quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Equipe Aprimora Gerenciamento e Gestão de Projetos do INPE

Olá leitor!

Segue abaixo mais uma notícia publicada no número 03 do Informativo do INPE de 22/10, destacando que os projetos executados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) passaram a contar, desde o primeiro semestre de 2015, com o apoio de uma equipe de especialistas em gerenciamento. A notícia aborda também a criação do tal GTI – Setor Espacial (Grupo de Trabalho Interministerial) para reestruturar atividades espaciais no país, grupo este que é liderado pelo instituto e pelo DCTA (veja aqui a portaria interministerial que criou este grupo). Vale a pena dar uma conferida.

Duda Falcão

Equipe Aprimora Gerenciamento
e Gestão de Projetos do INPE

Informativo INPE
Número 03
22/10/2015

Os projetos executados pelo INPE passaram a contar, no primeiro semestre de 2015, com apoio de uma equipe de especialistas em gerenciamento. O objetivo é possibilitar um tratamento profissional a essas atividades, por meio de ferramentas e sistemas comumente utilizados em projetos da área de engenharia, mas ainda pouco presentes em outras coordenações do Instituto.

O projeto Monitoramento Ambiental por Satélite no Bioma Amazônia (MSA-BNDES), financiado com recursos do Fundo Amazônia, é o primeiro a interagir com a equipe de gerenciamento e gestão do Instituto. O contrato de colaboração financeira não reembolsável no valor de R$ 67 milhões, para o período de três anos e meio, foi firmado em outubro de 2014 entre o INPE/FUNCATE e o BNDES.

Primeira reunião geral de acompanhamento do projeto
MSA-BNDES, realizada em 12 de agosto de 2015 no INPE.

O MSA-BNDES está estruturado em sete subprojetos, com os seguintes objetivos: mapeamento do uso e cobertura da terra na Amazônia Legal; aprimoramento de software; melhoria dos serviços de recepção, distribuição e uso das imagens de sensoriamento remoto; aprimoramento do monitoramento de focos de queimadas e incêndios florestais; estudo das trajetórias de padrões e processos na caracterização de dinâmicas do desmatamento da Amazônia; disponibilização de ferramentas de modelagem de mudanças de uso da terra; e melhoria dos métodos de estimativa de biomassa e de modelos de emissões por mudanças de uso da terra.

“Nossa intenção é participar do processo desde o seu início, ou seja, a partir da identificação da demanda organizacional que gera as condições para o estabelecimento do projeto, visando definir a interface entre a equipe de projeto e suas partes interessadas”, explica Milton de Freitas Chagas Junior, coordenador da equipe de gerenciamento e presidente do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) do INPE. Uma vez estruturado o projeto, o grupo participa também de seu planejamento, execução e monitoramento e controle. Além de contribuir para que o resultado final atenda ao que foi proposto, esse gerenciamento facilita os processos de prestação de contas à instituição financiadora.

Nesses primeiros meses de atividades, a equipe de gerenciamento de projetos passa por uma fase inicial de adaptação junto aos executores, e tem procurado esclarecer dúvidas e questionamentos de pesquisadores e tecnologistas sobre seu trabalho. “Ainda não deu para entender bem o significado das métricas e das ferramentas de gerenciamento utilizadas, afirma Isabel Escada, tecnologista do INPE e coordenadora do subprojeto 5 (Estudo das trajetórias de padrões e processos na caracterização de dinâmicas do desmatamento na Amazônia). “No nosso caso, não sei se elas conseguem acompanhar o projeto de forma realística. Para mim, o importante é o que eu vejo ao fazer a gestão do meu subprojeto, em conjunto com a FUNCATE. Acompanho de perto o trabalho dos integrantes da minha equipe, sei o que ela está produzindo e como estamos utilizando os recursos do projeto”.

“Não estamos acostumados a esse tipo processo, mas entendo que o esforço é válido”, afirma Ana Paula Aguiar, tecnologista do INPE e coordenadora do subprojeto 6 (Disponibilização de ferramentas de modelagem de mudanças de uso da terra). “Ainda estamos em uma fase muito inicial, é preciso um período de maturação para que possamos entender os benefícios do trabalho da equipe”.

Para Clotilde Ferri, diretora de Geoprocessamento e Meio Ambiente da FUNCATE e coordenadora do projeto MSA-BNDES, toda iniciativa que tenha a intenção de contribuir com o acompanhamento das atividades e dos cronogramas é positiva. “A responsabilidade pelo envio de relatórios financeiro e de andamento do projeto é da FUNCATE. Assim, trabalhamos em conjunto com o INPE nessa tarefa”.

Projeto Mobilizador

Além do MSA-BNDES, a equipe de gerenciamento de projetos do INPE está envolvida em outras iniciativas que demandarão seu acompanhamento. Um dos esforços está relacionado à aquisição de elementos faltantes para a finalização do projeto Plataforma Multimissão (PMM), da ordem de R$ 40 milhões.

O acordo para pesquisa em tecnologias espaciais assinado em setembro pelo INPE e pela FAPESP prevê um portfólio de projetos de desenvolvimento tecnológico e de sistemas que foi concebido, e vem sendo desenvolvido por esse grupo, para atender às demandas organizacionais relativas à progressiva maturação de tecnologias. Esses projetos de desenvolvimento tecnológico e de sistemas deverão ser executados por empresas do Estado de São Paulo, com base em temas estabelecidos conjuntamente pelas duas instituições, visando à promoção da indústria espacial brasileira.

O INPE e a FAPESP estão definindo as especificações dos projetos e cooperando na divulgação de chamadas de propostas do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) associadas a este acordo, bem como na seleção de propostas de pesquisa e desenvolvimento (P&D) a serem subvencionadas por meio deste acordo.

Os projetos cooperativos deverão ser desenvolvidos por pesquisadores associados a pequenas empresas. O financiamento dos projetos selecionados será administrado pela FAPESP junto aos pesquisadores responsáveis, incluindo o acompanhamento de relatórios de resultados. Essa cooperação do INPE com a FAPESP terá duração de cinco anos e as áreas contempladas para receber propostas de pesquisa serão definidas oportunamente.

As atividades do Grupo de Trabalho Interministerial para o Setor Espacial (GTI-Setor Espacial), criado pela Portaria Interministerial nº 2.151, de 2 de outubro de 2015, assinada pelos ministros da Defesa e da Ciência, Tecnologia e Inovação, na época, Jacques Wagner e Aldo Rebelo, respectivamente, também terão a participação da equipe de gerenciamento de projetos (veja abaixo).

Governo Cria Grupo de Trabalho Para Reestruturar Atividades Espaciais no País

O Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) liderado pelo INPE e DCTA deverá elaborar, até o final de 2015, uma proposta de revisão do modelo de governança para as atividades espaciais no Brasil. A constituição do GTI – Setor Espacial, bem como suas atribuições, estão publicadas na Portaria Interministerial nº 2.151, de 2 de outubro de 2015.

O GTI – Setor Espacial tem por finalidade assessorar temporariamente os dois ministérios, nos trabalhos relativos ao aprimoramento do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) e da Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (PNDAE), “a fim de organizar e dinamizar as atividades espaciais no Brasil como um Programa de Estado”.

Além da elaboração de um novo modelo de governança para as atividades espaciais, o GTI deverá:

* revisar a legislação, com vistas à: formalização de um Programa de Estado para as atividades espaciais no Brasil; elaboração de proposta de um regime diferenciado de contratação de pessoal especializado do setor espacial; e elaboração de proposta de um regime diferenciado para aquisição de bens, serviços, obras e informações com aplicação direta nos projetos e instalações do setor espacial;

* apresentar proposta de revisão do PNAE para o decênio 2016-2025;

* apresentar proposta de um Projeto Mobilizador, visando fomentar o desenvolvimento da indústria nacional, quanto aos seus componentes basilares: satélite, lançador e infraestrutura e lançamento e operação;

* identificar as necessidades, e propor um plano de recomposição, readequação e ampliação dos quadros de pessoal especializado do setor espacial, no Comando da Aeronáutica e no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais; e

* propor um plano de valorização e divulgação das atividades espaciais no Brasil.


Fonte: Informativo do INPE - Número 03 - 22/10/2015

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