terça-feira, 1 de setembro de 2015

Dúvidas Sobre o Destino de Alcântara

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada na edição de julho e Agosto do “Jornal do SindCT” tendo com destaque um relato sobre a denúncia do desgoverno da "DebiOgra" do pré-anunciado desatino que gerou a Alcântara Cyclone Space (ACS),  e as dúvidas sobre o possível destino da Base de Alcântara.

Duda Falcão

CIÊNCIA E TECNOLOGIA 2

Dúvidas Sobre o Destino de Alcântara

ROMPIMENTO DO ACORDO COM A UCRÂNIA

Antonio Biondi 
Jornal do SindCT
Edição nº 39
Julho e Agosto de 2015


Finalmente, governo admite que fracassou projeto de lançamento comercial de foguetes na base do Maranhão em parceria com os ucranianos. Iniciada em 2005, aventura da ACS consumiu mais de R$ 1 bilhão.

No dia 27 de julho, foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) o Decreto 8.494, de 24 de julho de 2015, que prenuncia o final do acordo entre Brasil e Ucrânia para lançamento de foguetes no Centro de Lançamentos de Alcântara (CLA), no Maranhão. Assinado pela presidenta Dilma Rousseff, o decreto torna pública a denúncia do acordo, comunicada ao governo da Ucrânia em 16 de julho, por meio da Nota SG/1/UCRA/ ETEC.

Os efeitos do decreto, que passam a vigorar a partir de 16 de julho de 2016, abriram a “temporada de especulações” em torno do destino do CLA, cercado de mistérios e dúvidas. Procurados pelo Jornal do SindCT, os ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Defesa (MD) não deram resposta aos pedidos de entrevista.

O Itamaraty, por seu turno, limitou-se a enviar à reportagem o decreto publicado no DOU, cujo texto afirma, laconicamente, que, “ao longo da execução do Tratado, verificou-se a ocorrência de desequilíbrio na equação tecnológico-comercial que justificou a constituição da parceria entre a República Federativa do Brasil e a Ucrânia na área do espaço exterior”.

E determina, no seu Artigo 1º, que “deixa de vigorar para a República Federativa do Brasil, a partir de 16 de julho de 2016, o Tratado entre a República Federativa do Brasil e a Ucrânia sobre Cooperação de Longo Prazo na Utilização do Veículo de Lançamentos Cyclone-4 no Centro de Lançamento de Alcântara, firmado em Brasília, em 21 de outubro de 2003”.

Além disso, revoga o “Decreto nº 5.436, de 28 de abril de 2005”. O governo federal deixou de informar à reportagem, assim, as conclusões da Comissão criada pela Portaria Interministerial 775, de 31 de julho de 2014, destinada a analisar a situação da empresa binacional Alcântara Cyclone Space (ACS).

Ainda que presumivelmente favoráveis à extinção da ACS e rompimento do acordo com a Ucrânia, as conclusões da comissão não foram encontradas pela reportagem nos sites do MCTI e do MD.

Missão Para a Lua?

Na página digital da ACS, na área que explica o andamento do projeto, no dia 11 de agosto ainda não havia qualquer referência ao rompimento do acordo. Pelo contrário, afirmava-se no site, na versão em português, que “o desenvolvimento do Veículo de Lançamento está avançando conforme previsto, e [...] estará disponível para ser enviado a Alcântara no segundo semestre de 2015”. E mais: “Uma parcela significativa das obras do Sítio de Lançamento foi concluída”.

Já nas informações em destaque na página inicial, a mais recente delas, de 7 de maio, afirma em seu título: “Aconteceram [sic] reuniões do Conselho de Administração e Assembleia Geral da ACS”, referindo-se às reuni- ões ocorridas na sede da ACS em Brasília nos dias 27 e 28 de abril. Ao ler-se a matéria correspondente, contudo, era possível notar que, àquela altura dos acontecimentos, algo não ia bem.

“O Conselho de Administração enviou uma Nota à Assembleia Geral solicitando que esta última discuta a necessidade de uma decisão dos Governos de ambos os Países sobre a continuação do Projeto e a questão do ressarcimento pela Agência Espacial Brasileira (AEB) do montante devido à ACS”, informa o texto.

“Na reunião da Assembleia Geral, Dr. Oleh Uruskyi, Presidente da Agência Espacial Estatal da Ucrânia e representante oficial da Parte Ucraniana, confirmou a intenção da Ucrânia de continuar o Projeto e solicitou à Parte Brasileira que informe à Parte Ucraniana sua posição oficial quanto à continuidade do Projeto Cyclone-4” (confira em http://goo.gl/wLFnCq).

Uma das notícias em destaque no site da ACS é surpreendente, diante da atual conjuntura do projeto: “ACS e Spacemeta assinaram um memorando de entendimento sobre lançamento de uma missão para a Lua”. De acordo com o texto, a binacional e a empresa brasileira Spacemeta “assinaram um Memorando de Entendimento sobre lançamento do aparelho espacial Spacemeta-Lumem para a Lua, dentro do programa Google Lunar XPrize, utilizando o veículo lançador Cyclone-4”.

Unanimidade”

A posição do governo brasileiro em relação ao rompimento do acordo foi anunciada pelo titular do MCTI no final de julho.

Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, Rebelo apontou os motivos: “A intenção dos dois países de entrar nesse mercado promissor, de aluguel de bases, foguetes e satélites, foi contestada pelo custo”, porque “um estudo feito no ano passado pelos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação, da Defesa e das Relações Exteriores concluiu, por unanimidade, que o acordo estava inviabilizado comercialmente”. Na avaliação do titular do MCTI, “o investimento era muito alto e não havia transferência de tecnologia prevista”, e “o foguete seria construído 100% lá [na Ucrânia]”. Rebelo não falou em cifras, mas estima-se que a aventura da ACS custou mais de R$ 1 bilhão ao Brasil.

Na entrevista, o ministro citou as parcerias em andamento com China, França e Alemanha e uma novidade, um “acordo de assistência técnica para a construção de veículo lançador de satélite com os russos”, para concluir: “Essa é a regra, todo mundo faz acordo com todo o mundo, porque todos têm a possibilidade de cooperar e de ganhar dinheiro”. Em matéria publicada pela Agência Brasil em 23 de julho, o ministro da Defesa, Jaques Wagner, negou que o conflito armado entre Ucrânia e Rússia tenha influenciado a decisão. “Foi uma questão muito mais de entender que essa cooperação não chegaria àquilo que o Brasil quer”, disse Wagner, que chegou a dizer que os investimentos não serão perdidos.

“As obras para essa finalidade perderam sentido, mas a estrutura que foi erguida, embora ainda não tenha sido completada, pode ser destinada para outra finalidade. Não é porque não vamos lançar esse projeto com a Ucrânia que o Brasil vai deixar de perseguir a meta de lançar satélites da base de Alcântara”. Após o rompimento, a mídia reportou o interesse de três potências espaciais — Rússia, França e EUA — em acordos específicos com o Brasil tendo como objetivo a utilização do CLA. A parceria no grupo BRICS poderia indicar favoritismo da Rússia, mas a reaproximação diplomática e militar com os EUA durante a recente viagem de Dilma complica o cenário.


Fonte: Jornal do SindCT - Edição 39ª - Julho e Agosto de 2015

Comentário: A cara de Pau do bosta do MCTI e do fantoche biriteiro carioca do MD que tira onda de baiano, são inigualáveis, mas enfim... está ai o relato do que aconteceu segundo o SindCT, endossado pelas explicações desses energúmenos de merda através desta matéria do Jornal do SindCT.

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