sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Futebol em Marte? Astrônomo Brasileiro Projeta Riscos de Uma "Pelada" no Planeta

Olá leitor!

Segue uma curiosa matéria postada hoje (23/04) no site Bol Notícias do Portal UOL, destacando que o astrofísico brasileiro da UFRGS e professor no IAG-USP, o Dr. Rodrigo Nemmen,  projetou os riscos de uma "Pelada" no Planeta Marte.

Duda Falcão

Futebol em Marte? Astrônomo Projeta
Riscos de Uma "Pelada" no Planeta

Daniel Lisboa
Do UOL, em São Paulo
23/10/2015 - 06h00

Arte UOL

Marte está na moda. A NASA anunciou recentemente ter descoberto água por lá, e o filme "Perdido em Marte" trouxe a história de um astronauta largado pelos companheiros no planeta e que precisa se virar para sobreviver até que consigam resgatá-lo. Realidade ou ficção, tudo o que remete ao "vizinho" traz uma série de questões: existe vida em Marte? Quando o homem vai pisar lá? Como ele sobreviveria?

Polêmico e contestado por alguns especialistas, há um projeto holandês chamado "Mars One" que pretende começar a instalar uma colônia humana em Marte a partir de 2025. O site do projeto traz informações detalhadas sobre como isso seria feito, mas, curiosamente, não diz nada sobre atividades físicas ou como os "colonos" fariam para manter a forma. Realidade ou devaneio, há quem já pague pra começar a morar no local. Os mais empolgados já começam a planejar uma vida por lá. O UOL Esporte aproveitou o momento para tentar responder a mais uma dúvida: se um dia colonizarmos Marte, será possível jogar futebol em terras marcianas?

Órgãos Explodiriam

Quem ajuda a responder à hipotética questão é Rodrigo Nemmen, doutor em astrofísica pela UFRGS e professor de astrofísica no IAG-USP (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo). Logo de cara, ele já deixa claro as terríveis condições as quais estariam sujeitos os peladeiros do planeta vermelho.

"Marte não é um lugar amigável para os seres humanos. A pressão atmosférica lá é muito menor que aqui na Terra (equivale a cerca de 1%). Se você chegasse de bermuda, chinelo e camiseta, em poucos minutos a sua pele iria se romper, os seus órgãos explodiriam e você sofreria uma morte rápida, porém dolorosa", avisa o astrônomo.

Para resolver esse "probleminha", Rodrigo sugere abandonar a moda peladeiro e imaginar que, futebol em Marte, só com o traje protetor usado por astronautas. Afinal, a temperatura média no planeta é de -47°C. Só que aí haveria um outro obstáculo a contornar. "A gravidade em Marte é menos da metade da gravidade na Terra (cerca de 40%). Seria bastante complicado tentar contornar este problema", explica o astrônomo, que, no entanto, sugere um cenário interessante.

Bom Para Cabeceadores e Velocistas

"Seria um futebol acrobático. Você dificilmente levaria tombos no planeta vermelho", diz Rodrigo, para alegria dos boleiros e jogadores que se contundem facilmente. Ele ainda revela que um pulo em Marte alcançaria uma altura três vezes maior do que na Terra. O mesmo valeria para um passo, que lá também renderia três vezes mais do que nestas bandas. Ou seja: bons cabeceadores, e os chamados "velocistas", provavelmente seriam os jogadores mais disputados em Marte.

Ter que sair correndo para buscar a bola chutada para longe também faria parte da rotina futebolística marciana. "Seria difícil manter a bola dentro do campo de futebol. Uma bola chutada em Marte alcançaria mais que o dobro da distância da mesma bola chutada na Terra", explica Rodrigo, que faz um alerta frustrante para quem gostar de "botar efeito" na redonda. "A baixa resistência do ar em Marte tornaria difícil certas jogadas que bons jogadores usam, por exemplo colocar giro na bola", esclarece ele.


Fonte: Site Bol Notícias do Portal UOL - http://noticias.bol.uol.com.br/

Comentário: Uma interessante matéria que ajuda esclarecer aos leigos como é perigosa para nós humanos a superfície do Planeta Marte e que não será nada fácil vencermos essas dificuldades para uma futura e desejada colonização deste planeta. Aproveitamos para agradecer ao leitor Carlos Cássio Oliveira (presidente do CEFAB) pelo envio desta curiosa matéria.

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