Olá leitor!
Veja só leitor como são as coisas, embora o lançamento de
balões científicos seja um fato muito comum paras alunos de escolas americanas,
realizar algo assim no Brasil não é nada fácil, não só devido aos custos, mas
também pelas dificuldades que existem
para se adquirir equipamentos de bordo, entre outras
coisas.
Pois é leitor, mas apesar de todas essas dificuldades, e
após saber que a Universidade de Stanford (EUA),
havia criado um concurso tendo como objetivo levar balões até a fronteira do
espaço, um jovem Brazuquinha de apenas 16 anos do interior paulista, chamado
Francesco Lena, não titubeou e aceitou o desafio de levar o nome do Brasil a
mais de 35 mil metros de altitude.
Assim sendo, com a ajuda de amigos, dos familiares, da
escola e até mesmo da namorada, o jovem paulista criou em 2012 o “Projeto Cirrus”, que tinha como objetivo o lançamento de um
balão científico dotado de câmeras e sensores capazes de registrar a Terra de uma
grande altitude. Ééééé leitor, e não é que o Brazuquinha e sua equipe
alcançaram o seu objetivo.
No dia 29/11/2013, a missão que era
composta de um balão meteorológico de 1500 gramas equipado com três câmeras
digitais, um localizador GPS via satélite e um data-logger (para analisar os
dados coletados durante o voo), foi lançada com sucesso a partir da cidade de Amparo
(SP), e ao atingir a altitude máxima prevista de 32 mil metros, o balão
estourou (como previsto), tendo a carga útil retornado a Terra com os valiosos
instrumentos através do uso de um sistema de paraquedas.
O jovem Lena planejou sua missão nos
mínimos detalhes, inclusive criando uma espécie de "controle da
missão" de onde recebeu os sinais de localização da cápsula, pasmem, retransmitidos
pelo satélite francês SPOT.
"Nós perseguimos o balão até que
ele explodiu. Mesmo de longe, foi possível vê-lo como uma estrela pequena e
bastante brilhante", afirmou o jovem Brazuquinha.
Ainda segundo o jovem paulista, a sonda teve de enfrentar condições extremas no ápice da missão, com
a temperatura atingindo -55°C e a pressão atmosférica chegando a 0,2% da do nível
do mar, e quando a equipe recuperou a carga útil verificou que a cenas gravadas
eram impressionantes, realmente de tirar o fôlego, estava assim cumprida a missão.
Entretanto leitor, o jovem paulista não parou por ai, e
animado com o sucesso alcançado na primeira missão, partiu então para participar
do concurso organizado pela Universidade de Stanford, aquele
mesmo citado no início de nosso artigo.
O concurso que é batizado de “Global
Space Balloon Challenge” é dividido em diversas categorias (a categoria que o
jovem brasileiro participa é a de melhor imagem e design), e tem como objetivo
encorajar e estimular os estudantes a construírem e lançarem seus próprios equipamentos,
contando com a participação de diversas universidades americanas e de outros
países.
Inscrito no
concurso, e sendo uma pessoa de ação (bem diferente de alguns que militam nos
bastidores de nossa desacreditada agência espacial em Brasília) às 05h30 BRT do
dia 19/05/2014 o jovem Francesco Lena e sua equipe lançaram ao espaço a sua
segunda missão, dessa vez composta por um balão de látex de 1500 gramas e de três
sondas individuais que foram batizadas de Zenith, Sunrise e Valentina, além de
uma radiossonda comercial.
Ainda segundo o
nosso jovem Brazuquinha, diversos equipamentos foram inseridos a bordo das
cápsulas e entre eles três câmeras de vídeo de alta-definição, um data-logger
(equipamento para registrar as condições ambientais durante o voo), um telefone
celular, sensores de temperatura e localizadores de posição do tipo SPOT.
O lançamento foi realizado
antes do amanhecer, já que o objetivo da missão era registrar o nascer do sol
visto da estratosfera, bem como as luzes das cidades e também o efeito
prismático da refração da luz nas altas camadas da atmosfera.
A Missão
As sondas da missão vieram atingir o
ápice de sua jornada depois de 105 minutos de lançadas e depois de enfrentarem temperaturas inferiores a -55°C, pressão
tendendo a zero e níveis altíssimos de radiação solar, o balão de látex que as
transportavam expandiu e rompeu-se (devido a enorme diferença de pressão),
fazendo com que a cápsula despenca-se em queda livre de uma altitude de mais de
32 mil metros.
A cápsula então veio a pousar graças a
um sistema de paraquedas acionado alguns segundos após o inicio do voo em queda
livre, pousando suavemente a 41 km do local do lançamento, no município de
Santo Antônio da Posse (SP), a poucos quilômetros do local previsto para pouso.
Não demorou muito
para que a equipe que acompanhava a cápsula por terra chega-se ao local do
pouso, resgatando o equipamento sem qualquer dano, e logo perceber que não havia
palavras que descrevessem com exatidão as belas imagens captadas pela missão.
Vale dizer que a equipe do jovem Francesco Lena foi a única
do país a representar o Brasil neste concurso e segundo o jovem Brazuquinha, os
resultados da missão já foram enviados aos responsáveis, que deverão em breve
divulgar o resultado final da competição.
Quando leio uma notícia com essa leitor fico a me
perguntar se ainda podemos acreditar neste país. Quantos Francesco Lenas serão
necessários para suplantarmos os Rousseffs, Mercadantes, Amorins, Saitos, Raimundos, Bernardos, Collors, Lulas, e tantos outros que infestam a
nossa sociedade com as suas ações danosas? Essa é realmente uma pergunta
difícil de responder, mas enfim... já dizia minha vozinha, cada povo que
carregue a sua cruz e procure encontrar soluções, e assim evitar de ser crucificado
por ela.
Aproveito esse momento para parabenizar ao jovem Brazuquinha
Francesco Lena pela iniciativa de realizar essas duas missões, bem como de
demonstrar competência em liderar uma equipe formada por pessoas de diversas
idades em busca de um objetivo claro e bem definido. Parabéns jovem Francesco, você é “GENTE QUE FAZ”. Quem dera pessoas
como você fossem maioria nessa terra de ninguém.
Para aqueles leitores que querem acompanhar as aventuras
de nosso Brazuquinha, sugiro que visitem a sua página no Facebook pelo link: https://www.facebook.com/projetocirrus
Duda Falcão
Fonte: Formulado com informações
colhidas do site Apollo11






