quinta-feira, 2 de julho de 2015

Visita Presidencial à NASA Poderá Reviver Política Espacial

Olá leitor!

Segue abaixo um artigo publicado ontem (01/07) no site da Folha de São Paulo e postado no mesmo dia no site da Força Aérea Brasileira (FAB), destacando que a visita presidencial da debiloide da “Ogra” a NASA poderá reviver Política Espacial.

Duda Falcão

Visita Presidencial à NASA
Poderá Reviver Política Espacial

Matias Spektor
01/07/2015

O programa espacial brasileiro nasceu com apoio americano.

A NASA treinou engenheiros, vendeu equipamentos e transferiu tecnologia de propulsão e combustível de foguetes, além de prestar cooperação na área de testes meteorológicos.

Tudo degringolou a partir de 1977, quando o Brasil lançou um programa próprio de construção de foguetes que, na opinião do Pentágono, poderia ser desviado para a montagem de mísseis.

Não ajudou o fato de o Brasil assinar contratos de produção de satélites de reconhecimento militar e de mísseis com o governo de Saddam Hussein, no Iraque.

Os americanos impuseram sanções comerciais e pressionaram França e Rússia a suspender a cooperação já contratada. As autoridades brasileiras responderam à pressão buscando cooperação chinesa para o lançamento de satélites e investindo na construção de um veículo lançador de satélites (VLS).

O programa espacial, porém, nunca saiu do chão. As três tentativas de pôr um VLS em órbita falharam. A última cobrou 21 vidas em 2003.

Há mais de vinte anos sabe-se que a solução para o problema passa por cooperação com os Estados Unidos.

Para isso, o Brasil tem um grande ativo: a base de lançamentos de Alcântara, no Maranhão, que pode ser arrendada em troca de receitas necessárias para tirar nosso programa espacial do papel.

Para viabilizar esse projeto, no entanto, é necessário um acordo de salvaguardas com os Estados Unidos, que dominam o mercado global de lançamentos.

FHC tentou fazê-lo. No início, suas conversas com os americanos foram duras.

Eles demandavam que o Brasil negasse contratos a países não signatários de um regime de controle de mísseis, o que beneficiaria companhias americanas como Boeing e Lockheed Martin. Pediam ainda que o país abdicasse de construir seu próprio VLS.

O governo americano também pretendia negar o acesso de autoridades brasileiras às cargas de seus lançadores.

A política externa brasileira mobilizou alguns de seus melhores quadros para virar a mesa.

Em 2000, depois de muita luta, as negociações chegaram a bom termo: o Brasil autolimitaria seu acesso aos lançadores americanos, mas desenvolveria um VLS próprio e manteria o direito de autorizar (ou não) cada lançamento solicitado pelos Estados Unidos.

Quando o acordo veio a público, porém, o deputado do PT da Bahia Waldir Pires lançou uma ofensiva.

Denunciando o texto como "entreguistas", ocupou as capas de revistas e jornais, mobilizando parlamentares de todo o espectro político, inclusive alguns da base tucana.

De lá para cá, o Brasil tentou reviver Alcântara em parceria com a Ucrânia, plano para o qual o Congresso aprovou acordo idêntico àquele negociado com os americanos. Mas o projeto definhou porque não há mercado viável de lançamentos sem acordo geral com os americanos.

Hoje, todos sabem que o futuro do programa espacial brasileiro depende de um acordo entre Brasília e Washington.

Agora que Dilma restaurou o diálogo, é hora de começar uma nova negociação.


Fonte: Site da Força Aérea Brasileira (FAB) - http://www.fab.mil.br

Comentário: Típico artigo de Bebê Chorão, fruto de uma sociedade acostumada a culpar os outros pela sua falta de ação e total incompetência na condução de seus interesses.  Como se o Brasil fosse o supra sumo das preocupações internacionais dos americanos. Leitor, se o projeto do VLS, bem como o PEB como um todo, foi prejudicado pelos americanos (e até eu acredito que sim) isto aconteceu por eles encontrarem espaço para isto por parte desses entreguistas de merda. Veja o histórico de países como a Índia, Japão, Iran, a própria ESA e tantos outros, que também sofreram pressões enormes e nem por isto deixaram de desenvolver com extrema eficiência seus programas espaciais.  Outra coisa, vamos parar com essa história de atrelar unicamente a existência do PEB com necessidades comerciais. O Brasil precisa de um programa espacial por questões estratégicas, onde a questão comercial é apenas uma vertente de um contexto muito mais amplo. E ai, em relação a esta vertente, se o Brasil realmente quiser fazer parte competitivamente do mercado internacional de lançamentos comerciais, o autor do artigo está correto, dependerá da assinatura de um acordo de Salvaguardas Tecnológicas entre Brasília e Washington. Entretanto, é ai que mora o perigo. Aproveito para agradecer ao leitor Marcio Akira Harada pelo envio deste artigo.

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