sábado, 31 de agosto de 2013

Projeto Para Estudar Energia Escura Inicia Varredura dos Céus

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postado ontem (30/08) no site do jornal “Folha de São Paulo” destacando que projeto para estudar Energia Escura com participação brasileira iniciou varredura dos céus.

Duda Falcão

CIÊNCIA

Projeto Para Estudar Energia Escura
Inicia Varredura dos Céus

RAFAEL GARCIA
DE SÃO PAULO
30/08/2013 - 03h06

Começa hoje à noite no observatório de Cerro Tololo, no Chile, o levantamento astronômico mais abrangente feito até agora para jogar luz sobre o maior enigma da cosmologia: a energia escura.

O projeto Dark Energy Survey (DES), que levou uma década inteira de planejamento e construção, colocará o telescópio Blanco, de quatro metros de largura, para varrer uma área de um oitavo do céu, cem noites por ano.

Um dos principais objetivos é descobrir galáxias distantes onde estejam ocorrendo supernovas --explosões estelares que podem ser usadas para medir distâncias no Cosmo. Sabendo as distâncias das galáxias até nós, astrônomos podem analisar seu espectro luminoso de cores para saber com que velocidade elas se afastam.

Foi com essas duas informações que cientistas descobriram em 1998 que, hoje, 13,8 bilhões de anos após o Big Bang, o Universo está se expandindo aceleradamente, e não o contrário, tal qual se esperava em razão da gravidade. Esse fenômeno ganhou o nome de energia escura e ainda não tem explicação, apesar de várias teorias competirem para tal.

"Os dados ainda não são suficientes para discriminar, entre as possíveis candidatas, qual seria a melhor", diz Márcio Maia, astrônomo do Observatório Nacional, do Rio de Janeiro, que participa do DES. "Uma das coisas que o projeto vai fazer é produzir melhores resultados, e isso vai permitir descartar os modelos teóricos que não se encaixam nas observações."

A expectativa é que o projeto consiga captar pelo menos 3.000 supernovas do tipo Ia --as mais úteis nesse tipo de pesquisa-- durante cinco anos de monitoramento.

O DES é uma colaboração internacional de US$ 40 milhões capitaneada pelo Fermilab, de Illinois (EUA). O Brasil entra no projeto com apenas US$ 300 mil, mas oferece mão de obra com valor estimado em US$ 1,2 milhão. O país montou para tal um consórcio que reúne Observatório Nacional, CBPF (Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas), USP, LNCC (Laboratório Nacional de Computação Científica) e outros centros.

O principal papel do país será o de fornecer infraestrutura computacional e um sistema que monitora a qualidade das imagens do telescópio.

O processamento de dados foi um dos maiores desafios do projeto, que vai gerar um banco de dados de imagens produzido com a câmera digital mais potente do mundo, com 570 megapixels.

Editoria de Arte/Folhapress

ALÉM DAS SUPERNOVAS

O DES também vai observar fenômenos e estruturas no Cosmo capazes de revelar outros aspectos da energia escura. Uma de suas missões importantes será a de mapear aglomerados de galáxias.

Na escala de distância dessas estrutura é que a gravidade começa a brigar de igual para igual com a energia escura. Uma compreensão melhor desse "cabo de guerra --uma força agrupando tudo, contra outra afastando tudo-- deve trazer uma compreensão melhor do Universo, que é 69% composto de energia escura (27% de tudo o que existe é matéria escura, invisível, e apenas 5% é a matéria comum que vemos).

O DES também investigará a distribuição tridimensional de massa no Cosmo, analisando como a matéria escura torce a trajetória da luz. Um outro tipo de fenômeno a ser observado pelo DES é a "oscilação acústica de bárions", que revela a taxa com que o Universo vem se expandindo ao longo de sua história.


Fonte: Jornal “Folha de São Paulo” - 30/08/2013 

Equipe do Picosatélite "TANCREDO I" Busca Alternativa Para o Seu Lançamento

Olá leitor!

Uma das maiores iniciativas em educação na área espacial no Brasil é sem dúvida o projeto de picosatélite em desenvolvimento pelo grupo de alunos e professores do ensino fundamental da Escola Municipal Tancredo Neves da cidade de Ubatuba-SP.

Sob a coordenação do professor Cândido Moura, idealizador do projeto, essa galerinha vem fazendo história e dando exemplo de que com seriedade, trabalho e dinamismo é possível (mesmo para crianças), conduzir um projeto como esse que tem chamado à atenção da Sociedade Brasileira como também a atenção internacional.

O picosatélite TANCREDO I, primeiro fruto dessa iniciativa, já se encontra pronto no aguardo que a 'enrolada' empresa americana Interorbital Systems (responsável por contrato pela plataforma do satélite e pelo seu lançamento) estabeleça definitivamente a data para essa missão, mas infelizmente isso até o momento não aconteceu.

Felizmente notícias que nos chegam dão conta de que a equipe do Professor Cândido Moura, que já trabalha no desenvolvimento do TANCREDO II junto com uma outra equipe de alunos, já está buscando uma alternativa de lançamento para o TANCREDO I, deixando assim o segundo satélite na espera da missão da 'enrolada' empresa Interorbital.

Para que o nosso leitor conheça um pouco mais sobre essa história, realizarei agora em setembro uma entrevista com o Professor Cândido Moura, e enquanto isso, convido você caro leitor a acompanhar a reportagem abaixo sobre essa iniciativa, produzida pela UNIVESP TV por uma jovem aluna chamada Deisy Fernanda Feitosa” (creio eu) da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (UNIVESP), e exibida em agosto de 2012.

Duda Falcão

Alunos da E.M. Tancredo Neves (Ubatuba - SP) Desenvolvem Satélite
UNIVESP TV - 06/08/2012


Fonte: UNIVESP TV

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

PRODES Completa 25 Anos de Vigilância na Amazônia

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (30/08) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que o Projeto PRODES completou 25 Anos de vigilância na Amazônia.

Duda Falcão

PRODES Completa 25 Anos
de Vigilância na Amazônia

Sexta-feira, 30 de Agosto de 2013

O monitoramento por satélites é imprescindível na contenção do desmatamento para proteger a biodiversidade e frear alterações no clima, além de gerar as informações necessárias à implantação de políticas voltadas para a fiscalização e para o desenvolvimento sustentável. Desde 1988, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mapeia de forma operacional o desmate com o Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (PRODES).

O PRODES é considerado o maior programa de acompanhamento de florestas do mundo, por cobrir 4 milhões de km² todos os anos. Seu resultado revela a taxa anual do desmatamento por corte raso, quando todo o conjunto de árvores de floresta é retirado. Os satélites mostram que a Amazônia já perdeu 752 mil km2, cerca de 19% da floresta original.

O coordenador do Programa Amazônia do INPE, Dalton Valeriano, falou sobre os 25 anos do PRODES durante a cerimônia de aniversário do instituto, que acaba de comemorar seus 52 anos. Confira aqui a apresentação realizada no evento.

“Colocamos na internet todas as informações, taxas anuais e banco de dados geográficos, com imagens e mapas e estatísticas”, ressaltou Valeriano. Para o INPE, a transparência sobre informações que são de interesse da sociedade é um dos seus maiores compromissos.

Histórico

Em 1973, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) inicia em sua estação de Cuiabá a recepção de imagens do primeiro satélite de sensoriamento remoto, o norte-americano LANDSAT, lançado apenas um ano antes. E já no final da década de 1970 estava pronto o primeiro mapeamento completo da região, que revelava o avanço do homem pela floresta causado pela construção de estradas, novas cidades e pela expansão da fronteira agrícola.

O levantamento pioneiro foi feito a pedido da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Porém, naquela época, o objetivo principal era verificar se a ocupação do território estava ocorrendo como estimulado por financiamentos oficiais. Mas a vigilância por satélites tornou-se mesmo imprescindível com a constatação de que é preciso conter o desmatamento para proteger a biodiversidade e impedir alterações no clima.

Assim, a partir de 1988, com o PRODES, o INPE passou a realizar o mapeamento de forma operacional. Como resultado, o Brasil possui um sistema reconhecido internacionalmente por sua excelência e pioneirismo.

O monitoramento da Amazônia tem se beneficiado das novas tecnologias e satélites. Em 2004, as imagens do MODIS, sensor a bordo de um satélite da NASA, permitiram ao INPE desenvolver o Deter, cujas informações diárias são passadas para o IBAMA  (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e órgãos estaduais de meio ambiente, que podem intensificar a fiscalização em campo.

O Deter colaborou também para revelar um outro tipo de exploração da floresta, que vem crescendo nos últimos anos, em que é retirada apenas a madeira de maior valor econômico. Com isto a floresta se torna mais vulnerável, a vegetação mais baixa sofre com as queimadas e as árvores de maior porte continuam em pé, porém mortas. São identificadas como degradadas estas áreas que ainda não podem ser classificadas como corte raso, mas já estão comprometidas pelo desmate. O mapeamento completo destas áreas, que podem evoluir para o corte raso, começou a ser feito em 2008 por um novo sistema, chamado DEGRAD.

Os sistemas operacionais para monitoramento por satélite do desflorestamento são realizados pelo Programa Amazônia, vinculado à Coordenação de Observação da Terra do INPE.

Taxas

O recorde de desmatamento verificado pelo PRODES aconteceu em 1995, quando a Amazônia perdeu 29.059 km2. Desde 2004, quando foram registrados 27.423 km2, o desmatamento vem diminuindo progressivamente, com exceção de 2008 que apresentou ligeiro aumento. Deve-se destacar que, no início de 2008, o Deter mostrou que havia uma tendência de aceleração do desmatamento. Baseado no sistema de alerta, o governo pôde agir rápido e conter a devastação.

Em 2012, a taxa foi de4.571 km2, a menor já registrada pelo PRODES. Sem dúvida, a informação rápida gerada pelo sistema Deter para orientar a fiscalização é um dos motivos para a queda acentuada do desmatamento registrada nos últimos anos.

Confira os dados do desmatamento na Amazônia registrado pelo INPE em: http://www.obt.inpe.br/prodes/prodes_1988_2012.htm

Capacitação

Por meio do INPE, o Brasil oferece ajuda aos países interessados em avançar na vigilância de suas próprias florestas, colocando-se assim na liderança de iniciativas internacionais para o controle do desmatamento e da degradação florestal em todo o mundo. Em parceria com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), são realizados cursos visando a capacitação técnica necessária ao monitoramento para REDD - Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação em Países em Desenvolvimento.

Iniciativas como REDD serão implantadas com sucesso se os países puderem medir e comprovar a veracidade de suas informações sobre florestas.  Nesse sentido, o INPE instalou em Belém (PA) o Centro Regional da Amazônia, um verdadeiro centro internacional de difusão de tecnologia de monitoramento por satélite de florestas tropicais, para ensinar técnicos estrangeiros a utilizar o TerraAmazon, sistema desenvolvido pelo Instituto para seus programas de monitoramento, como PRODES e Deter.

A metodologia e todos os dados do sistema PRODES estão disponíveis na página www.obt.inpe.br/prodes

Dalton Valeriano fala sobre o PRODES na
cerimônia de aniversário do INPE.
Mosaico de imagens de satélites evidencia, em rosa, o
desmatamento mapeado pelo PRODES na Amazônia Legal.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

MCTI e TIM Firmam Parcerias Para Monitoramento de Chuvas

Olá leitor!

Segue uma nota postada dia (28/08) no seu site do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) destacando que o MCTI e a TIM firmaram parcerias para Monitoramento de Chuvas.

Duda Falcão

MCTI e TIM Firmam Parcerias
Para Monitoramento de Chuvas

Isadora Grespan
Ascom do MCTI
28/08/2013 - 18:02

Foto: Augusto Coelho / Ascom do MCTI
Raupp e o presidente da TIM, Rodrigo Abreu.

O monitoramento de chuvas em áreas de risco de desastres naturais ganhou um novo componente nesta quarta-feira (28), com a assinatura de um termo de parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a operadora de telefonia TIM.

O acordo prevê a instalação de pluviômetros automáticos em torres de telefonia (estações de rádio base - ERBs) localizadas nessas áreas. Os dados coletados pelos aparelhos serão enviados à plataforma de monitoramento do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (CEMADEN/MCTI).

“Esses equipamentos medem a quantidade das chuvas a cada cinco minutos e transmitem essas informações para o CEMADEN. Este, por sua vez, transmite para a Defesa Civil, que é a responsável pela emissão de alertas à população”, explicou o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTI, Carlos Nobre. “Em poucos anos vamos aumentar a capacidade de resposta do Brasil a desastres naturais, o que não tínhamos no passado. Essa parceria é muito importante nesse processo”.

A expectativa, segundo ele, é a de que sejam instalados 2.800 pluviômetros automáticos em 2.800 áreas de encostas, riscos de deslizamento e inundações até o final de 2014. Mil equipamentos devem ser instalados até dezembro deste ano, sendo entre 100 e 120 na região serrana do Rio de Janeiro.

“Começamos pela região serrana, mas vamos também para a área metropolitana da cidade do Rio de Janeiro, seguindo pela costa do sul do estado, costa e região metropolitana de São Paulo até o Vale do Itajaí, em Santa Catarina”, detalhou o ministro Marco Antonio Raupp.

Ele lembrou que essas áreas são as primeiras a receber os equipamentos porque as regiões brasileiras têm regimes diferentes de chuvas. “Estamos concentrando nessas localidades pois são as que sofrem com as chuvas de verão, de dezembro a fevereiro. A partir do ano que vem vamos instalar em outras regiões do Brasil”.

Atualmente, o CEMADEN monitora mais de 340 municípios, enviando alertas de risco de deslizamento e inundação. A meta do governo é ampliar para 821 o número de cidades monitoradas até o final de 2014.

O investimento do MCTI na aquisição e instalação dos equipamentos é de R$ 50 milhões. Caberá à TIM oferecer os chips e a localização física das torres para a instalação dos aparelhos. “O objetivo central desse projeto é salvar vidas por meio da informação precisa sobre riscos. E a informação mais importante é a das chuvas, onde está chovendo e o quanto está chovendo”, disse Nobre.

Na avaliação do presidente da TIM Brasil, Rodrigo Abreu, o monitoramento climático é um exemplo de como o uso da tecnologia e da infraestrutura de telefonia móvel pode contribuir “para a melhoria da vida das pessoas e para o desenvolvimento do país”.


Fonte: Site do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI)

CONCLIMA Apresenta o 1º Relatório de Avaliação Nacional Sobre Mudanças Climáticas

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (30/08) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que o CONCLIMA apresenta o “1º Relatório de Avaliação Nacional Sobre Mudanças Climáticas”.

Duda Falcão

CONCLIMA Apresenta o 1º Relatório de
Avaliação Nacional Sobre Mudanças Climáticas

Sexta-feira, 30 de Agosto de 2013

O conhecimento técnico-científico produzido no Brasil sobre causas, efeitos e projeções relacionadas às mudanças climáticas e seus impactos serão apresentados durante a CONCLIMA – Conferência Nacional da Rede CLIMA, INCT para Mudanças Climáticas e Programa Fapesp de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG), que será realizada de 9 a 13 de setembro na cidade de São Paulo.

O evento, organizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), reúne resultados de pesquisas envolvendo cerca de 2 mil participantes dos programas e projetos envolvidos, ligados a grupos de pesquisa de instituições e universidades brasileiras e estrangeiras.

Na oportunidade será lançado oficialmente o 1º Relatório de Avaliação Nacional sobre Mudanças Climáticas, produzido pelo Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC). O Painel, estabelecido pelo governo federal nos moldes do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês), tem como objetivo fornecer avaliações científicas sobre as mudanças climáticas, incluindo os impactos, vulnerabilidades e ações de adaptação e mitigação.

Os relatórios do PBMC sintetizam e sistematizam os estudos produzidos por diversas comunidades científicas que trabalham na área ambiental. O trabalho do PBMC visa subsidiar o processo de formulação de políticas públicas e tomada de decisão para o enfrentamento dos desafios representados por estas mudanças, servindo também como fonte de informações de referência para a sociedade.

O 1º Relatório de Avaliação Nacional sobre Mudanças Climáticas, dividido em apresentações dos três Grupos de Trabalho (GT1 – Base Científica das Mudanças Climáticas; GT2 – Impactos, Vulnerabilidades e Adaptação; GT3 – Mitigação das Mudanças Climáticas) será apresentado no primeiro dia da CONCLIMA (veja programação). O Modelo Brasileiro do Sistema Terrestre (BESM) - conjunto de programas de computador que tem a capacidade de gerar cenários globais de mudanças climáticas, com ênfase para o Brasil – também será apresentado no dia 9.

Os três dias seguintes da CONCLIMA serão dedicados à apresentação de resultados da Rede CLIMA, Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas e PFPMCG. No último dia, haverá conferências sobre a Visão da Produção do Conhecimento: Detecção, Mitigação, Impactos, Vulnerabilidade, Adaptação, Inovação.

Programas e Projetos

O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas (INCT-MC), instituído em 2008, é dividido em 26 subprojetos de pesquisa e tem contribuído para a melhor compreensão da dinâmica de funcionamento da atmosfera, dos oceanos e dos continentes da Terra. Também colabora para a expansão da capacidade observacional do planeta oferecendo às comunidades científicas novas e extensas oportunidades para avançar no entendimento do planeta como um sistema acoplado.

O PFPMCG foi criado em 2008 e tem como objetivo fomentar novos conhecimentos sobre o mesmo tema. Espera-se que os resultados de pesquisa do programa auxiliem na tomada de decisões fundamentadas cientificamente com respeito a avaliações de risco e estratégias de mitigação e adaptação.

A Rede CLIMA, do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), é uma rede permanente criada em 2007, que tem como objetivo principal gerar e disseminar conhecimentos para que o Brasil possa responder aos desafios representados pelas causas e efeitos das mudanças climáticas globais. É estruturada em 13 sub-redes temáticas, cobrindo os aspectos de aumento do conhecimento científico, impactos, adaptação e mitigação das mudanças climáticas com respeito a: biodiversidade e ecossistemas, recursos hídricos, agricultura, saúde humana, cidades, zonas costeiras, oceanos, desastres naturais, serviços ambientais dos ecossistemas, energias renováveis, economia e desenvolvimento regional, além de modelagem climática.

O INCT-MC, o PFPMCG e a Rede CLIMA representam um ambicioso empreendimento científico criado pelos governos federal e do Estado de São Paulo para prover informações de alta qualidade em estudos de clima, detecção de variabilidade climática (VC) e mudança climática (MC), e seus impactos em setores chaves do Brasil, utilizando o que há de mais avançado em técnicas de observações e de modelagem das diferentes componentes do sistema climático global.

Todos esses estudos são relevantes para ajudar o Brasil a cumprir os objetivos do seu Plano Nacional sobre Mudança do Clima, e também de informar os cientistas, os responsáveis pelas políticas públicas, os meios de comunicação e o público em geral, sobre estratégias de adaptação, estudos de vulnerabilidade e para propor medidas de mitigação. As pesquisas desses três programas têm produzido resultados interessantes, tendo fornecido subsídios científicos para a participação brasileira nas Conferências das Partes (COPs) recentes e na Conferência Rio+20.

Inscrições

A CONCLIMA será realizada no Espaço APAS, que fica na Rua Pio XI, 1200 – Alto da Lapa – São Paulo (próximo a FAPESP), de 9 a 13 de setembro.

Inscrições gratuitas podem ser feitas através da página


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Manifesto do Nada na Terra do Nunca

Olá leitor!

Trago agora para você um vídeo com uma entrevista com o musico Lobão onde o mesmo critica a cultura brasileira e defende o avanço tecnológico e a ida ao espaço, apresentando uma visão muito semelhante defendida pelo blog desde a sua criação.

O vídeo foi editado e foi enviado pelo nosso leitor/colaborador Israel Pestana, e mostra a entrevista realizada com o musico pela jornalista apresentadora Eliane Moreno para a edição do dia 20/07/2013 do Programa “A Bela e a Fera”, exibido todos os sábados às 13hs30 no canal 5 da NET da TVA.

Programa “A Bela e a Fera” - 20/07/2013

Preste muito atenção como as posições do Lobão são semelhantes ao que nós temos dito desde que criamos o blog em 2009.

Vale lembrar que o Lobão editou um livro chamado "Manifesto do Nada na Terra do Nunca", onde o mesmo critica o "status quo" atual do Brasil e dos brasileiros. Numa entrevista recente acerca do livro ele faz referencia à necessidade do Brasilir para o espaço e desenvolver tecnologia", e afirma que algo está muito errado, sendo a grande prova disso o fato de ainda não termos ganho um Prêmio Nobel.

Caso o leitor queira assistir a entrevista na íntegra, clique aqui.

Duda Falcão

Workshop do Inova Aerodefesa Reúne Empresários, Governo e ICTs em SP

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (27/08) no site da “Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP)” destacando que Workshop do Inova Aerodefesa reuniu Empresários, Governo e ICTs em SP.

Duda Falcão

Workshop do Inova Aerodefesa Reúne
Empresários, Governo e ICTs em SP

27/08/2013


Cerca de 500 pessoas, entre empresários, representantes de ICTs e do Governo, participaram do Workshop do Programa Inova Aerodefesa, nesta terça-feira (27/8), em São Paulo. “Este evento é a materialização do sucesso da demanda do programa, e a presença maciça representa uma espécie de censo da área de aerodefesa no País”, afirmou Hudson Lima Mendonça, superintendente da FINEP em São Paulo,  na abertura do encontro.

O workshop foi dividido em três partes: de manhã, foi apresentado um balanço da primeira etapa do programa - que teve 77 empresas líderes habilitadas, com uma demanda qualificada até o momento de R$ 12,9 bilhões, sendo que os recursos disponibilizados no edital somam inicialmente R$ 2,9 bilhões. Em seguida, foram apresentadas instruções detalhadas para as empresas apresentarem os planos de negócios, que têm de ser enviados até 10 de outubro. O modelo de referência  já está disponível na seção de editais do site da FINEP. O link para acesso ao preenchimento eletrônico do plano estará disponível nos próximos dias.

A segunda parte do workshop foi dedicada às apresentações de representantes do Ministério da Defesa, das Forças Armadas, e da Agência Espacial Brasileira (AEB), quando foram abordadas as direções e necessidades estratégicas das instituições, assim como as ações de incentivo à área. Participaram o Vice-Almirante Wagner Lopes de Moraes Zamith, representando o Ministério da Defesa; o Vice-Almirante Alípio Jorge Rodrigues da Silva e o Contra-Almirante Humberto Moraes Ruivo, pela Marinha; o Coronel André Luís Novaes Miranda, do Exército; o Coronel Aviador Marcelo Franchitto, da Força Aérea; e Carlos Alberto Gurgel Veras, diretor da AEB.

Parcerias

À tarde, na terceira etapa do encontro, ocorreu a interação das empresas líderes com empresas parceiras e as ICTs cadastradas, como previsto no edital. “As funções estratégicas dos planos de negócios dependem da parceria forjada entre as instituições participantes e é isso que vai consolidar as iniciativas”, afirmou William Respondovesk, chefe do Departamento das Indústrias Aeroespacial, Defesa e Segurança da FINEP, durante a apresentação que dividiu com Sergio Schmidt, assessor da presidência do BNDES. Segundo Maurício Neves, superintendente da área Industrial do BNDES, “é importante frisar que agora existe inovação no próprio programa, já que os produtos – os tipos de financiamento – entre o BNDES e a FINEP já havia, mas a congregação deles num pacote promoveu uma sinergia única, uma outra ordem de grandeza”, disse.

Parte do Inova Empresa

A finalidade do edital, lançado em maio, é selecionar planos de negócios de empresas brasileiras que contemplem projetos de inovação nas quatro linhas temáticas: Aeroespacial, Defesa, Segurança e Materiais Especiais. A ideia é incentivar o adensamento de toda a cadeia produtiva destes setores, considerados estratégicos dentro do Plano Inova Empresa, do Governo Federal, cuja demanda até agora atingiu R$ 56,2 bilhões.  Veja os números mais recentes do Plano.

Com a palavra, alguns participantes do workshop:

Graciliano Campos, diretor presidente da Novaer Craft:

“Estou muito bem impressionado com a  formatação do evento, que demonstra uma articulação inédita entre os setores interessados. Nunca vi isso acontecer no âmbito de nenhum outro edital e isso tem todas as características de se tornar uma fórmula de sucesso. Esse formato, essa maneira de promover articulação, vai gerar frutos muito positivos para a indústria e para o País como um todo".

Walter Filho, diretor do Centro de Engenharia da Helibras:

“A Helibras, que vem apresentando um crescimento muito grande em termos de capacidade técnica, enxerga neste evento uma oportunidade de  continuar desenvolvendo a essa capacidade, que é inovadora no Brasil, na indústria de asas rotativas. Temos várias oportunidades dentro dessa indústria, e vemos esse workshop como uma chance de estreitar as parcerias. É uma excelente iniciativa, parabéns!”.

Jorge Py Velloso, vice-presidente da Forjas Taurus:

“O Inova Aerodefesa superou as expectativas, basta ver o número de participantes aqui. E é impressionante também a demanda de 12 bilhões de reais, mesmo se considerando um limite de financiamento de 2,9 bilhões. A indústria brasileira tem condições de fazer inovação tecnológica. Nós já fizemos contatos com universidades no sul do Brasil. Se conseguirmos  o desenvolvimento de  nosso projeto – ligado a novos materiais - tenho certeza que será um break-through porque  ninguém terá o mesmo, será uma vantagem comercial muito grande. E parece algo atingível, e nossa expectativa é muito grande. Estamos ansiosos para seguir para a próximas fase do Inova.”

Renato Tovar, gerente de Programas Tecnológicos da Avibras:

“Como empresa líder, fizemos nosso primeiro plano para atuar em três linhas temáticas no Inova Aerodefesa. Estamos apresentando aqui 19 projetos que listamos como de nosso interesse, quase todos envolvendo empresas parceiras, e estamos agora à procura de um ICT para nos apoiar. Fiquei surpreso com a audiência do evento, é um sucesso, além da qualidade da presença”.

Vice-Almirante Wagner Lopes de Moraes Zamith, Diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia Industrial do Ministério da Defesa:

“Acompanho o programa deste seu lançamento. Esta fase agora é extremamente importante, o fomento entre as empresas lideres, as parceiras e os ICTs. Nós buscamos a participação efetiva de representadas das Forças Armadas no workshop, já que certamente os produtos desenvolvidos a partir desse programa as terão como usuários. As três Forças estão mostrando de forma detalhada e transparente suas prioridade. Vejo de forma extremamente positiva o desenvolvimento do Inova Aerodefesa  desde as primeiras  fases. O programa é algo inovador, e o workshop vem ratificar o que vínhamos acompanhando , com uma participação extraordinária da indústria de defesa. O centro de convenções lotado  é uma visão de futuro promissor do programa.”

Mauro Pagani, Capitão-de-Mar-e-Guerra da Reserva e analista e projetos militares da Emgepron”:

“Estamos mostrando nossos principais projetos no sentido de estabelecer parcerias para que se unam a nós. O workshop este sendo excelente porque conseguiu,  de uma maneira  descomplicada, reunir uma grande quantidade de pessoas que poderão de fato contribuir, em vez de realizar esforços pontuais. Acredito que o programa será um grande sucesso".

Ítalo de Oliveira, cientista sênior do Centro de Pesquisas da GE:

Nosso foco aqui é transporte aéreo  e eficiência relacionada ao tráfego de passageiros e de  cargas.  No Brasil, esta área está ligada à defesa, como parte de  estratégia de segurança nacional. O evento oi extremamente produtivo. Encontrei  um espírito de buscar colaboração e ideias com forte apelo de inovação mesmo. Achei que causou muito boa impressão a postura da FINEP em apoias essa área, pois temos no País uma  base muito inventiva  e a FINEP está dando um suporte  inédito".


Fonte: Site da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) 

Físicos Brasileiros Devem Aumentar Participação nas Colaborações no CERN

Olá leitor!

Segue abaixo um artigo postado hoje (30/08) no site da “Agência FAPESP”, destacando que Físicos Brasileiros devem aumentar participação nas colaborações no CERN.

Duda Falcão

Especiais

Físicos Brasileiros Devem Aumentar
Participação nas Colaborações no CERN

Por Elton Alisson
30/08/2013

Avaliação foi feita por integrantes dos
experimentos em Física de Altas Energias Alice e
CMS durante workshops realizados na FAPESP (CERN)
Agência FAPESP – A participação dos pesquisadores brasileiros nas colaborações internacionais em Física de Altas Energias em andamento no Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (CERN), na Suíça, tem contribuído muito para o impacto científico dos experimentos. É preciso, no entanto, que expandam a atuação para se beneficiar tanto das oportunidades científicas como das tecnológicas proporcionadas pela participação nos projetos.

A avaliação foi feita por participantes das colaborações A Large Ion Collider Experiment (Alice) e Compact Muon Solenoid (CMS) durante dois workshops realizados pela FAPESP, respectivamente, nos dias 21 e 28 de agosto, na sede da Fundação.

O objetivo dos encontros foi discutir a contribuição e as formas de aumentar a participação dos pesquisadores do Estado de São Paulo nas duas das quatro maiores colaborações em Física Nuclear Experimental em curso no LHC – as outras duas são o A Toroidal LHC Apparatus (Atlas) e o Large Hadron Collider Beauty (LHCb).

“Queremos entender um pouco mais sobre a ciência feita pelo Alice e pelo CMS e sobre a participação dos pesquisadores de São Paulo nessas colaborações – além do papel que poderão ter no futuro e como isso deve contribuir para o desenvolvimento científico e tecnológico do Estado – para termos um conhecimento maior e decidir sobre financiamento, organização e apoio aos projetos”, disse Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, na abertura do primeiro workshop.

De acordo com os porta-vozes do Alice e do CMS presentes no evento, os pesquisadores brasileiros têm desempenhado um papel importante principalmente nas análises físicas e no processamento de dados dos experimentos realizados pelas colaborações. Eles defenderam, no entanto, a participação mais ativa em outras áreas críticas dos projetos, como o desenvolvimento de instrumentação científica para realização dos experimentos.

“A presença brasileira no Alice tem crescido rapidamente e estabelecido grande impacto na Física graças, em grande parte, à experiência de jovens cientistas brasileiros muito talentosos”, disse o italiano Paolo Giubellino, porta-voz da colaboração, iniciada em 2009.

“Agora, contudo, é preciso que os pesquisadores brasileiros aumentem o impacto no desenvolvimento de instrumentação científica com base na experiência acumulada e expandam a interação com os grupos de engenharia envolvidos na colaboração”, afirmou.

Participação Brasileira no Alice

De acordo com Giubellino, o Alice foi projetado para estudar colisões de íons pesados – como os de ferro – que ocorrem no colisor em temperaturas até 100 mil vezes superiores às registradas no centro do Sol.

Os pesquisadores esperam que, durante as colisões, os íons pesados se desfaçam em uma mistura chamada plasma de quarks glúons, que se acredita ter existido nos primeiros 20 a 30 microssegundos depois do início do Universo.

“A partir do estudo detalhado das partículas produzidas nas colisões nucleares será possível inferir as propriedades e o comportamento da matéria em condições extremas, além da evolução durante os primeiros microssegundos do nascimento do Universo com o big bang”, explicou Giubellino.

Segundo o pesquisador, a colaboração envolve hoje mais de mil físicos, oriundos de 132 universidades e instituições de pesquisa de 35 países. Entre eles, estão pesquisadores do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto de Física Gleb Wataghin da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), cuja participação está mais concentrada hoje na obtenção de dados e análises físicas dos fenômenos observados durante os experimentos.

“Temos participado de todas as etapas das análises físicas dos experimentos realizados pelo Alice”, disse Jun Takahashi, professor do IFGW da Unicamp, durante o encontro.

“São necessários, porém, esforços para participarmos de projetos de atualização do detector e termos maior poder de computação para consolidar nossa contribuição para o experimento”, disse o pesquisador, que participa atualmente dos experimentos do Alice por meio de um projeto realizado com apoio da FAPESP.

A meta dos pesquisadores das duas universidades paulistas é participar do desenvolvimento de instrumentos científicos que serão incorporados nos próximos anos no detector utilizado pelo Alice que, a exemplo dos detectores utilizados pelas outras colaborações, serão aprimorados para os experimentos planejados até 2023.

A partir de 2015 será aumentada a intensidade dos feixes de raios de prótons e da energia de 8 teraelétrons-volt (TeV) para 14 TeV no centro de massa do LHC. Com isso, espera-se um aumento nas colisões entre partículas.

Será preciso então aprimorar os sistemas de leitura, rastreamento, identificação e aquisição de dados dos detectores, a fim de que mantenham a capacidade de identificar e analisar as partículas geradas nas colisões e aumentem a precisão das medições.

Os pesquisadores da USP e da Unicamp pretendem desenvolver alguns dispositivos a serem utilizados nesses sistemas. Entre eles, um circuito integrado (microchip) que pode ser usado para a detecção de sinais pela Câmara de Projeção do Tempo (TPC, na sigla em inglês) do Alice – um dos principais equipamentos do detector, que examina e reconstitui a trajetória das partículas – e pelo rastreador de múons – um aparelho que identifica, por meio de sensores, essas partículas de carga negativa 200 vezes mais pesadas do que os elétrons que passam pelo detector.

Para isso, pretendem se valer da experiência com o desenvolvimento de uma série de sistemas de Física de Baixa Energia para o acelerador de íons Pelletron, do Instituto de Física da USP, para o Colisor Relativístico de Íons Pesados (RHIC, na sigla em inglês) e para o acelerador Alternating Gradient Synchrotron (AGS) – ambos localizados no Laboratório Nacional de Brookhaven, nos Estados Unidos.

“Temos larga experiência no desenvolvimento de instrumentação científica para Física Nuclear e de partículas por meio de uma série de projetos apoiados pela FAPESP”, disse Marcelo Gameiro Munhoz, professor do Departamento de Física Nuclear do Instituto de Física da USP.

“Acreditamos que a participação brasileira em instrumentação científica para a colaboração Alice tem grande potencial e representa uma excelente oportunidade para o desenvolvimento tecnológico e transferência de conhecimento para empresas no Estado de São Paulo, que podem oferecer apoio e, ao mesmo tempo, se beneficiar dos projetos”, avaliou.

Participação no CMS

A participação brasileira no experimento Alice restringe-se hoje ao Estado de São Paulo, com equipes da Unicamp e do Instituto de Física da USP. Já a colaboração CMS conta com pesquisadores de outros Estados brasileiros, como do Rio de Janeiro.

Iniciado também em 2009, o CMS tem como objetivo detectar e medir subpartículas liberadas durante as colisões. A colaboração foi uma das responsáveis pela descoberta do bóson de Higgs, em julho de 2012, ao lado da colaboração Atlas.

O CMS reúne mais de 3 mil cientistas, de 40 nacionalidades diferentes e provenientes de mais de 180 universidades e instituições de pesquisa no mundo. Entre eles, estão pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (UNESP), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (URFJ) e do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), também do Rio de Janeiro.

O grupo de pesquisadores da UNESP integra o Centro de Pesquisa e Análise de São Paulo (SPRACE, na sigla em inglês), criado em 2003 com apoio da FAPESP. Por meio do SPRACE, os pesquisadores brasileiros operam uma rede de processamento e participam da análise de dados produzidos pelo CMS.

O cluster de computadores do SPRACE também faz parte do Worldwide Computing Grid do LHC (WLCG), que conecta 100 mil processadores em 34 países – incluindo o Brasil – que fazem transferências de dados em altíssima velocidade.

“O grupo de pesquisadores da UNESP está bem integrado e contribui visivelmente para o sucesso do CMS na parte de computação”, disse o português João Varela, porta-voz da colaboração.

“Os experimentos programados pela colaboração para os próximos anos e os aprimoramentos que deverão ser realizados no detector para realizá-los abrem, no entanto, a perspectiva de desenvolver um grupo de instrumentação científica, que é uma questão crucial para o sucesso da colaboração”, ressaltou.

Recentemente, o SPRACE se juntou a um grupo de trabalho lançado há dois anos pelo Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS, na sigla em francês), da França, e o FERMILAB, dos Estados Unidos, em colaboração com especialistas em simulação computacional do CERN.

O grupo de pesquisadores do SPRACE contribui com os estudos de viabilidade e desempenho do detector utilizado pelo CMS e em testes comparativos baseados em diferentes plataformas de processamento de dados.

“O SPRACE deve contribuir para o desenvolvimento de uma das mais cruciais e desafiadoras peças do experimento CMS, que é o rastreador de sinais do detector, e pode estender e aproveitar sua participação na colaboração para ganhar experiência no desenvolvimento de computação e no uso de várias ferramentas de software em parceria com empresas”, disse Aurore Savoy-Navarro, professora da Universidade de Paris-Diderot, participante do projeto.

Sistema “Glocal”

De acordo com os porta-vozes das colaborações Alice e CMS, o sistema de desenvolvimento de instrumentação científica para os detectores utilizados no LHC é “glocal” (global+local). Ou seja, os componentes são projetados e construídos localmente, nas próprias instituições participantes das colaborações, que depois as levam para o CERN, onde, após serem aprovadas, se juntam a outras soluções desenvolvidas por outros países com base em seu conhecimento científico e na capacitação tecnológica de suas empresas.

“As tecnologias em aceleradores e detectores de partículas utilizadas no CERN avançam por meio de competitivos concursos internacionais de alta tecnologia travados entre os pesquisadores dos países participantes dos experimentos”, disse Giubellino.

Muitas das tecnologias desenvolvidas especificamente para os experimentos mais tarde encontrarão aplicações em outros campos, destacaram os pesquisadores.

Tecnologias voltadas inicialmente para aprimoramento de feixes de partículas resultaram em aplicações para o tratamento de câncer. Já desenvolvimentos voltados à detecção de partículas são utilizados hoje em imageamento médico.

“Os experimentos realizados no CERN são uma grande fonte de oportunidades não só para a ciência fundamental, mas para toda a sociedade”, disse Giubellino.


Fonte: Site da Agência FAPESP 

As Dificuldades de Colonizar Marte - Palestra na USP São Carlos

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (30/08) no site da “Agência FAPESP”, destacando que a USP São Carlos promoverá, no dia 31 de agosto, palestra com o tema “As Dificuldades de Colonizar Marte”.

Duda Falcão

Agenda

As Dificuldades de Colonizar Marte

30/08/2013

Agência FAPESP – O Centro de Divulgação da Astronomia - Observatório Dietrich Schiel do Centro de Divulgação Científica e Cultural (CDCC) da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos promove, no dia 31 de agosto, uma palestra com o tema “As Dificuldades de Colonizar Marte”.

O palestrante será Diego Scanavachi Custódio, da equipe do observatório. Ele falará sobre as dificuldades que podem surgir em uma viagem a Marte e sobre o ambiente inóspito oferecido pelo planeta a futuros colonizadores.

A palestra, parte da série Sessão Astronomia, ocorrerá às 21 horas no anfiteatro do observatório, localizado no campus 1. Entrada franca.

Mais informações:



Fonte: Site da Agência FAPESP

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Astrônomos Brasileiros Encontram 'Gêmea' Mais Velha do Sol

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada ontem (28/08) na no site do jornal “Folha de São Paulo” dando destaque a descoberta por Astrônomos Brasileiros da ‘gêmea’ mais velha do Sol, assunto este já abordado hoje aqui no blog em artigo da FAPESP.

Duda Falcão

CIÊNCIA

Astrônomos Brasileiros Encontram
'Gêmea' Mais Velha do Sol

SALVADOR NOGUEIRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
28/08/2013 - 14h06

Um grupo internacional de astrônomos com liderança brasileira identificou a gêmea solar mais velha já observada.

Com 8,2 bilhões de anos, o astro --conhecido apenas como HIP 102152-- vive a 250 anos-luz de distância e já está bem mais próximo do final de sua vida do que o Sol, que tem 4,6 bilhões de anos. Estima-se que estrelas desse tipo vivam cerca de 10 bilhões de anos antes de esgotar seu combustível para fusão nuclear.

O resultado, divulgado numa entrevista coletiva no IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas) da USP, é fruto de observações feitas com o VLT (Very Large Telescope), do ESO (Observatório Europeu do Sul).

Divulgação ESO
A estrela HIP 102152, "gêmea" do nosso Sol a 250 anos-luz
daqui e com 4 bilhões de anos a mais do que nossa estrela.

POLÍTICA ASTRONÔMICA

Em 2010, o governo brasileiro assinou um acordo para fazer do país o 15o membro da organização internacional --e o primeiro não europeu. O acerto ainda carece de ratificação no Congresso (está em tramitação na Câmara, antes de ir ao Senado), mas para a comunidade astronômica é como se estivesse valendo.

Jorge Meléndez, pesquisador da USP e líder do estudo, conseguiu tempo graças à postura do ESO de dar aos brasileiros acesso completo, mesmo antes da ratificação do acordo (e do pagamento das contribuições para efetivar a participação nacional).

Não é à toa que, quebrando a tradição, a nota divulgada à imprensa destacava que se tratava de um trabalho brasileiro. "Foi uma forma de mostrar que a nossa comunidade está pronta para produzir ciência de nível internacional com o ESO", diz Claudio Melo, astrônomo brasileiro que é diretor científico da organização no Chile, onde estão instalados os observatórios.

MISTÉRIO RESOLVIDO

O trabalho comparou "gêmeas" solares mais novas e mais velhas que o Sol, e graças a isso conseguiu decifrar um velho enigma da astronomia: por que nossa estrela parece ter tão pouco lítio?

Ao observar astros semelhantes, os pesquisadores mostraram que a quantidade desse elemento é um ótimo parâmetro para estimar a idade de uma estrela como o Sol.

As gêmeas mais novas, como a 18 Scorpii, têm mais lítio. A gêmea mais velha, HIP 102152, tem bem menos. O Sol fica no meio do caminho entre ambas. Há um claro paralelo entre a idade e a presença de lítio.

"A probabilidade de que essa correlação exista é bem superior a 99%", afirma Meléndez.

E OS PLANETAS?

O pesquisador da USP usa as gêmeas solares para testar uma hipótese de que a baixa quantidade de certos elementos no interior da estrela está correlacionada à presença de planetas do tipo terrestre.

Para verificar isso, Meléndez está, de um lado, analisando a composição química de diversas gêmeas solares e, de outro, buscando planetas ao redor delas.

No caso da HIP 102152, que tem o perfil de composição mais próximo do Sol já observado, Meléndez já pode afirmar que não há planetas gigantes nas órbitas mais internas.

Pode ser um indicativo de que a arquitetura do sistema lá também é parecida com a do Sol, com os planetas gigantes (como Júpiter) nas regiões mais externas, e os terrestres (como o nosso) nas mais internas.

Contudo, ainda é cedo para afirmar isso. Meléndez tem mais dois anos de coleta de dados pela frente para tentar identificar o que pode haver nas órbitas mais externas da gêmea HIP 102152.


Fonte: Site do Jornal Folha de São Paulo - 28/08/2013