialmente justo. É preciso minimizar os impactos negativos da ação antrópica nos sistemas naturais vitais para a sustentabilidade ambiental e para o bem-estar humano, no que se refere ao acesso à alimentação, recursos hídricos, energia e saúde.

O CCST/INPE segue e participa da definição de novos paradigmas científicos, os quais vêm sendo apresentados pela comunidade internacional, em particular no escopo do Future Earth, que defende a pesquisa realizada com foco em soluções de problemas atuais, por meio de subsídios às políticas públicas.

Confira o site: www.ccst.inpe.br

Entrada do prédio do CCST no INPE de São José dos Campos.
Novo site apresenta projetos e parcerias no
campo da Ciência do Sistema Terrestre.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)