quarta-feira, 31 de julho de 2013

Brasil y China Lanzarán Este Año Su Cuarto Satélite Conjunto

Hola lector!

Sigue abajo una noticia puesta hoy (31/07) en el website chino “spanish.china.org.cn” destacando que Brasil y China lanzarán este año su cuarto satélite conjunto.

Duda Falcão

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Brasil y China Lanzarán Este Año
Su Cuarto Satélite Conjunto

Editor:
31-07-2013 - 09:22:22 / Agencia de Xinhua

Brasil y China lanzarán a finales de este año su cuarto satélite conjunto de vigilancia terrestre, anunció hoy el presidente de la estatal brasileña Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (INPE), Leonel Perondi.

"Tras tres satélites lanzados, acordamos el lanzamiento de otros dos, uno al final de este año y el otro en unos dos años", aseguró el ingeniero en entrevista publicada por Ciencia Hoje, el portal en internet de la Sociedad Brasileña para el Progreso de la Ciencia (SBPC).

Pese a que el funcionario no estableció fechas, lo más probable es que el lanzamiento se produzca en octubre o noviembre, cuando se abre una nueva ventana para colocar satélites en el espacio, con dos años de atraso con respecto a la programación inicial.

El aparato a ser lanzado es el CBERS 3, cuarta unidad del llamado Programa Chino-Brasileño de Satélite de Vigilancia Remota (CBERS).

Brasil y China han desarrollado y lanzado conjuntamente hasta ahora tres satélites (CBERS 1, CBERS 2 y CBERS 2B) y están montando actualmente el CBERS 3.

Este nuevo satélite substituirá el CBERS 2, lanzado en octubre de 2003 y que dejó de funcionar en enero de 2009.

El CBERS es una asociación conjunta iniciada hace veinte años y que permitió a ambos países dominar la tecnología de vigilancia remota con cámaras y sensores para la observación de la Tierra.

Las imágenes producidas y transmitidas por los satélites conjuntos de Brasil y China, que están equipados con potentes cámaras y radares, son utilizadas para fiscalizar la deforestación de la Amazonía y para otras aplicaciones ambientales y agrícolas en los dos países.

El CBERS 3 estará equipado con las cámaras brasileñas Multi-espectral (MUXCam) e Imageadora de Amplio Campo de Visada (WFI), y con las cámaras chinas Imageador de Media Resolución (IRS) y de Alta Resolución (PANMux).

Además del lanzamiento del CBERS 3 y del CBERS 4, los dos países también analizan la viabilidad de la colocación en órbita del CBERS 5 y del CBERS 6.


Fuente: Website chino spanish.china.org.cn

Novos Dados Mostram Lado Oculto da Via Láctea

Olá Leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (31/07) no site do Laboratório Interinstitucional de e-Astronomia (LIneA) destacando que segundo os astrônomos do  consórcio Sloan Digital Sky Survey III (SDSS-III), que envolve a participação brasileira, novos dados possibilitam aos astrônomos explorar o lado oculto da Via Láctea.

Duda Falcão

Esta é Sua Galáxia: Novos Dados
Possibilitam aos Astrônomos Explorar
o Lado Oculto da Via Láctea

31/07/2013

Hoje, astrônomos do consórcio Sloan Digital Sky Survey III (SDSS-III) lançaram um novo banco de dados público que contém dados para 60000 estrelas, os quais ajudam a contar a história de como a Via Láctea se formou. O destaque do “Data Release 10″ marcado para hoje é um novo conjunto de espectros estelares de alta resolução — medições da quantidade de luz emitida por uma estrela em cada frequência eletromagnética — na luz infravermelha, invisível aos olhos humanos mas capaz de penetrar o véu de poeira que obscurece o centro da Galáxia. “Esta é a mais abrangente coleção de espectros estelares no infravermelho jamais produzida,” disse Steven Majewski da University of Virginia, o cientista que lidera o projeto APOGEE. “Estas sessenta mil estrelas foram selecionadas por estarem em partes diferentes de nossa galáxia, desde nossa vizinhança quase despovoada até o centro envolto por poeira. Nossos espectros permitem-nos retirar as cortinas que fazem com que parte da Via Láctea nos seja oculta.”

Os novos espectros são os primeiros dados lançados pelo Apache Point Observatory Galactic Evolution Experiment (APOGEE), um subprojeto do SDSS-III, que busca criar um censo abrangente da população estelar da Via Láctea. “O espectro estelar contém informações importantes para o conhecimento da estrela em si — ele nos indica detalhes fudamentais como a temperatura e tamanho da estrela e quais os elementos que estão em sua atmosfera”, disse Jon Holtzman da New Mexico State University, que liderou os esforços para preparar os dados do APOGEE para o Data Release 10. “Os espectros são uma das melhores ferramentas de que dispomos para aprender sobre as estrelas, é como ter a foto de uma pessoa em vez de apenas conhecer sua altura e peso”.

A questão de como a Via Láctea se formou tem sido objeto de especulação científica e debate já há centenas de anos. O mapa tridimensional do APOGEE fornecerá informações chaves para a solução de questões centrais sobre como a nossa Galáxia se formou e evoluiu ao longo dos muitos bilhões de anos de sua história. Nos cenários atualmente aceitos pela comunidade científica, a Via Láctea tem atualmente três partes principais: um bojo oblongo de alta densidade no centro, o disco achatado em que vivemos, e uma componente esférica de baixa densidade chamada de “halo” que se estende por centenas de milhares de anos-luz. “Estrelas nessas diferentes regiões têm idades e composições químicas distintas, o que significa que elas se formaram em momentos diferentes e sob condições diferentes ao longo da história da nossa Galáxia”, diz Gail Zasowski, uma pós-doutoranda da National Science Foundation, que trabalha na Ohio State University e quem liderou o esforço crítico para maximizar o potencial científico do APOGEE, selecionando a melhor amostra possível de estrelas. Se você olhar para o céu a partir de um local escuro, longe do brilho esmagador das luzes da cidade, a Via Láctea aparece como uma faixa luminosa no céu, entrecortada por cortinas escuras. Esta faixa é o disco e bojo de nossa galáxia, e as cortinas são formadas pela poeira que bloqueia a luz visível de partes mais distantes da Via Láctea. Devido a essa poeira, estudos anteriores de estrelas na Via Láctea eram limitados em sua capacidade de medir de forma consistente estrelas na direção do centro da nossa Galáxia. A solução buscada pelo APOGEE foi observar a luz infravermelha delas, que consegue atravessar com mais facilidade as nuvens de poeira. Esta capacidade de explorar regiões previamente escondidas da Galáxia permite ao APOGEE conduzir o primeiro estudo abrangente da Via Láctea, desde o centro ao halo. Observar dezenas de milhares de estrelas é uma tarefa demorada. Para conseguir seu objetivo de observar 100000 estrelas em apenas três anos, o instrumento APOGEE observa até 300 estrelas diferentes ao mesmo tempo usando cabos de fibra óptica ligados a uma grande placa de alumínio com furos alinhados à posição de cada estrela. A luz é levada através de cada fibra ao espectrógrafo APOGEE, onde uma rede prismática distribui a luz por comprimento de onda. “A grade é a primeira e maior de seu tipo já implantada em um instrumento astronômico”, disse John Wilson, da University of Virginia, que liderou a equipe de design do instrumento APOGEE. “Essa tecnologia é fundamental para o sucesso do APOGEE.” Espectros de estrelas da Apogee ajudarão a desvendar a história da nossa Galáxia, e a chave para isso é conhecer a composição química e o movimento das estrelas de cada região. Como os elementos mais pesados que o hidrogênio e o hélio são produzidos em estrelas e são disseminados pela Galáxia por explosões e ventos estelares, os astrônomos sabem que as estrelas que tenham mais desses elementos pesados devem ter-se formado mais recentemente, após gerações estelares anteriores terem tido tempo para criar esses elementos pesados. “Em descobrindo quais partes da Galáxia contêm estrelas mais velhas e quais contém estrelas mais jovens, e considerando essa informação em conjunto com o modo como as estrelas estão se movendo, podemos traçar uma história detalhada de como a Galaxia se formou, e como ela evoluiu para o que vemos hoje”, disse Peter Frinchaboy da Texas Christian University, que coordenou todas as observações do APOGEE. Os dados do APOGEE também fornecem um contexto rico para investigar uma ampla gama de questões sobre as próprias estrelas. Uma vez que o APOGEE observa cada estrela alvo várias vezes, ele pode identificar mudanças em seu espectro ao longo do tempo. Esta característica permitiu que a equipe do APOGEE descobrisse tipos incomuns de estrelas variáveis de curto período, identificasse quantas estrelas são realmente estrelas binárias com companheiros invisíveis e, até mesmo, detectasse movimentos estelares sutis causadas por exoplanetas em órbita.

O Data Release 10 também publica outros 685000 espectros de outro subprojeto do SDSS, o Baryon Oscillation Spectroscopic Survey (BOSS). Esses novos espectros vêm de galáxias e quasares distantes, cuja luz corresponde à época quando o nosso universo era muito mais jovem, justamente quando a força misteriosa conhecida como “energia escura” começava a influenciar a expansão do universo. Os novos espectros coletados pelo BOSS e os espectros adicionais que o SDSS-III vai continuar a obter nos anos finais da pesquisa ajudarão os cientistas em sua busca para entender o que a energia escura possa ser. O SDSS-III é um levantamento de seis anos voltado para estrelas próximas, a Via Láctea e o cosmos distante. O telescópio de 2,5 metros de diâmetro da Sloan Foundation situado no Observatório Apache Point, no Novo México, conduz observações todas as noites que são usadas para alimentar ou o espectroscópico óptico do BOSS ou o espectroscópio infravermelho do APOGEE. “Temos lançado distribuições de dados desde 2001 e ainda não estamos perto de parar isso”, diz o porta-voz do SDSS-III Michael Wood-Vasey da University of Pittsburgh. “Acesso público aos dados sempre foi um objetivo central de nosso projeto, e estamos orgulhosos de continuar essa tradição hoje com esta nova distribuição rica em informação sobre nossa Galáxia”. Todos esses dados estão disponíveis, para pesquisadores e para o público geral, em SDSS-III A participação do Brasil no projeto é coordenada pelo Laboratório Interinstitucional de e-Astronomia. O time brasileiro teve papel importante no desenho do experimento APOGEE ao prover a equipe internacional com simulações de populações estelares da Via Láctea, as quais permitiram a escolha das melhores posições do céu para apontar o instrumento, de modo a ter uma boa cobertura da Galáxia. Atualmente, os cientistas do LIneA participam do esforço de interpretação desses dados. Em breve estes dados estarão também disponíveis para cientistas e público em geral através do portal no Brasil no link a seguir SkyServer

Crédito: Peter Frinchaboy (Texas Christian University),
Ricardo Schiavon (Liverpool John Moores University) e a
colaboração SDSS-III. A imagem do céu no infravermelho foi
obtida pelo 2MASS, IPAC/Caltech e University of Massachusetts.
Os dados lançados hoje incluem o espectro infravermelho dessas
duas estrelas, apresentados no contexto da Via Láctea. O mapa mostra
uma visão infravermelha da Via Láctea vista a partir da Terra. Círculos
verdes indicam as áreas para as quais o Data Release 10 inclui dados
espectroscópicos no infravermelho a partir do primeiro ano de
observação do APOGEE. As caixas brancas mostram os espectros
infravermelhos das duas estrelas observados pelo APOGEE; linhas
vermelhas mostram onde essas estrelas se situam na Galáxia. Os dois
espectros são de duas estrelas: uma está no bojo galáctico, que é rico
em elementos mais pesados que o hidrogênio, e a outra está na
periferia do disco galáctico, numa região pobre em elementos químicos.

Crédito: Dan Long (Apache Point Observatory)
Foto de quatro cientistas do SDSS-III a trabalhar no espectroscópio
APOGEE. Da esquerda para a direita: Garrett Ebelke (Apache Point Observatory),
Gail Zasowski (The Ohio State University), Steven Majewski (University of Virginia)
e John Wilson (University of Virginia). Majewski na verdade encontra-se do
outro lado da sala, ele aparece aqui como um reflexo em um espelho
que estava sendo instalado no espectrógrafo. 

CONTATOS:

Luiz Nicolaci da Costa, Coordenador do “Grupo de Participação Brasileira do SDSS-III, Observatorio Nacional & Laboratório Interinstitucional de e-Astronomia, Rio de Janeiro, RJ. ldacosta@linea.gov.br, (21)3504-9172, (21)3504-9165

Steven R. Majewski, University of Virginia, srm4n@virginia.edu, 1-434-924-4893

Jon Holtzman, New Mexico State University, holtz@nmsu.edu, 1-575-646-8181

Gail Zasowski, The Ohio State University, gail.zasowski@gmail.com, 1-614-292-3099

John Wilson, University of Virginia, jcw6z@virginia.edu, 434-924-4907

Michael Wood-Vasey, SDSS-III Spokesperson, University of Pittsburgh, wmwv@pitt.edu, 1-412-624-2751

Jordan Raddick, SDSS-III Public Information Officer, Johns Hopkins University, raddick@jhu.edu, 1-410-516-8889


Fonte: Site do LIneA - http://www.linea.gov.br/ 

INPE Promoverá Curso Online de Interpretação de Imagens

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (31/07) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) informando que o instituto promoverá em de 12 a 16 de agosto o Curso Online de Interpretação de Imagens de Satélite para Análises Meteorológicas”.

Duda Falcão

INPE Promove Curso Online de
Interpretação de Imagens de
Satélite para Análises Meteorológicas

Quarta-feira, 31 de Julho de 2013

De 12 a 16 de agosto, o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) promove o Curso de Interpretação de Imagens de Satélite.

As aulas serão ministradas a distância e em português, de forma interativa e em tempo real, por meio da Rede Nacional de Pesquisa e Ensino (RNP).

O objetivo do curso é treinar profissionais para utilizar imagens de satélites ambientais em análises ou diagnósticos meteorológicos.

O curso será ministrado por pesquisadores do INPE – do próprio CPTEC e também do Centro de Ciência do Sistema Terrestre (CSST) – e da Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI).

A programação e o link para as inscrições estão disponíveis na página http://cursos.cptec.inpe.br/curso-interpretacao-imagens-satelite/.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

CLBI Rastreia Veículo ARIANE Lançado da Base de Kourou

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (30/07) no site do “Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI)” destacando que o centro rastreou o veículo ARIANE VA 214 lançado recentemente da Base Kourou, na Guiana Francesa.

Duda Falcão

Barreira Rastreia veículo ARIANE
Lançado do Centro Espacial Guianês

30/07/2013

Fruto de Acordo Internacional entre a Agência Espacial Europeia e o Governo Brasileiro, a estação de Natal – Barreira do Inferno – rastreou o veículo ARIANE VA 214 lançado do Centro Espacial Guianês, localizado na Guiana Francesa.

Com excelência, o Centro executou o rastreio do veículo que, nesta missão, colocou 2 satélites em órbita de transferência geoestacionária:

- o satélite Alphasat da operadora INMARSAT, foi construído para fornecer serviços com uma ampla gama de aplicações de alta taxa de dados. Pretende alcançar uma nova linha de terminais de usuários, aeronáutica, terra e mercados marítimos. Fará a cobertura da Europa, Oriente Médio, África e partes da Ásia.

- o satélite Insat 3D, pertencente à Agência Espacial da Índia, é configurado com cargas úteis meteorológicas avançadas e um sistema de rastreamento e resgate por satélite.

A Barreira está preparada para, ainda este ano, realizar o rastreio de um veículo ARIANE e dois SOYOUZ cumprindo o cronograma operacional do CLBI.



Fonte: Site do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) 

CBERS-3: Contagem Regressiva

Olá leitor!

Segue uma notícia postada ontem (30/07) no site “Ciência Hoje On-Line” destacando o Satélite CBERS-3 encontra-se em contagem regressiva para o seu lançamento.

Duda Falcão

Especiais / Reunião Anual da SBPC 2013

CBERS-3: Contagem Regressiva

Satélite brasileiro desenvolvido em parceria com a China deve
entrar em órbita ainda este ano. Em videoentrevista, presidente
do INPE explica a importância dessa audaciosa empreitada.

Por: Henrique Kugler
Ciência Hoje On-Line
Publicado em 30/07/2013
Atualizado em 30/07/2013

(imagem: INPE)
Concepção artística do CBERS-2 em órbita. O satélite foi lançado
em outubro de 2003 e deixou de funcionar em janeiro de 2009.

A notícia está confirmada: o CBERS-3, satélite brasileiro desenvolvido em parceria com os chineses, deverá ser lançado em outubro deste ano. Mas o que é, afinal, o Programa CBERS? A sigla, em inglês, significa Satélites Sino-brasileiros de Recursos Terrestres – empreitada que ambiciona lançar ao espaço sistemas de sensoriamento remoto com o objetivo de produzir imagens e coletar dados sobre nosso planeta.

“Os altos custos dessa tecnologia tornam os países em desenvolvimento dependentes das imagens fornecidas por equipamentos de outras nações”, lê-se no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). É exatamente essa a lacuna que o Programa CBERS visa preencher.

Três desses importantes satélites já foram lançados, mas não estão mais em operação: o CBERS-1, o CBERS-2 e o CBERS-2B. E, no afã desse desafio tecnológico, é grande a expectativa para o sucesso do CBERS-3.

É claro que o tema – estratégico para o país – não poderia ter ficado de fora da 65ª Reunião Anual da SBPC, que aconteceu na semana passada em Recife (PE).

Em videoentrevista concedida à CH On-line durante o evento, o atual presidente do INPE, o engenheiro Leonel Perondi, comentou o histórico do programa e falou também sobre a importância de termos um sistema próprio de monitoramento de recursos terrestres.

No embalo, o geólogo Paulo Martini, também do INPE, explicou as inúmeras aplicações que as imagens de satélite têm para a ciência e para a sociedade – mencionando exemplos muito práticos de como os sistemas de sensoriamento remoto impactam diretamente nosso cotidiano.

Entrevista do Leonel Perondi e do geólogo Paulo Martini
sobre o Programa CBERS - Site Ciência Hoje On-Line


Fonte: Site Ciência Hoje Online - http://cienciahoje.uol.com.br

Comentário: Bom, primeiramente é preciso que se diga que na realidade não tem nada confirmado, apenas existe a vontade de se lançar o satélite agora em outubro, e estão trabalhando para atingir esse objetivo. Afinal, é mais que sabido que o Programa Espacial Brasileiro tem um sério problema com prazos, portanto é uma expectativa bem possível, mas não é uma certeza. Dito isso, aí passamos para o problema da insegurança causada pela a não realização correta no processo de preparação do satélite, após o incidente envolvendo os conversores DC/DC fabricados pela empresa americana MDI, que segundo os próprios técnicos do INPE (ligados os SindCT) deveria ter sido realizado num prazo maior, entre 1.5 e 2 anos, e diante do que parece ser pressão política, será lançado em 2013, colocando assim em risco a missão e a imagem do Programa Espacial Brasileiro, já tremendamente abalada pelas trapalhadas protagonizadas pelos nossos desgovernantes energúmenos. Só nos resta agora rezar para não sair nada errado. Gostaríamos de agradecer ao leitor paulista José Ildefonso pelo envio dessa notícia.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Brasil Inaugura Laboratorio Para Sistemas de Satélites y Cohetes

Hola Lector!

Sigue abajo una noticia publicada dìa (30/03) en el website www.infoespacial.com destacando que Brasil inauguró laboratorio para sistemas de satélites y cohetes.

Duda Falcão

Noticias

Desarrollará Sistemas Inerciales

Brasil Inaugura Laboratorio Para
Sistemas de Satélites y Cohetes

30/07/2013

(infoespacial.com) Sao José dos Campos.- El pasado viernes fue inaugurado por el ministro brasileño de Ciencia y Tecnología, Marco Antonio Raup, el Laboratorio de Sistemas Inerciales para la Aplicación Aeroespacial (LABSIA). El centro, con sede en la ciudad de Sao José dos Campos, será operado en asociación entre el Instituto Nacional de Pesquisas Espaciales (INPE) y el Instituto de Aeronáutica y Espacio (IEA).

El nuevo laboratorio se ha construido como parte del Proyecto SIA (Sistemas Inerciais para Aplicação Aeroespacial), puesto en marcha con el objeto de capacitar a Brasil de la capacidad de fabricar sistemas inerciales para satélites y cohetes que permitan controlar la altitud y la permanencia en órbita de estos equipos espaciales.

Este desarrollo  se considera de carácter altamente estratégico para garantizar la autonomía tecnológica al Programa Espacial Brasileiro.

Las instalaciones inauguradas tienen dos plantas, la primera destinada al bobinado e integración de los giroscopos de fibra óptica. El segundo piso será utilizado para el desarrollo de sensores y equipos integrados de sistemas informáticos.

El laboratorio fue equipado con herramientas para realizar pruebas de calificación de sistemas de control de altitud para satélites.

El LABSIA también ha sido dotado de computadores para simulación, antenas de adquisición y generación de señales, interfaces de comunicación estandarizadas y compatibles para satélites, sistemas para la operación en tiempo real, simulares de computador a bordo y de toda la infraestructura necesaria para configurar y operar los sistemas.

"El Laboratorio dispone de techo retráctil que permite observar las estrellas de forma directa e integrar los datos reales obtenidos por los sensores en la red de simulación física para pruebas", explico Valdemir Carrara, director de la División de Mecánica Espacial y Controle del INPE.

De acuerdo con las palabras en el acto de inauguración del diretor do IAE, Brigadier Kasemodel, a la importancia  estratégica de este centro para el desarrollo de los sistemas inerciale, se une como logro añadido el estrechamiento de lazos de cooperaciónentre las dos instituciones, INPE e IAE, implicada en el LABSIA.

El Laboratorio inaugurado será operado por investigadores y técnicos del INPE y está ubicado en las instalaciones del IAE.


Fuente: Website www.infoespacial.com

Seleção do Fornecedor do SGDC Passa Para Final de Agosto

Olá leitor!

Segue uma notícia postada ontem (29/07) no site “TELETIME“ destacando que a seleção do fornecedor do Satélite SGDCE brasileiro passa para final de agosto.

Duda Falcão

Satélites

Seleção do Fornecedor do Satélite
Brasileiro Passa Para Final de Agosto

Segunda-feira, 29 de julho de 2013, 19h42

Foi adiada mais uma vez a seleção da empresa que fornecerá a tecnologia do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDCE) brasileiro. A escolha da empresa que construirá e lançará o satélite ficou para o final de agosto, segundo fontes que acompanham o processo. Originalmente, a seleção deveria ter acontecido no primeiro semestre, depois passou para julho e agora sofre novo adiamento. Seguem no páreo as três pré-selecionadas: Mitsubishi, Loral e Thales. A finalista será selecionada pela Visiona, joint-venture entre Telebrás e Embraer controlada pela segunda. Segundo fontes ouvidas por este noticiário, o novo atraso se deve a um cuidado adicional por parte do governo em relação à questão da segurança, sobretudo depois das notícias sobre espionagem norte-americana nas comunicações brasileiras. Com esse novo atraso, contudo, fica ainda mais improvável a hipótese de lançamento em 2015. No projeto original, o satélite deveria subir e entrar em operação em 2014, mas com a dificuldade de contratação e com o alongado prazo para construção e lançamento (entre 24 e 30 meses), mais o período para finalização dos contratos, a hipótese otimista passa a ser de um lançamento no final de 2015. Outro satélite estava programado para 2016, mas ainda não se sabe se esse cronograma sofrerá atraso ou se será possível, agora, ganhar tempo na segunda parte do projeto.

O satélite geoestacionário brasileiro servirá para uso das comunicações da Defesa (banda X) e da Telebrás (banda Ka). O que está planejado é um satélite médio (cerca de 3 toneladas), com 15 anos de vida útil e cerca de 200 Gbps de capacidade de comunicação de dados.

Evento

Os principais atores no processo de seleção, operação e construção do satélite brasileiro participarão do Congresso Latino-americano de Satélites, realizado pela Converge (que edita este noticiário) no Rio de Janeiro, dias 5 e 6 de setembro. O evento reunirá representantes do Ministério das Comunicações, Visiona, Telebrás, órgãos de Defesa e Anatel, além de empresas do setor de satélite, incluindo fabricantes, operadoras e prestadoras de serviço. Mais informações sobre o evento, incluindo a programação detalhada e as condições de inscrição, estão disponíveis pelo site www.convergecom.com.br/eventos.


Fonte: Site TELETIME - http://www.teletime.com.br

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Jovens Apresentam Trabalhos no SICINPE 2013

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (29/07) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) informando jovens apresentarão trabalhos no SICINPE 2013 (Seminário de Iniciação Científica e Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do INPE).

Duda Falcão

Jovens Apresentam Trabalhos no SICINPE 2013

Segunda-feira, 29 de Julho de 2013

No SICINPE 2013, o Seminário de Iniciação Científica e Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), jovens bolsistas apresentarão 81 trabalhos em formato de pôster.

O evento, que marca o encerramento do período 2012-2013 dos programas de bolsas PIBIC e PIBITI, acontece nesta terça-feira (30/7) no saguão do Auditório Fernando de Mendonça, no LIT-INPE, em São José dos Campos.

Atualmente, o INPE possui 111 bolsistas distribuídos nos campi de São José dos Campos, Cachoeira Paulista, São Paulo, Santa Maria e Natal.

Além dos bolsistas e seus orientadores, participarão do evento os pesquisadores do INPE que fazem parte do Comitê Interno do PIBIC e os professores Gilberto Fisch, do Instituto de Aeronáutica e Espaço, Luiz Leduíno de Salles Neto, da Universidade Federal de São Paulo - Campus São José dos Campos, e Simey Thury Vieira Fisch, da Universidade de Taubaté (Unitau), que integram o Comitê Externo de Consultores do CNPq, responsáveis pela avaliação dos programas e pelo processo de seleção de bolsas para o período 2013-2014.

A programação completa do SICINPE 2013 está disponível na página

Bolsas

O PIBIC (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Cientifica) e o PIBITI (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação) são apoiados pelo CNPq, que concede as bolsas aos alunos. A seleção dos bolsistas pelo INPE contempla projetos de pesquisa com qualidade acadêmica, mérito científico e orientação adequada por um pesquisador qualificado.  A vigência das bolsas é de 12 meses, com início no mês de agosto de cada ano.

Mais informações na página www.inpe.br/bolsas


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

As "Cinco Irmãs" no Setor de Defesa [e Espaço]

Olá leitor!

Segue abaixo um artigo escrito pelo companheiro André Mileski e postada ontem (28/07) no seu blog “Panorama Espacial”, dando destaque as “Cinco Irmãs” no setor de Defesa e Espaço.

Duda Falcão

As "Cinco Irmãs" no Setor de Defesa [e Espaço]

André Mileski
28/07/2013

Na coluna "Defesa & Negócios" da edição n.º 133 da revista Tecnologia & Defesa, que está nas bancas, há um pequeno artigo com uma análise sobre o interesse das grandes empreiteiras brasileiras pelo setor de defesa, que se estende para o setor espacial (em particular depois da edição do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais - PESE, e do projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas - SGDC). Reproduzimos o artigo a seguir, com algumas atualizações obtidas após o seu fechamento no último mês de junho:

As "Cinco Irmãs" no Setor de Defesa

André M. Mileski

Nas últimas décadas, as maiores construtoras brasileiras têm tido papel de grande relevância no desenvolvimento do País, atuando não apenas na construção civil e gerenciamento de grandes obras de infraestrutura, mas também em setores considerados estratégicos, como os de energia, petróleo e gás, petroquímico, comunicações, naval e serviços públicos, entre outros. No final de 2008, com a edição da Estratégia Nacional de Defesa (END), as perspectivas de grandes investimentos governamentais nas áreas de defesa e segurança e o desejo do governo em fomentar a criação de grandes atores industriais, as principais delas, como a Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, OAS e Queiroz Galvão (conhecidas como “as cinco irmãs”), passaram a olhar atentamente o setor. A seguir uma breve análise sobre as movimentações de cada um destes grupos.

Odebrecht

O primeiro grande grupo a estruturar seus negócios no setor foi a Odebrecht que, em janeiro de 2009, se associou à DCNS, da França, para a constituição de uma joint-venture para a construção de um estaleiro e submarinos para a Marinha do Brasil (MB), no âmbito do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB). Desde então, o grupo passou a analisar diversas oportunidades, inclusive de aquisições e parcerias. Em maio de 2010, juntou-se à Cassidian (então EADS Defence & Security) para projetos de monitoramento de fronteiras, dentre os quais o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON), do Exército Brasileiro. A parceria com a Cassidian foi dissolvida no início deste ano. Em março de 2011, adquiriu a "missile house" brasileira Mectron e nos últimos anos também manteve conversações visando à aquisição da Avibras e Opto Eletrônica. [Nota do blog: diversas empresas e grupos nacionais e estrangeiros, inclusive a Odebrecht, continuam análises e conversações visando a aquisição da Opto]

Em outubro de 2012, a Odebrecht Defesa e Tecnologia (ODT) - divisão que reúne todos os negócios do grupo no setor de defesa, firmou com a estatal Russian Technologies State Corporation um memorando de entendimentos visando à formação de uma joint venture para projetos militares, tais como a fabricação no País de helicópteros Mi-17, e sistemas de defesa aérea, onde há negociações em andamento com o Ministério da Defesa para a aquisição e produção local de sistemas de mísseis, iniciativa que deverá contar com a participação da Mectron. Especula-se que a ODT vá também participar do projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), envolvendo-se com a infraestrutura terrestre.

[Nota do blog: após a publicação desta pequena reportagem, T&D / blog Panorama Espacial receberam a informação, ainda não confirmada, de que a Odebrecht também estaria interessada no segmento de lançadores, em associação com a italiana Avio. Faremos uma análise específica sobre as perspectivas em lançadores muito em breve. Adicionalmente, vale citar que a ODT foi uma das 69 empresas pré-selecionadas no programa Inova Aerodefesa]

Andrade Gutierrez

A Andrade Gutierrez tem apostado suas fichas em defesa associada ao grupo francês Thales, formalizada no início de 2012, por meio da constituição de uma empresa estratégica de defesa, controlada pela Andrade Gutierrez (60%), cujo objetivo foi o de “somar competências para atuar em determinados projetos no setor de defesa e segurança, oferecendo soluções para o desenvolvimento e gestão de sistemas complexos de monitoramento e comunicação civis e militares para determinados projetos.” Desde então, o grupo tem participado de concorrências em programas complexos, como o SISFRON, e também tem demonstrado interesse em outras iniciativas, como comunicações. Na LAAD 2013, realizada em abril, apresentou soluções desenvolvidas pela Veotex, uma de suas empresas controladas, que atua nos segmentos de monitoramento eletrônico integrado de imagens, vídeo alarme e controle de acessos.

[Nota do blog: a Andrade Gutierrez tem estado próxima da Embraer, e comenta-se que será a responsável pelas obras civis associadas ao SISFRON. A Andrade Gutierrez Defesa e Segurança foi também uma das empresas pré-selecionadas no programa Inova Aerodefesa]

Camargo Corrêa

De todas as grandes, a Camargo Corrêa é a menos envolvida, o que não significa dizer que não tenha interesses na área. Nos bastidores, é eventualmente citada como candidata a se envolver no Programa de Obtenção de Meios de Superfície (PROSUPER), da MB, o que poderia se dar por meio do estaleiro Atlântico Sul, uma das maiores empresas de construção naval da América do Sul, da qual detém importante participação societária. O setor espacial, em particular a área de lançadores, também está no radar do grupo industrial paulista.

OAS

A construtora baiana OAS recentemente constituiu uma empresa para iniciativas em defesa e segurança, a OAS Defesa S/A, criada com o intuito de desenvolver e oferecer soluções operacionais nesses segmentos. A empresa se associou à Rafael, de Israel, para a apresentação de proposta de implementação do Sistema de Coordenação de Operações Terrestres Interagências (SisCoti), que integra o Projeto Proteger, do Exército Brasileiro (ver T&D nº 132). Em 2012, na concorrência para a primeira fase do SISFRON, a OAS apresentou proposta associada à Selex, do grupo italiano Finmeccanica.

[Nota do blog: a OAS Defesa também foi pré-selecionada no programa Inova Aerodefesa]

Queiroz Galvão

Na concorrência para a primeira fase do SISFRON, a Queiroz Galvão fez parte do consórcio Fronteiras, em conjunto com a Flight Technologies e o grupo norte-americano Northrop Grumman. Bastante discreta, em outubro de 2012 assinou uma carta de intenções com o grupo Safran (proprietário da SNECMA, Turbomeca, Sagem, entre outras empresas do segmento aeroespacial e de defesa), para projetos não revelados. O grupo pernambucano é também sócio da Camargo Corrêa no estaleiro Atlântico Sul.

[Nota do blog: a Queiroz Galvão Tecnologia em Defesa e Segurança também foi pré-selecionada no programa Inova Aerodefesa]


Fonte: Tecnologia & Defesa n.º 133, julho de 2013 via Blog Panorama Espacial 

Mais Sobre a Inauguração do LABSIA

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (29/07) no site do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), dando destaque a inauguração do "Laboratório de Sistemas Inerciais para Aplicação Aeroespacial (LABSIA)" ocorrido na sexta-feira passada.

Duda Falcão

IAE e INPE inauguram o "Laboratório
de Sistemas Inerciais para Aplicação
Aeroespacial (LABSIA)"

Campo Montenegro, 29/07/2013

Na última sexta feira, dia 26 jul, foi realizada a inauguração do Laboratório de Sistemas Inerciais para Aplicação Aeroespacial (LABSIA), ligado ao Projeto SIA (Sistemas Inerciais para Aplicação Aeroespacial). As instalações do projeto contam ainda com o Laboratório de Bobinagem e Integração de giros a fibra ótica.

O evento, que contou com a presença do Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, e diversas outras autoridades teve início em uma cerimônia no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE e em seguida, autoridades, pesquisadores e convidados se dirigiram para o Instituto de Aeronáutica e Espaço - IAE, no campus do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), onde está instalado o LABSIA.

O Projeto SIA foi concebido com o objetivo de capacitar o Brasil para fabricar sistemas inerciais para satélites e foguetes, uma área fortemente estratégica para o Programa Espacial Brasileiro.

De acordo com as palavras do Diretor do IAE, Brig Kasemodel, além da importância estratégica para o desenvolvimento de sistemas inerciais, um importante resultado do projeto SIA, que não pode deixar de ser mencionado, é o estreitamento dos laços de amizade e cooperação entre as duas instituições, INPE e IAE, sendo prova disto que o laboratório inaugurado será operado por pesquisadores e técnicos do INPE e está situado nas instalações do IAE.



Fonte: Site do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE)

Militares Reclamam da Penúria da Aeronáutica

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada dia (27/07) no site do jornal “O Globo” destacando que os militares reclamando da penúria da Aeronáutica e dificuldade pata tocar projetos.

Duda Falcão

PAÍS

Militares Reclamam da Penúria da
Aeronáutica e Dificuldade para Tocar Projetos

Enquanto é obrigada a transportar autoridades,
FAB sofre com material obsoleto e falta de treinamentos

André de Souza,
Evandro Éboli e Juliana Castro
Publicado: 27/07/13 - 18h00
Atualizado: 27/07/13 - 20h58

Johnson Barros / Agência O Globo
O caça Mirage, da FAB

RIO e BRASÍLIA — Enquanto políticos se esbaldam em jatinhos da Força Aérea Brasileira (FAB), a Aeronáutica passa por delicada situação financeira, com dificuldade para tocar seus projetos. O relatório de Gestão do Comando da Força traz reclamações sobre a verba do Orçamento da União destinada ao setor em 2012. Sem falar explicitamente em sucateamento, o texto faz referência a aeronaves obsoletas e à diminuição dos estoques de material bélico.

Os militares têm se queixado de falta de dinheiro e pessoal. Tanto que até o deputado petista Nelson Pelegrino (BA), presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara, quer ouvir o ministro da Defesa, Celso Amorim, em agosto. O tema é a compra dos caças para a FAB e a situação dos 12 Mirrage 2000, cujo contrato de manutenção está prestes a ser encerrado. O programa FX-2, da Aeronáutica, está orçado em US$ 7 bilhões e prevê a aquisição de 36 caças.

— O ministro poderá esclarecer sobre o cronograma das negociações, de modo a tranquilizar o país quanto à proteção permanente do seu espaço aéreo — disse Pelegrino.

Sobre o FX-2, o Livro Branco da Defesa, que trata da situação das três Forças, diz que “o processo de seleção está concluído, aguardando a decisão governamental para prosseguir”.

Há, ainda, problemas na formação de paraquedistas. Por falta de recursos para combustível, esse grupamento está praticando menos saltos que o necessário. No relatório de 2012 sobre o Comando Geral de Apoio (Comgap), a Aeronáutica informa que recebeu menos verbas que o necessário. O Comgap é o setor que gerencia o material aeronáutico e bélico, a infraestrutura e a capacitação de pessoal.

“A falta de recursos suficientes para atender às demandas da frota da FAB tem gerado processos de retirada controlada de itens de aeronaves estocadas, para atender a meta de disponibilidade. Há aeronaves obsoletas e de elevado custo de manutenção, cuja avaliação do custo-benefício aponta para a sua desativação”, informa o relatório.

No texto, a FAB informa, ao se referir à área de Suprimento e Manutenção de Material Bélico (Sismab), que os cortes no Orçamento provocaram o replanejamento de metas, “implicando na redução da aquisição dos materiais necessários para utilização no treinamento operacional da Força” nos próximos anos.

As dificuldades foram apontadas pela Aeronáutica antes de vir à tona, este mês, o escândalo sobre o uso de aviões da FAB por autoridades. O presidente da Câmara, deputado Henrique Alves (PMDB-RN), e o ministro da Previdência, Garibaldi Alves, usaram aeronaves da Força para viajar ao Rio a fim de assistir à final da Copa das Confederações.

Já o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), usou aeronave para ir a casamento na Bahia. Pessoas de dentro da FAB dizem que as viagens das autoridades reveladas na imprensa repercutiram mal na Força.

Decreto presidencial de 2002 diz que autoridades, como os presidentes do Senado e da Câmara e ministros, podem viajar em aviões da FAB por motivo de segurança e emergência médica, a serviço ou em deslocamentos para a cidade onde moram. O GLOBO pediu à Aeronáutica informações sobre os valores gastos com esses voos, mas a assessoria afirmou que os dados são sigilosos.

Faltam Verbas Para Pesquisas

Faltam ainda recursos e pessoal para as pesquisas na área de Ciência e Tecnologia desenvolvidas em todas as Forças Armadas. A reclamação é de oficiais das três Forças, que participaram, no mês passado, de uma audiência da Frente Parlamentar da Ciência, Tecnologia, Pesquisa e Inovação, na Câmara.

Quem mais reclamou foi o major-brigadeiro do Ar Alvani Adão da Silva, vice-diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). Segundo ele, havia 3.422 pessoas trabalhando no DCTA em 1994. No final do ano passado, eram 2.383, quando foi aprovada no Congresso uma lei autorizando a criação de 800 cargos, que ainda estão vagos.

— É uma situação de tal gravidade que, se nada fosse feito, nós chegaríamos a 2020 com 26% daquilo que nós tínhamos em 1994 — disse Alvani.

Ele apresentou números para apontar falta de recursos para projetos como o Veículo Lançador de Satélites (VLS) e o Veículo Lançador de Microssatélites (VLM). No projeto do VLS, segundo ele, haverá um déficit de R$ 161 milhões até 2016. De 2013 a 2016, estão previstos R$ 27 milhões, diante de uma necessidade de R$ 188 milhões. No caso do VLM, fruto de parceria entre o Brasil e a Alemanha, faltarão R$ 55 milhões. De 2013 a 2017, o projeto terá R$ 50 milhões, quando são necessários R$ 105 milhões. Procurada pelo GLOBO para comentar os problemas da corporação, a FAB não quis se pronunciar.


Fonte: Site do Jornal O GLOBO – 27/07/2013 - http://oglobo.globo.com/

Comentário: Pois é, será que precisa dizer mais alguma coisa? Bom, gostaríamos de agradecer ao jovem engenheiro Eduardo Jourdan do ITA pelo envio dessa notícia.