terça-feira, 3 de novembro de 2015

Tecnologia Morphing é Pesquisada Por Engenheira Aeronáutica do ITA

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (29/10) no  site do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) destacando que uma engenheira do instituto está pesquisando a “Tecnologia Morphing”, tecnologia esta utilizada no Setor Aeronáutico e Espacial.

Duda Falcão

Notícias

Tecnologia Morphing é Pesquisada
Por Engenheira Aeronáutica do ITA

Assessoria de Comunicação Social do ITA
29/10/2015


Historicamente, o ITA foi o berço da Engenharia Aeronáutica do país. Ainda na década de 40 do século passado, o então tenente-coronel Casemiro Montenegro Filho vislumbrou o que seria, não só a escola de engenharia, mas todo um setor aeronáutico. Ele é o patrono da Engenharia da Aeronáutica e sua data de nascimento foi selecionada para comemoração.

Atualmente, o ITA busca manter seu nível de contribuição com o setor aeronáutico e desenvolve pesquisas relevantes para o setor. Um exemplo é o grupo ITASMART que pesquisa ligas com efeito de memória de forma (LEMF), denominadas de “materiais inteligentes”. A partir deste grupo, recentemente, foi criado o Laboratório de Aplicações (LAp) almejando inovações tecnológicas principalmente no setor aeroespacial. As LEMF agem da seguinte maneira: uma forma é memorizada (geralmente entre 400 e 450°C), por exemplo, o formato de uma mola, ao ser resfriado, mantém-se a forma. Se agora a mola é deformada (esticada, por exemplo), posterior aquecimento permite que a mesma recupere o comprimento inicial, isto é, “lembra” a forma original. É possível também treinar a liga para que memorize a forma tanto a alta e a baixa temperatura criando uma memória de forma bidirecional.

A tenente engenheira aeronáutica Thais Campos de Almeida, juntamente com o professor Jorge Otubo e doutor Osmar de Sousa Santos, estudam a viabilidade de se construir uma asa morphing (flexível) utilizando fios de LEMF como atuadores. "No meu trabalho (mestrado), eu fiz um treinamento na liga para ela apresentar o efeito memória de forma bidirecional. Com esse efeito, a minha liga apresenta um determinado formato a baixa temperatura e outro diferente a alta temperatura. No meu caso, eu treinei um fio de LEMF para que quando estivesse a baixa temperatura apresentasse um determinado comprimento e quando aquecido, diminuísse seu comprimento", explica Thaís. Este é o primeiro projeto do novo Laboratório, mas a ideia é que outras aplicações das LEMF sejam pesquisadas, principalmente para indústria aeronáutica.

A tecnologia morphing possibilita à asa um uma mudança no arqueamento de forma contínua e suave o que pode proporcionar uma melhora na eficiência aerodinâmica, resultando na redução de consumo de combustível e de peso estrutural, por exemplo. Devido a esses benefícios ambientais e econômicos, pesquisas com o objetivo de projetar uma asa morphing capaz de mudar o arqueamento da asa é uma das técnicas mais investigadas neste segmento.

Grupo ITASMART (ITA Shape Memory Alloy Research and Technology)

Esse grupo trabalha no desenvolvimento de ligas com efeito de memória de forma (LEMF) desde 1994 e conta atualmente com 7 professores, 15 alunos de pós-graduação, 3 empresas colaboradoras e 18 colaboradores externos ao ITA. Ao longo de sua história, o ITASMART dominou a técnica de produção, conformação e caracterização das LEMF, restando então fechar o ciclo com a aplicação dessas LEMF no setor aeroespacial. Impelidos por essa necessidade, o Prof. Jorge Otubo, a 1º Ten Thaís Campos de Almeida e o Dr. Osmar de Sousa Santos criaram mais um laboratório dentro da infraestrutura do ITASMART, o Laboratório de Aplicações (LAp.).

Laboratório de Aplicações (LAp)

O LAp. tem como missão desenvolver, principalmente no setor aeroespacial, projetos utilizando-se das LEMF produzidas pelo grupo ITASMART. Tem-se como exemplo dessas aplicações a dissertação de mestrado da 1º Ten Thaís que utiliza-se das propriedades de efeito de memória de forma das ligas de NiTi (Níquel - Titânio) para produzir uma asa mórfica. Outro exemplo de aplicação no setor aeroespacial foi a dissertação defendida por Julio Cesar Santos (2011) e orientada pelo Prof. Otubo que versou sobre o uso destas ligas para confecção de eletrodo para ignitor de foguete.


Fonte: Site do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA)

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