quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Terraclass Cerrado Traz Dados Inéditos Sobre o Bioma

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (25/11) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que o Terraclass Cerrado traz dados inéditos sobre o Bioma.

Duda Falcão

Terraclass Cerrado Traz
Dados Inéditos Sobre o Bioma

Quarta-feira, 25 de Novembro de 2015

Dados do Terraclass Cerrado 2013, projeto destinado ao mapeamento do uso da terra e da cobertura vegetal do bioma, foram apresentados nesta quarta-feira (25/11) pelos ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Celso Pansera, e do Meio Ambiente (MMA), Izabella Teixeira, durante evento que contou ainda com o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Leonel Perondi.

Na reunião realizada na sede do MMA, em Brasília, foi também lançado o Programa Nacional de Monitoramento Ambiental dos Biomas Brasileiros, com o objetivo de mapear e monitorar o desmatamento, o uso das terras, as queimadas, a restauração da vegetação e a extração seletiva.

Coordenado pelo MMA e executado pelo INPE, em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e outras instituições, o Programa abrangerá todos os biomas brasileiros, e o mapeamento e monitoramento serão realizados em tempo real e periódico, com diferentes resoluções espaciais, segundo as características do tema e do bioma analisados.

Uso da Terra

Os resultados inéditos do Terraclass Cerrado revelam que 54,5% do bioma mantém sua vegetação natural. Segundo o projeto, as áreas de pastagens ocupam 29,5% do bioma, enquanto a agricultura anual representa 8,5% e as culturas perenes, 3,1%, totalizando 41,1% do uso da terra. Confira os resultados por Estados na tabela abaixo.


O Terraclass Cerrado se soma ao projeto de monitoramento do uso e cobertura da terra na Amazônia, conduzido pelo INPE e a Embrapa, garantindo ao Brasil uma base de dados que cobre aproximadamente 73% do território nacional. Com base em imagens de satélites e tecnologias de geoprocessamento, as informações sobre esses dois biomas são fundamentais para a compreensão das dinâmicas ecológicas, econômicas e produtivas no Brasil.

Os dados permitem um planejamento muito mais integrado da relação entre o uso da terra para agropecuária e a conservação ambiental. Esse entendimento do uso da terra é fundamental para se ter uma visão estratégica e criar cenários para o futuro da agricultura brasileira e da conservação do Cerrado. Iniciado em 2014, o Terraclass Cerrado abrangeu toda a área contínua do bioma – mais de 2 milhões de quilômetros quadrados ou cerca de 24% do território brasileiro. Para os especialistas envolvidos no projeto, o desafio é ampliar a produção agropecuária conservando a biodiversidade e reduzindo a pressão pela ocupação de novas áreas naturais por meio de estratégias voltadas ao aumento da produtividade e à integração de sistemas sustentáveis.

O projeto Terraclass Cerrado é coordenado pelo MMA e realizado pelo INPE, Embrapa, IBAMA, Universidade Federal de Goiás (UFG) e Universidade Federal de Uberlândia (UFU). O Terraclass Cerrado 2013 foi financiado pelo Programa Iniciativa Cerrado Sustentável, conduzido pelo MMA e conta com recursos financeiros oriundos do Global Environment Facility (GEF) por meio do Banco Mundial e do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO).

O Cerrado

O Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul e abrange os estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Piauí, Rondônia, Paraná e São Paulo. Importante para a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento sustentável do Brasil, em pouco mais de 20 anos o Cerrado se transformou em importante fronteira agrícola e contribuiu para a posição do país como um dos maiores produtores e exportadores agropecuários do mundo.

É também no Cerrado que estão localizadas as nascentes das bacias do Araguaia-Tocantins e São Francisco além dos principais afluentes das bacias Amazônica e do Prata, conferindo uma importância estratégica em termos de disponibilidade.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

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