terça-feira, 2 de junho de 2015

Espaçonaves Pequenas e Baratas Podem Ser a Solução da NASA Para Explorar Planetas Distantes

Olá leitor!

Segue abaixo uma interessante notícia postado dia (22/05) no site “GIZMODO Brasil” destacando que os CubeSats podem ser a solução da NASA para explorar Planetas Distantes.

Duda Falcão

NASA

Espaçonaves Pequenas e Baratas
Podem Ser a Solução da NASA Para
Explorar Planetas Distantes

Por: Kiona Smith-Strickland
22 de maio de 2015 às 15:46


Por enquanto, para se estudar a atmosfera de um planeta ou lua distante é preciso desembolsar o valor de uma missão multimilionária. Mas a NASA está se esforçando para tornar a exploração espacial muito mais acessível — usando os baratos e leves CubeSats.

Os CubeSats, espaçonaves de apenas 10x10cm, vêm sendo usados de forma entusiasmada por cientistas, estudantes e pesquisadores que precisam lidar com baixo orçamento nos últimos anos. Até mesmo os CubeSats de alto padrão, com sofisticados sensores e ferramentas de comunicação, geralmente custam apenas alguns milhares de dólares, e eles podem voar com tudo, desde câmeras a experimentos biológicos.

Resumido, pode-se fazer muito com um CubeSat — desde que tudo o que você quer fazer esteja em órbita terrestre baixa. Como os CubeSats não possuem sistemas de propulsão próprio, veículos de lançamento precisam deixá-los entre 160 a 2,000 km acima da Terra. E a partir do momento que eles são soltos, a órbita dos CubeSats começa a decair.

James Esper, um tecnólogo do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA, está tentando mudar isso.

A ideia é bem simples: adicione um módulo de controle de propulsão e altitude para que o CubeSat possa se mover no espaço. Adicione um módulo de blindagem para protegê-lo do calor ao entrar na atmosfera de um planeta. A NASA chama o projeto de CAPE, ou CubeSat Application for Planetary Entry Missions.

Esper e equipe planejam lançar sondas CubeSat de espaçonaves e então enviá-los ao Sistema Solar para estudar atmosferas de alvos como Júpiter, ou Titã, a lua de Saturno. Isso poderia custar apenas alguns milhares de dólares, em vez dos milhões que geralmente são usados para construir e lançar sondas interplanetárias. Pesquisadores poderiam até lançar uma pequena frota de CubeSats na atmosfera de Júpiter para coletar dados de localizações diferentes. A Micro-Reentry Capsule (MIRCA), ou cápsula de micro-reentrada,  protegeria os CubeSats da entrada na atmosfera e os sensores deles coletariam e enviariam dados à Terra até o último momento.

Os CubeSats poderiam até mesmo ir além do Sistema Solar, ao usar pequenos painéis solares, ou quem sabe um LightSail. Na verdade, existem muitas possibilidades de propulsão. Um CubeSat interplanetário poderia potencialmente usar um sistema de propulsão de íons, o mesmo usado para transportar a espaçonave Dawn, da NASA, ao planeta Ceres, por exemplo, e diversas companhias já trabalham há alguns anos com outros métodos de pequenas propulsões, seguindo o crescente interesse nos CubeSats.

Até então, Esper não descreveu estes potenciais sistemas de propulsão em detalhes, mas em um recente anúncio, afirmou esperar encontrar parceiros para trabalhar no módulo CAPE, depois que ele e a equipe testarem a MIRCA usando um balão de grande altitude. Eles soltarão o módulo do balão de uma altura de cerca de 30km sobre o Fort Sumner, no Novo México, quebrando a barreira do som enquanto cai sobre o deserto. A queda testará a estabilidade aerodinâmica da MIRCA.

Ano que vem, Esper e sua equipe esperam testar o sistema de reentrada do CubeSat lançando-o da Estação Internacional Espacial. Se tudo der certo, esses pequenos dispositivos podem eventualmente ser a vanguarda para planetas ainda fora do nosso alcance.


Fonte: Site GIZMODO Brasil - http://gizmodo.uol.com.br

Comentário: Notícia muito interessante que pode interessar aos grupos que desenvolvem atualmente no Brasil ou pretendem desenvolver no futuro projetos espaciais baseados na plataforma CubSats. Sempre levantamos aqui no Blog a possibilidade do uso desta plataforma para missões espaciais alternativas e baratas direcionadas para além da órbita da Terra ou para o espaço profundo. Neste contexto, até onde sabemos, a única missão brasileira atualmente em desenvolvimento é a Missão Lunar do grupo ZENITH da USP, iniciativa esta que conta com o apoio do Eng. Lucas Fonseca da empresa AIRVANTIS. E segundo foi recentemente divulgado pelo próprio engenheiro, a sua equipe pretende ainda no primeiro semestre deste ano colocar um experimento ligado à missão em alta altitude, e até o final do ano, ter a plataforma que será a base para esta missão lunar. Muito se falou nos últimos anos na tal fantástica Missão ASTER que envolvia a participação de varias instituições universitárias e alguns institutos do país com o apoio dos russos que forneceriam a plataforma da missão, mas além desta plataforma não ser um plataforma CubeSat, depois da realização pela AEB de um Workshop para supostamente captar interessados em investir na missão, não se ouviu mais falar da mesma e o projeto parece ter sido cancelado. Enfim... tudo ou quase tudo que este presidente fantoche desta agência espacial de brinquedo mete a mão tem grandes possibilidades de se tornar mais uma fantasia deste desgoverno desastroso. Uma pena, mas enfim... se este for realmente o caso com Missão ASTER, não será a primeira vez que missões de espaço profundo não saem do papel no Brasil, e certamente não será a última. Espero e torço para que pelo menos a Missão Lunar da USP não siga o mesmo lamentável destino. Aproveitamos para agradecer uma vez mais ao leitor Bernardino Silva pelo envio desta interessantíssima notícia.

2 comentários:

  1. Com o VLM acredito que o nosso país, embora saibamos que o PEB não tem sido prioridade desse governo, poderá avançar e muito na pesquisa espacial e os CubSats são parte dessa conquista.

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  2. Tem gente que diz que o VLS não tem mercado.Como não se a miniaturização está de vento em popa.

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