segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Visiona Busca Ampliar Parceria Com Governo

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada hoje (07/012) no site do Jornal Valor Econômico e postado no dia de hoje no site da Força Aérea Brasileira (FAB), destacando que a empresa Visiona busca ampliar parceria com o governo.

Duda Falcão

Visiona Busca Ampliar Parceria Com Governo

Por Virgínia Silveira
07/12/2015

A Visiona quer se tornar parceira do governo brasileiro no monitoramento do desmatamento da Amazônia. Sociedade entre a Embraer (51%) e a Telebras (49%), a empresa tem interesse no projeto Amazônia SAR, aprovado este ano e com R$ 80,5 milhões garantidos pelo BNDES e o governo federal. O fornecimento e a análise de imagens de satélites de alta resolução é a nova aposta da Visiona para fortalecer os negócios da empresa na área espacial. Para isso firmou acordos de distribuição de imagens com parceiros de peso, como Airbus, DigitalGlobe, Restec e SI Imaging Services.

"A Visiona é uma empresa estratégica para o Brasil e a Telebras uma empresa pública de grande importância para o governo, o que nos credencia para produzir soluções de imageamento via satélite da Amazônia de grande qualidade e a preços acessíveis", ressaltou o presidente da Telebras, Jorge Bittar.

Em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), o Amazônia SAR vai fortalecer o monitoramento do desmatamento na região por meio de radar orbital, gerando alertas e dando suporte às ações de fiscalização do governo.

A área coberta será de 950 mil quilômetros quadrados. Segundo o presidente da empresa, Eduardo Bonini, os satélites da Visiona, mantidos pelos principais operadores de satélites de observação da Terra, permitirá fornecer soluções de sensoriamento remoto nas áreas de controle de desmatamento e incêndios florestais, monitoramento de vazamento de óleo no mar, áreas impactadas ao redor de usinas, planejamento territorial e prevenção de desastres naturais.

"Criamos uma constelação virtual de mais de 20 satélites que podem fazer repetição de imagens em tempos mais curtos (a cada 15 minutos) e resolução de 31 centímetros a 22 metros", afirmou.

O presidente da Visiona disse que entre 75% e 80% dos negócios neste segmento acontecem com instituições do governo e que a maior parte da demanda de sensoriamento remoto do país é atendida hoje por empresas estrangeiras. O executivo estima um mercado de R$ 100 milhões por ano no Brasil, com potencial de crescimento grande em função das dimensões do território nacional.

Para atender aos grandes projetos de sensoriamento remoto do Brasil e de países vizinhos, a Visiona contratou profissionais com vasta experiência na área de satélites. "Trouxemos para a empresa engenheiros que tiveram papel chave nos principais programas de satélites brasileiros no INPE."

A equipe, segundo Bonini, também tem importância fundamental na condução dos negócios da Visiona na área de desenvolvimento de tecnologias estratégicas de satélites. A Visiona foi contratada pela Agência Espacial Brasileira (AEB) para gerenciar o fornecimento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas, que está sendo produzido.

O presidente da Telebras disse que a empresa acaba de iniciar a fase de instalação de dois centros de operação para o satélite, que ficarão localizados em Brasília e no Rio de Janeiro. Três estações de grande porte, denominadas estações de coleta ou "gateway", que ajudarão a fazer o posicionamento do satélite sobre o território brasileiro e a integração do sistema de comunicação do satélite com a rede nacional de fibras ópticas terrestres, serão instaladas em pontos estratégicos do país, em Florianópolis, Salvador e Campo Grande.


Fonte: Site da Força Aérea Brasileira (FAB) - http://www.fab.mil.br

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