segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Cientista de MG Gerencia Criação de Robô Para Manutenção de Satélites

Olá leitor!

Segue abaixo uma curiosa matéria postada ontem (29/11) no site “G1” do globo.com destacando que cientista mineiro gerencia um projeto de robô para manutenção de Satélites.

Duda Falcão

CENTRO-OESTE – MG

Cientista de MG Gerencia Criação de
Robô Para Manutenção de Satélites

Ijar Fonseca nasceu em Carmo do Cajuru e é professor no ITA em SP.
Rebocador espacial permitirá conserto de equipamentos em órbita.

Ricardo Welbert
Do G1 Centro-Oeste de Minas

(Fotos: Ijar Fonseca/Arquivo Pessoal)
Ijar Fonseca mostra peça de robô espacial em laboratório na Alemanha.

Um cientista nascido em Carmo do Cajuru, no Centro-Oeste de Minas, é a mente por trás do projeto de um robô que deverá ser usado para consertar satélites em órbita. A criação é um tipo de rebocador espacial. Especialista em mecânica de voo, Ijar Fonseca, de 66 anos, começou o trabalho em 2014 e a previsão é de que o equipamento fique pronto em 2017. O resultado pode representar um avanço no desenvolvimento do programa espacial brasileiro.

Fonseca é professor no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) em São José dos Campos (SP) e gerencia o projeto. De acordo com ele, o objetivo é testar novos algoritmos de controle em operações de encontro e ancoragem entre espaçonaves. "Essas operações no espaço são delicadas. Mesmo com uma mínima falha é possível perder a missão inteira", ressaltou.

Essas operações no espaço
são delicadas. Mesmo com
uma mínima falha é possível
perder a missão inteira.

Ijar Fonseca, cientista astronáutico

O Brasil ainda não domina o espaço a ponto de usar tecnologias de acoplamento. Por isso a equipe de astronáutica do ITA pretende lançar um satélite em dezembro, para testes. "Mas não há garantia de continuidade, uma vez que o país está mergulhado em uma crise econômica", disse Ijar.

Estados Unidos, Japão, Rússia e Alemanha já lançaram equipamentos parecidos com o desenvolvido no Brasil.

O objetivo da equipe nacional, de acordo com Ijar, não é chamar atenção de outros países, mas abrir a possibilidade de explorar outros aspectos a partir do domínio das técnicas de encontro e acoplamento de espaçonaves. Metade do projeto já foi executada e o restante segue em fase de execução.

O grupo pretende fazer experimentos com dois robôs flutuantes. A plataforma que permitirá realizar esse experimento simula o ambiente espacial. Ela já foi encomendada, mas ainda não foi entregue. Porém, os cientistas brasileiros já obtiveram bons resultados quando testaram suas teorias em uma plataforma feita de gelo.

Fonseca mostra onde são feitos testes de interferência
eletromagnética em satélites.

Investimento

A equipe responsável pelo projeto, composta por cinco doutores pesquisadores, conseguiu um suporte financeiro de R$ 157 mil da Agência Espacial Brasileira para contratação de serviços e aquisição de hardwares.

Para participar de eventos científicos e internacionais no Canadá, na França e em Israel, a equipe conseguiu subsídio do "UNIESPAÇO", programa criado pela Agência Espacial Brasileira (AEB) em 1997 com objetivo de formar base de pesquisa e desenvolvimento. Cada viagem custa cerca de R$ 15 mil.

O Pesquisador

Ijar Fonseca tem ampla experiência no ramo aeroespacial. Enquanto fazia doutorado nos Estados Unidos, trabalhou em um projeto financiado pela NASA, a agência espacial americana.

Hoje é um dois oito brasileiros integrantes da Academia Internacional de Astronáutica e vice-presidente internacional do Comitê de Estruturas e Material da Federação Internacional de Astronáutica.

'Seu nome será levado para Marte em um microchip transportado
pelo Mars Science Laboratory Rover da NASA',
diz certificado obtido por Ijar Fonseca.

O nome dele está gravado na memória do jipe-robô Curiosity, que pousou em Marte em 2012. "Eu estava bisbilhotando o site da Nasa quando vi uma mensagem que dizia que estavam abertas inscrições para ter o nome gravado no banco de dados da sonda. Eu me inscrevi e fui selecionado. Posso dizer que estou em Marte neste instante", comentou.

Em 2011 ele conseguiu outra façanha. Um certificado entregue a ele pela NASA confirma que a imagem do rosto dele voou no espaço a bordo do ônibus espacial Endeavour, na missão STS-134. "A imagem foi levada a uma altitude de 220 milhas acima da Terra. Voou a uma velocidade de mais de 17.400 milhas por hora enquanto orbitava nosso planeta. Em nome da NASA, obrigado por compartilhar a emoção de nossa missão e acolher o seu interesse na exploração espacial. Nós ficamos contentes de tê-lo a bordo", informa o documento.

Ijar afirma que deixou o interior de Minas ainda muito jovem em busca do sonho de lidar com algo que o aproximasse das estrelas. "Por isso gosto de dizer aos jovens, em um trocadilho astronáutico, que o sonho é um propulsor que nos leva a descobertas incríveis", finalizou.

Certificado da NASA confirma que informações sobre Ijar Fonseca
voaram pelo espaço a bordo do ônibus espacial Endeavour:
'Ficamos contentes em tê-lo a bordo'.


Fonte: Site “G1” do globo.com – 29/11/2015

Comentário: Pois é leitor, simplesmente fantástico. A iniciativa de pesquisadores como o Dr. Ijar Fonseca, Lucas Fonseca, Othon Cabo Winter, entre outros, demonstra o quanto poderíamos estar avançados no setor espacial se nossos governantes estivessem realmente comprometidos com o desenvolvimento do país. E ainda por cima temos de engolir um tremendo de um banana como presidente de nossa Agencia Espacial de Brinquedo (AEB). A matéria não esclarece qual satélite será lançado em dezembro, mas como o Dr. Ijar Fonseca é ligado ao ITA, creio que seja o ITASAT-1 ou então o AESP-16, enfim... desejamos ao Dr. Ijar Fonseca e sua equipe sucesso nesta missão.

Um comentário:

  1. Eu sempre cadastro meu nome e os dos meus filhos nas missões. ;) É bobagem mas é bem legal saber.

    ResponderExcluir