segunda-feira, 2 de março de 2015

CEMADEN é Integrado a Represas do Cantareira

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada ontem (01/03) no site do jornal “O VALE” destacando que o "Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN)" é integrado à represas do Cantareira.

Duda Falcão

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CEMADEN é Integrado a Represas do Cantareira

Sistema, lançado ontem com a presença do ministro
Aldo Rebelo, ajudará a monitorar reservatórios

João Paulo Sardinha
São José dos Campos
March 1, 2015 - 00:31

Reduzir os impactos dos longos períodos de seca e dos efeitos devastadores das fortes chuvas. Foi com este discurso que o climatologista Carlos Afonso Nobre assumiu ontem a direção do CEMADEN (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), em cerimônia realizada no Parque Tecnológico, em São José dos Campos.

O Centro, que ainda teve as suas instalações provisórias inauguradas ontem, monitora 888 municípios do país durante 24 horas.

“Nosso foco é salvar vidas, diminuir os danos da chuva. Após o pior desastre natural do Brasil, na região serrana do Rio de Janeiro, em janeiro 2011, foi traçada uma meta de diminuir 80% o número de mortos e feridos em desastres naturais. Hoje, reduzimos de 500 vítimas ao ano para 50”, afirmou Nobre.

O evento de ontem contou com a participação do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, do diretor do Parque Tecnológico, Marco Antonio Raupp, além do prefeito de São José, Carlinhos Almeida.

Cantareira - Na cidade, também está a rede de monitoramento de chuvas, que oferece informações sobre o Sistema Cantareira a cada 10 minutos. Os relatórios são emitidos graças a 33 pluviômetros automáticos do CEMADEN.

“Para as pessoas, não basta mais saber se vai chover ou não. Elas querem saber o que vai acontecer”, afirmou Marco Antonio Raupp.

Os relatórios emitidos pelo CEMADEN sobre a evolução do armazenamento do Sistema Cantareira mostram vários cenários de chuva acima, abaixo e na média histórica. Se, por exemplo, as chuvas caírem dentro da média histórica até abril, o Sistema Cantareira chegará até lá com 17% de sua capacidade.

Provisório - Criado em 2011, o CEMADEN funcionava no INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), em Cachoeira Paulista.

Em São José, o Centro ficará instalado em um espaço temporário dentro do Parque Tecnológico até a conclusão da construção do complexo definitivo, em uma área cedida pela Prefeitura de São José.  As obras devem começar ainda neste ano.

Para fazer o monitoramento de 888 cidades do país, que abrangem uma população de 90 milhões de habitantes, o CEMADEN conta com 5.960 equipamentos, 60% deles já instalados. O quadro de funcionários conta com 87 pessoas, sendo 75 contratadas por meio de concurso público.

“Todo essa estrutura de conhecimento tem um papel importante na vida das pessoas. Aqui, antecipa-se aos problema para salvar a vida das pessoas”, afirmou Carlinhos.

Saiba mais

CEMADEN

Criado em 2011, o CEMADEN (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Nacionais) funcionava em Cachoeira Paulista. O Centro, agora em São José, vai monitorar as áreas de risco em 888 cidades do país durante 24 horas

Objetivo

O Centro tem o objetivo de evitar mortes acarretadas por desastres naturais e diminuir a vulnerabilidade social, ambiental e econômica decorrente deles

Cantareira

Em maio do ano passado, o CEMADEN instalou central de monitoramento de chuvas para analisar o Cantareira

Aldo Alfineta Governo do Estado

São José dos Campos - O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, e o prefeito de São José, Carlinhos Almeida, aproveitaram a cerimônia de ontem para ‘cutucar’ o governador Geraldo Alckmin por conta da crise hídrica no Estado.

Rebelo, que chegou a citar ‘Vida Secas’, de Graciliano Ramos, em seu discurso, afirmou que atualmente não dá para se colocar a culpa na natureza.

“O que tem de natural e o que tem de falta de providência nos desastres? O desastre pode ser natural, mas a consequência não é natural. Há muita responsabilidade dos governos”, disse Rebelo.

Efeitos - O prefeito Carlinhos Almeida foi na mesma linha. “Sabemos que planejamento poderia minimizar os efeitos [da falta de chuva], sobretudo na região metropolitana de São Paulo”, afirmou.


Fonte: Site do jornal “O VALE” - 01/03/2015

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