quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Área de Lançadores Deverá Ter Empresa Integradora

Olá leitor!

Segue uma interessante notícia postada ontem (27/02) no site da “Agência Gestão CT&I” destacando que a área de lançadores no Brasil deverá ter empresa integradora.

Duda Falcão

News – Latest

Área de Lançadores Deverá
Ter Empresa Integradora

Escrito por LEANDRO DUARTE
Qua, 27 de fevereiro de 2013 - 17:53

O Brasil deverá contar em breve com uma empresa integradora para a área de lançadores. Ela será constituída por meio de uma parceria público-privada (PPP) nos moldes da Visona Tecnologia Espacial S.A, instituição que será responsável pela construção do primeiro Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). A informação foi dada ontem (25), pelo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Coelho, em entrevista exclusiva à Agência Gestão CT&I de Notícias.

Legenda: Foguete nacional permitirá a entrada do
Brasil em seleto grupo de países capazes de
fazer de lançamentos comerciais de satélites.
Com a criação da empresa, o país terá a capacidade para fazer lançamentos comerciais de satélites. De acordo com Coelho, as conversas estão adiantadas. No entanto, para não atrapalhar o processo de desenvolvimento da nova instituição, ele não quis citar os nomes das empresas envolvidas nas negociações. O presidente informou que organizações de grande porte estão à frente das discussões para integrar a empresa de lançadores.

“A maioria das empresas grandes estão pensando nisso. Ao ver que na área de satélites está começando a funcionar, é natural que na área de lançadores também apareçam iniciativas como essa. Empresas grandes que desejam se tornar empresas integradoras”, afirmou.

A nova empresa terá ações integradas com o Programa Espacial Brasileiro (PEB). Ela deverá trabalhar com as iniciativas que já estão bem caminhadas, em conjunto com a área executora do PEB que é o Departamento de Ciência e Tecnologia da Aeronáutica (DCTA) e a AEB. Segundo Coelho, os atos iniciais da entidade estarão focados no término do Veículo Lançador de Satélites (VLS).

O presidente da AEB também destacou que a atuação do governo brasileiro na nova empresa é fundamental. Ele destacou que a área espacial ainda não desponta como um setor de negócios que dê grandes retornos para as empresas. O auxilio governamental viria, em sua maioria, para a infraestrutura tanto na parte física quanto na laboratorial.

Sobre a possibilidade de sucesso da empresa integradora, o presidente da AEB é enfático. “Se o país conseguir elencar objetivos e escolher prioridades importantes, em breve terá os primeiros lançamentos com equipamentos brasileiros”, disse.

Benefícios

Além de possibilitar que o Brasil tenha autonomia no acesso ao espaço, a capacidade de desenvolver foguetes permitirá que o país assegure um lugar no seleto e bilionário mercado de lançamento de satélites.

O Brasil tem grandes possibilidades nesta área devido às vantagens comerciais possibilitadas pela localização do Centro de Lançamento Alcântara (CLA). Situado a 2,2 graus da linha do equador, cada lançamento feito a partir do CLA pode valer até 30% menos que em outros centros instalados no resto do mundo, especialmente por causa da economia de combustível


Fonte: Site da Agência Gestão CT&I - http://www.agenciacti.com.br/

Comentário: Essa notícia é interessante e eu diária que até já esperada, a partir do momento que ficou claro que a Visiona não se envolveria com a área de veículos lançadores. Entretanto eu volto a insistir, se não houver o compromisso governamental de criar a demanda que justifique a criação dessa empresa, absolutamente nada mudará. O setor empresarial visa obter essencialmente o lucro em cima do investimento feito, e sem a garantia que haverá projetos contínuos que justifique o investimento na criação de uma empresa como essa ninguém é louco para entrar numa fria, principalmente com o histórico do governo brasileiro perante o PEB. Poxa, será que é tão difícil de entender isso? O setor espacial americano cresceu e se desenvolveu em torno da demanda contínua criada pelo governo dos EUA através dos projetos da NASA, assim foi no Japão com a JAXA, na Europa com a ESA e está sendo na China e na Índia. Veja o caso da própria Visiona, o negocio só saiu porque foram garantidos os recursos de R$ 750 milhões para a construção do primeiro SGDC, mas isso não é garantia de que a empresa continuará se o governo resolver de uma hora para outra a brincar de fazer programa espacial com o pessoal da EMBRAER, não tenham duvida, eles cairão fora. Esse é o mesmo caso dessa nova desejada empresa. Veja o que disse o presidente da AEB, o Sr. José Raimundo Coelho ao autor dessa matéria: “O presidente da AEB também destacou que a atuação do governo brasileiro na nova empresa é fundamental. Ele destacou que a área espacial ainda não desponta como um setor de negócios que dê grandes retornos para as empresas. O auxilio governamental viria, em sua maioria, para a infraestrutura tanto na parte física quanto na laboratorial”. Note leitor que o presidente da AEB fala da necessidade do apoio logístico do governo, mas se esquece de falar do mais importante, da demanda de projetos que precisa ser criada e apoiada continuamente, já que veículos lançadores só existem para lançar cargas úteis no espaço (satélites, sondas espaciais, espaçonaves tripuladas, etc) e se não existem esses projetos, perde-se a função desses veículos. Na verdade leitor os projetos de satélites brasileiros já efetivamente em curso (CBERS-3 e 4, Lattes-1, Amazônia-1, ITASAT-1, NanosatcBR-1, na sua maioria grandes novelas intermináveis, não justificam a criação de uma empresa como essa, e os novos projetos previstos e apresentados no novo PNAE, não saíram ainda do campo da ficção científica, principalmente se levarmos em conta o desempenho desastroso e descompromissado do governo DILMA ROUSSEFF no setor espacial. Gostaríamos de agradecer publicamente ao jornalista Leandro Duarte, autor dessa matéria, pelo envio da mesma ao blog.

Conselho Superior da AEB Realiza 64ª Reunião

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (28/02) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) destacando que o Conselho Superior da AEB se reuniu ontem (27/02) na sede da instituição em Brasília (DF).

Duda Falcão

Conselho Superior da AEB Realiza 64ª Reunião


Brasília, 28 de fevereiro de 2013 - O Conselho Superior da Agência Espacial Brasileira (AEB) se reuniu na tarde da quarta-feira (27), na sede da instituição. Essa foi a primeira reunião das três que estão agendadas para o ano.

Durante a reunião, foi apresentado aos conselheiros os resultados de execução do Programa Espacial em 2012. A criação da Visiona – empresa de capital misto criada para ser integradora do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação (SGDC) –, os avanços realizados no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), tanto para o lançamento de satélites por veículos nacionais, quanto do foguete ucraniano Cyclone 4,  e o desenvolvimento de parcerias internacionais foram alguns dos pontos destacados durante a reunião.

Os diretores da AEB também apresentaram o Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) 2012-2021, suas principais diretrizes, os resultados esperados e as estratégias de capacitação e investimento para o Programa Espacial Brasileiro. “O aumento da participação da indústria nacional e a implantação de um programa de domínio de tecnologias críticas são as principais metas. A formação e capacitação de pessoal e a ampliação da cooperação internacional também são temas prioritários do PNAE”, explicou o diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da AEB.

Ao final, o presidente da AEB, José Raimundo Coelho, sugeriu que a próxima reunião do Conselho, agendada para junho, seja realizada em Alcântara, no Maranhão, onde fica localizado o principal centro de lançamento do país. “É importante que os conselheiros da instituição vejam de perto onde o Programa Espacial Brasileiro realiza suas atividades. Depois de Alcântara, José Raimundo pretende realizar reuniões em São José dos Campos (SP), e em Parnamirim (RN), onde fica localizado o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI).

Durante a reunião tomaram posse como membros titulares do Conselho: José Augusto Vieira da Cunha Menezes, do Comando da Marinha; Walter Bartels, do setor industrial. Como membros suplentes, assumiram Carlos Antônio de Magalhães Kasemodel, do Comando da Aeronáutica; Carlos Renato de Melo Castro, do Ministério da Fazenda; Rodrigo Augusto Barbosa, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; Paulo Afonso Vieira Junior, do Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão; e Ariel Cecílio Garces Pares, do Ministério do Meio Ambiente.

Conselho Superior – Criado em 1994 e presidido pelo presidente da AEB, o Conselho é responsável por apreciar propostas de atualização da Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (PNDAE), para encaminhamento ao Ministro da Ciência, Tecnologia e Informação; deliberar sobre as diretrizes para execução da PNDAE aprovada pelo Presidente da República; atuar na elaboração do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), bem como de suas atualizações e apreciar anualmente seu relatório de execução.

São atribuições do Conselho, também, atuar na elaboração da proposta orçamentária anual da AEB; apreciar as propostas de atos de organização e funcionamento do Sistema Nacional de Atividades Espaciais; apreciar acordos, contratos, convênios e outros instrumentos internacionais, no campo das atividades espaciais; propor subsídios para a definição de posições brasileiras em negociações bilaterais e em foros internacionais, referentes a assuntos de interesse da área espacial; aprovar diretrizes para o estabelecimento de normas e expedição de licenças e autorizações relativas às atividades espaciais; e opinar sobre projetos de leis, propostas de decretos e de outros instrumentos legais, relativos às atividades espaciais.

Conheça os Membros do Conselho Superior da AEB

Instituição
Membros TITULARES
GSI
André Luiz de   Faria Brandão
MD
Sérgio Roberto   Fernandes dos Santos
Comd Ma
José Augusto   Vieira da Cunha Menezes
ComdEx
Emílio Carlos   Acocella
COMAER
Alvani Adão da   Silva
MRE
André Corrêa do   Lago
MF
José Cordeiro   Neto
MAPA
Antonio Divino   Moura
MEC
Webster Spiguel   Cassiano
MDIC
Paulo Sérgio   Coelho Bedran
MME
Cláudio Scliar
MPOG
Esther Bemeguy de   Albuquerque
MC
Maximiliano   Salvadori Martinhão
MCTI
Luiz Antônio   Rodrigues Elias
MMA
Francisco Gaetani
Com.Cient.
Fernando Cosme   Rizzo Assunção
Set.Indust.
Eng. Walter   Bartels
CNPq
Glaucius Oilva
FINEP
Glauco Antonio   Truzzi Arbix 

Instituição
Membros SUPLENTES
GSI
Glaucio Ferreira   Mancini
MD
Geraldo Antônio   Diniz Branco
Comd Ma
Antônio   Nascimento Borges
ComdEx
Pedro Ronalt   Vieira
COMAER
Carlos Antônio de   Magalhães Kasemodel
MRE
Fábio Vaz   Pitaluga
MF
Carlos Renato de   Melo Castro
MAPA
José Mauro de   Rezende
MEC
Murilo Silva de   Camargo
MDIC
Rodrigo Augusto   Barbosa
MME
Manoel Barreto da   Rocha Neto
MPOG
Paulo Afonso   Vieira Junior
MC
José Gustavo   Sampaio Gontijo
MCTI
Ana Lúcia Assad
MMA
Ariel Cecílio   Garces Pares
Com.Cient.
Pedro Leite da   Silva Dias
Set.Indust.
Guilherme Emrich
CNPq
Guilherme Sales   Soares de Azevedo Melo
FINEP
Celso Otávio   Castro Trindade


Fonte: Agência Espacial Brasileira (AEB)

Empresário Quer Levar Casal de Turistas para Marte

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada hoje (28/01) no site do jornal “Folha de São Paulo” destacando a viagem tripulada ao planeta Marte em janeiro de 2018 proposta ontem em Washington (EUA) pelo líder da Fundação Marte, o ex-turista espacial e multimilionário Dennis Tito. (Veja as notas: “Dennis Tito Apres. ao Mundo Seu Plano de Viajem a Marte”,”Dennis Tito to Announce 2018 Mission to Mars”,"Inspiration Mars Webcast Set for Wednesday).

Duda Falcão

Ciência

Empresário Milionário Quer Levar
Casal de Turistas para Marte

GIULIANA MIRANDA
DE SÃO PAULO
28/02/2013 - 04h35

O empresário americano Dennis Tito, que em 2001 ficou famoso ao tornar-se o primeiro turista espacial da história, surpreendeu mais uma vez. Ele anunciou ontem que pretende mandar um casal para Marte em 2018.

A dupla, na verdade, não chegaria a pousar em solo marciano. Eles só se aproximariam bastante do planeta vermelho, retornando à Terra pouco depois.

Tito não deu detalhes do processo seletivo, que deve incluir só cidadãos americanos. O conceito da nave, que deverá ser inspirado na cápsula Dragon, da empresa privada Space-X, também é incerto, assim como o foguete usado para o lançamento.

A empresa só afirma que a cápsula terá um módulo habitável que será inflado quando a nave estiver no espaço.

Editora de arte/Folhapress

Para executar a missão, cujo custo é estimado em US$ 1 bilhão, Tito criou a Inspiration Mars Foundation. A organização conta com consultoria científica de nomes de peso da astronáutica, além de uma parceria com a agência espacial americana.

A ONG afirmou que programou a missão para 5 de janeiro de 2018 para aproveitar "uma janela de oportunidade" que deixará Terra e Marte mais próximos do que o habitual, reduzindo a viagem.

Em vez dos cerca de 20 meses esperados, a viagem de ida e volta duraria 16 meses.

"A distância entre a Terra e Marte varia bastante. Ambos orbitam o Sol e, às vezes, cada um está de um lado do astro. Em janeiro de 2018, além de os dois planetas estarem do mesmo lado, suas órbitas também permitirão um ponto de aproximação", afirma Alexandre Cherman, astrônomo da Fundação Planetário do Rio.

Dennis Tito, 72, que começou sua carreira como engenheiro da NASA, mas fez fortuna criando uma empresa de investimentos, afirmou que a decisão de levar um casal tem vários motivos.

Além de não dar prioridade a um dos gêneros neste momento histórico, a companhia também deve ser útil quando a solidão bater.

"Quando você estiver bem longe, e a Terra for um pequeno pontinho azul, você vai precisar de alguém para abraçar", disse ele em entrevista ao site Space.com.

Provavelmente, os escolhidos terão mais de 40 anos, uma vez que ainda não estão claras as complicações que a exposição prolongada à radiação cósmica pode provocar no sistema reprodutivo.

Uma pesquisa recente patrocinada pela NASA mostrou que, com as atuais tecnologias, ir a Marte traria riscos à saúde, como danos ao sistema nervoso central.

A fundação disse que investirá muito em pesquisa e que 2018 será um ano de baixa atividade no Sol, o que diminui os impactos da radiação. Tito, no entanto, já adiantou que não pretende embarcar dessa vez.

Inspiration Mars Introductory News Conference



Fonte: Jornal “Folha de São Paulo” - 28/01/2013

Comentário: Pois é leitor, eu continuo extremamente cético quanto a essa proposta da Fundação Marte. Para mim o real objetivo é outro, e estaria mais ligado a trazer de volta a sociedade americana e ao setor espacial do país o espírito empreendedor e aventureiro que existia na NASA na época da Apollo e assim estimular o governo americano a acelerar o processo de desenvolvimento de uma missão a Marte, não em 2018, mas por volta de 2023. Em outras palavras, é uma jogada política em busca de uma mudança de mentalidade e de atitude tanto do governo OBAMA, que literalmente tem empurrado esse objetivo com a barriga para além de seu governo, como também de certos setores de dentro da NASA que estão lutando pelo encerramento do programa tripulado da agência em prol das missões robóticas. Veja você uma coisa leitor: Você realmente acha que uma missão tripulada a Marte teria um orçamento de somente US$ 1 bilhão de dólares? Só para lembrar, a missão robótica do Curiosity custou aos cofres da NASA algo em torno de US$ 2.5 bilhões de dólares, fora o que ela está gastando diariamente com a sua operacionalização. Outra coisa a se notar e agora a nível caseiro, é que o valor aplicado na Missão Curiosity talvez supere todo investimento feito pelo governo brasileiro nas atividades espaciais do país nos últimos 10 anos, isto é, se deixamos de fora os investimentos feitos em infraestrutura, grande parte nos centros de lançamentos brasileiros (CLA e CLBI). Aproveitamos para agradecer ao leitor paulista José Ildefonso pelo envio do vídeo da conferência.

DCTA Abre Inscrições Dia 18/03

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada ontem (27/02) no site do jornal “O VALE”, destacando que o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) abrirá inscrições para cargos de nível médio e superior dia 18/03.

Duda Falcão

NOSSA REGIÃO

DCTA Abre Inscrições para Cargos
de Nível Médio e Superior Dia 18

Há vagas em São José dos Campos, salários
variam de R$ 2.867,31 a R$ 9.490,33

February 27, 2013 - 12:17

O Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da Aeronáutica recebe entre os dias 18 de março e 26 de abril as inscrições para o concurso que oferece 241. Há oportunidades para profissionais com ensino médio, técnico e superior em São José dos Campos, Parnamirim (RN) e Alcântara (MA).

Há oportunidades para profissionais com ensino nédio/técnico e superior. Os salários oferecidos variam de R$ 2.867,31 a R$ 9.490,33.

As inscrições devem ser feitas de 18 de março a 26 de abril pelo site da Vunesp.  As taxas são de R$ 60 para técnico e assistente e de R$ 90 para os cargos de nível superior.

As vagas para os cargos de nível médio/técnico são para os seguintes cargos:

- Técnico 1 nas áreas de edificações, elétrica, eletrônica, eletrotécnica, hidráulica, informática, mecânica, mecânica de manutenção aeronáutica, meteorologia, química, refrigeração e de segurança do trabalho.

- Assistente em C&T Júnior/assistente 1 nas áreas de administração, almoxarifado, contabilidade, recursos humanos, saúde bucal, secretariado e treinamento e desenvolvimento.

As vagas para cargos de nível superior são para os seguintes cargos:

- Pesquisador assistente de pesquisa nas áreas de aerodinâmica, aerodinâmica e combustão, geointeligência, laser/fotônica, propulsão hipersônica e de sistemas térmicos.

- Tecnologista pleno 1 nas áreas de aeronáutica, computação, elétrica/eletrônica, ensaios não destrutivos, física de plasmas, gerência de projetos, materiais, mecânica, meteorologia, normalização técnica, qualidade, qualidade e metrologia, química e de proteção radiológica.

- Tecnologista júnior nas áreas de aeronáutica, elétrica/eletrônica, eletrônica, engenharia civil, engenharia de telecomunicações, materiais, mecânica, mecatrônica, meteorologia, qualidade e química.

- Analista em C&T nas áreas de administração, biblioteconomia, engenharia civil, fonoaudiologia, nutrição, recursos humanos e de segurança do trabalho.

A prova objetiva tem data prevista para 9 de junho, às 8h para cargos de nível médio e às 14h para cargos de nível superior.

As provas objetivas, de títulos, análise de currículo e de defesa pública de memorial serão realizadas nas cidades de Natal (RN), São José dos Campos (SP) e São Luís (MA), conforme opção do cargo efetivada pelo candidato no ato da inscrição.

As provas práticas para os cargos de técnicos – (mecânico, hidráulico e elétrico) e tecnologista pleno (proteção radiológica), e as de defesa pública de memorial serão aplicadas, preferencialmente, nas cidades de São José dos Campos (SP), Natal (RN) e São Luís (MA).


Fonte: Site do Jornal “O VALE” - 27/02/2013

Dennis Tito Apres. ao Mundo Seu Plano de Viajem a Marte

Olá leitor!

Lembra-se da conferencia de impressa que ocorreria ontem (27/02), em Washington (EUA), com um grupo do turista espacial Dennis Tito, que apresentaria ao mundo uma missão tripulada ao planeta Marte a ser realizada em janeiro de 2018? (entenda essa história visitando as notas: “Dennis Tito to Announce 2018 Mission to Mars”,"Inspiration Mars Webcast Set for Wednesday).

Pois então, a tal conferencia aconteceu mesmo e o grupo da Fundação Marte, liderado pelo Dennis Tito, apresentou um estudo intitulado “Feasibility Analysis for a Manned Mars Free-Return Mission in 2018” (na tradução livre seria “Análise de Viabilidade para uma Missão Tripulada a Marte de Ida e Volta em 2018”) que pode ser acessado pelo leitor clicando aqui. Leia com atenção e tire as suas próprias conclusões.

Aproveitamos para agradecer ao leitor paulista José Ildefonso por ter nos enviado esse estudo, possibilitando assim a realização dessa nota.

Duda Falcão


Fonte: Fundação Marte (Mars Foundation)

5ª Escola do Espaço: Astronomia e Astronáutica (CLBI)

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (27/02) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) informando que já estão abertas as inscrições para o curso “5ª Escola do Espaço: Astronomia e Astronáutica (CLBI)”, curso este direcionado para professores e profissionais ligados à educação.

Duda Falcão

Estão Abertas as Inscrições para a 5ª Escola
do Espaço: Astronomia e Astronáutica (CLBI)


Brasília, 27 de fevereiro de 2013 – O curso ocorrerá no período de 11 a 15 de março de 2013, no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, em Natal-RN. As inscrições vão até o dia 3 de março.

Podem participar do curso, professores e profissionais ligados à educação. Serão 90 vagas destinadas aos participantes selecionados pelas instituições parceiras do Programa AEB Escola e 10 vagas abertas ao público em geral.

Nesta edição do curso o Programa AEB Escola conta com o apoio dos seguintes parceiros: Secretaria de Estado de Educação e Cultura do Rio Grande do Norte (SEEC/RN), as Secretarias Municipais de Educação de Natal, Nísia Floresta e Parnamirim e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN). Se você é professor ou profissional da rede de ensino, vinculado a algum destes parceiros e quer participar do curso, entre em contato com sua instituição para maiores informações. Se você não está vinculado a nenhuma destas instituições e preenche os requisitos descritos no regulamento do curso, você pode fazer a sua inscrição e aguardar o processo de classificação e seleção.

Acesse o site do Programa AEB Escola (http://aebescola.aeb.gov.br/), leia o Regulamento do curso e saiba mais detalhes sobre os requisitos para participação, os critérios de classificação para as vagas abertas, a programação atualizada do curso e outros.


Fonte: Agência Espacial Brasileira (AEB)

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Blog Entrevista o Gerente no ITA do Projeto ITASAT-1

Olá leitor!

Professor David Fernandes
Gerente no ITA do Projeto ITASAT-1
Seguindo com as entrevistas da série “Personalidades do Programa Espacial Brasileiro”, segue abaixo a entrevista com o gerente no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) do projeto do satélite universitário ITASAT-1, ou seja, o professor da Divisão de Eletrônica do ITADavid Fernandes, ao qual agradeço publicamente mais uma vez por nos conceder essa nova entrevista esclarecedora sobre esse importante projeto em curso no ITA, no INPE e em outras diversas instituições universitárias do Brasil.

Vale lembrar que o Prof. David Fernandes já havia nos concedido uma entrevista sobre o Projeto ITASAT publicada aqui no blog em 08/07/2010, que pode ser acessada pelo leitor clicando aqui.

Caro leitor, diante do que foi dito pelo professor David Fernandes e pelo Dr. Luis Loures do IAE em sua entrevista concedida ao blog recentemente (veja aqui), sobre a possibilidade técnica de uma Missão Conjunta que envolvesse o lançamento do Microsatélite ITASAT-1 através do voo de qualificação do VLM-1 em 2015, é clara a sintonia de interesses entre as duas equipes, e sinceramente não vejo problema para que se tenha esse objetivo como uma meta a ser cumprida, bastando para isso, em minha opinião, que os playes envolvidos (ITA, INPE, IAE, entre outros) sejam estimulados pelo 'Governo DILMA ROUSSEFF' a buscar essa conquista.

Assim sendo, pergunto a você leitor: Você estaria realmente disposto em ajudar o blog, assinando e divulgando uma Petição Pública Online que apoiasse a nossa campanha “MISSÃO VLM-1/ITASAT-1 2015”? Estaria você realmente comprometido a trabalhar em busca desse objetivo, fazendo valer a sua 'cidadania' lutando em prol do verdadeiro Programa Espacial Brasileiro?

Bom, segue abaixo a interessante entrevista com o Professor David Fernandes.

Duda Falcão

BRAZILIAN SPACE: Professor David Fernandes, para aqueles leitores que não o conhece nos fale sobre o senhor. Sua idade, formação, onde nasceu, trajetória profissional e desde quando o senhor trabalha no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA)?

PROF. DAVID FERNANDES: Tenho 59 anos, nasci na cidade de São Paulo mas moro em São José dos Campos desde 1979, ano que ingressei no CTA, inicialmente no setor de homologação aeronáutica do IFI e a partir de 1982, até o presente momento, como professor do ITA na Divisão de Engenharia Eletrônica. Sou engenheiro eletrônico pela Escola Politécnica da USP (1977), mestre e doutor em engenharia eletrônica pelo ITA (1985 e 1993). A partir de julho de 1995, por um período de 19 meses, fiz o meu pós-doutorado no Instituto de Microondas e Radar do Centro Alemão de Pesquisa Aeroespacial (DLR). Minha área de ensino e pesquisa é telecomunicações,  com ênfase em processamento de sinais de Radar e processamento de imagens de Radar de Abertura Sintética. A minha participação no ITASAT iniciou em 2009 quando o Reitor do ITA me nomeou gerente do projeto.

BRAZILIAN SPACE: Professor David, quando realmente teve início o desenvolvimento do microsatélite ITASAT-1 e qual é o seu principal objetivo?

PROF. DAVID FERNANDES: A ideia de se projetar implementar e operar um satélite  universitário, que foi chamado de ITASAT,  começou se materializar, pelos registros que eu tenho,  no fim de 2005. Convém informar que em anos anteriores a ideia já era discutida por alunos da graduação do ITA com profissionais do INPE e da AEB.

Esse projeto financiado pela AEB, que também é o gerente geral, teve duas grandes fases.

A primeira fase  durou até o final de 2008, onde se enfatizou bastante: a) formação de recursos humanos (grande envolvimento de estudantes de graduação e pós- graduação não só do ITA mas de outras instituições de ensino e b) concepções de microsatélites e de seus subsistemas.

De uma resolução conjunta entre a AEB, o INPE (assessor técnico do Projeto) e o ITA (responsável pela execução do Projeto) , a partir de 2009, sem se perder o foco na formação de  recursos humanos,  o projeto começou a focar mais no projeto do satélite em si, procurando concentrar esforços para se ter de fato um satélite concreto, o ITASAT-1.

Como resultado deste novo enfoque foram realizadas revisões formais,  com a presença de especialistas do INPE do IAE e de especialistas do exterior, convidados pela AEB, com experiência prática em microsatélites e em especial em satélites universitários.

Foram realizadas as revisões  MDR (Mission Definition Review) em fevereiro de 2010, o PRR (Preliminary Requiremente Review) em março de 2010, o SSR (System Requirement Review) em setembro de 2010 e o PDR (Preliminary Design Review) em julho de 2011. A próxima revisão é o CDR (Critical Design Review) que ainda não foi marcada mas provavelmente ocorrerá em meados do segundo semestre de 2013.

Modelo do satélite ITASAT-1 com painel
solar em quatro laterais e no topo
Modelo da configuração interna

BRAZILIAN SPACE: Professor, quando o satélite ficará pronto, já foi escolhido o lançador e já existe uma previsão realista de quando será o seu lançamento?

PROF. DAVID FERNANDES: O CDR do satélite que ainda não foi realizado é uma revisão muito importante e o êxito nesta etapa dará uma maior garantia de quando o satélite ficará de fato pronto. Com o CDR realizado e aprovado a próxima etapa e a de construção do modelo que irá ser lançado.

Como previsão eu diria que meados de 2014 é uma data de referência para o satélite estar pronto.

Ainda não foi escolhido o lançador, mesmo porque a contratação de um lançador requer bastante certeza na data em que o satélite estará pronto.

As incertezas se devem a algumas características do projeto:

a) O Satélite ITASAT-1 é um microsatélite universitário, isto é, projetado e em parte construído por estudantes, com a supervisão de professores, pesquisadores e engenheiros. Os estudantes ficam por tempos curtos no projeto, podem deixar o projeto facilmente e a sua dedicação ao projeto é dividida com as suas obrigações acadêmicas.

b) O ITASAT-1 acabou ficando um satélite complexo (massa aproximada de 80 kg, dimensões  aproximadas de 60x60x58 cm), que em nada pode ser comparado, por exemplo, com um CUBSAT de aproximadamente 10x10x10cm e massa por volta de 1kg.

c) A procura de componentes (sem restrições de importação, de qualidade elevada, quando for o caso de baixo consumo etc) e a sua compra (prazo de entrega, quantidade, restrições de legislação) também são tarefas de certa complexidade que impactam o desenvolvimento do projeto.

Apesar do lançador ainda não ter sido escolhido, no planejamento da missão ITASAT, considerando-se que ele será lançada como carona (carga não principal de uma lançador), examinou-se varias opções de possíveis lançadores e orbitas, de modo que o projeto possa atender a uma ampla família de possíveis lançadores. Isso também é um fator complicador para o projeto, pois o projeto estrutural da plataforma, do seu acoplamento com o lançador, e o projeto dos equipamentos devem prever esforços e vibrações a que serão submetidos.

BRAZILIAN SPACE: Professor, recentemente fizemos uma entrevista com o Dr. Luis Loures, gerente do Programa do VLM-1 do IAE. Na ocasião questionamos ao mesmo sobre a possibilidade de lançar o ITASAT-1 em 2015 através do voo de qualificação do VLM-1. Ele nos disse que certamente existiria o potencial para o lançamento desse satélite pelo VLM-1 devido à sua massa, mas essa possibilidade deveria ser avaliada em conjunto com a AEB e com o DLR. Sob o ponto de vista técnico, eles teriam que avaliar a missão do ITASAT-1 para verificar se poderiam atendê-la já nesta primeira versão do veículo ou, em caso negativo, se haveria como alterar esta missão de maneira a poderem atendê-la. Mesmo antes dessa entrevista o blog já havia lançado uma campanha intitulada “Missão VLM-1/ITASAT-1” visando à mobilização de nossos leitores e da sociedade como um todo para exigir da AEB e do governo DILMA ROUSSEFF que estabelecesse junto aos players envolvidos (IAE, INPE, ITA entre outros) a meta de realizar essa missão conjunta em 2015. Como coordenador do Projeto do ITASAT-1, o que o senhor acha de nossa iniciativa e existiria interesse de sua equipe em se articular com a equipe do Dr. Luis Loures visando esse objetivo?

PROF. DAVID FERNANDES: A equipe do ITASAT já teve um contato com o Dr. Loures do IAE e o dialogo entre nós é muito bom. Havendo uma real possibilidade técnica dos projetos cooperarem, com certeza não haverá nenhum obstáculo para que isso se realize, inclusive vale ressaltar que tanto o IAE quanto ao ITA estão dentro do DCTA e por isso já estamos naturalmente ligados.

De uma reunião que tivemos a aproximadamente dois anos atrás, lembro que um problema técnico que detectamos era a massa elevada do ITASAT  e a sua orbita, entre  450km e 600km, impunham uma restrição na utilização da primeira versão/missão do VLM-1, ou seja,  o VLM-1, a principio, não atenderia este requisito do ITASAT-1.

De qualquer modo como estamos revisando os dados da massa do ITASAT, que deverá diminuir, com a otimização das interligações dos equipamentos (cablagem) e o reprojeto de algumas caixas de equipamentos, certamente teremos uma nova reunião com a equipe do Dr. Loures, durante e após o CDR.

BRAZILIAN SPACE: Professor é sabido que durante o processo do desenvolvimento do ITASAT-1 houve a participação de diversos alunos do ITA e de outras instituições de ensino, inclusive uma alemã. Quantos estudantes efetivamente fizeram parte do desenvolvimento desse satélite e quais serão para eles os reais benefícios conquistados nesse processo?

PROF. DAVID FERNANDES: Em 2012 e 2013, alem dos alunos de graduação e pós-graduação do ITA e de pós graduação do INPE, participaram ou participam do projeto alunos da UFRN, UEL ,  UNIFESP-São José dos Campos, FATEC-São José dos Campos, UNISINUS e ETEP Faculdade de São José dos Campos.

Como referência, durante o ano de  2012, tivemos no projeto, em média, 10 estudantes de pós-graduação e 18 de graduação.

Os alunos envolvidos no projeto ITASAT são muito cobrados, pois temos muitíssimo trabalho a ser realizado, mas dentre os benefícios que posso citar para o estudante destaco:

a) Aprender a trabalhar em um projeto multidisciplinar, onde, uma alteração em um subsistema ou equipamento pode interferir em todos os demais subsistemas e equipamentos, por este modo as soluções técnicas devem ser negociadas com os outros;

b) Aprender a trabalhar com uma equipe de Engenharia de Sistemas, de modo que tudo concorra para se ter o Satélite ITASAT-1;

c) Aprender a especificar e cumprir requisitos técnicos;

d) Participar da preparação dos documentos das revisões, das revisões e depois do atendimento das recomendações do revisores;

e) Se comprometer com prazos;

f) Ter uma visão sistêmica de um projeto complexo; e

g) Aprender a administrar conflitos que surgem no trabalho em equipe.

Estudantes trabalhando em uma das salas do ITASAT no ITA

BRAZILIAN SPACE: Professor, quais foram às instituições envolvidas com esse projeto desde o seu início?

PROF. DAVID FERNANDES: Além dos alunos de graduação e pós graduação do ITA e de pós graduação do INPE, já participaram ou participam do projeto alunos da UnB, UNICAMP, UFRN, UEL, EESC-USP, UFCG, FEG-UNESP, UNIFESP-São José dos Campos, FATEC-São José dos Campos, UNISINUS, ETEP Faculdades de São José dos Campos e da TU-Berlin.

Da TU-Berlin participaram quatro estudantes de graduação, permanecendo no projeto seis meses cada um, com apoio do Programa UNIBRAL  da CAPES, que estava sendo desenvolvido no ITA e gerenciado por professores do Curso de Engenharia Aeronáutica.

BRAZILIAN SPACE: Professor é de nosso conhecimento que um dos grandes beneficiados com o lançamento desse satélite será o “Sistema Brasileiro de Coletas de Dados Ambientais”. O senhor poderia explicar aos nossos leitores a razão disso e quais são as cargas úteis do satélite?

PROF. DAVID FERNANDES: O ITASAT-1 terá quatro cargas uteis experimentais. Uma delas é um experimento científico do INPE relativo a um trocador de calor designado por TUCA. Outro experimento é uma plataforma com sensores MEMS da Universidade Estadual de Londrina (UEL), outro experimento (a ser confirmado) um sistema de comunicações entre satélites da TU Berlin. Temos ainda uma quarta carga útil experimental que será um Transponder Digital de Coleta de Dados que está sendo desenvolvido pelo INPR-CRN, com a colaboração  da UFRN. Esta ultima carga útil, apesar de ser experimental, poderá ser utilizada pelo “Sistema Brasileiro de Coletas de Dados Ambientais”.

Convém ressaltar que o Microsatélite Universitário ITASAT-1, não é um satélite operacional de prestação de  serviços, mas sim um satélite experimental científico. Logicamente que as cargas uteis podem ser utilizadas para diversos fins, tais como o Transponder Digital de Coleta de Dados  que voará no ITASAT-1.

BRAZILIAN SPACE: Professor é de nossa crença que para que as cargas úteis desse satélite fossem adequadamente alojadas foi necessário o desenvolvimento de uma plataforma que desse esse suporte. Existe o interesse de sua equipe e da AEB na industrialização dessa plataforma universitária para microssatélites?

PROF. DAVID FERNANDES: Desde a minha entrada no projeto, em 2009, a AEB sempre deixou claro que como o projeto ITASAT faz parte da Ação da AEB 4934 do Plano Plurianual – PPA, de “Desenvolvimento e Lançamento de Satélites Tecnológicos de Pequeno Porte” ele deveria gerar experiência para outras iniciativas do gênero, sejam elas no ITA ou em outras instituições de ensino, e que se levasse em conta que a plataforma ITASAT pudesse ser utilizada em outras missões de satélites universitários.

Quanto a industrialização dessa plataforma eu não participo e não tenho nenhum envolvimento com uma possível iniciativa neste sentido. O que eu considero mais importante é que se o projeto ITASAT-1 for bem sucedido, ele acarretará um nível maior de maturidade tecnológica de todos os envolvidos (estudantes, professores, pesquisadores e engenheiros) o que permitirá sem duvida o surgimento de iniciativas acadêmicas e ligadas a indústria.

Teste de uma interface de comunicações

BRAZILIAN SPACE: Professor é de nosso conhecimento que o microsatélite ITASAT-1 é o primeiro de um programa que deverá ter sequência logo após o lançamento do mesmo. Já existe alguma discussão em andamento em torno do projeto do ITASAT-2?

PROF. DAVID FERNANDES: Ainda não há discussão formal a respeito de um ITASAT-2, mais acredito que após a finalização do CDR estas discussão devem ocorrer.

BRAZILIAN SPACE: Para finalizar Professor, existe algo a mais que o senhor gostaria de destacar para os nossos leitores?

PROF. DAVID FERNANDES: Gostaria de destacar que o projeto ITASAT, tendo a AEB como promotora, o INPE como assessor técnico e laboratorial e o ITA como responsável pela construção e operação do Microsatélite Universitário ITASAT-1, é um projeto audacioso e complexo que envolve, além do ITA, uma serie de universidades e escolas parceiras, o que a meu ver dá uma relevância maior ao projeto.

O projeto tem três gerentes um da AEB, outro do INPE e um terceiro do ITA. Noto que o trabalho é harmônico entre todos nós com o objetivo de termos êxito neste projeto. As dificuldades que temos são de natureza operacional e técnica, que vão sendo superadas e vão trazendo um aprendizado contínuo.

Por ser uma iniciativa universitária, feito por estudantes, temos recebido, como é natural, apoio não só do INPE mas de Institutos do DCTA, tais como o IAE e o IEAv , que inclusive já usinaram partes  de equipamentos do satélite e do IFI que já colocou a nossa disposição a sua Câmara Anecoica para alguns testes.